D. Nuno Álvares Pereira
Condestável do Reino de Portugal
6 de novembro


Estátua equestre de D. Nuno Álvares Pereira
Em frente ao Mosteiro da Batalha (Leiria)

          Nasceu na Sertã em 1360 e morreu em Lisboa (nas agora Ruínas do Convento do Carmo) em 1431. Era filho do prior do Hospital, Álvaro Pereira, que combatera na Terra Santa e tivera 32 filhos (há grande prior !). Levado para Santarém, onde se encontrava a Corte, distinguiu-se nu reconhecimento que fizera das tropas castelhanas (séculos mais tarde espanholas) que cercavam então a cidade. A rainha D. Leonor Teles (mulher de D. Fernando 1º) tomou-o a seu serviço e armou-o cavaleiro. Nessa altura, iniciou a sua amizade com o também jovem D. João, Mestre de Avis e mais tarde D. João 1º. Diverge do partido que tomara a nobreza, que apoiava as reivindicações ao trono de Portugal. Quando soube da morte do conde de Andeiro (amante da rainha depois da morte de D. Fernando 1º) e da consequente tomada do poder por D. João, Mestre de Avis, colocou-se a seu lado com os seus homens, jurando "Pelo Mestre contra Castela), juramento que se tornaria palavra de ordem política da época. Como Condestável do Reino, chefiou a resistência a Castela durante as lutas pela independência, como Aljubarrota, Atoleiros e outras batalhas. Introduziu na táctica guerreira, a lança de peonagem como defesa da carga de cavalaria. D. João 1º doou-lhe o condado de Ourém (região de Fátima) e as terras do conde de Andeiro, além de muitas outras ( que totalizavam cerca de um terço do Reino. Muitas passaram mais tarde para na altura ainda não formada Casa de Bragança). O rei caindo em si pelo que fizera, propôs-lhe comprá-las e tê-las de volta para dotar os infantes, o que desagradou a D. Nuno Álvares Pereira, a ponto de chegar a pensar em abandonar o Reino. Mas não tardaram, rei e condestável, a fazer pazes, pois a segurança em relação a Castela assim o impunha. Corre novamente o País de norte a sul, reprimindo as tentativas de invasão castelhana. Em 1411, a paz foi assinada e então, dedica-se fervorosamente à religião, erguendo o mosteiro de Santa Maria do Carmo (hoje ruínas do Carmo) em Lisboa. Em 1423, viúvo, resolve fazer a profissão de fé, doando seus bens aos netos e à Ordem do Carmo, onde ingressa.
          Sua espada sempre invicta, que tinha gravada na lâmina o santo nome de Maria, foi depositada no altar, nas mãos do Profeta Elias, fundador da Ordem Carmelita.
          Uma filha do Santo Condestável casou com D. Afonso, filho do rei D. João I de Portugal. Desse casal procede a Sereníssima Casa de Bragança, que reinou em Portugal até 1889 e no Brasil até 1889.

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro - Marinha Grande - Portugal
 

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