Este é o mais antigo Magazine “Cá Estamos Nós” que tenho em arquivo. Os outros anteriores foram perdidos numa avaria do computador. 
          Abraço
          Carlos Leite Ribeiro

M A G A Z I N E    C Á    E S T A M O S    N Ó S

DIRECÇÃO, COORDENAÇÃO e EDIÇÃO de:

 PORTUGAL:                        CARLOS  LEITE  RIBEIRO          -           Marinha  Grande

E-mail: leiteribeiro@mail.telepac.pt
HP – http://www.terravista.pt/baiagatas/2172

BRASIL:                        GLADINHA  BARROS            Copacabana       Rio  de  Janeiro

E-mail: glacerda@msm.com.br

 

SAUDAÇÃO  MUITO  AMIGA  A  TODOS  OS  NOSSOS  LEITORES  !!!

  06 – Setembro de 1998

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N O T A    D E    A B E R T U R A

Uma das características do mundo que nos rodeia é a mobilidade, perfeitamente enquadrada nas regras de

Evolução e mutação do mundo de hoje. Este facto dá origem a tensões e desequilíbrios das populações, alteração de estatutos, problemas de inserção social, etc.

É necessário pois, ajudar as pessoas e as regiões a tomarem consciência dos problemas que lhe são postos por esta evolução. Para isso, é necessário ajudar os grupos e os indivíduos a manifestarem a sua diversidade através da expressão dos seus interesses, que são o resultado das necessidades que apresentam.

Outro facto, é a comercialização dos tempos livres, sob a influência dos mas media, em particular, que constituem um problema preocupante para quase todas as regiões do mundo.

Com efeito, reduzindo os tempos livres a uma actividade de consumo de bens e serviços, não só se fomenta a passividade mas, também se asfixia a actividade criadora e imaginativa das crianças, dos jovens e dos adultos, numa sociedade que se pretende mais aberta, plural e dinâmica e onde o cidadão deverá ser mais activo, mais participativo e mais crítico

Esta necessidade impõe um processo de aprendizagem que deve ser interiorizada por todos nós como uma necessidade, e talvez obrigação, de um estatuto de cidadania que uns, mais do que outros, reivindicam como um direito constitucionalmente reconhecido, mas que nem sempre sabem como deve ser correctamente exercido.

Carlos Leite Ribeiro

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S A N T O S       (Estado de SÃO   PAULO   -   BRASIL)

Inteiramente urbanizada, saneada e organizada, SANTOS, com a mais completa infraestrutura de serviços públicos do litoral paulista. Seus 7 Km. De praias, seus jardim encantador que é um grande orgulho para a nossa cidade, é o maior jardim contínuo do mundo, proporcionando um agradável convite à prática de esportes ou passeios à beira-mar, inclusivé à noite, pois toda a orla possui iluminação total. É por estes e outros atrativos, que é uma das cidades mais procuradas pelos paulistas e pessoas de várias regiões, inclusivé estrangeiros, em épocas de férias e temporadas. Santos é uma grande cidade cercada de belezas por todo o lado ! A linda ponte pensil que liga São Vicente à Praia Grande, cidade que também vem crescendo e se tornando tão bonita quanto a Santos. Ao fundo fica a Ilha Porcgart, local com uma linda vista sobre toda a baía. São Vicente, tem como limite a ilhota e, depois dela, está a belíssima Santos, que é uma cidade com grandes atrações, sendo considerada pela ONU como uma das cidades brasileiras com melhor qualidade de vida do país.  UM  POUCO  DE  HISTÓRIA:

Em 1502, uma expedição, de que fazia parte Américo Vespúcio, localizou no litoral paulista um porto a que deu o nome de São Vicente. Em 1532, chegou ao Brasil a expedição colonizadora de Martim Afonso de Sousa, que desembarcou no porto de São Vicente, local que escolheu para fundar a primeira vila do Brasil, a Vila de São Vicente. Portanto, as origens de Santos remontam à primeira metade do século XVl.

Foi o sertanista português, Brás Cubas, fidalgo da Corte e Moço de Câmara del Rei, quem fundou o embarcadouro e o povoado que inicialmente recebeu o nome de Todos os Santos. Em 1545, o povoado foi elevado a Vila com o nome de Santos, e em 1839 a Cidade. Até ao século XlX, a cidade desenvolveu-se lentamente, mas, a partir da expansão da cultura do café, começo a desenvolver-se a rítmo intenso, em parte devido a seu porto, considerado o melhor do Brasil

ESPERAMOS  POR  VOCÊ  !!!

(L E N I T A      -    Santos       -      BRASIL)

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O     MUNDO     MARAVILHOSO     DA     RADIODIFUSÃO   (RÁDIO)

(continuação)

Não se pode escrever para a Rádio como se escreve, por exemplo, para um jornal ou revista. Não é unicamente porque os meios são diferentes, que suportam mal os efeitos literários e o tom enfático que a Imprensa permite; é, principalmente, porque o fim é outro, porque a escuta difere da leitura, porque essa escuta tem condições que levam o ouvinte ao uso do esforço mínimo e porque ouvir não será o mesmo que ler. O ouvinte encontra-se quase sempre sem compromisso de entrega, sem conceder ao apresentador uma atenção muito especial e recusando-se, muitas vezes, à boa-vontade que daria a compreensão de um texto qualquer que lesse. O ouvinte pensa que o apresentador deve  -  e pode  -  imputar-se-lhe uma adesão, um esforço de compreensão, uma disposição para receber o espectáculo radiofónico que provocou (ou procurou) voluntariamente. A um ouvinte, embora se lhe pudesse pedir outro tanto, retira-se-lhe esse compromisso, atendendo ao carácter  quase imperativo da Rádio e não à determinação dos seus programas perante o seu público: é, por assim dizer, um espectáculo que se impõe e que não tem em conta o direito de escolha do espectador. Além disso, o ouvinte é vítima do carácter fugidio da impressão auditiva. Se, durante uma leitura, se encontrar passagens de compreensão mais difícil, o leitor pára e reflecte, relê e pensa. Na Rádio, esta suspensão é impossível. Aquele que escreve, lê ou fala tem de saber que, se o ouvinte “perder o fio à meada”, dificilmente o torna a apanhar...

Por isso, quem escreve para a Rádio, deverá recorrer às repetições necessárias à compreensão auditiva, mas sem entrar em exageros.

(continua)

Carlos Leite Ribeiro

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L E I R I A   (Capital de Distrito e de Concelho da Alta Estremadura)   -   PORTUGAL

Leiria, linda e progressiva cidade portuguesa, fica situada na orla ocidental de Portugal e é beneficiada por privilegiadas condições climatéricas. Seu concelho tem uma área de 549,24 Km, e é envolvido a norte pelo de Pombal, a sul pelos da Batalha e Porto de Mós, a oeste pelo da Marinha Grande e a este pelo de Vila Nova de Ourém. A categoria de Cidade foi-lhe concedida por D. João lll, em 13-06-1545. Anteriormente, já tinha recebido forais de D. Afonso Henriques (1º rei de Portugal) em 1142 e por D. Sancho l (seu filho) em 1195. Muito mais tarde, D. Dinis doou-a a sua esposa, D. Isabel de Aragão (também conhecida por Rainha santa Isabel), com a alcaidaria castelã. No período quatrocentista, esteve instalada nesta cidade, uma das primeiras oficinas tipográficas que imprimiram os mais antigos incunábulos portugueses. O conjunto citadino ergue-se emoldurado pelo sinuoso rio Lis, de um sereno bucolismo, e pelo morro altaneiro onde se recortam os perfis do velho e belo castelo, do Paço de D. Dinis e da Igreja da Pena.     POSSÍVEL  ORIGEM  DO  NOME:

Segundo o Prof. Dr. Vasco Botelho do Amaral ... “...o nome de Leiria têm-se prestado às mais fantasiosas conjecturas. Ora o fazem derivar de nome de mulher, ora o tiram de “leira”, ora de “lírio” (na forma grega), ora dos nomes dos rios leirienses, etc. O nome de Leiria talvez advenha do rio Leirena, que foi também “Leirea” e “Leireia”; e vejamos: o nome do rio Leirena, alterna com “Lena”. Ora, em Plínio (ver Quicherat) há referência a uma cidade da Lusitânia, chamada Lena ...”.

A cidade de Leiria, começou num morro entre os rios Lis e o Lena. Desconhece-se a data do início do povoamento nesta zona, embora se tenham estabelecido por ali, sucessivamente, Romanos, Visigodos e Árabes. A primeira conquista aos Mouros, talvez tivesse ocorrido por volta de 1135.

Nota: muita coisa ficou por dizer sobre Leiria...

Carlos Leite Ribeiro

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MEU  RIO,  AMOR  PROFUNDO   !!!

Meu Rio de Janeiro, querido / de noite ou de dia / uma constante festa, alegria / de um carioca amigo / sempre de braços abertos a esperar / guarda um toque singelo / de tudo aquilo que é belo / que a natureza te soube dar ... / Desde a Lapa dos Arcos antigos / por onde a água era trazida / para todos a poderem usar , / até os monumentos modernos / onde sob céu aberto / o Santo Padre pôde Missa rezar / És um grande jardim florido  / desde o Aterro do Flamengo, parque vivo, / de onde se pode observar / Pão de Açucar, Morro da Urca, / até a enseada de Botafogo / com mil barquinhos a velejar ... / Rio de Janeiro, cartão de visitas / um dos muitos do imenso Brasil / quando aqui se chega / o coração palpita e se alegra / na paz do teu céu azul de anil / eterna canção de amor ! / Copacabana com seu Forte defensor, / mar aberto povoado de surfistas / tantas praias de garotas enfeitadas / tomando sol, como sereias encantadas / sob o murmurar de suas ondas / no vai e vem inconstante / acariciando as areias do mar ... / De dia, samba, futebol ou corrida, / de lindos cavalos galantes a galopar / no hipódromo da Gávea ou teatros / ou serenatas ao luar ... / Lugar de lazer, muitas opções de vida / eterno verão, Rio de Janeiro, / sonho de amor do meu coração / de manhãzinha por entre as matas da Tijuca, / florestas e cascatas, / podemos observar pássaros e borboletas coloridas / brincando no ar ... / Do alto, lindo panorama / olha do a ponte de Rio – Niterói, / obra majestosa que nos facilita atravessar / por toda Baía de Guanabara / salpicada de navios vindos de todo lugar ! / Barcos pesqueiros e lanchas / que vão à ilha da fantasia aportar / Paquetá, pérola do mar / Praia da Moreninha, / que o poeta sob tão bem cantar / garotas pescando sobre as águas / aviões cortando os céus .../ Rio, porto sorriso / se Deus não o tivesse criado, / certamente estaria arrependido / e estaria a procurar / um modo de arranjar abrigo, / um lugar onde o amor, a paz, a alegria, / o abraço amigo, / que pudessem tão bem se adaptar, / quem chega, o Cristo Redentor avista / no Corcovado a simbolizar, / a terra de todo mundo, / Rio, amor profundo, / eterno e suave cantar, / te amo, sempre hei de te AMAR !!!./

Da escritora brasileira JANETE  - “ROSA  DOS  VENTOS” do seu livro “VARIAÇÕES DA ROSA” o qual pode ser pedido através do correio electrónico rosa@bridge.com.br. Obra aconselhada !!!

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B A I R R O S   E   MONUMENTOS    DE   L I S B O A

Na Baixa lisboeta, sobressai-se a construção Pombalina, tendo a sua porta principal virada para o rio Tejo , a Praça do Comércio, anteriormente chamada Terreiro do Paço. Ao centro, situa-se a estátua equestre (a cavalo) de D. José l, obra do escultor português, Machado de Castro. Simboliza a reconstrução de Lisboa depois do terramoto de 1755, onde se distinguiu o Marquês de Pombal. Na parte norte desta Praça, situa-se o Arco da rua Augusta, com projecto de Eugénio de Castro, modificado em 1873, por Veríssimo José da Costa, que suavizou o estilo anterior, que era de severo neoclássico, num estilo romântico. Teve a colaboração de Vitor Bastos, autor das estátuas do Condestável Nuno Álvares Pereira, Viriato ( o valente pastor dos Montes Hermínios), Pombal (1º Ministro de D. José l), e Vasco da Gama (descoberta do Caminho Marítimo para a Índia). No cimo deste arco triunfal, uma figura representativa dos rios Tejo e Douro., tendo ao centro uma figura feminina que tem nas mãos uma coroa de louros e que simboliza a Glória.

Perto da Praça do Comércio, situa-se o edifício dos Paços do Concelho (Câmara municipal de Lisboa), reconstruído no local onde existiam os Paços do Concelho pombalinos, destruídos em Novembro de 1863, por um enorme incêndio. Já no Rossio, fica situado o Teatro de D. Maria l, construído sobre as ruínas do Palácio da Inquisição. Sofreu em 1964 um enorme incêndio que muito o danificou. Ainda no Rossio, situa-se a Igreja de São Domingos, do século Xlll, restaurada nos reinados de D. Manuel l e de D. João V, que também em 1959, sofreu um enorme incêndio que a destruiu parcialmente.

Ali perto, mas já na rua das Portas de Santo Antão, ergue-se o Palácio da Independência (ou dos Condes de Almada), onde se teriam juntado os Conjurados do Movimento de 1640 (Restauração de Portugal). Este Palácio tem duas chaminés cónicas, algo parecidas com as do Palácio de Sintra (antigo Paço Real).

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A     V I D A            (Conto)

Dois homens encontravam-se muito doentes numa enfermaria de um Hospital. O cômodo era bastante reduzido e nele havia uma janela que dava para o mundo. Um destes homens tinha, como parte do seu tratamento, permissão para sentar-se na cama, durante uma hora, todas as tardes. Sua cama ficava perto da tal janela, enquanto o outro, tinha de passar todo o tempo deitado de barriga para cima. Todas as tardes, o tal homem que ficava junto à janela, ia descrevendo ao outro companheiro, o que via lá fora. Aparentemente, a janela dava para um parque onde havia um lago, que continha patos e cisnes, onde as crianças lhes atiravam pão , e onde estas crianças colocavam seus barquitos de brinquedo. Jovens namorados por ali passeavam, bem juntinhos, de mãos dadas e dedos entrelaçados. O ambiente deste parque era cheio de flores, gramados e mais ao longe campo de jogo da bola.. E lá mais ao longe, por detrás de uma enorme fileira de árvores, avistava-se o belo contorno dos prédios da cidade.

O homem que estava deitado, ouvia atentamente o outro descrever tudo isto; ouvia o relato sobre como uma criança quase caiu no lago; como as garotas estavam bonitas em seus vestidos de verão. As descrições do seu amigo que estava sentado na olhar para este universo, quase o faziam ver o que ia acontecendo lá fora... Então, certa tarde, interrogou-se: “Porque que o homem que ficava junto à janela podia ter o prazer de ver tudo isto e ele, não podia ter esta chance ?... Quase se sentiu envergonhado !; tentava mais não pensar neste pormenor, mas intimamente, também desejava poder ver. Tinha que fazer qualquer coisa ...

Numa noite, em que estava absorto nos seus pensamentos, o seu companheiro de enfermaria, acordou, tossindo e procurando aflitivamente o botão de campainha que faria vir rapidamente a enfermeira.. Mesmo sem se mover, estava observando seu companheiro, mesmo quando o som sufocante de sua respiração parou. De manhã, a enfermeira, silenciosamente, levou seu corpo já sem vida ... O nosso homem pediu então que  transferissem a sua cama para junto da tal janela. Fizeram-lhe a vontade ...

Quando já se encontrava sózinho, apoiou-se num cotovelo e, embora, sentisse muitas dores, sentou-se na cama e pela primeira vez, olhou para fora da janela  -  e o que viu ?...  nada mais do que um MURO !!!...

E a vida é, e sempre foi aquilo que nós a imaginamos !!!

“Valorize as pessoas que fazem o possível para tornar a sua vida melhor !”.

(Conto de ELIANE  MAZZA    (São Paulo   -    BRASIL)

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MEU HOMEM - Lílian Maial

(Em homenagem ao aniversário do nosso querido diretor Carlos Leite Ribeiro

Meu homem são muitos  / São brancos, são negros,  / São louros, morenos,  / Bem altos, baixinhos,  / São atletas, franzinos,  / Diplomatas, bandidos,  / Arrogantes, tímidos.//
São reis, czares, imperadores,  / Ou vivem numa câmara de horrores.  / Meus homens a mim pertencem  / E obedecem cegamente  / Cegos que estão de paixão!//
São rudes, exalam o cheiro do campo,  / Da rocha mais dura,  / Da flor mais pura,  /

Da mão calejada da vida segura.//
Também são gentis, / De versos banais,  / De cores pastéis,  / De óculos intelectuais.//
Mas podem ser assassinos  / Dos sonhos de vida a dois  / Comendo feijão com arroz  /

Nos pratos feitos do amor.//
Talvez preferisse os magos,  / Os esotéricos, os ciganos,  / Fugindo ao amanhecer dos planos,  /

Sem rumo, nem barco, nem futuro,  / Vivendo um momento obscuro,  / Buscando nos astros seu guia.//
Não é todo dia que se encontra comigo  / Mas sente em mim um perfeito abrigo  /

Onde recostar a cabeça e dormir.//
Não, meu homem é fera primitiva  / Que monta e cavalga a mordidas  / Que esfrega a barba na barriga  / E provoca espasmos na garganta.//
Me puxa os cabelos, me levanta  / Me senta em seu colo suado  / Me prova, me acende, me bate  /

Me arranca urros em combate  / Me vence e me deixa vencer.//
Grande engano! Meu homem é cavaleiro  / De espora e armadura de prata  / Cavalo branco, despontando na mata  / Me apanha no galope e some  / Me consome, com pão e vinho  / Me alisa, me faz carinho  /

Faz de meu corpo um caminho  / E de meu gozo a chegada.
Meus homens são todos e um só  / De quem vim da costela e pra onde vou pó  / Dividindo meu leito,  / Multiplicando meu canto  / Aos quatro cantos do mundo  / Pra depois, num segundo  / Explodir em lágrimas de adeus  / Ou em jatos de amor  / E seja lá como for  / É só meu.

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C A S I N H A

Casinha de palha / de pernas-de-pau / de pés atolados / à beira do rio / tão pobre, tão feia, tão frágil, / - Quem diz / que assim como é / é boa e feliz ? / Da cor quando é nova, / do mato da mata, / é verde, tão verde; / que a gente, de longe, / se lhe olha a fachada / confunde-a com a selva / que fica atrás dela / sombria / fechada... / Depois, envelhece, / e vai desbotado / ficando toscada / queimada / amarela / Do lado de dentro da feia casinha / a sala / dois quartos / e atrás / a cozinha... / suspensos nos pregos / das finas paredes / o rifle / o arpão / tarrafas e redes... / Na porta, um cachorro / de orelhas caídas / acuando com medo / da “chata” que passa / fazendo banzeiro / botando fumaça ... / Em volta da casa / galinhas ciscando / e porcos / e porcas / fuçando / fuçando .../ Atrás, no giráu, / expostos ao sol / montões de caroços / demilho e cacau.../ No oitão, o roçado, / verdinho / verdinho / com milho / maniva / quiabo / feijão .../ Do lado do tacho / e velha engenhoca / rangendo / rangindo / moendo / mandioca.../ Tomando na cuia / chibé de farinha / e ao fogo fritando / um tucunaré, / nos fundos da casa / rodeada de mato / cutuba / cabocla / cantando / cozinha .../ Caboclo deitado / em leve maqueira / assiste brincar / nos verdes capins / descalça / despida / queimada / buchuda / a prole comprida / de uns dez curumins .../ Casinha de palha / de pernas-de-pau / de pés atolados / à beira do rio, / tão pobre, tão feia, tão frágil, / Quem diz / que assim como é / é boa e feliz ? / Já tarde da noite / nos ermos da mata / e triste petica / seu canto desata : / Pêêê ... tica / Pêêê ... tica / Na velha maloca / do velho Taurí / que é toda tapada / de palhas de ubim, / cunhã laci / está quase morta / com o corpo queimando / de febre ruim ... / nos ermos da mata / de novo, a petica / seu canto desata: / Pêêê ... tica / Pêêê ... tica / Não valem de nada / O Uirapuru / o olho-de-boto / e a muiraquitã / que estão escondidos / na cuia pitinga / e tem o poder / de males curar / e até de cortar / quebranto e mandinga .../ nos ermos da mata / de novo, a petica / seu canto desata: / Pêêê ... tica / Pêêê ... tica / Em vão, os pajés, / batando com os pés / no chão do terreiro, / batendo com as mãos / nas pernas da tanga, / rodando, pulando, / gingando, rezando, / fazendo magia, / fazendo pussanga, / invocam das sombras / do oco do mundo / as forças divinas / dos “bichos do fundo”... / A linda cunhã / sucumbe, se acaba ... / Ai ! Vai para a Taba / azul de Tupan ... / Nos ermos da mata / assim que tapuia / panema, fenece, / tal qual como um encanto / da triste petica / o lúgubre canto / emudece ... / Quiriri .../ ESCURIDÃO ...

(Dr. JOSÉ  ALVES  ª de MENEZES) trabalho cedido por seu neto, Prof. HAMILTON  F. MENEZES  -  Brasília  -  BRASIL )

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MARÍLIA  -   CIDADE  SÍMBOLO  DE  AMOR  E  LIBERDADE

A CIDADE DE MARÍLIA  está localizada no centro da micro região denominada “Alta Paulista”, na parte oeste do Estado de São Paulo e dista 450 Km da cidade de São Paulo. O nome Marília foi dado por Bento de Abreu, que numa viagem de navio à Europa, leu o livro “Marília de Dirceu”, poema de Thomaz Antônio Gonzaga(*) e dele retirou o nome “Marília”. Em 04 de Abril de 1929, ocorreu a instalação do Município de Marília, data de comemoração do aniversário da cidade, e em 27 de Junho de 1933, foi criada a comarca do mesmo nome. Seu relevo caracteriza-se pela ocorrência de partes altas, os espigões e de vales por onde caminham os rios e córregos, as “baixadas”, separando as duas partes, paredões íngremes de pedra, o itambé. Nos espigões o relevo vai de plano a acidentado. O clima da cidade caracteriza-se pela ocorrência de duas estações bem definidas. Um verão que vai de Outubro a Março, marcado por altas temperaturas e chuvas; e um Inverno, de Abril a Setembro, seco e frio. As temperaturas médias são 25 a 35º C no período de verão, e de 10 a 18º C, no período de inverno. A base econômica do município, no ínicio da década de 30, foi a cultura do café, substituído posteriormente pelo algodão. Com o algodão, vieram as fábricas de óleo e com as fábricas, o crescimento urbano. Aliado a esse início de industrialização vieram as ferrovias e as estradas de rodagem que ligam Marília ao norte do Estado de Paraná e as demais regiões do estado de São Paulo. O Município de Marília tem uma área de 1.194 Km2 de área urbana e 1.152 de área rural. Sua população total: urbana + rural é de 200 mil habitantes.

Hoje, Marília tem excepcionais condições urbanas, proporcionando uma excelente qualidade de vida aos seus habitantes. Sua economia é forte, destacando-se no ramo alimentício, o que lhe valeu o título de “CAPITAL NACIONAL DO ALIMENTO”. Marília tornou-se um dos grandes polo universitários do Estado, contando com 2 universidades, Unesp e Unimar, e uma Fundação Municipal de ensino, totalizando 15 mil alunos Universitários.

ESPERAMOS  POR  VOCÊ   !!!   VENHA  ATÉ  NÓS  !!!

(Engº. FERNANDO  FAVINHA     Marília   (Estado de São Paulo  -  BRASIL).

 

(*) nota da Coordenação:

Thomás António Gonzaga, poeta brasileiro, nascido em 1744 na cidade do Porto (Portugal), foi autor da famosa colectânea de poemas (quase líricos) “MARÍLIA DE DIRCEU” inspirados em amores a uma senhora mineira. Foi comprometido na Conjuração Mineira, e, embora sempre tenha negado tal facto, foi condenado a degredo para então colónia portuguesa de Angola. Esteve preso no Forte de São João Baptista na cidade de Luanda, sendo mais tarde desterrado para outra colónia, Moçambique, onde morreu em 1807 em Lourenço Marques, hoje Maputo.

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Até à próxima, caros Amigos !!!

“CÁ  ESTAMOS  NÓS “    !!!!!!!!!!!

                                                                  N A T U R A L M E N T E  !!!!!!

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