Estados do Brasil

(resumo)

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro

 

 

O Brasil possui 26 Estados e um Distrito Federal. A divisão político – administrativa é de 1998, quando o Estado de Tocantins, a partir do desmembramento de Goiás, e os territórios do Amapá e de Roraima são transformados em Estados.

 

 

Estado do AMAZONAS

 

 

 

O Estado do Amazonas é cortado pela linha do equador e é o maior Estado brasileiro em área, com mais de 1,5 milhão de Km2. A floresta Amazónica, que ocupa 92% da superfície estadual, possui a maior biodiversidade do Planeta Terra, com uma fauna estimada em 250 espécies de mamíferos, 2 mil peixes e mais de mil espécies de pássaros. Na fronteira com a Venezuela, situam-se os pontos mais elevados do Brasil: o pico da Neblina, com 3.014 metros de altitude, e o 31 de Março, com 2.992 metros. Além do rio Amazonas, com uma extensão de 6.868 Km de comprimento, possui os dois maiores arquipélagos fluviais do mundo: Mariurá e Anavilhanas.

Pelo Tratado de Tordesilhas de 1494, o território seria espanhol. Os primeiros exploradores foram os espanhóis Francisco de Orellana, que desceu o rio Amazonas até à foz, em 1539 e, Pedro de Ursua, em 1561. Durante a ocupação de Portugal pela Espanha, de 1580 a 1640, foram os portugueses incumbidos de expulsar os franceses, ingleses, e holandeses que ali comercializavam com os índios as “drogas do sertão” (cacau, baunilha, canela, sassafrás, cravo e outras). Em 1637, o português Pedro Teixeira subiu o  rio Amazonas partindo da foz. Mesmo após a restauração da monarquia em Portugal, expedições militares e de sertanistas portugueses e brasileiros continuaram a conquista e a exploração do território, procurando submeter e escravizar os índios. Entretanto, como muitas tribos não se submetessem, foram enviadas grandes expedições, como a de Pedro da Costa Favela, que as dizimaram. Em defesa dos índios ergueram-se as missões religiosas, que procuravam pacificá-los e fixá-los em núcleos de povoamento, onde colectavam as drogas do sertão e plantavam café e tabaco. Muitos desses núcleos deram origem a cidades como as actuais Silves, Uapés e Itapiranga. Também havia aldeamentos de jesuítas espanhóis dos quais se originaram as actuais São Paulo de Olivença, Coari, Tefé, Amatuará, entre outras. Algumas povoações formaram-se ao redor de posições fortificadas. Em torno do Forte de São José do Rio Negro, construído em 1671 pelo capitão Francisco da Mota Falcão, na confluência dos rios Negro e Amazonas, formou-se a povoação de Lugar da Barra, depois Barra do Rio Negro (actualmente, a cidade de Manaus).

Em 1750, o Tratado de Madrid assegurou a Portugal o direito definitivo sobre o território, que passou a constituir a capitania de São João do Rio Negro, subordinada à do Pará.

A Comissão Portuguesa de Limites, chefiada pelo general Francisco Xavier de Mendonça Furtado, instalou-se na antiga missão de Mariuá, tornada capital da noca capitania com o nome de Barcelos. Em 1759, com a expulsão dos jesuítas, acusados de explorar o trabalhos do índios em proveito próprio e de controlar o comércio prejudicando os colonos, as missões passaram a ser administradas pelos Directórios dos Índios. Os primeiros governadores da capitania mandaram explorar e levantar o mapa das comunicações entre o rio Solimões e os seus principais afluentes da margem esquerda. Introduziram  a criação de gado nos campos do rio Branco e instalaram fábricas de tecidos, de embarcações e tijolos. No século XIX começaram a surgir novos produtos, como couros, anil, algodão em caroço e peixe seco. A borracha, conhecida desde o século XVlll, só era aproveitada para fazer bolas e sapatos.

Em 1716, a capital foi transferida para a Barra do Rio Negro. Os anseios de autonomia  total da população sofreram rude golpe com a Independência do Brasil, em 1822, que a tornou uma comarca da Província do Grão-Pará.

Em 1832, uma revolta proclamou a criação da província do Amazonas, mas foi violentamente sufocada pelas forças imperiais. No entanto, a comarca continuou agitada, participando da Cabanagem, que se estendeu até 1840. Em 1850, atendendo às reivindicações do deputado João Baptista de Figueiredo Tenreiro Aranha, preocupado com a decadência da comarca, D. Pedro II sancionou a criação da Província do Amazonas. Em 1856, Barra do Rio Negro teve o seu nome mudado para Manaus.

O progresso acelerou-se com a abertura dos portos amazonenses aos navios estrangeiros, em 1866, e com a valorização da borracha, já no fim do século XIX, no mercado internacional, tomando o terceiro lugar nas exportações do Brasil. Surgiu uma grande imigração de nordestinos para trabalhar nos seringais. Viajantes e cientistas estrangeiros, que desde o século XVIII percorriam a província, continuaram a estudar a sua Natureza.

Em 1884, o Amazonas libertou os seus escravos.

Na Primeira República, o principal chefe político foi Eduardo Ribeiro, responsável pela urbanização de Manaus e pela construção do Teatro Amazonas. Entretanto, com o início da produção dos seringais das colónias inglesas e holandesas no Oriente, a partir de mudas levadas da Amazónia, iniciou-se em 1913 a decadência do Estado.

A partir de 1930, imigrantes japoneses começaram a plantar juta, mas só na década de 1950 houve um esforço do governo federal para estimular a economia. Foram instaladas uma refinaria de petróleo em Manaus, pequenas termoeléctricas a óleo diesel, e uma tecelagem de juta. Em 1967, o governo criou em Manaus uma Zona Franca que contribuiu para estimular o comércio e a indústria.

Em 1974, criou o Programa de Pólos Agro-pecuários e Agro minerais da Amazónia (Polamazónia). Também foram construídas novas rodovias.

Cidades do Estado do Amazonas:

Alvaraes, Amatura, Anama, Anori, Apui, Atalaia do Norte, Autazes, Barcelos, Barreirinha, Benjamin Constant, Beruri, Boa Vista do Ramos, Boca do Acre, Borba, Caapiranga, Canutama, Carauari, Careiro da Varzea, Careiro, Coari, Codajas, Eirunepe, Envira, Fonte Boa, Guajara, Humaita, Ipixuna, Iranduba, Itacoatiara, Itamarati, Itapiranga, Japura, Jurua, Jutai, Labrea, Manacapuru, Manaquiri, Manaus, Manicore, Maraa, Maues, Nhamunda, Nova Olinda do Norte, Novo Airao, Novo Aripuana, Parintins, Pauini, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Santa Isabel do Rio Negro, Santo António do Ica, Sao Gabriel da Cachoeira, São Paulo de Olivenca, São Sebastiao do Uatuma, Silves, Tabatinga, Tapaua, Tefe, Tonantins, Uarini, Urucara, Urucurituba.

Rios do Estado do Amazonas:
Rio Amazonas, Rio Canumã, Rio Içá, Rio Japurá, Rio Jari , Rio Juruá, Rio Jutaí, Rio Madeira, Rio Negro, Rio Purus, Rio Roosevelt, Rio Solimões, Rio Uaupés, Rio Xingu.

 

 

 

 

 Hino do Estado da Amazonas

Letra por Jorge Tufic Alaúzo - Melodia por Cláudio Santoro
Hino oficializado pela lei estadual nº 1.404 de 1º de setembro de 1980

Nas paragens da história o passado
é de guerras, pesar e alegria,
é vitória pousando suas asas
sobre o verde da paz que nos guia.

Assim foi que nos tempos escuros
da conquista apoiada ao canhão,
nossos povos plantaram seu berço,
homens livres, na planta do chão.

estribilho:

Amazonas, de bravos que doam,
sem orgulho nem falsa nobreza,
aos que sonham, teu canto de lenda,
aos que lutam, mais vida e riqueza.

Hoje o tempo se faz claridade,
só triunfa a esperança que luta,
não há mais o mistério e das matas
um rumor de alvorada se escuta.

A palavra em ação se transforma
e a bandeira que nasce do povo
liberdade há de ter no seu pano,
os grilhões destruindo de novo.

Amazonas, de bravos que doam,
sem orgulho nem falsa nobreza,
aos que sonham, teu canto de lenda,
aos que lutam, mais vida e riqueza.

Tão radioso amanhece o futuro
nestes rios de pranto selvagem,
que os tambores da glória despertam
ao clarão de uma eterna paisagem.

Mas viver é destino dos fortes,
nos ensina, lutando, a floresta,
pela vida que vibra em seus ramos,
pelas aves, suas cores, sua festa.

Amazonas, de bravos que doam,
sem orgulho nem falsa nobreza,
aos que sonham, teu canto de lenda,
aos que lutam, mas vida e riqueza.

 

 

 

Estado do Amazonas

 

 

 

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Amazonas
O Estado do Amazonas é uma das 27 unidades federativas do Brasil, sendo a mais extensa delas, ocupando uma área de 1.570.745 km2, pouco maior que a Mongólia. Está situado na região Norte do país e tem como limites a Venezuela e Roraima a norte, o Pará a leste, o Mato Grosso a sudeste, Rondónia a sul, o Acre a sudoeste), o Peru a oeste e a Colômbia a nordeste. Sua capital é a cidade de Manaus e outras localidades importantes são Cidade Nova, Coari, Manacapuru, Tefé, Parintins, Itacoatiara, Tabatinga.
Em 2004 foi colocado como a 11ª unidade da federação mais rica do Brasil, superada por São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Bahia, Santa Catarina, Pernambuco, Distrito Federal e Goiás. Sua população constitui cerca de 2,5% do número de habitantes do país e a região detém as maiores taxas de crescimento do Brasil nos últimos anos. O Amazonas é um dos poucos estados brasileiros que não possui litoral, mas possui a maior bacia hidrográfica e o maior rio do mundo, a Bacia Amazónica e o rio Amazonas.

 


A área média dos 62 municípios do estado do Amazonas é de 22.400km², pouco superior área do estado de Sergipe. O maior deles é Barcelos, com 122.476km² e o menor é Iranduba, com 2.204 km² e não estão às margens de rios como alguns afirmam, mas, isto sim, são cortados por grandes rios amazónicos, em cujas margens estão as localidades, as propriedades rurais e as habitações dos ribeirinhos. No Estado os rios são as estradas e as enormes distâncias são medidas em horas ou em dias de viagem de barco, mas todos os municípios possuem pistas para operações de aeronaves, a maioria é servida por aeroportos e Manaus e Tabatinga possuem aeroportos de nível internacional.
Características:
Tem ao mesmo tempo as terras mais altas (pico da Neblina, com 3.014m e o pico 31 de Março, com 2.992m de altitude) e a maior extensão de terras baixas (menos de 100 metros) do Brasil. Juruá, Purus, Madeira, Negro, Amazonas, Içá, Solimões, Uaupés e Japurá são os rios principais. Veja a lista de rios do Amazonas.
O Amazonas tem 77% da sua área florestal intacta, pois sua vocação económica foi desviada para outras actividades a partir da criação da Zona Franca de Manaus em 1967. Os governos têm procurado incentivar o chamado desenvolvimento sustentável, voltando-se para a preservação do legado ecológico. Existe um esforço para manter os projectos agro-pecuários dentro dos limites da preservação ambiental, enquanto que a valorização do manejo da floresta como fonte de renda contribuiu para que o Amazonas enfrentasse o desafio de reduzir o desmatamento em 21% em 2003, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE.
Aqui encontram-se os dois maiores arquipélagos fluviais do mundo, Mariuá, com 700 ilhas, e Anavilhanas, com quatrocentas ilhas, situados no Rio Negro e a maior Reserva Biológica inundada do planeta, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá. A vasta fauna possui felinos, como as onças, grandes roedores, como as capivaras, aves, quelônios, répteis e primatas. O maior desses animais é a anta e todos constituem fonte de alimento para as populações rurais. Alguns encontram-se ameaçados de extinção e são protegidos por órgãos especiais dos governos. Das milhares de espécies de peixes da Amazónia, com algumas ainda desconhecidas ou sob estudo, as mais exploradas são: tambaqui, jaraqui, curimatã, pacu, tucunaré, pescada, dourado, surubim, sardinha e pirarucu (bacalhau da Amazónia).
De um modo geral, os solos amazonenses são relativamente pobres. Os solos mais propícios à utilização agrícola encontram-se em Humaitá, Apuí, Lábrea e em outros municípios do Sul do Estado.
Colonizadores:
Com o objectivo de catequizar os indígenas, vários leigos e religiosos jesuítas espanhóis fundaram várias missões no território amazonense. Essas missões, cuja economia tinha como actividade a dependência do extrativismo e da silvicultura, foram os locais de origem dos primeiros mestiços da região. Sofreram posteriormente seguidas invasões de outros indígenas inconformados com a invasão ao seu território e de conquistadores brancos. Brancos, acompanhados por nativos, aprisionavam índios rivais para vendê-los como escravos. A destruição das missões espalhou pelo território a desmatação. A partir do século XVIII, o Amazonas passou a ser disputado por portugueses e espanhóis que habitavam a bacia do rio Amazonas. Essa luta desencadeou a disputa pela posse da terra, o que motivou a formação de grandes latifúndios. A partir do século XIX, o território começou a receber migrantes nordestinos que buscavam melhores condições de vida na maior província brasileira. Atraídos pelo ciclo da borracha, os nordestinos se instalaram em importantes cidades amazonenses, como Manaus, Tabatinga, Parintins, Itacoatiara e Barcelos, a primeira capital do Amazonas.
Imigrantes
Portugueses
Os portugueses e seus descendentes, formam os principais colonizadores do Amazonas, por serem o único que não sofre restrições numéricas de entrada no Brasil. Aos portugueses, devemos a nossa língua, a religião, a base de nossa organização política, a cultura e a base de nossas instituições jurídicas. Estão presentes em todo o Amazonas.
Espanhóis
No estado do Amazonas, além de se concentrarem na região de Manaus e de Presidente Figueiredo, descendentes de espanhóis são encontrados na fronteira com a Colômbia e a Venezuela, principalmente na região de Tabatinga.
Árabes e judeus
Um dos maiores grupos de brancos asiáticos encontrados no Brasil pertence aos povos semitas da Ásia Menor. São os judeus, os árabes, os sírios e os libaneses que, espalhados pelas grandes cidades, dedicam-se tradicionalmente ao comércio. Cerca de 280 mil pessoas possuem origens árabes ou judaicas no Estado. Lembrando que a população com ascendência de judeus em sua grande maioria não professa a religião judaica e provém de países como Espanha, Portugal, Marrocos, Argélia e França, principalmente. A grande maioria dos povos árabes no Amazonas são descendentes de marroquinos, libaneses, sírios e jordanos.
Japoneses
Os japoneses começaram a se instalar no Brasil a partir de 1908, acentuando o fluxo a partir de 1920 e depois da Segunda Guerra Mundial. A maioria dos imigrantes japoneses vivem em São Paulo e Paraná, mas uma significativa comunidade vive no Amazonas e no Pará. No Amazonas compõem grupos de cerca de 160 mil pessoas, incluindo mestiços de japoneses com outras etnias.
Chineses
Os chineses, em menor número, concentraram-se mais nas cidades e têm vindo principalmente de Taiwan. Actualmente é difícil encontrar chineses "puros" no Amazonas. A maioria deles já miscigenou-se com brancos, negros e indígenas e tornaram-se mestiços brasileiros.
Indígenas
Segundo dados apresentados pela Funai o Amazonas possui cerca de 83.066 indígenas, divididos em 65 etnias, que correspondem a apenas 1,6% da população total do estado. O município amazonense que possui o maior número de indígenas é São Gabriel da Cachoeira, onde existem 23 mil índios, e é onde encontramos o segundo idioma mais falado no Brasil, o idioma dos Tucanos.
Africanos
O único grupo negro existente no Amazonas é o Orgulho Negro.
Mestiços e caboclos
No estado do Amazonas, os mestiços são numerosos, sendo que 61% da população é constituída por eles. O mais característico é o caboclo. Inicialmente nascido da mestiçagem entre indígenas e europeus, a partir do séc. XIX, também miscigenou-se com nordestinos. Os imigrantes sulistas, predominantemente brancos, que chegaram ao estado no final do século XX, têm sido também mestiçados com a população cabocla. O Dia do Mestiço é data oficial do estado.
Migrantes nordestinos
Os nordestinos têm sido desde o século XIX o mais numeroso grupo de imigrantes nacionais para o Amazonas. Foram decisivos na economia (borracha, juta, comércio) e na constituição da identidade amazonense, mestiçando-se com a população local, além de fundamentais na participação do Amazonas na conquista do Acre. O boi bumbá e o Teatro Amazonas (mandado construir pelo governador Eduardo Ribeiro, cafuzo natural do Maranhão) são apenas duas marcas da autuação nordestina no estado. Aculturando-se com o modo de vida caboclo, o imigrante nordestino preservou a floresta e deu origem ao "caboclo do centrão", população cabocla distinta espacialmente dos caboclos ribeirinhos, mas igualmente cabocla.
Migrantes do Sul do Brasil
Os sulistas estabeleceram-se principalmente em Manaus e na região Sul do estado. Os gaúchos no Amazonas correspondem a 9,4% da população, a maioria deles vive no Sul do Amazonas e na capital, onde começaram a criação de gado, e até fundaram uma cidade chamada Apuí, onde 94% da população da cidade é composta de gaúchos e paranaenses. A ocupação do Amazonas por sulistas foi tão grande, que hoje existem vilas, distritos e cidades espalhadas pelo estado com grande número de sulistas. Devemos ver que a ocupação sulista foi tão importante no Amazonas, Mato Grosso e Rondônia, que poderá ser criado o "Dia do Sulista no Amazonas", em homenagem aos grandes migrantes vindos do Sul que em menos de um século já representam cerca de 29% da população do Amazonas.
A confluência entre o rio Negro, de água preta, e o rio Solimões, de água barrenta, resultam em um fenómeno popularmente conhecido como Encontro das Águas, que é uma das principais atracões turísticas da cidade de Manaus.
Há dezenas de agências de turismo que oferecem passeios regionais, em roteiros que costumam incluir uma volta pelos igarapés da região. Se o passeio for feito em um barco pequeno, o visitante pode pôr a mão na água, durante as travessias, e sentir que, além de cores, os rios têm temperaturas diferentes.
Em Manaus, em frente ao Encontro das Águas, está em construção uma estrutura turística projectada por Oscar Niemeyer, que contém mirantes destinados à contemplação desse magnífico fenómeno natural.
Vegetação:
Sobressaem matas de terra firme, várzea e igapós. Toda essa vegetação faz parte da extensa e maior floresta tropical húmida do mundo: A Hiléia Amazônica. Os solos são de terra firme – do tipo lateríticos: solos vermelhos das zonas húmidas e quentes, cujos elementos químicos principais são hidróxido de alumínio e ferro, propícios à formação de bauxita e, portanto, pobres para agricultura. Solos de várzea – são os mais férteis da região. São solos jovens, que periodicamente são enriquecidos de material orgânico e inorgânico, depositados durante a cheia dos rios. A flora do Estado apresenta uma grande variedade de vegetais medicinais, dos quais destacam-se andiroba, copaíba e aroeira. São inúmeras as frutas regionais e entre as mais consumidas e comercializadas estão: guaraná, açaí, cupuaçu, castanha-do-pará, camu-camu, pupunha, tucumã, buriti e taperebá.

 

 


 

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Manaus
Manaus é a capital do maior estado do Brasil, o Amazonas.
Foi elevada a cidade no dia 24 de Outubro de 1848 com o nome de Cidade da Barra do Rio Negro e em 1670 recebeu o nome de Manaus em homenagem à nação indígena dos Manaós, que significa Mãe dos Deuses. A cidade é um portão de entrada para a Amazónia, a maior floresta tropical do nosso planeta, além de ser a maior cidade do norte brasileiro e a principal metrópole do Norte do Brasil.
Manaus, apesar de não ter um Região Metropolitana, é considerada metrópole regional e é conhecida mundialmente como "Metrópole da Amazónia" e no Brasil como "Capital do Norte".
História:
A história da colonização europeia da região de Manaus começou em 1669, como um pequeno forte em pedra e barro, quatro canhões guardando as cortinas. O Forte de São José da Barra do Rio Negro foi construído para garantir o domínio da coroa portuguesa na região, principalmente contra a invasão de Holandeses, na época aquartelados onde hoje é o Suriname, função que desempenhou por mais que 114 anos. Próximo ao forte havia vários povos indígenas (Barés, Banibas, Passés Manaós), que ajudaram na sua construção e passaram a morar à sua volta.
A população cresceu tanto que para ajudar na catequese, em 1695 os missionários (carmelitas, jesuítas, mercenários e franciscanos) resolveram erguer uma capela, próxima ao forte com o nome de Nossa Senhora da Conceição, que foi adoptada como a padroeira da cidade.
A Carta Régia de 3 de Março de 1755, criou a Capitania de São José do Rio Negro, com sede em Mariuá (actual Barcelos, município próximo a Manaus), mas o governador Lobo D'Almada, temendo invasões espanholas, passou a sede novamente para o Lugar da Barra em 1791, por se localizar na confluência dos rios Negro e Amazonas, que era um ponto estratégico. A sede volta a Mariuá em 1799 e em 1808 passa definitivamente ao Lugar da Barra.
Em 13 de Novembro de 1832, o Lugar da Barra passou a categoria de vila, com o nome de Vila de Manaus e em 24 de Outubro de 1848, com a Lei 145 da Assembleia Provincial Paraense, adquiriu o nome de Cidade da Barra do Rio Negro. No dia 4 de Setembro de 1856 o governador Herculano Ferreira Pena dá-lhe finalmente o nome de Cidade de Manaus.- Demografia:
Indicadores principais
População total: 1.644.690 habitantes (94% urbana; 52,07% mulheres e 47,93% homens)
Densidade demográfica: 144,2 hab./km² (na área urbana é de 3.914 hab./km²)
Mortalidade infantil até cinco anos de idade: 22,26 a cada mil crianças
Taxa de fecundidade: 4,74 filhos por mulher
Taxa de alfabetização: 96,63%
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,774
IDH-M Renda: 0,703
IDH-M Longevidade: 0,711
IDH-M Educação: 0,909
Renda per capita (dados de 2000): R$ 20.965,82
A população de Manaus é de 1.644.690 habitantes, conforme actualização do IBGE em 2006, o que a coloca na posição de oitava maior cidade brasileira, perdendo somente para Curitiba, Brasília, Belo Horizonte, Fortaleza, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo.
A maioria da população encontra-se nas zonas Leste, Norte e Oeste da cidade, sendo a Cidade Nova o bairro mais populoso, com 500.000 habitantes, em 2006.
Segundo os resultados dos últimos censos, a população da cidade elevou-se de 343.038 habitantes, em 1960, para 622.733 habitantes em 1970. Daí até 1990 a população cresceu para 1.025.979 habitantes, elevando sua densidade para 90,0 hab./km². Em termos percentuais, o aumento populacional da cidade entre 1960 e 1970 foi de 40% enquanto que de 1970 a 1980 foi de 94%.
A cidade apresenta bons índices, constituindo-se um óptimo lugar para concentração de investimentos. O IDH-M é de 0,774 e o ICV é de 0,835 , o segundo maior entre as metrópoles brasileiras. A esperança de vida na cidade é superior a 73 anos. 86,9% dos domicílios são atendidos pela rede de distribuição de energia eléctrica, 74,61% pela rede de esgoto e 96,54% são atendidos pela colecta de lixo. 68,61% contam com abastecimento de água.
Problemas urbanos O crescimento populacional e urbanístico de Manaus, a par de transformar a cidade em moderna metrópole, acarretou também os seguintes fenómenos:
Abastecimento de água insuficiente; Alta poluição da maioria de seus rios; Diminuição da permeabilidade do solo; Esgotamento do aterro municipal, localizado no bairro do Tarumã; Aumento crescente nos índices de criminalidade e violência; Alto índice de moradores de rua na região central da Cidade. Comprometimento da fluidez viária em razão do incremento permanente da frota de veículos (o trânsito de Manaus tem, em média, um veículo para cada duas pessoas). Sub-dimensionamento da rede de transporte urbano, que é incapaz de atender a demanda em numerosas linhas e horários.
Entrada na Cabanagem:
A entrada da Comarca do Alto Amazonas (hoje Manaus, a qual foi o berço do manifesto na Amazónia Ocidental) na cabanagem foi fundamental para o nascimento do atual estado do Amazonas. Durante o período da revolução, os cabanos da Cormaca do Alto Amazonas se desbravaram por todo o espaço do estado onde houvesse um povoado dentro dos limites do para assim conseguir um número maior de adeptos ao movimento. Com isso ocorreu uma integração das populações circunvizinhas formando assim o estado, graças à Cabanagem.
Ciclo da Borracha:
Em 1889, Manaus vivia intensamente o ciclo da borracha. Considerada a cidade brasileira mais desenvolvida e uma das mais prósperas cidades do mundo, Manaus era a única cidade do país a ter luz eléctrica e sistema de água encanada e esgotos. O apogeu do ciclo da borracha e fase áurea de Manaus deu-se entre 1890 e 1920, época que a cidade gozava de tecnologias que outras cidades do sul do Brasil ainda não possuíam, tais como bondes eléctricos, avenidas construídas sobre pântanos aterrados, edifícios imponentes e luxuosos, como o requintado Teatro Amazonas, o Palácio do Governo, o Mercado Municipal e o prédio da Alfândega.
Zona Franca de Manaus:
A Zona Franca de Manaus foi criada pelo Decreto Lei n° 288 de 28 de Fevereiro de 1967 para ajudar no desenvolvimento da região, trazendo indústrias ao que hoje é o Pólo Industrial de Manaus (PIM), e foi baseada na criação de uma área de livre comércio de importação, exportação e de incentivos fiscais especiais. Hoje o Pólo Industrial de Manaus possui mais de 450 fábricas e gera cerca de 120 mil empregos diretos e de 500 mil empregos indirectos. Aqui é produzida a maior parte de produtos brasileiros como motocicletas, bicicletas, aparelhos de TV e monitores para PCs (inclusive plasma e LCD), DVD, som, relógios de pulso, telefones celulares, aparelhos de ar condicionado, e outros, com facturamento anual de 18,9 biliões de dólares e exportações superiores a 2,2 biliões de dólares (2005).
Hoje:
A cidade elevou-se à 8ª posição no ranking das maiores cidades brasileiras em população e, em 2004, à 4ª posição no ranking das cidades mais ricas do Brasil, atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília (é também a 3ª em pib per capita, atrás apenas de Brasília-DF e São Paulo), encontrando-se em um nível turístico muito alto, pela sua riqueza natural que atrai milhares de turistas, naturalistas, pesquisadores e jornalistas em busca de conhecimento aprimorado da região e de sua colonização. Manaus também enfrenta problemas que são característicos de grandes metrópoles, onde o poder público não consegue conter a migração e o inchaço do perímetro urbano.
A Zona Franca tornou-se o Pólo Industrial de Manaus resultando em uma mudança do foco dos incentivos fiscais. Até a década de 90 era possível comprar produtos electrónicos por um preço muito reduzido, mas desde a migração para o Pólo Industrial o principal objectivo passou a ser a exportação, e as vendas internas não têm redução significativa de preço com relação a outras cidades brasileiras. As indústrias instaladas em Manaus possuem isenção de alguns tributos que compensam os custos de transporte de insumos e de distribuição no Brasil e para as exportações.
Curiosamente, Manaus é conhecida como uma Metrópole, porém a cidade não conurba com nenhum município vizinho. Os municípios mais próximos de Manaus são Iranduba, Rio Preto da Eva, Presidente Figueiredo, Careiro, Careiro da Várzea, Itacoatiara, Manacapuru e Manaquiri.
Durante todo o ano a cidade recebe grandes quantidades de navios de cruzeiro, pois há acesso para transatlânticos através do Rio Amazonas. Seus prédios históricos são famosos, como o Teatro Amazonas, um dos mais belos do mundo, inaugurado em 1896, quando Manaus vivia o auge do Ciclo da Borracha e era uma das mais prósperas cidades do mundo, chamada de “Paris dos Trópicos”, embalada pela riqueza advinda do látex da seringueira, o Porto de Manaus , com o prédio da Alfândega, importado da Inglaterra pedra por pedra, e o seu cais flutuante, que permite atracação de grandes navios de alto-mar durante todo o ano, o Palácio da Justiça, o Palácio Rio Negro, que hoje abriga um centro de artes, com museu e a pinacoteca do Estado, e o Mercado Municipal Adolpho Lisboa, inaugurado em 1882, cópia do famoso Le Halles , de Paris. Há inúmeras outras atracções e destacam-se Shopping Centers, centros de arte, vários museus, parques ecológicos e municipais, o zoológico do CIGS, área urbanizada e de lazer da Ponta Negra, passeios de barco ao encontro das águas, onde os rios Negro e Amazonas seguem lado a lado por 6km e não se misturam, praias fluviais da região e balneários próximos com belíssimas cachoeiras, e os hotéis de selva, que são uma iniciativa pioneira do turismo do Estado do Amazonas.
O Centro Histórico possui edificações do início do século XX e ruas tomadas por calçadões, em áreas voltadas para a actividade comercial. A Rua Marechal Deodoro é totalmente coberta, como um shopping center aberto, e é chamada de “rua do bate-palma”, pois há pessoas à frente das lojas, que batem as palmas das mãos e informam sobre suas promoções.
Manaus é servida pelo Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, o maior e mais movimentado aeroporto do Norte do país e o segundo do Brasil em movimentação de cargas.
Aeroporto Eduardo Gomes:
O Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, que serve a cidade de Manaus, tem características que o equiparam em qualidade aos melhores e mais modernos aeroportos do mundo, sendo capaz de comportar qualquer tipo de avião comercial ou militar em operação ou em projecto, hoje e nos próximos anos. Pode-se dizer que o Aeroporto Eduardo Gomes representa para a Região Amazónica o elo de seu desenvolvimento e integração com o resto do Brasil e do mundo, devidamente administrado por uma organização destinada a proporcionar alto padrão de eficiência dos seus serviços e cobertura de seus custos operacionais. O Aeroporto Internacional Eduardo Gomes está situado a 14 km do centro da cidade de Manaus, possui uma pista para pouso e decolagem com 2.700m2 por 45 de largura (com duas cabeceiras de nºs 10 e nº 28), dois Terminais de Carga Aérea (sendo o Terminal de Carga Aérea I inaugurado em 1976, juntamente com o Aeroporto e o Terminal de Carga Aérea II inaugurado em 1980), seis pontes de embarque/desembarque (sendo cinco fixas e uma móvel), sete hangares, três salas de desembarque doméstico e uma de desembarque internacional, seis salas de pré-embarque doméstico e duas salas de pré-embarque internacional, dois terminais de passageiros (sendo um para aviação regular e outro para aviação geral), estacionamento com vagas para 341 veículos (distribuídas em onze corredores) e nove guaritas de segurança. O Aeroporto recebe cerca de 4,6 milhões de passageiros anualmente, e é considerado o maior e mais movimentado aeroporto da Região Norte do Brasil, além de ser o quinto aeroporto mais movimentado do país e o segundo em movimentação de cargas.
Na época de sua inauguração chegou a ser o aeroporto mais moderno do Brasil, sendo o primeiro aeroporto brasileiro a possuir fingers (pontes de embarque). Na época era conhecido como Aeroporto Supersônico.
Subdivisões:
Manaus é uma cidade com 1.644.690 habitantes. O município de Manaus é dividido em 222 bairros, 14 distritos e 6 zonas: Zona Leste; Zona Norte; Zona Oeste; Zona Centro-Oeste; Zona Sul; Zona Centro-Sul, além da Zona Rural.
Zona Metropolitana:
Apesar de não possuir uma Região Metropolitana, a zona urbana do município de Manaus é chamada de Zona Metropolitana.
Aspectos Culturais:
A culinária manauense é caracterizada pela utilização de uma grande variedade de peixes provenientes da própria bacia do rio Amazonas. Entre os destaques, podemos encontrar o "pirarucu de casaca" feito com o peixe pirarucu e banana pacovã, o tambaqui grelhado outra espécie de peixe encontrada na região, e a tapioca, tipo de crepe feito com goma de mandioca. Ingredientes como coentro, óleo de dendê, além da farinha de mandioca, também denominada de farinha d'água ou amarela, são frequentemente utilizados. Uma grande variedade de frutas da região também são bastante apreciadas na cidade, como a graviola, o cupuaçu, o açaí, o jenipapo, o bacuri, a pupunha e o tucumã.
Na música, os destaques da capital são: o boi-bumbá, o forró, o samba e o axé.
O Boi-bumbá é um estilo musical proveniente de Parintins, cidade no interior do Amazonas, que conta com danças folclóricas com temática indígena e ribeirinha e com um Festival Folclórico no mês de Junho; em Manaus ocorrem o ensaio dos bois Garantido e Caprichoso antes do Festival Folclórico de Parintins em junho, o Carnaboi logo antes do Carnaval e com o Boi Manaus no mês de Outubro, quando se comemora oficialmente o aniversário da cidade (24 de Outubro).
O forró é um estilo musical que foi trazido pelos nordestinos que vieram na época da borracha. Em Manaus recebeu uma nova roupagem com danças acrobáticas só encontradas na capital. Existem várias casas nocturnas e bandas locais que são especializadas no estilo.
Manaus é tida como a segunda capital mundial do samba, após o Rio de Janeiro. No Carnaval há o Desfile das Escolas de Samba de Manaus e no final do ano há o maior evento de samba do Brasil, o Samba Manaus, com 18 atracões locais e nacionais. Os desfiles ocorrem no Centro de Convenções, o Sambódromo de Manaus, com capacidade para mais de 100 mil pessoas.
O Axé, ritmo baiano derivado do samba-de-roda, começou com as "bandas" na época do Carnaval, mas agora é constante o ano todo, trazendo bandas baianas, algumas das quais se mudam para a cidade, e com bandas locais.
Durante os meses de Abril e Maio acontece o Festival Amazonas de Ópera, com a montagem de obras famosas, envolvendo artistas renomados e com apresentações no Teatro Amazonas e no Largo de São Sebastião.
No futebol, entre os principais clubes de Manaus e do Amazonas temos: o São Raimundo Esporte Clube, participante da Série B do Campeonato Brasileiro desde o ano 2000, quatro vezes campeão da Copa Norte (1957, 1999, 2000 e 2001), vice-campeão brasileiro da Série C e 3º colocado da Copa Conmebol em 1999 e proprietário do estádio Ismael Benigno (a Colina); o Nacional Futebol Clube, fundado em 9 de Janeiro de 1913, chamado de "Leão da Vila Municipal", clube de maior torcida, de mais títulos e de maior tradição no Estado; o Atlético Rio Negro Clube, denominado de "Galo da Praça da Saudade" ou clube "Barriga Preta", também fundado em 1913, mas no mês de Novembro, que é o segundo maior detentor de títulos estaduais; e o Nacional Fast Club, o "Tricolor do Boulevard" ou "Rolo Compressor", fundado no início dos anos 40 a partir de uma dissidência do Nacional Futebol Clube, que já conquistou seis campeonatos amazonenses, além de ter sido Campeão do Norte e vice-campeão do Norte-Nordeste em 1970. Além da "Colina", que tem capacidade para 18.000 pessoas, o maior estádio do Amazonas é o Vivaldo Lima (Vivaldão), que foi inaugurado em 1970 pela Selecção Brasileira, em seu último jogo no território nacional antes da conquista do tricampeonato mundial no México, e que pode receber até 45.000 torcedores.
Etnias: Segundo o IBGE, a população de Manaus está composta por: pardos (63,7%), brancos (34,2%), negros (3,0%), amarelos (2,1%) e indígenas (0,1%).
Manauenses Ilustres
Entre as personalidades que nasceram em Manaus, podem ser citados: Cláudio Santoro, 1919-1989, considerado o maior maestro e compositor da história da música erudita brasileira, após Villa-Lobos; Márcio Souza, escritor e romancista, autor de "Mad Maria", recentemente transformado em série da televisão, "Galvez, o imperador do Acre" e "A irresistível ascensão do boto tucuxi", entre outras obras; Milton Hatoum, escritor nascido em 1952, professor de literatura na UFAM e na Universidade da Califórnia em Berkeley, autor dos romances "Relato de um Certo Oriente", "Dois Irmãos" (ambos ganhadores do prémio Jabuti de Melhor Romance) e "Cinzas do Norte"; Djalma Limongi Batista, cineasta de "Asa Branca, um sonho brasileiro", "Brasa adormecida" e "Bocage, o triunfo do amor"; Aurélio Michiles, também director de cinema ("O cineasta da selva"); António Pizzonia, um dos poucos pilotos brasileiros que conseguiu chegar à fórmula 1; Francisco Xavier de Albuquerque, jurista que foi Procurador Geral da República, Ministro e Presidente do STF entre 1981 e 1983; Marcelo Mourão Gomes, solista do 'American Ballet Theatre' de Nova Iorque/EUA, desde 1997; Malvino Salvador e José Augusto Branco, actores da Rede Globo; António Calmon, autor de novelas e minisséries na mesma emissora; Daniel Pellizzari, escritor e tradutor literário; Vinícius Cantuária, cantor e compositor; Terezinha Morango, Miss Brasil 1957 e 2a. colocada no Miss Universo; Samuel Benchimol, conhecido estudioso sobre a Amazônia e Cosme Alves Netto, 1937-1996, cinéfilo respeitado, era considerado o grande embaixador do Cinemas Brasileiro e Latino Americano.
Bairros - Manaus e Meio Ambiente:
Um dos maiores atractivos de Manaus é a sua localização geográfica: uma grande cidade construída em plena Floresta Amazónica. Ainda é possível ter acesso a áreas bem preservadas desse bioma a poucos quilómetros da cidade. Diferentes ambientes encontrados na Amazônia podem ser facilmente visitados. Entre eles áreas de floresta de terra firme (florestas não alagáveis), várzea (floresta alagável por água branca) e florestas de igapó (florestas alagáveis por água preta).
O crescimento da cidade, no entanto, não veio sem o aparecimento ou agravamento de alguns problemas. Manaus vem perdendo cada vez mais sua área verde e, com isso, uma importante amostra da grande biodiversidade encontrada na Amazónia. Entre as principais ameaças encontra-se a perda ou diminuição dos poucos fragmentos de floresta nativa na área urbana. Isso se torna uma questão ainda mais relevante levando em conta a existência na área de uma das espécies mais ameaçadas de primatas no Brasil, o sauim-de-coleira (Saguinus bicolor), espécie que vive unicamente na área urbana de Manaus.
Desmatamento:
Hoje, o índice de desmatamento de Manaus está em altíssima escala, chegando a 87% de desmatamento em área urbana e 39% em área rural.
Cidade Nova:
Manaus inchava sem nenhuma perspectiva de acerto. Foi pensando neste inchaço que há 25 anos, o então governador José Lindoso decidiu prover moradia à população de baixa renda criando o projecto “Cidade Nova”. Nascia, portanto, o maior conglomerado habitacional da América Latina. No início foram 1.800 casas, para atender a população de migrantes que chegavam do Sul do Brasil em busca de emprego no Pólo Industrial de Manaus, além dos habitantes às margens do rio Negro que viviam em palafitas, sem nenhuma estrutura urbanística. Quando foi criado o projecto, não se imaginava que esta parte da Zona Norte iria crescer tanto e assustadoramente. Preocupado com este crescimento, no início do governo Gilberto Mestrinho, o projecto Cidade Nova recebeu novos investimentos  para a construção de novas casas. Actualmente, a Cidade Nova é um grande aglomerado humano formado de 20 núcleos, além de abranger outras comunidades em seu entorno, conjuntos e condomínios. Um projecto que tomou proporções além do planejado e sem o mínimo de estrutura urbana. Fazendo parte da Cidade Nova estão vários conjuntos habitacionais, entre eles: Renato Souza Pinto I e II, Ribeiro Júnior, Francisca Mendes, Mundo Novo, Osvaldo Frota I e II, Amazonino Mendes, Oswaldo Américo, Américo Medeiros, Canaranas, Campo Dourdado, Riacho Doce, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Boas Novas e Nova Cidade. A Cidade Nova se tornou o maior conjunto habitacional do Norte do Brasil, com uma população estimada em 500 mil habitantes, dos quais, segundo dados de pesquisa levantada pelo vereador Tony Ferreira, 235 mil são eleitores, sendo o maior colégio eleitoral da capital amazonense, maior que muitas cidades do Estado. Por consequência do aumento contínuo e acelerado da ocupação humana, nos últimos anos a Cidade Nova ganhou um terminal de integração de transporte colectivo, implantação de agências bancárias (Banco do Brasil, Bradesco e Caixa Económica Federal), um hipermercado (Hiper DB), auto peças, lojas de armarinhos, metalúrgicas, postos de gasolina, lojas de departamentos e electro domésticos, drogarias, academias de ginásticas e uma praça de alimentação. Esta última, na entrada do Renato Souza Pinto e Canaranas.
A Cidade Nova revela ainda, com seu crescimento, uma grande concentração de templos religiosos. A principal igreja localizada na Cidade Nova é a Católica. A primeira Igreja Católica construída no bairro foi a São Bento (próxima do terminal 3, dividindo a Cidade Nova I e II) e hoje conta com mais de setenta templos. A Igreja dos Mórmons, ou A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, também é destaque na Cidade Nova, que possui 8 capelas e 1 templo religioso dos Mórmons.Em toda a Cidade Nova, existem cerca de 9 mil mórmons.

 

Rio Amazonas

É o maior e o mais caudaloso dos rios brasileiros; o primeiro rio do Mundo em volume de águas e o segundo em extensão, logo depois do Nilo. Nasce em território peruano, na cordilheira dos Andes, atravessa de W para E dois Estados da região Norte do Brasil - Amazonas e Pará - e desagua no Oceano Atlântico. A sua colossal bacia hidrográfica, a mais vasta do globo, mede cerca de 5,8 milhões de Km2, dos quais com 4,8 milhões em território brasileiro. O Amazonas que nasce na Cordilheira dos Andes, no lago Lauri ou Lauricocha, no Peru e desagua no Oceano Atlântico, junto à Ilha do Marajó, no Brasil. E ao longo de seu percurso ele tem os nomes de Tunguragua, Marañón, Ucayali, Solimões e finalmente Amazonas. Uma pesquisa recente revelou que o Amazonas tem um comprimento de 6.868 quilómetros e mais de mil afluentes, e portanto maior que o Nilo com seus 6695 quilómetros de extensão, sendo então o mais longo rio do mundo. Sua bacia hidrográfica é a maior do mundo, com uma superfície de aproximadamente sete milhões de quilómetros quadrados. O Amazonas é de longe o rio mais caudaloso do mundo, com um volume de água cerca de 56 vezes o do rio Nilo. A bacia do rio Amazonas envolve todo o conjunto de recursos hídricos que convergem para o rio Amazonas. Essa bacia hidrográfica faz parte da região hidrográfica do Amazonas, uma das doze regiões hidrográficas do território brasileiro. A bacia amazónica abrange uma área de 7 milhões de km², compreendendo terras de vários países da América do Sul (Peru, Colômbia, Equador, Venezuela, Guiana, Bolívia e Brasil). É a maior bacia fluvial do mundo. De sua área total, cerca de 3,8 milhões de km² encontram-se no Brasil, abrangendo os estados do Acre, Amazonas, Roraima, Rondônia, Mato Grosso, Pará e Amapá. A bacia amazónica é formada pelo rio Amazonas e seus afluentes. Estes estão situados nos dois hemisférios (no hemisfério norte e no hemisfério sul) e, devido a esse fato, o rio Amazonas tem dois períodos de chuvas, pois a época das chuvas é diferente no hemisfério norte e no hemisfério sul. O Rio Amazonas nasce na cordilheira dos Andes, no Peru. Possui 6.750 km, sendo que 3.165 km estão em território brasileiro. Sua vazão média é da ordem de 109.000 m3/s. É um rio típico de planície, ele e muitos de seus afluentes são navegáveis, o que é muito importante para a população da Amazónia, que se serve do rio como meio de locomoção. O rio é divido em três partes: ainda nos países andinos, recebe o nome de rio Marañón ; ao entrar no Brasil, recebe o nome de rio Solimões ; ao receber as águas do rio Negro passa a ser chamado de rio Amazonas  A largura média do rio Amazonas é de aproximadamente 5 quilómetros. Em alguns lugares, de uma margem é impossível ver a margem oposta, por causa da curvatura da superfície terrestre. No ponto onde o rio mais se contrai – o chamado estreito de Óbidos – a largura diminui para 1,5 quilómetro e a profundidade chega a 100 metros. As terras amazónicas, como se disse, formam uma planície no sentido actual da palavra, ou seja, um território formado pela sedimentação. A norte e a sul essa planície é limitada pelos escudos das Guianas e Brasileiro, respectivamente. Uma divisão elementar das terras da bacia amazónica permite classificá-las em: várzeas: terras próximas ao rio, que são inundadas pelas enchentes anuais, ou mesmo diariamente; terras firmes: nunca são alagadas pelas enchentes. A teoria mais aceita pelos geólogos é de que o rio Amazonas formou-se a partir de um grande golfo, que originalmente se abria ao oceano Pacífico. Com a formação da cordilheira dos Andes, esse golfo teria sido fechado a oeste, formando um gigantesco lago ao norte da América do Sul. Esse lago teria se aberto para leste quando houve a separação do supercontinente América-África; tendo o grande rio assim se formado (ver teoria das placas tectónicas). Sua suposta origem lacustre explicaria o fato de o rio Amazonas apresentar inclinação muito pequena. Em todo seu trajecto inclina-se menos de cem metros; num trecho de 3 mil quilómetros em território brasileiro, a inclinação é de apenas 15 metros. Durante muito tempo, considerou-se a desembocadura do Amazonas na região de Belém. Hoje, o rio que banha a capital paraense (rio Pará) não é considerado como foz do Amazonas, fazendo parte da Bacia Hidrográfica do Tocantins. A foz do Amazonas está no lado ocidental da ilha de Marajó. Isso faz com que a cidade de Macapá sejam considerada a única capital banhada pelo rio. O volume d'água despejado pelo rio é tão descomunal que a água do mar é doce por vários quilómetros além da desembocadura.

 

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande – Portugal

 

 

 

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Imagem Fundo: Manaus

FORMATAÇÃO E ARTE: IARA MELO

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