312º Aniversário de Curitiba
PR – Brasil

29 de Março


Bandeira de Curitiba

          A cidade de Curitiba, encontra-se no planalto cristalino do Paraná, também chamado primeiro planalto paranaense, nas proximidades da Serra do Mar. A cidade ocupa a borda noroeste de uma pequena bacia sedimentar plistocénica, e o local caracteriza-se por um conjunto de vales, lagos e colinas suaves, cobertos de campos, com alguns capões de mata neles dispersos. Em redor domina a floresta sub-tropical, rica em pinheiros (araucárias) e erva-mate. Curitiba é banhada por vários afluentes do Rio Iguaçu (*), especialmente os Rios Belém e Ivo.
          (*) Rio Iguaçu, nasce nos Campos de Curitiba, junto à cidade do mesmo nome, corre para o Rio Paraná, depois de percorrer 1.045 Km, separando em parte, Os Estados do Paraná e Santa Catarina.
          Esta região começou a ser povoada em meados do século XVll, quando aí se descobriram algumas jazidas de ouro. Os primeiros habitantes provinham de Paranaguá, onde também fora achado ouro, no sopé da Serra do Mar, por volta de 1630. Esse pequeno estabelecimento foi em 1668, incorporado a Paranaguá, por Gabriel de Lara. Nessa altura, já havia surgido o povoado de Nossa Senhora da Luz e Bom Jesus dos Pinhais, que somente seria elevado a vila no ano de 1693. A indústria de minerais nunca chegou a desenvolver-se na região.
          Quando no fim do século XVll se descobriram, as Minas Gerais, muito moradores partiram para lá, abandonando as suas fazendas. Em 1730, foi aberto o caminho de gado, que permitia o tráfico de animais (bovinos e muares) desde os campos de Viamão – RS (Rio Grande do Sul) até Minas Gerais – MG. A princípio o caminho passava pelos campos de Curitiba, de onde prosseguia em direcção à baixada paulista pelo vale da Ribeira de Iguape que, em sequência, incrementou-se a criação de gado em Curitiba.
          Em 1820, Curitiba possuía somente duzentas e vinte casas, e chamava-se então Nossa Senhora dos Pinhais de Curitiba. A exportação de erva-mate, planta nativa na região, assumia grande importância nessa época. Vinte e dois anos mais tarde foi elevada a vila, contando então 5.819 habitantes. Em 1853, era criada a província do Paraná, da qual em 1854, Curitiba foi feita capital. A partir de 1867, fundaram-se trinta e cinco núcleos coloniais nas terras da e mata que circundam os campos de Curitiba, que eram integrados nas sua maioria por italianos e poloneses, tornando-se centro de activa região agrícola.
          Houve a expansão da cultura do café pelo chamado Norte paranaense e da agricultura em geral no Oeste do Estado.
          Curitiba em 1940, tinha apenas 140 mil habitantes.

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          Curitiba era uma região de floresta exuberante onde reinavam as araucárias. Os nativos tupi-guaranis, que a habitavam região, referiam-se a ela como Curii Tiba, que pode ser traduzido como pinheiral.
          No início da Era Cristã, o Planalto Curitibano era habitado por povos ceramistas de tradição Itararé. Casas subterrâneas, encontradas em sítios arqueológicos nos arredores de Curitiba, mostram a adaptação dos nativos às condições adversas do clima, como os ventos frios.
          Por época da chegada dos portugueses ao Brasil, o Planalto Curitibano era ocupado por grupos das famílias linguísticas Jê e Tupi-Guarani.
          As primeiras décadas do século 16 marcaram o início de uma guerra de conquista dos europeus contra os povos indígenas que habitavam os planaltos do Sul e Sudeste do Brasil. Eram expedições portuguesas e espanholas em busca de metais e pedras preciosas e índios para escravizar.
          Existem relatos de que os campos de Curitiba foram descobertos pela expedição de Pero Lobo, em 1531. Essa expedição bandeirante partiu de Cananéia em busca de ouro e prata na região dos Incas, seguindo uma trilha indígena que passava pelos arredores da atual. cidade de Ponta Grossa. A expedição acabou sendo dizimada pelos índios guaranis, nas proximidades de Foz do Iguaçu, durante a travessia do rio Paraná.
          Em meados do século 16, surgiram as primeiras informações da existência de minas de ouro nos campos de Curitiba, atraindo os primeiros garimpeiros para a região.
          Em 1649, Ébano Pereira, capitão das canoas de guerra da Costa do Sul, comandou uma expedição exploratória para subir os rios e atingir o planalto em busca de ouro. Para isso, recrutou pessoal na Vila de Nossa Senhora do Rosário de Paranaguá. Estabeleceram-se, inicialmente, na margem esquerda do rio Atuba, entre os atuais bairros de Vila Perneta e Bairro Alto. Posteriormente, mudaram-se para um local às margens do rio Ivo, atual. centro de Curitiba.
          Em 1668, foi autorizada a instalação do pelourinho no povoado, visando sua elevação à condição de vila. O pelourinho era um poste de madeira com argolas de ferro, erguido em praça pública, onde os condenados pela justiça eram amarrados e chicoteados. Contudo, as autoridades públicas não foram eleitas para a instalação da justiça. Isso era necessário, pelas leis da época, para que o povoado passasse à condição de vila.
          A primeira eleição de autoridades públicas somente aconteceu em 29 de março de 1693, promovidas pelo capitão-povoador Matheus Leme. O povoado passou, então, à categoria de vila, Vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais. A vila passou a se chamar Vila de Curitiba em 1701, já com 1.400 habitantes. Desde 1906, a data de 29 de Março de 1693 é adoptada oficialmente como a data de fundação de Curitiba.
         
          BANDEIRA MUNICIPAL
         
          Lei Municipal nº 2993 de 11/05/1967
          Artigo 6º - A Bandeira Municipal será oitavada, em cor verde, formando as oitavas figuras geométricas trapezoidais, constituídas por oito faixas vermelhas carregadas por oito faixas brancas, dispostas duas a duas no sentido horizontal, vertical em banda e em barra, que partem de um retângulo branco central, onde é aplicado o brasão.
          § Único - O Brasão no centro da Bandeira simboliza o Governo Municipal e o retângulo no qual é aplicado representa a própria cidade sede do Município. As faixas simbolizam o Poder Municipal que se expande à todos os quadrantes do território e as iotavas (figuras geométricas trapezoidais) assim constituídas, representam as propriedades rurais existentes no território municipal.
          Artigo 7º - Em conformidade às regras heráldicas, nas reproduções, a Bandeira terá as dimensões oficiais adotadas para a Bandeira Nacional, levando-se em consideração nove módulos de altura por treze de comprimento.
          § Único - A Bandeira Nacional poderá ser reproduzida em bandeirolas de papel nas comemorações de efemérides, obedecendo-se sempre, os módulos e cores heráldicas.

          BRASÃO MUNICIPAL DE CURITIBA
         
          Artigo 19º - O Brasão do Município de Curitiba, será um escudo clássico flamengo ibérico, encimado pela coroa mural que a classifica com a 1º grandeza (Capital), das quais apenas cinco, são visíveis em perspectiva, representada pela cor do metal ouro. Em campo de goles, um pinheiro de prata, posto em abismo. Como suporte à dextra, hastes de trigo ao natural e a sinistra um ramo de pâmpanos, também ao natural, entrecruzados em ponta sobre os quais se sobrepõe um listel de goles, contendo em letra de prata data de "29 de março de 1963, fundação da Vila de Curitiba."
          § Único - O Brasão em conformidade à heráldica, deverá em qualquer reprodução ter sete módulos de largura por oito de altura tomados do escudo.
          Artigo 20º - O Brasão será reproduzido em clichês para timbrar a documentação oficial do Município de Curitiba com representação icnográfica das cores, em conformidade com a Convenção Internacional, quando for a impressão feita a uma só cor, e a observância das cores heráldicas, no caso da impressão ser feita em policromia.
          Artigo 22º - A critério dos Poderes Municipais, poderá ser instituída a "Ordem Municipal do Brasão", para comenda àqueles que de algum modo tenham merecido e justificado a honraria outorgada.
          § Único - Será a comenda constituída por medalha do Brasão, esmaltada em cores, ou fundida em metal - ouro ou prata, fincada em lapela com as cores municipais, acompanhadas de Diploma de Ordem.
          Artigo 23º - Esta lei estará em vigor na data de sua publicação, revogada a Lei nº 2.138, de 02 de maio de 1962.

         HINO MUNICIPAL
          Letra: Ciro Silva
          Música: Bento Mossurungal

                                     I
          Cidade linda e amorosa da terra de Guairacá.
          Jardim luz, cheio de rosa Capital do Paraná.
          Pela residente paisagem
          Pela riqueza que encerra,
          Curitiba tem a imagem
          Dum paraíso na terra.
         
                                     II

          Viver n’ela é um privilégio
          Que goza quem n’ela está.
          Jardim luz, cheio de rosa
          Capital do Paraná.
          Pérola deste planalto
          Toda faceira e bonita.
          Na riqueza e na opulência
          Vive, resplande, palpita
         
                                     III

          Subindo pela colina
          Ativa sempre será.
          Jardim luz cheio de rosa
          Coração do Paraná.
          Salve! cidade querida
          Glória de heróis fundadores.
          Curitiba, linda jóia
          Feita de luz e de flores.

          Lei Municipal nº 2993 de 11/05/1967
         
          Artigo 18º - O Hino Municipal é o que for classificado em 1º lugar na forma do disposto no Decreto Municipal nº 1.366, de 03 de setembro de 1965.
          § Único - Fica o Chefe do Poder Executivo autorizado a regulamentar a execução do Hino Municipal, obedecendo em princípio a presente lei e o prescrito no Decreto Lei nº 4.545, de 31 de julho de 1942, com relação ao Hino Nacional.

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro - Marinha Grande - Portugal
                                                                                                             

 

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