
Dia de São Pedro
29 de Junho
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São Pedro - 29 de Junho. Pedro foi também conhecido por Simão e Cefas. Ele era irmão
de André. Da sua profissão de pescador, Jesus o chamou para ser "pescador de
homens". Desde o Pentecostes e até Concílio de Jerusalém do ano 50 A.D, ele foi o
líder dos apóstolos. Após isso, não se tem certeza do seu paradeiro. Sabe-se que foi
crucificado por Nero em Roma no ano 67. A história antiga registra que ele pediu para ser
crucificado de cabeça para baixo porque sentiu-se indigno de ser crucificado como seu
Senhor. As duas chaves que aparecem no seu escudo, lembram as palavras de Jesus
"Dar-te-ei as chaves do Reino do Céus".

No mundo inteiro, comemora-se
no dia 28 para 29 de Junho o padroeiro da longevidade: São Pedro. Era discípulo de Jesus
e, após a morte deste, tornou-se líder dos apóstolos. Seu nome aparece no Novo
Testamento, não como Pedro, mas "Simão", filho de Jonas que ganhava sua vida
no mar como pescador, na Galiléia. Quem o apresentou a Jesus fora seu irmão, André.
Nascido em Betsaida, casado e
morador de Cafarnaum. Quando Jesus o conheceu, disse-lhe que a partir de então não seria
mais pescador de peixes, mas de homens. Mais tarde, durante o ministério de Jesus, o nome
Simão foi trocado por Cefas/Kephas - Pedro e significa "Pedra" (João 1, 42). O
significado seria entendido mais tarde, pois esta designação serviu para a pedra (base)
sobre a qual a Igreja foi construída.
Assim como os outros apóstolos,
Pedro teria o poder para unir e separar, mas só ele recebeu as chaves das portas do céu.
No Novo Testamento, Pedro aparece
como o primeiro discípulo de Jesus, testemunha dos acontecimentos mais importantes do
ministério do mestre. Embora tenha traído Jesus ao negar que O conhecesse perante os
oficiais do Sumo Sacerdote judeu, após a Ressurreição Jesus apareceu-lhe antes de aos
outros apóstolos e ordenou-lhe que cuidasse da Igreja: Apascenta as Minhas ovelhas.
Apascenta os Meus cordeiros.
Pedro seguiu as instruções, tendo
pregado às multidões, realizando milagres em nome de Cristo. Foi chefe da comunidade
cristã em Jerusalém, após a morte de Cristo; como tal, foi preso duas vezes (AT 4,3 e
v.18), sobreviveu à prisão por Herodes Agripa e, tendo ido em visitas missionárias a
Samaria e Antióquia, tornou-se o primeiro bispo desta última cidade (apesar que os
bispados vieram a se concretizar apenas no século 2) por sete anos.
Muitas fontes afirmam que ele
fundou a Igreja de Roma, que foi martirizado e enterrado na zona do Vaticano. A Basílica
de São Pedro, em Roma, é a única que possui suas relíquias.
Simão (Pedro) declarou: "Tu
és Cristo, o filho de Deus". Jesus disse: " Tu és Pedro, e sobre essa pedra
edificarei minha igreja". E assim conferiu-lhe as chaves do reino do céu e o poder
de ligar e desligar, mais tarde estendendo aos outros apóstolos. Venerado como o porteiro
do céu -- motivo invocado para se ter uma vida longa.
Monica Buonfiglio
O guardião das portas do céu é
também considerado o protector das viúvas e dos pescadores. São Pedro foi um dos doze
apóstolos e o dia 29 de Junho foi dedicado a ele. Como o dia 29 também marca o
encerramento das comemorações juninas, é nesse dia que há o roubo do mastro de São
João, que só será devolvido no final de semana mais próximo.
Mas como as comemorações juninas
perduram alguns dias, as pessoas dizem que no dia de São Pedro já estão muito cansadas
e não têm resistência para grandes folias, sendo os fogos e o pau-de-sebo as principais
atracções da festa. A fogueira de São Pedro tem forma triangular.
Como São Pedro é considerado como
protector das viúvas, são elas que organizam a festa desse dia, juntamente com os
pescadores, que também fazem a sua homenagem a São Pedro realizando procissões
marítimas.
No dia 29 de Junho todo homem que
tiver Pedro ligado ao seu nome deve acender fogueiras nas portas de suas casas e, se
alguém amarrar uma fita em uma pessoa de nome Pedro, este se vê na obrigação de dar um
presente ou pagar uma bebida à pessoa que o amarrou.

São Pedro foi o 1º Papa. Papa
é o título dado ao Bispo e Patriarca de Roma, supremo líder espiritual da Igreja
Católica Apostólica Romana e também chefe do Estado do Vaticano. Nos primórdios da
Igreja, os sucessores de São Pedro denominavam-se apenas Bispos de Roma.
Papa é também o título dos
Patriarcas da Igreja Copta e da Igreja Arménia. O Papa formalmente tem os títulos de
Bispo de Roma, Vigário de Cristo, Sucessor do Príncipe dos Apóstolos, Supremo
Pontífice, Patriarca do Ocidente, Primaz de Itália, Arcebisto e Metropolita da
Província Romana, Soberano do Estado do Vaticano e Servidor dos Servidores de Deus,
embora no direito canónico seja apenas referido como Pontífice Romano.
A eleição de um Papa é feita
através de votação (secreta desde 1274) dos cardeais com menos de 80 anos e reunidos
num conclave. Em teoria, qualquer homem baptizado pode ser eleito para Papa, embora se
escolha sempre um dos Cardeais. O cargo é vitalício, e até agora, apenas o Papa
Celestino V resignou quando se retirou para um convento.
A tradição católica afirma que,
o primeiro chefe da Igreja Católica (o primeiro Papa) foi São Pedro, a quem, Jesus
Cristo disse Tu és Pedro e sobre esta pedra construirei a minha Igreja (Mateus
XVI:18-19). O título de Papa surgiu historicamente depois do primeiro grande cisma (1054)
do cristianismo, quando se dividiu entre o catolicismo e a ortodoxia, passando a designar
o Sumo Pontífice da facção romana (esta informação é contestável, já que a palavra
possivelmente era usada desde o século IV).
O evangelho reflecte a vontade de
Jesus Cristo de que os seus discípulos permanecessem unidos sob a direcção de Pedro, a
quem Cristo deu o nome num momento solene, levando os seus apóstolos a uma cidade
edificada junto a uma falésia, Cesareia de Filipo: "Tu és Pedro e sobre esta pedra,
edificarei a minha Igreja. A ti darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares
na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos
céus" (Evangelho segundo São Mateus, 16, 13-20).
O governo hierárquico da Igreja
Católica baseia-se posteriormente na autoridade dos sucessores dos Apóstolos, chamados
Bispos, reunidos em concílio sob a autoridade do primaz de todos os Bispos, o Bispo de
Roma, porque tanto São Pedro como São Paulo morreram em Roma, e daí a igreja da cidade
ser reconhecida como cabeça das demais. Para o caso de São Paulo, além do testemunho
das suas cartas desde a prisão em Roma, existem testemunhos arqueológicos e escritos do
seu martírio em Roma.
Mais importante é o caso de São
Pedro, de quem propriamente se considera que sucedem os outros 264 Papas. Nas escavações
arqueológicas realizadas na segunda metade do século XX por baixo do altar maior da
Basílica de São Pedro no Vaticano provou-se que o túmulo principal ali situado, junto a
várias inscrições com o nome "Petrus", contém vestígios do século I.
Existem adicionalmente testemunhos escritos. De entre os mais importantes estão:
A carta de Clemente Romano
(terceiro sucessor de Pedro), dirigida no ano 98 aos fiéis de Corinto. Nela menciona-se o
martírio de Pedro em Roma no ano 64, e também o de Paulo. O facto de que se dirija com
autoridade a uma Igreja distante (grega) deixa claro que os cristãos reconheciam a
autoridade do sucessor de Pedro.
Vinte anos depois (117), o Bispo
Inácio de Antioquia (Igreja que também havia sido presidida por Pedro), escreveu sete
cartas aos seus fiéis enquanto viajava para Roma, como condenado à morte. Numa delas
pede aos cristãos romanos que não intercedam pela sua libertação, esclarecendo que
"Não os comando como Pedro e Paulo". Além de testemunho do martírio romano
dos principais apóstolos, mostra a submissão das demais igrejas à de Roma.
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(Excerto) do Sermão de São Pedro,
do Padre António Vieira
Pregado em Lisboa, na Igreja de
São Julião, no ano de 1644, à venerável congregação dos sacerdotes
Vos autem quem me esse dicitis?
S. Mateus, XVI.
"Mui seguro está do seu valor
quem tira a sua opinião ao campo. E se é temeridade tomar-se com muitos, com todo o
mundo se tomou quem desafiou sua fama. Na ocasião de que fala S. Mateus (cujo é o
Evangelho que hoje nos propõe a Igreja) diz que perguntou Cristo, Senhor nosso, que
diziam dele os homens: Quem dicunt homines esse Filium hominis?
Perguntou o Senhor, para que os
senhores que mandam o Mundo se não desprezem de perguntar. Se pergunta a sabedoria
divina, porque não perguntará a ignorância humana? Mas esse é o maior argumento de ser
ignorância. Quem não pergunta, não quer saber; quem não quer saber, quer errar. Há
porém ignorantes tão altivos, que se desprezam de perguntar, ou porque presumem que tudo
sabem, ou porque se não presuma que lhes falta alguma cousa por saber. Deus guie a nau
onde estes forem os pilotos.
Não perguntou o Senhor o que era,
senão o que se dizia: Quem dicunt? Antes de se fazerem as cousas, há-se de temer o que
dirão; depois de feitas, há-se de examinar o que dizem. Uma cousa é o acerto, outra o
aplauso. A boa opinião de que tanto depende o bom governo, não se forma do que é,
senão do que se cuida; e tanto se devem observar as obras próprias, como respeitar os
pensamentos e línguas alheias. A providência com que Deus permite a murmuração, é
porque talvez de tão má raiz se colhe o fruto da emenda. E se eu de murmurado me posso
fazer aplaudido, porque me não informarei do que se diz?
Respondendo os Discípulos à
questão, referiram os pareceres ou ditos do povo a respeito da pessoa de Cristo. Eram do
povo, claro está que haviam de ser errados: Alii Joannem Baptistam, alii autem Eliam,
alii vero Jeremiam, aut unum ex prophetis: «Uns diziam que era o Baptista, outros que era
Elias, outros que era Jeremias, ou algum dos profetas antigos». Antigos não disse São
Mateus, mas advertiu-o S. Lucas: Unus propheta de prioribus surrexit. Grande é o ódio
que os homens têm à idade em que nasceram. Não diziam que era um profeta como os
antigos, senão um deles: Unus de prioribus. Pois assim como antigamente houve também
profetas, não poderia também agora haver um? Cuidam que não. Por melhor milagre tinham
ressuscitar um dos profetas passados, que nascer em seu tempo outro como eles. Tudo o
moderno desprezam, só o antigo veneram e acreditam. E porque a Cristo lhe não podiam
negar a sabedoria, fingiam-lhe a antiguidade. Ora desenganem-se os idólatras do tempo
passado, que também no presente pode haver homens tão grandes como os que já foram, e
ainda maiores: Cristo passava pouco dos trinta anos, e tudo o que souberam os antigos e
antiquíssimo, era aprendido dele.
E vós, Discípulos meus (continua
o Senhor), vós que não sois povo e estudais na minha escola, quem dizeis que sou eu?:Vos
autem quem me esse dicitis? Estas são as palavras que tomei por tema e ficam para o
discurso. Respondeu a elas, por todos, S. Pedro: Tu es Christus, Filius Dei vivi: «Vós,
Senhor, sois Cristo, Filho de Deus vivo». Aludiu primeiramente aos deuses dos Gentios,
que eram estátuas mortas. Queira Deus que entre os Cristãos não haja também estes
ídolos. Não sendo mais que umas estátuas, querem que os adoremos como deuses. Mas além
desta alusão, ainda subiu mais alto o pensamento de S. Pedro. Cristo é Filho de Deus, e
nós também somos filhos de Deus: Dedit eis potestatem Filios Dei fieri. Em que se
distingue logo Cristo de nós? Em que Cristo é Filho de Deus vivo, nós somos filhos de
Deus morto. Cristo Filho de Deus vivo, porque Deus, que é imortal, o gerou ab æterno;
nós filhos de Deus morto, porque o mesmo Cristo, morto nos braços da cruz, foi o que nos
gerou de novo e nos deu este segundo e mais sublime nascimento.
Não tinha S. Pedro bem acabado a
confissão da sua fé quando o Senhor lha premiou com a certa esperança da maior
dignidade. Ele disse a Cristo o que era, e Cristo disse-lhe a ele o que havia de ser:
Et ego dico tibi, quia tu es
Petrus, et super hanc petram ædificabo ecclesiam meam: «E eu te digo, Pedro, que tu és
Pedro, e sobre esta pedra hei-de fundar a minha Igreja». De tal maneira obra Deus com a
sua e suma sabedoria, que parece se emenda com a experiência. Arruinou-se-lhe a primeiro
edifício, porque o fundou em um homem de barro; para que lhe não arruine o segundo,
funda-o em um homem de pedra. Retracta-se do que tem feito, Deus, que não pode errar; e
os homens estão tão namorados de seus erros, que antes os vereis obstinados, que
arrependidos. Dirão que é timbre este de entendimentos angélicos, porque nenhum anjo
errou que se retratasse. Eu digo que não é senão contumácia de entendimentos
diabólicos, porque nenhum anjo errou, que não fosse demónio.
Todos os demónios do Inferno, diz
Cristo que não prevalecerão contra sua Igreja: Portæ inferi non prævalebunt adversus
eam. E porque não basta estarem as portas inimigas defendidas, se as próprias não
estiverem seguras, à fidelidade de Pedro cometeu o Senhor as chaves do seu Reino: Tibi
dabo claves regni cælorum. Primeiro lhe chamou homem de pedra e depois lhe entregou as
chaves, porque as chaves do Reino só em homens de pedra estão seguras. Os homens de
barro quebram, os de pau corrompem-se, os de vidro estalam, os de cera derretem-se; tão
duro e tão constante há-de ser como uma pedra, quem houver de ter nas mãos as chaves do
Reino: Tu es Petrus, tibi dabo claves.
E qual há-de ser o ofício ou o
exercício destas chaves? Fechar e abrir? Não diz isso o Senhor. As chaves que abrem e
fecham, podem abrir para dentro e fechar para fora. Por isso vemos os tesouros tão
estreitos e tão fechados para os outros, e tão largos e tão abertos para os que têm as
chaves. Que havia logo de fazer com elas S. Pedro? Atar e desatar, diz Cristo: Quodcumque
ligaveris, erit ligatum: quodcumque solveris, erit solutum. A peste do governo é a
irresolução. Está parado o que havia de correr, está suspenso o que havia de voar;
porque não atamos, nem desatamos. Não debalde escolhe Cristo para o governo da sua casa
um homem tão resoluto como Pedro. Se Cristo lhe não mandara embainhar a espada, bem
necessárias lhe eram as ataduras para as feridas. Assim há-de ser quem há-de obrar, e
não homens que nem atam, nem desatam".
Simpatias atribuídas a
São Pedro:
Simpatia da chave debaixo do
travesseiro
No dia de São Pedro,
coloque uma chave nova debaixo do seu travesseiro. Embrulhe-a em um papel branco com três
pedidos e descreva como você desejaria que fosse sua nova casa. Deite-se e mentalizando
que São Pedro e seus anjos estarão durante a noite procurando a casa dos seus sonhos.
Simpatia dos três copos e
a aliança
Você utilizará três
copos e a simpatia deverá ser realizada no dia 28 para 29. Um copo deve estar vazio, o
outro com água limpa e o terceiro contendo água com um punhado de terra (que representa
dinheiro). Peça para alguém vendar seus olhos. Ela colocará uma aliança em suas duas
mãos que estarão fechadas, segurando a aliança. Você será encaminhada(o) para que
fique diante dos três copos (a pessoa deve trocar os copos de lugar enquanto você está
com os olhos vendados). Ela perguntará: "É neste copo que deseja soltar a aliança?
E assim por diante. Se a aliança cair no copo vazio, indica que não encontrará o amor
este ano. No copo com água, conhecerá seu namorado e no copo com o punhado de terra,
encontrará uma pessoa madura e com posses.
Simpatia da protecção da
casa
No dia de São Pedro,
coloque dentro de um copo com água a chave da porta de entrada da sua casa e diga:
"São Pedro, proteja minha casa, assim como protege de intrusos o céu; afaste todo e
qualquer mal da minha casa e com a ajuda do anjo guardião, não deixe entrar nenhum
ladrão".
O Novo Testamento, também
conhecido por Escrituras gregas, é o nome dado a parte da bíblia que foi escrita após o
nascimento de Jesus. O termo é uma tradução do Latim, Novum Testamentum.
Foi
originalmente usado pelos primeiros cristãos para descrever suas relações com Deus
(veja II Coríntios 3:6-15; Hebreus 9:15-20) e posteriormente para designar uma colecção
específica de 27 livros.
Livros do Novo Testamento
Os 27 livros do Novo
Testamento foram escritos por vários autores em várias épocas e lugares. Ao contrário
do Velho Testamento, o Novo foi escrito em um curto espaço de tempo, durante um século
ou um pouco mais. A seguir, uma lista dos livros do Novo Testamento, seguidos pelos
autores que a tradição costuma atribuir.
A palavra evangelho significa
"Boa Nova", e refere-se ao nascimento do Messias prometido. Os evangelhos focam
a vida, morte, e ressurreição de Jesus, bem como os seus ensinamentos. A origem dos
evangelhos é objecto de controvérsia. Os seus autores procuraram fixar por escrito
aquilo que até então circulava de boca em boca. Há opiniões divergentes.

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite
Ribeiro - Marinha Grande - Portugal
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