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GRANDES
ENTREVISTAS
Daisy Maria Gonçalves Leite |
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CARLOS LEITE RIBEIRO |
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Carlos Leite Ribeiro entrevistando

Daisy Maria Gonçalves Leite
Chegado do Rio de Janeiro, aterrei no
moderno Aeroporto Augusto Severo, que fica em Parnamirim, a cerca de 20 Km da
capital do Estado do Rio Grande do Norte, a linda cidade de Natal. Em Portugal,
pronunciamos "Natale", no Brasil, pronunciam "Natau".
À saída do aeroporto, estava à minha espera a Daisy Leite, a nossa entrevistada
de hoje. Apanhámos um táxi até ao Centro da Cidade, e, pelo caminho, a Daisy foi
falando da sua cidade:
"Vou começar a falar um pouco da minha querida cidade do Natal. Estado
do Rio Grande do Norte. Brasil
O nome NATAL é explicado em duas versões: a primeira refere-se ao dia
em que a esquadra comandada pelo Almirante António da Costa Valente e integrada
por Francisco Barros Rego, Mascarenhas Homens e Jerónimo de Albuquerque, entrou
na barra do Potengi E a segunda tem ligação direta com a demarcação do sitio
primitivo da cidade, realizada por Jerónimo de Albuquerque no dia 25 de dezembro
de 1599. Natal limita-se ao norte pelo município de Extremoz, ao sul por
Parnamirim e a oeste por São Gonçalo do Amarante. É conhecida como "cidade
presépio" ou "cidade dos reis" por causa de seu principal ícone, o Forte dos
Reis Magos. Também a chamam de "Capital Espacial do Brasil", devido as operações
da primeira base de foguetes da América do Sul, a Barreira do Inferno, em
Parnamirim.
Pela sua privilegiada posição geográfica, localizada no litoral
nordestino, na chamada esquina do continente ou esquina do Atlântico, Natal foi
favorecida pelo advento da Segunda Guerra Mundial, uma vez que na cidade foi
construída uma base naval, na entrada da barra do rio Potengi, a Rampa para dar
apoio aos aviões anfíbios, e no aeroporto Augusto Severo em Parnamirin, vizinho
a cidade, foi instalada a base aérea americana ao lado da base aérea brasileira
de onde as tropas partiam para o patrulhamento e para a batalha, na defesa do
atlântico sul e na realização das campanhas militares no norte da África; fatos
esses que valeram a Parnamirim o cognome de Trampolim da Vitória.
São vários os monumentos históricos, notoriamente nos bairros mais
antigos do Natal:
Forte dos reis magos . Na foz do rio Potengi, sobre recifes, o forte
foi construído por Mascarenhas Homem e Jerónimo de Albuquerque em formato de
estrela. Construído originalmente em taipa, posteriormente revestido com pedra,
cal e óleo de baleia. Teve seu nome mudado para Castelo de Keulen, durante o
domínio holandês, voltando à denominação original com a reconquista pelos
portugueses, aliados aos índios Potiguares. Tombado pelo Patrimônio Histórico da
União Fortificação de 1598.
Carlos: - Que género de filme daria sua vida, Daisy ?: -
Daisy: - Olha Carlos, uma linda "estória" de amor.
Carlos: - Como vai de amores ?: -
Daisy: - Maravilhosamente bem depois que encontrei o amor que busquei a vida
toda. Sinto-me uma mulher privilegiada por ter enfim anulado a sensação de
incompletude que sente todo ser humano.
Carlos: - Qual foi o maior desafio que aceitou até hoje ?: -
Daisy: - De sair de casa pela primeira vez, sozinha, com destino a Escola de
Enfermagem de Santos para estudar, sabendo que ia ficar longe da família,
cercada de estranhos. Os primeiros seis meses, eu chorei toda noite de molhar o
travesseiro, mas só mandava contar vantagens nas cartas. Como interna na escola
a minha terapia foi estudar todo tempo disponível. Foi uma dedicação exclusiva e
consegui concluir o curso em 3 anos e 3 meses ( o curso era de 4 anos), vindo em
casa apenas nas férias do final do ano. Depois desta experiência fui para
Lisboa, Suécia, Estados Unidos, e outros países sempre sozinha. Não gosto de
andar em grupos.
Carlos: - De que mais se orgulha ?: -
Daisy: - De ser como sou, persistente e determinada. Meu pai dizia que quando eu
queria uma coisa, só Deus descendo do céu.
Carlos: - Para você, Deus existe ?: -
Daisy: - Somos a prova da SUA existência, porque nós somos centelhas de Deus.
Carlos: - Acredita em fantasmas ou em "almas do outro mundo" ?: -
Daisy: - Eu "vi "uma tia- avó que faleceu antes do meu nascimento, aos 6 anos de
idade, andando naturalmente da sala de jantar para a cozinha. Eu a descrevi para
mamãe, e ela a identificou. Sou devota das almas, devoção herdada da minha avó
materna.
Carlos: - E em histórias fantásticas ?: -
Daisy: - Acredito com censura, pois já vi muita coisa acontecer, que não tem
explicação dentro da lógica humana.
Carlos: - Acredita na reencarnação ?: -
Daisy: - Acredito na ressurreição do espírito perfeito do filho de Deus e também
na reencarnação dos nossos espíritos imperfeitos, em busca do crescimento
espiritual.
Carlos: - O imaginário será um sonho da realidade ?: -
Daisy: - É o embrião da realidade.
Carlos: - O que é para você o termo Esoterismo ?: -
Daisy: - É o desafio da busca dos por quês. Desde menina tudo eu queria saber o
por quê. Hoje muitas coisas que me acontecem não encontro resposta.
Carlos: - Que livro anda a ler ?: -
Daisy: - "O Alquimista" de Paulo Coelho.
Carlos: - A cultura será uma botija de oxigénio ?: -
Daisy: - Não apenas uma botija de oxigénio, mas a personalidade de um povo.
Carlos: - Para a Daisy, qual o cúmulo da beleza, e, da fealdade ?: -
Daisy: - Beleza, a bondade expressa num gesto, olhar ou numa simples palavra;
fealdade, a maldade.
Carlos: - Qual vício gostaria de não ter ?: -
Daisy: - O de amar demais.
Carlos: - O dia começa bem se ... ?: -
Daisy: - Todas as pessoas que amo estão bem.
Carlos: - Que influência tem em si a queda da folha e a chegada do frio ?: -
Daisy: - A expectativa de que outras folhas nascerão, trazendo as flores e o
frio que depois vira o calor.
Carlos: - Seus passatempos preferidos ?: -
Daisy: - Pesquisar na Internet ler, escrever e ouvir musica romântica, como
samba canção, boleros, blues, e contemplar o céu e o mar, fixando o olhar no
horizonte e deixar a imaginação solta..
Carlos: - Quando você era criança ?: -
Daisy: - Fui muito peralta. Certa vez mamãe precisou me colocar semi-interna no
colégio para poder fazer o enxoval do irmãozinho que ia nascer. Adorava nadar e
jogar voleibol.
Carlos: - E agora, como es auto-define ?: -
Daisy: - Uma idealista-romântica.
Carlos: - Uma imagem do passado que não quer esquecer no futuro ?: -
Daisy: - Tenho muitos momentos marcantes, que gosto de lembrar e que até hoje
ainda me emocionam tanto na vida profissional, lidando com a vida humana, como
pessoal, mas o que não posso e nem quero esquecer, é o de um anel sendo colocado
no meu dedo, no jardim da nossa casa, numa bela noite de lua cheia, que ás
vezes, nasce em frente ao meu portão.
A conversa (papo) estava muito agradável, mas o estômago começou a "dar horas"
(a sentir fome). Fomos a um restaurante conhecido da entrevistada, comer umas
receitas de coco e gerimum, acompanhado pelo néctar dos deuses (uvas). Enquanto
esperávamos e durante a refeição, a Daisy Leite foi falando da sua amada terra:
-
"Natal é uma pequena metrópole com uma bela entrada de avenidas largas. Eu moro
em Ponta Negra, linda praia formando uma pequena baia onde podemos ver o morro
do careca , céu azul e mar verde, local onde os holandeses aportaram suas
embarcações para invadir a cidade, que fica na zona sul da cidade do Natal,
limite com Parnamirim. A via costeira 12 km de asfalto a beira do mar, ligando
Ponta Negra a outras praias urbanas é onde ficam localizado os hotéis mais
famosos, inclusive estão construindo um português. O conjunto Alagamar onde fica
a minha casa já estar cercado por pousadas e restaurantes. Quando convido alguém
para almoçar, vamos andando. Passo 3 casa na minha rua e 3 na rua seguinte
depois da esquina e já estou no restaurante Erva Doce cuja comida é caseira e
gostosa.
Meus amigos; vou esperá-los no aeroporto Pela avenida Maria Lacerda em 10
minutos estamos em casa. A minha casa são 18 metros de fachada, muro alto e do
lado externo plantei lírios do campo ao longo do muro. Quando abrem os lírios o
perfume se espalha pelo jardim e de dentro de casa dar para sentir o perfume.
Noite de lua é maravilhoso. Fico na área do jardim olhando a lua e sentindo
aquele perfume. Sempre levo os amigos a conhecerem as praias da zona sul ate
limite com a Paraíba. É lindo o passei. Passamos em pirangi do norte onde fica o
maior cajueiro do mundo, no qual colhi caju quando menina pois ficava na estrada
logo atrás da casa onde veraneamos Já disse um reporte certa vez que Natal era a
cidade praiana onde o povo se dava ao luxo de ter casa de praia. Isto estar
mudando. Muitas famílias já moram nas suas casas que era só para veraneio. A
praia era de pescadores. Eu adorava dormir sem lavar os pés. Era só esfregar um
no outro, tirar aquela branca areia e deitar na rede Depois vem pirangi do sul,
búzios, o mirante onde podemos ver os golfinhos e outra belas praias".
Depois da refeição, fomos até a uma esplanada, onde fizemos a última parte da
entrevista:
Carlos: - Daisy, qual a personagem que mais admira ?: -
Daisy: - A compositora Chiquita Gonzaga, que deu uma loção de vida e de amor.
Carlos: - Qual a característica que mais aprecia em si, e, nos outros ?: -
Daisy: - Em mim, simplificar qualquer assunto, para transmitir aos outros. Ex:
""traduzir" o choro do lactente; nos outros, a generosidade de se doar ao
próximo:
Carlos: - Em sua opinião, a arrependimento mata ?: -
Daisy: - Não, mas maltrata.
Carlos: - A sua melhor qualidade, e, seu maior defeito ?: -
Daisy: - Qualidade, a não guardar mágoas nem rancores; defeito, dizer o que
penso.
Carlos: - Qual o filme comercial que mais gostou ?: -
Daisy: - "Casablanca" com Humphrey Bogart e Ingrid Bergman (sempre revejo).
Carlos: - Música e autores preferidos ?: -
Daysi: - A legitima musica brasileira, o Chorinho na voz da potiguar Ademilde
Fonseca, até hoje a única cantora do gênero.
Boleros de Agustín Lara, do trio potiguar Yraquitan, Aldemar Dutra, trio Los
Panchos, Gregório Barros e Daisy Etiel.(meus)
Samba canção. Segredo (Herivelto Martins/ Marino Pinto) – Dalva de Oliveira
Nervos de Aço (Lupicínio Rodrigues) – Jamelão Canção de Amor (Chocolate/ Elano
de Paula) – Elizeth Cardoso Folha Morta (Ary Barroso) – Jamelão Marina (Dorival
Caymmi) – Dick Farney Ninguém Me Ama (Antonio Maria/ Fernando Lobo) – Nora Ney
Molambo (Jaime Florence/ Augusto Mesquita) – Roberto Luna Doce Veneno (Valzinho)
– Zezé Gonzaga Vingança (Lupicínio Rodrigues) – Linda Batista Conceição (Dunga/
Jair Amorim) – Cauby Peixoto Ouça (Maysa) – Maysa Bom Dia, Tristeza (Adoniran
Barbosa/ Vinicius de Moraes) – Isaura Garcia Se Alguém Telefonar (Alcyr Pires
Vermelho/ Jair Amorim) – Lana Bittencourt A Noite do Meu Bem (Dolores Duran) –
Dolores Duran A Volta do Boêmio (Adelino Moreira) – Nelson Gonçalves Chuvas de
Verão (Fernando Lobo) – Caetano Veloso Ronda (Paulo Vanzolini) – Maria Bethânia
Matriz ou Filial (Lucio Cardim) – Simone
Todas as musicas do Tom Jobim e Vinicius de Morais.
Observação: Eu era conhecida como a Maysa da Escola em Santos.
Carlos: - Autores e livros preferidos: -
Daisy: - Nunca esqueci "Senhora" de José de Alencar, que li e reli varias
vezes." Chiquinha Gonzaga, uma historia de vida" de Edinha Diniz."Papilon" de
Henri Charriêre.
Carlos: - Para finalizar, vamos falar de sua obra literária ?: -
Daisy: - Sua obra Literária ? ":O Livro de Daisy"/79- Poesia. Prefacio do
Escritor Luiz da Câmara Cascudo. O Choro do Lactente79 Cientifico Prefacio do
Professor Iaperi Araújo. "A Primavera Voltou"/99.. Poesia. Prefacio do Acadêmico
Jurandir Navarro. " Fragmentos de mim"/2002 Poesia. Prefacio do Acadêmico Enélio
Lima Petrovich "Boleros de Daisy Etiel" Poemas cifrados para violão.Prefacio do
músico Pedro William Cavalcante."Song Book Canta pra mim".partituras e letras
cifradas dos boleros do CD "Canta pra Mim".Interpretados pelo cantor paraense
Emerson Vaughan. ‘O Choro do Bebê/ 2003. Cientifico. Prefacio do pediatra
Tarcisio Gurgel. Aproveito para convidar os leitores a visitar a minha Home Page:
www.daisyleite.com
E assim, falámos de :
Daisy Maria Gonçalves Leite
Nascida num lindo dia 25 de Abril ( o mesmo dia da Revolução dos Cravos (1974);
e nascimento da rainha D. Carlota Joaquina (1775)
Docente aposentada da Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Continuando com o estudo e pesquisas do Choro Infantil
O som da vida - Bolero de Daisy Etiel
O que somos
Me pergunto ás vezes
Vou buscando as respostas
Pelos caminhos da vida
E nas estradas perdidas
Vou encontrando as respostas
Que o destino marcou
Somos o choro
O canto
O riso
Somos o murmúrio
Também o grito
Juntos somos o som das nossas vidas
De um amor sem despedidas
Separados somos o silêncio
Que invade nossas almas
E nelas se abriga
Sem você
Sou um choro abafado
Um canto sem melodia
Riso sem alegria
Murmúrio sem sentido
Sou um grito calado
Sou a expressão da dor.
Sou um grito calado
Sou só desamor.
Formato de:
Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande – Portugal
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