Dia da Maioridade de D. Pedro 2º

2º Imperador do Brasil


23 de Julho

          A morte de D. João VI veio trazer novos problemas. D. Pedro era o herdeiro natural e deveria assumir o trono português com o título de D. Pedro VI. Este hesitava entre assumir o trono português no Brasil e permanecer no Brasil. Por fim ele resolver permanecer no Brasil, em favor de sua filha Maria da Glória, de sete anos. Isso gerou uma guerra civil, pois D. Miguel, irmão de D. Pedro I, também reivindicava o trono. D. Pedro nomeia um ministério mais liberal, o Ministério dos Brasileiros, na tentativa de conciliar os problemas. A medida veio tardiamente. No dia 5 de abril, por se recusar a reprimir manifestações populares, o novo ministério foi demitido. Formou-se então o Ministério dos Marqueses, integrado por elementos do Partido Português. A reação do povo foi violenta, que reunido no Campo da Aclamação, conseguiu a adesão da própria guarda pessoal do imperador, que aderiu à manifestação. Não restava a D. Pedro nada mais a fazer a não ser abdicar. No dia 7 de abril 1931, o imperador abandonava o trono brasileiro, deixando-o para o seu filho, então com cinco anos de idade, que ficou sob a tutela de José Bonifácio.
           
          D. Pedro 2º do Brasil, nasceu no Palácio de São Cristóvão (Quinta da Boa Vista), no Rio de Janeiro RJ, em 2 de Dezembro de 1825. Sétimo filho e terceiro varão de D. Pedro I e D. Maria Leopoldina, era herdeiro do trono desde o berço, pois seus dois irmãos mais velhos já haviam morrido antes de completar um ano. Em 7 de abril de 1831, com a abdicação do pai, foi aclamado segundo imperador do Brasil, aos seis anos de idade. José Bonifácio de Andrada e Silva, tutor do menino, apresentou-o ao povo de uma janela do paço da Cidade.
           
          Após a abdicação de D. Pedro 1º do Brasil (4º de Portugal), políticos governaram o Brasil em nome do Imperador, já que o herdeiro do trono, seu filho D. Pedro 2º, tinha apenas 05 anos. Essa fase, de grande agitação social e política, vai de Abril de 1831 a Julho de 1840 e divide-se em quatro regências consecutivas: a Regência Trina Provisória, em 1831, formada pelos senadores Joaquim Carneiro de Campos, Marquês de Caravelas e Nicolau Pereira de Campos Vergueiro, e brigadeiro Francisco de Lima e Silva:
          Era composta de um senador restaurador, um moderador e um membro oficial da conservadora (três regentes, por isso trina). Durou pouco mais de dois meses. Cumprindo acordos firmados com a Inglaterra, a Regência declara o tráfico ilegal de escravos no território brasileiro. A entrada de escravos africanos, no entanto, permanece em grande escala. Muito liberais brasileiros do Império declaram-se contrários ao tráfico e à escravidão, mas de um modo geral, o regime de escravidão é visto como necessário ao funcionamento da economia. Durante a Regência começa a expansão da agricultura cafeeira, aumentando a necessidade de mão-de-obra. E é o trabalho escravo que garante a produção e bons preços no mercado externo.
          A Regência Trina Permanente, de 1831 a 1835, formada pelos deputados José da Costa Carvalho e João Bráulio Muniz e brigadeiro Francisco de Lima e Silva:
          É eleita pela Assembleia-geral do Império, em 17 de Junho de 1831. Reflecte os interesses regionais dos movimentos agrários e das facções políticas urbanas. Nesse período entre diferentes grupos políticos, é consolidada a base liberal da oposição à restauração dos vínculos com Portugal. A agitação nas ruas provoca a intervenção enérgica do Ministro da Justiça. É formada então a Guarda Nacional, composta de tropas dos grandes fazendeiros, que recebem a patente de coronel.
          A 1ª Regência Una, de 1835 a 1838, integrada pelo senador padre Diogo António Feijó e Pedro de Araújo Lima:
          Ou seja ou acto adicional à Constituição de 1824, eleita pelo voto censitário, cria assembleias legislativas provinciais para atender às reivindicações federativas e extingue o Conselho de Estado, órgão do Poder Moderador.
          A 2ª Regência Una de 1836 a 1840. As divisões políticas aprofundaram-se nesse período. Os liberais moderados, também chamados de chimangos, atingem o poder e tentam pacificar o Brasil. Os liberais exaltados, farroupilhas, permanecem fora do governo da Regência e mantêm a reivindicação de maior autonomia para as Províncias. À medida que as divergências políticas se acentuavam, surge outro grupo político de oposição, os restauradores, ou caramurus, que pedem a volta de D. Pedro 1º ao trono.
          Neste período conturbado pelos desencontros políticos, a rebelião mais significativa, foi a Revolta dos Farrapos, que se estendeu do Rio Grande do Sul até Santa Catarina. Os farrapos, liberais exaltados, muitos deles vindos do regime federativo e republicano, insurgiram-se contra o Governo Central, defendendo uma maior autonomia para as províncias. A revolta teve início quando o deputado federalista e coronel das milícias Bento Gonçalves da Silva, destituiu, em 1835, o presidente da província e, com a ajuda popular, neutraliza as reacções dos legalistas. Porto Alegre é, em seguida, retomada pelas forças imperiais, e os revoltosos avançam para o interior do Rio Grande do Sul e para Santa Catarina, onde contam com o apoio de Giuseppe Garibaldi (nota: havemos de falar neste herói italiano e de Anita). Em 1842, Luís Alves de Lima (futuro Duque de Caxias) reorganiza as tropas legalistas e começa a negociar com os rebeldes, que, depois de sucessivas derrotas e desentendimentos entre as suas lideranças, aceitam a paz em Fevereiro de 1845.
          Derrotadas as insurreições nascidas durante a Regência, pacificadas as províncias, e com o Governo Central a contar de novo com o Poder Moderador, D. Pedro 2º é coroado Imperador do Brasil.
           
           Durante sua menoridade o Brasil foi dirigido por uma Regência. Começou a estudar sob a orientação da camareira-mor D. Mariana Carlota de Verna Magalhães Coutinho, mais tarde condessa de Belmonte. Foi aclamado segundo imperador do Brasil, aos seis anos de idade e assumiu o trono aos 15 anos (18/06/1841), um ano depois de ser declarado maior e começar a reinar. Com diversos mestres ilustres de seu tempo, o jovem imperador instruiu-se em português e literatura, francês, inglês, alemão, geografia, ciências naturais, música, dança, pintura, esgrima e equitação. A um de seus preceptores, o de português e literatura, Cândido José de Araújo Viana, futuro marquês de Sapucaí, atribui-se influência não pequena nas atitudes resolutas do jovem de apenas 15 anos. Quando da revolução da Maioridade, por exemplo, ao receber a delegação parlamentar que lhe fora indagar se desejava esperar mais três anos ou assumir desde logo o poder, respondeu: "Quero já!". No dia 30 de maio do ano de 1843, D. Pedro II casou-se com a princesa napolitana Teresa Cristina Maria de Bourbon, filha de Francisco I, do Reino das Duas Sicílias. Foi pai de quatro filhos, mas só dois sobreviveram: as princesas Isabel e Leopoldina. No seu reinado o Brasil teve um grande desenvolvimento, progrediu grandemente no campo social. No início de seu governo fez viagens diplomáticas às províncias mais conflituadas. Interessado pelas letras e pelas artes, manteve correspondência com cientistas europeus, entre eles Pasteur e Gobineau, sempre protegendo os intelectuais e escritores. Durante seu reinado, percorreu quase todo o Brasil, viajou para várias partes do mundo, visitando a América do Norte, a Rússia, a Grécia e vários outros países da Europa e o Oriente Médio (1871-1887), procurando trazer para o Brasil várias inovações tecnológicas. Apoiado pelo partido Conservador, criou o Conselho de Estado e a reforma do código de processo criminal, o que provocou a revolta dos Liberais (1842), em Minas Gerais e São Paulo, contornada só após o final da guerra dos Farrapos (1845). Em conseqüência desse feito, surgiu a Insurreição Praieira (1848), em Pernambuco. Em virtude destas revoltas iniciou um amplo trabalho de conciliação política apartidária, nas nomeações dos integrantes do Conselho de Estado e dos presidentes de província, sob a coordenação do marquês de Paraná, Honório Hermeto Carneiro Leão, que dobrou a resistência do Partido Conservador, que culminou com a criação da Liga Progressista (1860), que, reduzindo os membros conservadores, permitiu a Zacarias de Góis e Vasconcelos, à frente do Conselho de Ministros, realizar importantes reformas no final do período. Neste período, importantes acontecimentos sociais e econômicos ocorreram, como o declínio do escravismo, sobretudo a partir de 1850, com a extinção do tráfico negreiro e a contratação dos ingleses (1850), para elaborarem e implantarem sistemas de esgotamento para o Rio de Janeiro e São Paulo, a época, as principais cidades brasileiras. Com o final da guerra do Paraguai (1870), os conservadores estavam novamente fortalecidos e as divergências políticas mais agudas, o que fez surgir o Partido Republicano (1870), dando início a decadência política do Império. Na questão religiosa (1872), prendeu os bispos D. Vital e D. Macedo Costa, por desafiarem o poder real. Julgados e condenados pelo Supremo Tribunal (1875), foi-lhes concedida a anistia. Na sua última viagem ao exterior como imperador (1887), com muitos problemas de saúde, visitou a França, Alemanha e Itália (1887) e, em Milão, foi acometido de uma pleurisia e levado para Aix-les-Bains, onde permaneceu em tratamento, antes de poder voltar ao Brasil (1888). Na sua ausência, a princesa Isabel assinou a Lei Áurea, sancionada a 13 de maio de 1888, determinando o encerramento de mais um ciclo econômico e acelerando também o fim do regime político. Já enfraquecido, o império foi proclamado a Repúblicano dia 15 de Novembro de 1889 e com isso o império sofreu grande abalo. Foi prisioneiro do paço da Cidade, para onde viera, descendo de Petrópolis, na esperança de sufocar o movimento republicano. O governo provisório deu-lhe 24 horas para deixar o país, e assim, deixou o país e foi com a família para Portugal (17/11/1889), dois dias após a proclamação da República, chegando a Lisboa em 7 de dezembro e seguindo para o Porto, onde a imperatriz morreu no dia 28. Viveu então entre Cannes, Versalhes e Paris, onde assiste a espetáculos de arte e participa de palestras e conferências. Viveu até 66 anos, morrendo de pneumonia, no luxuoso hotel Bedford, em Paris, no dia 5 de dezembro do ano de 1891. Seus restos, transladados para Lisboa, foram colocados no convento de São Vicente de Fora, junto aos da esposa. Revogada a lei do banimento (1920), foram os despojos dos imperadores trazidos para o Brasil. Depositados de início na catedral do Rio de Janeiro (1921), foram transferidos para a de Petrópolis (1925) e definitivamente enterrados (1939). O ilustre governante passou à história como um intelectual, apreciador da ciência, das artes e da liberdade de informação e como homem tolerante, aberto ao diálogo e às transformações da vida social.
           
          D. PEDRO II - (07 de Abril de 1831 a 15 de Novembro de 1889)
          Imperador do Brasil durante quase cinqüenta anos, D. Pedro II passou à história como um intelectual, apreciador da ciência, das artes e da liberdade de informação e como homem tolerante, aberto ao diálogo e às transformações da vida social. Com diversos mestres ilustres de seu tempo, o jovem imperador instruiu-se em português e literatura, francês, inglês, alemão, geografia, ciências naturais, música, dança, pintura, esgrima e equitação. A um de seus preceptores, o de português e literatura, Cândido José de Araújo Viana, futuro marquês de Sapucaí, atribui-se influência não pequena nas atitudes resolutas do jovem de apenas 15 anos. Quando da revolução da Maioridade, por exemplo, ao receber a delegação parlamentar que lhe fora indagar se desejava esperar mais três anos ou assumir desde logo o poder, respondeu: "Quero já!" Reinado. Proclamado maior em 23 de julho de 1840 e coroado em 18 de julho do ano seguinte, D. Pedro II iniciou um reinado que só terminou com a república, 48 anos depois. A princípio, seu governo representou o triunfo do Partido Liberal sobre o Conservador, mas um ano depois este voltou à carga, com medidas reacionárias que deixaram clara sua disposição de retomar a cúpula do poder - como a criação do Conselho de Estado e a reforma do código de processo criminal - e que suscitaram a revolução liberal de 1842, circunscrita a Minas Gerais e São Paulo. Em maio do mesmo ano, o imperador casou-se com a princesa Teresa Cristina Maria, filha de Francisco I, rei das Duas Sicílias, e de Maria Isabel de Bourbon, após outras negociações malsucedidas junto às cortes da Áustria, Espanha e Rússia. Somente em 23 de julho a notícia chegou ao Rio de Janeiro.
          Em 1845, no final da guerra dos Farrapos, os liberais dominaram a situação, mas os conservadores logo reconquistaram a liderança e, em conseqüência de sua atuação, deflagrou-se a insurreição praieira de 1848, em Pernambuco. Com 23 anos e já pai de Afonso (morto antes de dois anos de idade), Isabel (que seria cognominada "a Redentora"), Leopoldina e Pedro (que morreu também criança, em 1850), D. Pedro II não era mais um mero observador dos acontecimentos: começara um amplo trabalho de conciliação política apartidária, nas nomeações dos integrantes do Conselho de Estado e dos presidentes de província. Encarnou esse espírito conciliador Honório Hermeto Carneiro Leão, mais tarde marquês de Paraná, que dobrou a resistência do Partido Conservador. Tal comportamento político propiciou, na década de 1860, a criação da Liga Progressista, que cindiu a ala conservadora e permitiu a Zacarias de Góis e Vasconcelos, à frente do Conselho de Ministros, realizar importantes reformas no final do período. Em 1870, no entanto, quando acabou a guerra do Paraguai, o país novamente encontrou os conservadores nos postos mais significativos e o imperador, aos 45 anos, cansado e envelhecido, com a barba branca que lhe dava a aparência de um sexagenário. A guerra tornara ainda mais agudas as divergências políticas. Os liberais queriam a reforma da constituição e, em 1870, surgiu o Partido Republicano. O futuro marquês de São Vicente, José Antônio Pimenta Bueno, que presidia o Conselho de Ministros, considerou inconveniente o exercício de cargos públicos por republicanos, ao que D. Pedro II respondeu: "O país que se governe como entender e dê razão a quem tiver." E, ante a insistência do primeiro-ministro, arrematou: "Ora, se os brasileiros não me quiserem como imperador, irei ser professor." Essa tolerância, no entanto, não implicava a falta ou recusa da autoridade. O imperador influía pessoalmente nas indicações para o Conselho de Estado e para o Senado, e contrariava com freqüência as intenções partidárias. Na questão religiosa de 1872, fez prender e processar os bispos D. Vital e D. Macedo Costa, que desafiaram o poder real. Após julgados e condenados pelo Supremo Tribunal em 1875, concedeu-lhes a anistia. É indiscutível, porém, que o imperador exerceu sua autoridade com discernimento, assegurou ao legislativo o pleno desempenho de suas funções e à imprensa a inteira liberdade de expressão. Chegou mesmo a declarar, em seu diário, que nascera para consagrar-se "às letras e às ciências e, a ocupar posição política, preferiria a de presidente da república, ou ministro, à de imperador".
          O império não foi um período de grande desenvolvimento econômico. Enquanto o escravismo declinava, sobretudo a partir de 1850, com a extinção do tráfico negreiro, o país manteve-se economicamente dependente, preso ao latifúndio e à monocultura. A abolição, em 1888, ao favorecer o encerramento de mais um ciclo da economia, determinou também o fim do regime político. A oscilação entre conservadores e liberais continuava a ocorrer sem alterações expressivas, já que a palavra final cabia sempre ao imperador. Últimos anos. A partir de 1887, quando sua diabetes se agravou e ele teve outros problemas de saúde, D. Pedro II afastou-se aos poucos do poder. Viajante experiente, já percorrera quase todo o Brasil e, a suas próprias expensas, fora duas vezes à Europa. Visitara também a América do Norte, a Rússia, a Grécia e o Oriente Médio. Em junho de 1887, partiu para a França, Alemanha e Itália. Em Milão, foi acometido de uma pleurisia e levado para Aix-les-Bains, onde permaneceu em tratamento até meados de 1888, antes de poder voltar ao Brasil. Na sua ausência, a princesa Isabel assinou a Lei Áurea. Nessa época, o imperador dedicou-se ainda mais às letras e à cultura. Habituado a corresponder-se com artistas e cientistas famosos como Wagner, Pasteur e Agassiz, lia e escrevia diariamente. No dia 15 de novembro de 1889 tornou-se virtualmente prisioneiro do paço da Cidade, para onde viera, descendo de Petrópolis, na esperança de sufocar o movimento republicano. O governo provisório deu-lhe 24 horas para deixar o país. Embarcou no dia 17, com a família, chegou a Lisboa em 7 de dezembro e seguiu para o Porto, onde a imperatriz morreu no dia 28. O imperador deposto viveu então entre Cannes, Versalhes e Paris, onde freqüentava concertos, conferências e o Instituto de França, ao qual se associara. D. Pedro morreu em Paris, em 5 de dezembro de 1891, no hotel Bedford. Seus restos, trasladados para Lisboa, foram colocados no convento de São Vicente de Fora, junto aos da esposa. Revogada a lei do banimento, em 1920, foram os despojos dos imperadores trazidos para o Brasil. Depositados de início na catedral do Rio de Janeiro, em 1921, foram em 1925 transferidos para a de Petrópolis. Em 1939 foram definitivamente enterrados, em cerimônia presidida pelo presidente Getúlio Vargas.
           
          Durante o seu reinado, inaugurou, entre outros:  
          Em 30 de abril de 1854, inaugurou a Estrada de Ferro Petrópolis, fundada por Irineu Evangelista de Souza, Visconde e depois Barão de Mauá, patrono do Ministério dos Transportes. A primeira locomotiva a vapor do Brasil foi batizada de "Baronesa" , em homenagem à esposa do Barão de Mauá, Dona Maria Joaquina. 
          D. Pedro decretou a construção das primeiras linhas telegráficas do país e introduziu a produção cafeeira, o que promoveu o crescimento da economia brasileira.
          O imperador esteve na exposição de Filadélfia, Estados Unidos, em 1876, ocasião em que Alexander Graham Bell demonstrou a sua nova invenção: o telefone. Na ocasião, ele exclamou: Esta coisa fala! O Imperador fez uma encomenda de 100 aparelhos para o Brasil.
          De espírito liberal, não só ajudou a cultura, criando e reformando várias escolas e faculdades, mas incentivou a industrialização do país, participando pessoalmente da seleção de pedidos de privilégio industrial, e ainda aboliu a escravidão, através de sua filha a princesa Isabel. 
          Encantado com a vista panorâmica do alto do morro, de onde se pode avistar inclusive a belíssima Lagoa Rodrigo de Freitas, D. Pedro II sugeriu um caminho para facilitar o acesso ao local. E, contrariando a maior parte da população que achava mais confiável ir no lombo de um cavalo, o imperador redigiu um decreto autorizando a construção da ferrovia, em janeiro de 1882. Apesar do trecho curto, 3.829 metros (na época era a menor via férrea da América Latina), o projeto demorou dois anos para ficar pronto. A construção foi feita em duas etapas: primeiro ficaram prontas as estações Cosme Velho e Silvestre, inauguradas em 1884; em seguida, Paineiras e Alto do Corcovado, entregues em 1885 e inauguradas pelo próprio imperador que fez a primeira viagem acompanhado pela princesa Isabel e sua comitiva.
           
          2o Imperador D. Pedro II: Pedro de Alcântara de Bragança e Bourbon e Habsburgo, (2/12/1825-5/12/1891), filho de D. Pedro I e de Carlota Josefa Leopoldina Von Habsburg-Österreich, (1797-1826), filha de Francisco II, (1768-1835), Imperador da Austria-Hungria e de Maria Teresa de Bourbon-Sicílias, (1772-1807). D. Pedro II assume o trono com 14 anos em 1840. Casou-se por procuração, a 30/5/1843, com Thereza Christina de Bourbon-Sicílias, (14/3/1822-28/12/1889), filha de Francisco I, Rei das 2 Sicílias e de Maria Izabel de Bourbon, que era filha de Carlos IV, Rei de Espanha. D. Pedro II descende das 2 famílias reais mais importantes da Europa: os Bourbons, que é a 2a família real mais antiga da Europa, (a 1a é a da Dinamarca que descende de Harald I, 940-986), e os Habsburgos, de origem bem mais recente, porém cujas importantes alianças de casamento criam um Império que chega ao apogeu sob Carlos V (1500-1558) senhor de terras nos 4 cantos do mundo e onde o sol nunca se punha.

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro - Marinha Grande - Portugal
                                                                                                                                   

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