
Dia Mundial da Asma
3 de Maio |

A asma é a doença crónica mais comum no mundo inteiro, e a sua prevalência continua a
aumentar, sobretudo nas crianças.
Sem um acompanhamento adequado, uma
pessoa com asma pode necessitar de faltar ao emprego ou à escola, ter limitações na sua
actividade física, ou mesmo precisar de tratamento urgente ou internamento hospitalar.
Felizmente, é actualmente
possível para o asmático, através de um diagnóstico precoce, acompanhamento médico e
tratamento adequados, ter uma vida activa e praticamente sem restrições.
A Asma é uma doença inflamatória
crónica das vias respiratórias, com dois componentes principais:
Constrição: é a
contracção exagerada / aperto dos músculos à volta das vias aéreas.
Inflamação: é o
edema / inchaço das vias aéreas.
A constrição e inflamação
provocam diminuição do calibre das vias aéreas, o que origina os sintomas, tais como
pieira, tosse, aperto no peito ou dificuldade respiratória.
Para além disso, crê-se que a
evolução da asma sem ser tratada leva a perda progressiva e a longo prazo da função
pulmonar.
Quando um doente asmático é
exposto a um factor desencadeante, as vias aéreas ficam mais inflamadas e inchadas do que
o habitual, o que torna a respiração mais difícil.
Para além disso, há a
constrição e acumulação de muco nas vias aéreas, o que compromete ainda mais o seu
calibre.
Vários factores desencadeantes
podem provocar um agravamento da asma, tais como alergias, infecções, cheiros intensos
ou fumos, com que o asmático entra em contacto, quer em casa, quer no seu ambiente de
trabalho. Uma vez exposto a um desencadeante, o doente pode ficar mais sensível a outros
tipos de desencadeantes, pelo que é necessário tê-los em conta na actividade diária. A
inflamação está em muitos casos sempre presente, mesmo quando o doente não apresenta
sintomas.
O Dr. Pierre narra que a asma é a
única doença crónica tratável que aumenta em prevalência e em número de
internações no ocidente. Este aumento não apresenta diferenças referentes às classes
sócio económicas. Segundo o médico, a prevalência varia de 3 a 7 por cento da
população geral, havendo variação deste índice de região para região e de país
para país. "Em 1995, nos Estados Unidos, dados do The National Heart, Lung and Blood
Institute (NHLBI) estimavam em 14,9 milhões o número de pacientes com asma e mais de 1,5
milhão de visitas a serviços de emergência", especifica o Dr. Pierre.
O risco de desenvolver a doença,
de predominância genética, está relacionada à sua presença nos pais. "Se um dos
pais sofre de asma, o risco da criança desenvolver asma é de 25 por cento. Se ambos os
pais são asmáticos, esta taxa pode alcançar 50%", explica o Dr. Pierre. Outra
característica predominante da asma é que, em 50 por cento dos casos, ela aparece antes
dos dez anos de idade. "Nos jovens há predomínio do sexo masculino, variando entre
3 meninos para cada 2 meninas e 2 meninos para cada menina.
Entre os 12 e 14 anos, a
predominância se equivale entre os sexos, passando a predominar no sexo feminino na idade
adulta", relata o especialista, que acrescenta: "Por outro lado, 25 por cento
dos casos iniciam-se após os 40 anos, quando predomina o sexo feminino. Em muitos
pacientes, principalmente naqueles em que a doença iniciou-se antes dos 16 anos, pode
ocorrer regressão espontânea (de 30 a 50 por cento dos casos)".
O Dr. Pierre conta que vários
estudos sobre prevalência da asma demonstram sua preponderância na infância, atingindo
cerca de 8 a 10 por cento da população, com um declínio nos adultos jovens, alcançando
de 5 a 6 por cento das pessoas. Ocorre, depois, uma segunda elevação da prevalência no
grupo maior de 60 anos, chegando a índices que variam de 7 a 9 por cento.
Cabe ressaltar que, segundo o Dr.
Pierre e seus estudos sobre o tema, a prevalência da asma vem aumentando nos Estados
Unidos desde o início da década de 80, independentemente da idade, sexo e grupos
raciais, embora haja diferenças na prevalência entre raças e grupos sociais. Isso se
deve, em parte, às influências ambientais, que são múltiplas, segundo ele, e
diferentes de acordo com o país. "Nos países industrializados, a prevalência
aumenta 50 por cento a cada dez anos", diz. Conforme suas pesquisas, a influência do
ambiente é evidente na urbanização das crianças africanas Xhosa do Transkei, na
África do Sul: "Quando estas migram do campo para a periferia da Cidade do Cabo, a
prevalência da asma aumenta de 0,15 para 3,2 por cento".
O Dr. Pierre demonstra, através de
seus estudos, uma associação entre alta morbidade/mortalidade e áreas geográficas de
baixo perfil socio - económico. "Áreas de pobreza tendem a apresentar grande
densidade populacional com um número maior de habitantes por domicílio, e elevada
concentração de habitantes por prédio, havendo intensa exposição aos alérgenos da
barata, de gatos e de fungos (mofo)".
Nos EUA a asma é responsável por
500 mil internamentos hospitalares por ano, sendo uma das doenças crónicas mais comuns
em todas as idades, e a mais frequente doença crónica na infância. Segundo a
Organização Mundial de Saúde (OMS), ocorreram 180 mil mortes por asma em 1997, das
quais 4.360 ocorreram nos Estados Unidos.
Prevenção
Segundo dados do PEA, é
preciso estar atento aos sinais da crise de asma e, principalmente, que o paciente esteja
bem orientado a respeito das suas crises, para que se mantenham calmos. Se possível,
descobrir a causa desta crise e afastar o motivo, iniciar prontamente a medicação
indicada pelo médico. Vale colocar a pessoa em local tranquilo e distraí-la, assim como
fazer exercícios de relaxamento. Ingerir líquidos também ajuda.
De acordo com a evolução da
crise, se não houver melhora com a medicação, levar a pessoa para um atendimento de
emergência. O principal sinal de alarme é a falta de ar importante, com respiração
difícil, entrecortada e ofegante, suores e temperatura baixa, dificuldade em falar,
caminhar e alimentar-se, alteração da postura (o paciente não consegue deitar-se e
costuma ficar sentado), tosse molesta, batimento das asas do nariz, uso da musculatura do
pescoço e do peito para respirar, lábios e unhas roxas ou azuladas, pouca melhora com a
medicação inicial e a medida do sopro (peak flow) apresentando índice abaixo de 50% do
previsto.
O PEA alerta para que os pacientes
e familiares estejam atentos ao que chamam de 'gatilho': tudo aquilo que puder provocar
uma crise de asma, actuando sobre vias aéreas sensíveis. Normalmente, a alergia é a
causa desencadeante mais comum. "No Brasil, é mais frequente a sensibilização por
poeira domiciliar e por ácaros. Na verdade, o que se chama poeira domiciliar compreende
um acúmulo de matérias (vivas ou inertes) como fibra de tecidos, restos alimentares,
fragmentos e fezes de baratas, escamas de pele humana e animal, pólens, insectos,
ácaros, bactérias e fungos.
Tudo isso torna a poeira o
alérgeno mais importante para o aparelho respiratório", explicam os autores do PEA.
Eles também citam os ácaros como 'gatilho' importante, assim como os animais
domésticos, em especial cães e gatos, não só por causa do pêlo, mas também em
função da saliva e da urina. É preciso estar atento também para os mofos e bolores,
condições climáticas, infecções respiratórias, exercícios físicos, alguns
medicamentos, como aspirina e antiinflamatórios, aditivos alimentares, fumaça de
cigarro, perfumes e outros odores ativos, ar frio, e poluição, entre outros factores
mais raros.
Para prevenir a asma, portanto, é
necessário manter a casa limpa e livre de poeira e ácaros, evitar roupas e cobertores de
lã, evitar ter animais de pêlo e pena dentro de casa, não fumar nem permitir que fumem
perto do paciente.
Tratamento
De acordo com o PEA, os
tratamentos para a asma são feitos com medicamentos de dois grupos: aqueles usados em
crises e que combatem os sintomas, utilizando-se de broncodilatadores e antiinflamatórios
e aqueles usados para prevenção. O tipo do tratamento também varia de acordo com o tipo
da crise. "Cada pessoa é uma pessoa, cada crise é uma crise e o tratamento vai ser
diferente de acordo com a ocasião de vida do paciente", explicam os especialistas,
que recomendam, sob qualquer circunstância, contar com o apoio e indicações do médico
e evitar repetir receitas caseiras de amigos ou balconistas de farmácia.
Os resultados preliminares de um
estudo de prevalência da asma vão ser apresentados hoje, em conferência de imprensa, no
âmbito das iniciativas que a Associação Portuguesa de Asmáticos (APA) programou para o
Dia Mundial da Asma.
O estudo conduzido por Henrique
Barros, epidemiologista na Faculdade de Medicina do Porto, incidiu sobre a população
estudantil do Distrito do Porto e teve um universo com mais de 10 mil indivíduos.
A apresentação dos resultados vai
decorrer no Serviço de Higiene e Epidemiologia da Faculdade de Medicina do Porto e terá
início às 12 horas.
Também durante o Dia Mundial da
Asma, a APA vai distribuir questionários a sócios da associação e doentes asmáticos
utentes de 10 Centros de Saúde da Zona Norte, no âmbito do estudo "Lidar Melhor Com
a Asma".
Segundo Josefina Rodrigues,
imunoalergologista e vice-presidente da APA, "os resultados destes inquéritos vão
ser um instrumento útil para avaliar a opinião dos doentes na sua relação com a
patologia, principalmente quanto ao seu controlo".
Por outro lado, o espaço da Loja
do Cidadão nas Antas será utilizado pela APA para a distribuir e divulgar informação
sobre a doença, o tratamento e as formas de controlo. Ao mesmo tempo, as farmácias, a
nível nacional, vão receber informação sobre a asma e a associação.
A asma continua a ser uma das
doenças crónicas mais prevalentes a nível mundial, afectando já 150 milhões de
indivíduos. A vice-presidente da APA sublinha que se trata de "uma doença cuja
prevalência está a aumentar de forma assustadora".
Para a imunoalergologista,
"tem sido necessário chamar a atenção das entidades competentes para que esta
doenças seja considerada uma doença prioritária nos cuidados primários de
saúde".
Combinação terapêutica
anti-inflamatória reduz sintomas de asma
Os resultados de dois
novos estudos sobre a utilização de terapêuticas anti-inflamatórias na redução dos
sintomas da asma foram publicados na revista Thorax.
De acordo com os resultados da
investigação, a associação do montelucaste aos corticosteróides diminui
significativamente as crises provocadas pela doença crónica que afecta 600 mil
portugueses.
Lisboa, 11 Março - O montelucaste,
um antagonista dos receptores dos leucotrienos, aumenta o controlo eficaz dos sintomas da
asma nos doentes medicados isoladamente com corticosteróides inalados. Esta é a
principal conclusão de dois estudos de grande dimensão, que envolveram mais de 1500
doentes, e que foram publicados esta semana na revista Thorax, publicação da Sociedade
Torácica Britânica.
A asma afecta 5 por cento da
população adulta portuguesa e 11 por cento das crianças. Desta forma, estima-se que 600
mil portugueses tenham esta doença. No total, estima-se que esta patologia afecte entre
100 e 150 milhões de pessoas em todo o mundo.
A sub-utilização das
terapêuticas prescritas, incluindo a má adesão ao tratamento, contribui
significativamente para um controlo insuficiente da asma. Os custos da patologia devem-se
na maior parte dos casos ao mau controlo da doença, e é provável que subam à medida
que a sua prevalência e gravidade aumentam. Neste sentido, a optimização do controlo da
asma poderia reduzir significativamente os seus custos.
Estima-se que os custos económicos
da asma a nível mundial ultrapassem os da tuberculose e da SIDA em conjunto. No nosso
país, e de acordo com um inquérito de 2001, 49 por cento dos doentes tiveram pelo menos
um ataque de asma que obrigou a observação médica (com ou sem urgência) nos 6 meses
anteriores. Segundo a mesma fonte, 21 por cento dos doentes faltaram ao trabalho nos 6
meses anteriores devido a episódios de asma.
O primeiro estudo, o COMPACT,
demonstrou que o montelucaste, associado a 800mg/dia do corticosteróide inalado
budesonido, proporcionou um controlo da asma pelo menos tão eficaz como o tratamento
isolado com budesonido 1600mg/dia. Por outro lado, a associação terapêutica garantiu um
início de acção mais rápido, demonstrado na melhoria da função respiratória, do que
a duplicação da dose do corticosteróide.
Os principais resultados do
COMPACT, que incluiu indivíduos entre os 15 e os 75 anos de idade, revelam ainda que a
terapêutica combinada montelucaste/budesonido reduziu em 81,3 por cento a média de
despertares nocturnos resultantes de sintomas de asma, e garantiu 93 por cento de dias sem
exacerbações até ao final do estudo.
O COMPACT contou com a
participação de três centros nacionais: o Serviço de Pneumologia e a Unidade de
Imunoalergologia do Hospital de S.João do Porto e o Serviço de Pneumologia do Centro
Hospitalar de Coimbra.
No segundo estudo, o CASIOPEA, a
mesma associação, independentemente da dose do corticosteróide inalado, resultou na
redução de 35 por cento nos dias com exacerbações quando comparada com o tratamento
isolado de budesonido. Nos doentes que receberam o montelucaste, a média de dias sem
sintomas foi 56 por cento mais elevada. Neste estudo, foram incluídos adultos entre os 18
e os 70 anos de idade.
A eficácia do montelucaste e do
budesonido no controlo dos sintomas da asma é o resultado da incidência nas diferentes
vias de inflamação. No caso do montelucaste, o tratamento incide na via inflamatória
mediada pelos leucotrienos, bloqueando os seus receptores, que os corticosteróides não
conseguem atingir.
De acordo com David Price, da
Universidade de Aberdeen, "as directivas terapêuticas da Global Initiative for
Asthma reforçam o facto de que a asma é uma doença inflamatória e que a aproximação
terapêutica correcta deve ser o tratamento da inflamação subjacente". E
acrescenta: "estes estudos mostram que utilizando SINGULAIR em associação ao CI
podemos tratar a inflamação de forma mais abrangente, através do bloqueio de uma via
inflamatória crítica, a dos leucotrienos, que não parece ser afectada pelos
corticosteróides, ajudando a melhorar o controlo da asma."
11 de Março de 2003
71 por cento dos doentes
consideram que a asma afecta demasiado a sua vida
"Lidar com a
asma" é o resultado de um inquérito promovido pela Associação Portuguesa de
Asmáticos. Um retrato da qualidade de vida dos asmáticos portugueses, dos seus problemas
e das suas necessidades. Os resultados são uma realidade muito distante dos objectivos
traçados pela Organização Mundial de Saúde para o tratamento de uma doença que
afecta, entre crianças e adultos, 600 mil portugueses.
Lisboa, 2 de Maio - Mais de 70 por
cento dos asmáticos portugueses consideram que a asma afecta demasiado a sua vida. Esta
é uma das conclusões principais do inquérito efectuado a um grupo de doentes asmáticos
em Portugal, e que vão ser divulgadas amanhã em conferência de imprensa, a assinalar o
Dia Mundial da Asma. "Lidar com a asma" é uma iniciativa da Associação
Portuguesa de Asmáticos (APA), que teve como objectivo "conhecer as opiniões e os
problemas dos asmáticos sobre os cuidados de saúde que recebem".
Neste sentido, a APA considera que
Portugal ainda está longe de atingir os objectivos de tratamento que a Organização
Mundial de Saúde definiu. Entre eles, atingir e manter o controle dos sintomas ou reduzir
os números de visitas de emergência ao médico e/ou hospital. Sobre este ponto de vista,
o estudo revela que 49 por cento dos inquiridos têm dificuldade em dormir por causa da
asma e que o mesmo número teve pelo menos uma crise no último ano que obrigou a
observação médica de urgência.
As guidelines traçadas pela OMS
previam também a redução dos episódios da asma e o uso mínimo da terapêutica de
alívio com os agonistas-b2. Segundo os resultados do inquérito, 64 por cento dos doentes
asmáticos em Portugal acham que a medicação não controla os sintomas da asma, enquanto
que 34 por cento consideram que utilizam demasiado os inaladores como terapêutica de
alívio.
Segundo Marianela Vaz, Presidente
da APA, "a prevalência da asma duplicou nos últimos quinze anos nos países
desenvolvidos". Actualmente em Portugal, 11 por cento das crianças sofrem com a
patologia, enquanto que 5 por cento da população adulta é asmática. Isto é, 600 mil
indivíduos são afectados pela doença.
Marianela Vaz defende também que
é necessário "aumentar a qualidade de vida do doente, reduzindo o absentismo
escolar e profissional associados e diminuindo os custos tanto para os doentes como para a
sociedade. É que a asma é uma doença com elevados custos porque é necessária
medicação permanente em mais de 70 por cento dos casos."
Última actualização: 2005-05-03
09:24
Dia Mundial da Asma
Auto-controle da doença é
essencial à recuperação
A maioria dos doentes com
asma moderada a grave pode ser tratada e fazer uma vida sem limitações, desde que possam
auto-controlar a doença, dizem os especialistas.
O coordenador do Programa Nacional
de Controlo da Asma, António Bogalho de Almeida, especificou que, "com a medicação
adequada, a esmagadora maioria dos doentes podem recuperar" e que apenas cinco por
cento dos casos "permanecem como situações de recuperação muito complicada".
Sem cura e por vezes fatal, a asma
é um processo inflamatório nos pulmões caracterizado por uma respiração com
chiadeira, falta de ar, opressão torácica e tosse, estimando-se que afecte entre 500 a
600 mil portugueses, dos quais 30 por cento têm-na em forma moderada ou grave.
Bogalho de Almeida disse à
Agência Lusa que a doença afecta cinco por cento dos adultos e 11 por cento de crianças
e jovens, com tendência para um aumento do número de casos.
Segundo a Sociedade Portuguesa de
Pneumologia, o custo económico da doença é considerável, tanto em custos médicos
directos como urgências, internamentos hospitalares e medicamentos, como custos
indirectos, patentes no absentismo laboral e escolar e na morte prematura do doente.
Embora o Programa Nacional de
Controlo da Asma, em vigor desde 2001, não possua mecanismos de avaliação das acções
desenvolvidas na informação ao doente e na actualização dos médicos de clínica
geral, António Bogalho de Almeida afirmou que a sua percepção é de que diminuiu o
número de internamentos hospitalares associados à doença.
A título de exemplo, o médico
referiu que há cinco anos a asma era a primeira causa de internamento no balcão de
mulheres do Hospital de Santa Maria e que actualmente é a quarta.
No dia de hoje, a Associação
Portuguesa de Asmáticos quer reivindicar uma maior comparticipação para todas as
terapêuticas da asma e considera "incompreensível e inaceitável" que o actual
Governo tenha revogado a portaria 393/2005.
Esta decisão irá resultar na
retirada da comparticipação aos medicamentos combinados para asmáticos como
corticóides inalados e bronco- dilatadores de longa duração.
Fungos Agravam Asma em
Adultos
A sensibilização a
fungos e não a pólens ou pelos de animais pode ser a causa dos casos mais graves de asma
em adultos, afirma um estudo publicado na revista British Medical Journal. O estudo
envolveu 1132 pessoas com sintomas asmáticos com idades entre os 20 e os 44 anos.
"Os asmáticos afectados por fungos e bolores correm 2 a 3 vezes mais risco de sofrer
de uma forma grave de asma", disse Mahmoud Zuriek, epidemiologista do Instituto
Nacional da Saúde e da Investigação.
Frutas que reduzem o risco
de asma
Pesquisadores australianos
estudam as ligações entre a alimentação e a asma, principalmente a partir das frutas e
vegetais.
Segundo as pesquisas, o consumo de
maçã e pêra parece trazer a melhor protecção contra esse risco. A asma é uma doença
grave e crescente em todo o mundo, e se não for tratada pode levar a morte. È uma
doença infantil relevante, pois é diagnosticada a partir de 1 ano de idade. Também
ataca mais as mulheres do que os homens.
Somente recentemente a dieta
alimentar foi colocada e estudada como factor de risco potencial para se adquirir e mesmo
combater a asma e por isso mesmo ainda está engatinhando para uma conclusão.
No entanto, num estudo australiano
feito por amostragem em cerca de 1.600 pessoas entre 20 e 44 anos, dentro todas as frutas
e verduras consumidas, os que ingeriram maçãs e pêras demonstraram menor risco físico
de desenvolver a asma. Uma outra pesquisa inglesa, também baseada na alimentação,
constatou que as pessoas que comiam pelo menos duas maçãs por semana tinham um risco de
22% a 32% menor de contrair a doença.
Ainda serão necessários muitos
estudos para comprovar cientificamente que uma dieta alimentar pode prevenir ou mesmo
atenuar a gravidade da asma, mas por enquanto não custa nada incluir algumas maçãs ou
pêras em sua dieta habitual, por que mal é que não faz.
Por Patrícia
Rodrigues

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro -
Marinha Grande - Portugal
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