FORTE DE SÃO FRANCISCO
Semira Adler Vainsencher
semiraadler@gmail.com
Pesquisadora da Fundação Joaquim Nabuco

No período do Brasil-colônia, a maior
parte dos fortes era construída em alvenaria de pedra. Um dos exemplos é
o Forte de São Francisco, situado na praia do Convento dos Franciscanos.
Atualmente, encontra-se próximo da estação de rádio do Largo do Carmo,
no quintal de um prédio particular que foi cedido pelo município de
Olinda.
O Forte de São Francisco, uma obra do mestre-pedreiro e construtor
Cristóvão Álvares, foi erguido em 1630 para a defesa da Vila de Olinda.
De forma quadrangular, o monumento apresenta uma arquitetura simples e
rústica, com pequenas molduras, possuindo apenas duas pequenas casas de
armas e alguns canhões.
Vale salientar que, naquele local, antes da construção do Forte de São
Francisco, existia uma pequena e rudimentar fortificação portuguesa, que
foi edificada por ordem de Matias de Albuquerque, com o objetivo de
defender a sua capitania.
Diferentemente das demais fortalezas, o Forte de São Francisco não
possui um poço de água potável, tampouco torres de espionagem (ou
guaritas), quartel para a guarnição ou capela. É um reduto de quatro
faces, com uma larga rampa, e com as suas quatro peças de artilharia
enterradas no chão.
Como estava bastante arruinado, o forte passou por uma reconstrução no
ano de 1781. No Arquivo Militar do Rio de Janeiro há uma planta, com o
seu perfil, assinada por Antônio Bernardino Pereira do Lago.
No governo de Caetano Pinto de Mendonça Montenegro, no começo do século
XIX, o forte foi reconstruído em alvenaria. Por esse motivo, tornou-se
conhecido, além de Forte de São Francisco, como Forte do Montenegro.
Mais recentemente, a fortificação passou a ser chamada de Forte do
Queijo.
Desde 29 de maio de 1984, cabe registrar, o Forte de São Francisco foi
inscrito como Monumento Nacional, no livro Histórico nº 494.
Fonte consultada:
BARBOSA, Antônio. Relíquias de Pernambuco – Guia aos monumentos
históricos de Olinda e Recife. São Paulo: Editora Fundo Educativo
Brasileiro, 1983
Semira Adler Vainsencher