GRANDES ENTREVISTAS

SÉRGIO GERÔNIMO A. DELGADO

CARLOS LEITE RIBEIRO

Carlos Leite Ribeiro entrevistando


 

SÉRGIO GERÔNIMO A. DELGADO

          Auto - define-se como: "sequer por um momento / ensaiar o futuro tento / aqui e agora é mais seguro / mergulho no segundo: sou (re)renascimento / sequer por um momento / esconder o lógico tento / aqui e agora é mais óbvio / móbil o dia e a noite: sou movimento / sequer por um momento / evitar o encontro tento / aqui e agora é mais compacto ; contacto o instante: sou relacionamento / sequer por um momento / tento / faço / e desfaço: sou (in) vento".

          Diz-nos que quando era criança ... "Morei numa casa que tinha uma mangueira que dava abiu, eu era o único com tal pomar". A sua maior qualidade é a Sinceridade assim como seu maior defeito; mas também tem falta de paciência, não gosta de pretensão e individualismo. Sua maior paixão é seu filho Khaled. Seus passatempos preferidos, além de ler poesia e ir a praia, também é a música; cantores, ritmos e músicas preferidas : Beatles, Bossa Nova, Carmina Burama, Bolero de Ravel, Concerto p/Aranjuez. Autores, os preferidos: Fernando Pessoa, obra poética; Francisco Igreja, obra poética destacando-se "Procura-se o Poema"; Elisa Lucinda o livro e CD "Semelhante"; Rüdiger - "Mandalas"; também Budismo e sobre Psicologia (Gestalt / Psicossomática).

          Estamos a falar de:
SÉRGIO GERÔNIMO ALVES DELGADO

          Que nasceu a 25 de maio de um belo ano depois de Cristo, portanto, Gémeos de signo que neste dia "... por vezes envolve-se em alguns conflitos, mas, graças à sua capacidade intelectual e à sua rapidez mental é capaz de convencer toda a gente de que essa situação é a que mais lhe convém ...).
          Sua ocupação profissional é Editor-chefe da OFICINA e Psicoterapeuta. Foi professor do Colégio Militar do Rio de Janeiro (CMRJ). É Psicólogo com especialização em Gestalt-terapia e pós-graduação em Psicossomática Contemporânea.
          Sua obra literária é impressionante, senão vejamos:

Poesia: "Profanas & Afins" (1992); "Outras Profanas" (1998); "Calendário de Poesia – Poesia Plural 2000" (1999); "Coxas de Cetim" (2000, 1ª ed; 2003, 2ª ed); "Enfim Afins" (2000), livro virtual, disponibilizado no sítio
www.geocities.com/livronline ; "PANínsula" (2002); "Gemini – Agenda Personalizada 2004" (2003); "Dicionário de Poetas Contemporâneos", verbetes (1988, 1ª ed; 1991, 2ª ed); Cadernos de Poesia OFICINA (participação em 23 cadernos); inúmeras outras colectâneas, destaques para: "Antologia da Nova Poesia Brasileira", organização, seleção e apresentação de Olga Savary (1992) e "Athena – Antologia di Letteratura Contemporanea Multilingue" – Trento / Itália.

Ensaios: " 'inda que de névoa Disfarçado", in Revista Brasileira (1993) ; "A importância das Academias do Estado do Rio de Janeiro na Literatura e na Arte Brasileira", in o "Descortínio Académico" (1998); "Paulo de Frontin - patrono Municipal", in "Cia Melhoramentos" da Academia de Ciências, Letras & Artes do Município de Engenheiro Paulo de Frontin/RJ – (ACLAEPF – 1991).

Contos: "Tomate, cebola & pimentão", in "Oficina Mais Prosa" (1999); " O ex-peito quebrado que virou 44", in "Oficina mais prosa ainda" (2001) e "A hóstia profanada", in "Oficina quanto mais prosa, melhor".

Conferências: "Clínica Cirúrgica de Homens – uma escolha de vida e de morte", in Fórum de Psicossomática do Rio de Janeiro (1990); "PIC – Poesia Instâtanea Colectiva – II", in Universidade Gama Filho – Rio de Janeiro (1999); "PIC – Poesia Intântanea Coletiva – I", in VI Encontro de Poesia do Vale do Paraíba – Paulo de Frontin – Rio de Janeiro (1993). "PIC - Poesia Instantânea Coletiva", in III Festival Carioca da Poesia.

          Sérgio Gerônimo Alves Delgado é filiado à FALB – Federação das Academias de Letras do Brasil ; SEERJ - Sindicato dos Escritores do Estado do Rio de Janeiro; APPERJ – Associação Profissional de Poetas no Estado do Rio de Janeiro, onde é presidente pela 3ª vez (2004/2005), também seu fundador; ACLAEPF – Academia de Ciências, Letras & Artes de Engenheiro Paulo de Frontin, onde é vice-presidente, seu fundador e já foi seu presidente; ALAP – Academia de Letras e Artes de Paranapuã, onde é vice-presidente de honra; ABI – Associação Brasileira de Imprensa; IDMM- Instituto dos Docentes do Magitério Militar; e outros.
          Mora na Barra da Tijuca na bela cidade do Rio de Janeiro, entre nós conhecida por "Cidade Maravilhosa", que segundo o nosso entrevistado tem clima tropical semi-úmido e de altitude;o rio mais importante do estado é o Paraíba do Sul, e a Serra dos Órgãos destaca-se pelo seu clima e, nela, as cidades de Petrópolis e Teresópolis, irmãs em beleza do Rio.
          Praticou: voleibol, hipismo, tiro, orientação, atualmente natação, ciclismo e marcha. Entre as praias, prefere: Arpoador, Leblon, Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Prainha, Grumari, na cidade do Rio, mas tem especial predileção pelo Pontal de Atalaia, em Arraial do Cabo.
          A incomparável cidade do Rio de Janeiro tem muitos e belos edifícios, destacando-se: a Biblioteca Nacional, Teatro Municipal, Câmara de Vereadores, Palácio Tiradentes, Palácio Imperial, Mosteiro de São Bento, Igreja da Candelária, Copacabana Palace; monumentos também são demais, destacando : dos Pracinhas (homenagem aos mortos brasileiros durante a 2ª Grande Guerra), a Estácio de Sá, a Zumbi, etc., etc., etc. Alguns dos principais Museus: MAM- Arte Moderna; Nacional de Belas Artes; Histórico Nacional; de Carmem Miranda, no Aterro do Flamengo(o seu mausoléu fica no cemitério de São João Baptista, em Botafogo). No aspecto de Parques e Jardins é difícil classificá-los deviado à grande quantidade, mas destacam-se: Quinta da Boa Vista; Parque Nacional da Tijuca; Passeio Público; Praça Paris; Cinelândia; Aterro do Flamengo; Jardim de Alá; Catacumba; e milhentos outros.
          O local onde mais gostaria de viver, é onde vive: Rio de Janeiro.

          Assim falámos de
SÉRGIO GERÔNIMO ALVES DELGADO

SAGRES , Parapeito do velho mundo

(do seu recente livro PANínsula)

Pendular os pés no parapeito
do velho mundo o novo ousar
com caçadores olhos - desrespeito
e ânforas-imãs no sem-fim lançar

circe revolta o quadrante escolhe
sal areia terra-firme em pleno dia
sangra e de sagres singra e envolve
hélio que de seu zênite se entedia
procura sombras que sirvam de molde

para os confins as caravelas suspirando
mistérios
vagas velas amarras frouxas
dorme o cais
zéfiro no astrolábio boceja
infantes ventos de sortilégios
na servil dissimulada bandeira
assoprando enfim as vontades
e os poderes régios

e no entanto equador com renitente calmaria
faz cabrais e vascos vassalos
ah ! quero o fluxo dessa maresia
dia-a-dia a minha odisséia é navegar
do velho mundo o novo ousar
sem bússola
suspirando
ideais

Sérgio Gerônimo num lançamento
de um dos seus livros

Com familiares e amigos

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Vistas panorâmicas do Rio de Janeiro