AEROCLUBE DE PERNAMBUCO
Semira Adler Vainsencher
semiraadler@gmail.com
Pesquisadora da Fundação
Joaquim Nabuco

A criação do Aeroclube de
Pernambuco remonta às primeiras décadas do século XX, mais
especificamente ao período anterior à Segunda Guerra Mundial, quando
o País necessitava de um local específico que formasse pilotos
habilitados a comandar os aviões de guerra. A fundação da entidade,
como um espaço destinado à formação de oficiais, teve lugar no dia
15 de março de 1940, e seu endereço é o seguinte: Rua Tomé Gibson
s/n, Encanta Moça, no bairro do Pina, no Recife.
Os pernambucanos costumavam chamar de Encanta Moça a ilha formada,
na bacia do Pina, por um dos braços do rio Capibaribe. E, no tempo
em que a aviação do Estado ainda não possuía um campo adequado de
pouso e decolagem para receber os pequenos aviões, alguns pilotos
franceses descobriram a utilidade daquela ilha para esse fim.
Cabe lembrar o fato de que, nas décadas de 1920 e 1930, os
hidroaviões predominavam sobre os aviões com base terrestre, já que
os primeiros tinham a vantagem de não necessitar de pistas
dispendiosas de concreto para pousar. Sendo assim, os hidros
utilizavam a Bacia do Pina.
Presentemente, o Aeroclube de Pernambuco está à disposição de todos
os que já voaram ou que nunca voaram e desejam praticar a aviação,
mantendo cursos permanentes. Os cursos teóricos são ministrados no
laboratório virtual de vôo, o qual possui três computadores, ligados
em rede, contendo manche, fone de ouvido e microfones (para que os
aprendizes possam se comunicar uns com outros), e também um
controlador de vôo instalado em uma quarta máquina.
A entidade oferece dois tipos de cursos: o básico e o avançado. O
primeiro dura três meses e utiliza os seguintes softwares: Flight
Simulator 2002 e 2004 (standard e professional), Pro Controller
(simulador de radar da torre de controle), e Roger Wilco, destinado
à comunicação entre os próprios pilotos. Durante o curso teórico,
por sua vez, os alunos aprendem as manobras básicas, os comandos do
simulador e da aeronave, recebem informações sobre tráfego aéreo,
segurança, e passam algumas horas treinando mediante a navegação
virtual.
Entre as matérias básicas do curso estão as seguintes: regulamentos,
meteorologia, navegação aérea, teoria de vôo e conhecimentos
técnicos de motores. Antes das aulas práticas, porém, todos aprendem
a voar através da utilização de instrumentos. Em relação aos
simuladores, os aprendizes são treinados através de um bimotor
ATC810 e de um monomotor ATC710. No tocante às aeronaves, são
colocados à disposição o Aeroboero AB 115 e o AMT200 Super Ximango
(um moto planador).
No curso avançado, os alunos treinam vôos pela internet, aprendem a
fraseologia padrão da aviação, a interpretação de cartas, briefings,
NDB, VOR e IIS, além de pilotarem um Baron 58, para se
familiarizarem com a prática da aviação comercial. Após a conclusão
do curso teórico, e da aprovação por parte da Banca do Departamento
de Aviação Civil (DAC), os candidatos deverão realizar, então, o
curso prático, que possui um patamar mínimo de 35 (trinta e cinco)
horas de vôo.
A título de informação, vale registrar dois dados importantes: o
primeiro deles é a existência, na cidade de Salvador (na Bahia) do
curso universitário de Ciências da Aeronáutica, que possibilita a
aprendizagem dos conhecimentos necessários para se pilotar uma
aeronave; e, o segundo é que, nos últimos anos, em se tratando de
mercado de aviação, foram homologadas vinte novas empresas de táxi
aéreo no Nordeste do Brasil.
Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, Pernambuco vem contando com
um importante centro de formação de pilotos e, inclusive, de um
excelente ponto de partida para todos os indivíduos que amam a
aviação.
Fontes consultadas:
AEROPORTO Internacional dos Guararapes. Disponível em:
Acesso em 21 jan. 2005.
Moreira, Iuri. Para matar a secura de ser um piloto. Diario de
Pernambuco, Recife, 16 jun. 2004. Informática.