Revista A Gruta da Poesia

 

Nº 05 da 2ª série – Outubro de 2006 

Edição, Formatação e Arte: Iara Melo

Amigos Leitores,

Mais um número da nossa "A Gruta da Poesia", inicio  pedindo imensas desculpas aos amigos que enviaram os seus poemas após o repasse do número anterior, por não estarem presentes neste número. O motivo deve-se  ao fato dos temporais ocorridos aqui em Portugal, terem gerado constantes quedas de energia elétrica e num “piscar de olhos” perdi todos os e-mails que estavam guardadas nas pastas do Outlook Express.

Peço aos amigos poetas não só a compreensão, mas que reenviem os vossos textos.

Neste número como todos mais do que ESPECIAL, contamos com um belo tema de Carlos Leite Ribeiro que muito me honrou contando "A Lenda de Iara"; a seguir algo imperdível, um emocionante relato da poetisa Catherine Roos recebido através do seu Grupo de Poesias "Amor em Palavras", do qual com muita honra faço parte,  após ter repassado a crônica de Artur da Távola falando no caso da morte de Sandra, filha de Pelé. Sei que vocês como eu, vão gostar muito!!!

Muitos poetas nos honram com os seus escritos fascinantes:

Artur da Távola, Andréa Borba Pinheiro, Eliane Arruda,  Helder Alexandre Ferreira,  Inês Marucci.

É com muito orgulho e prazer que apresento-lhes mais um grande escritor:  FRANCISCO SILVA NOBRE.

A SURPRESA ESPECIAL:

Cliquem em "A Editora" e ouçam o relato do Grande Artur da Távola.

DEIXO-VOS COM ESTA INDISPENSÁVEL LEITURA  E COM A NARRAÇÃO  DO DIVINO ARTUR DA TÁVOLA!!!

DELEITEM-SE!

A Editora

 
A Lenda de Iara - Carlos Leite Ribeiro


A Lenda da Iara, a deusa das águas, traduz a relação do caboclo com o mundo aquático da Amazônia, cuja paisagem ganhou do poeta baré Thiago de Mello o nome de “Pátria das Águas”. Essa interação permanente do amazônida com as águas gerou a chamada civilização ribeirinha, na qual os rios, lagos, igarapés e igapós são fontes da vida, da morte e do imaginário regional. São caminhos, referências e habitat naturais dos que vivem ou viveram, durante séculos, às margens do grande rio Amazonas e de seus inumeráveis tributários, herança cultural que recebemos de nossos ancestrais indígenas e portugueses. Mas a relação do caboclo com os rios não é apenas uma conjunção física e conjuntural, vai muito além do campo material, é sensível e presente. Nunca suas histórias são contadas no tempo passado, são presentes como se estivessem acontecendo naquele momento, ali mesmo.
Os colonizadores também foram vencidos pelas águas da região, assimilando a cultura ribeirinha milenar, mas incorporando à descendência cabocla lembranças do além-mar, formadas no novo ambiente cultural. Assim nasceu a Iara, o Boto e tantas outras lendas que hoje compõem a legião dos encantados da cultura amazônica. Os encantados, aliás, estão em todos os lugares, como afirma o poeta e escritor paraense João de Jesus Paes Loureiro – estão entre os índios e caboclos, entre o céu e a terra, nas selvas, nos campos, no fundo das águas...
Segundo Paes Loureiro, “a Iara – Mãe d’Água – vive nas encantarias do fundo dos rios. Ela atrai os moços e os fascina, mostrando-lhes seu rosto belíssimo à flor das águas e deixando submersa a cauda de peixe. Para seduzi-los, faz promessas de todos os gêneros. Para aumentar o estado de encantamento canta belas melodias com voz maviosa. Convida-os a irem com ela para o fundo das águas do rio – onde se localiza a encantaria – sob a promessa de uma eterna bem-aventurança em seu palácio, onde a vida é uma felicidade sem fim. Quem tiver visto seu rosto uma única vez jamais poderá esquecê-lo. Pode até, no primeiro momento, resistir-lhe aos encantos por medo ou precaução. No entanto, mais cedo ou mais tarde acabará por se atirar no rio em sua busca, levado pelo desejo ardoroso de juntar seu corpo ao dela”.
O historiador Vicente Salles conceitua Iara como a mais perfeita convergência cultural na mítica amazônica, reunindo figuras antológicas de vários continentes: Sereia, Ondina, Loreley, Mãe-d’Água, Iemanjá. É uma simbiose encantada de mulher tentadora, sensual, apresentada com rosto europeu e longos cabelos e que recorre à magia do canto para exercer a sua irresistível atração fatal sobre navegantes e moradores da beira-do-rio, preferencialmente jovens.
Os indígenas também possuem inúmeras entidades aquáticas, mas nenhuma delas com as qualidades malignas e fatais de Iara. Sempre encontram remédio para as maldades, sublimando inclusive a morte. Para eles, o rio representa a fonte de sobrevivência e não da morte no “espelho do amor”. Por outro lado, o índio não reprime a sexualidade pelos arreios da sua cultura ou da civilização cristã do branco, razão pela qual não se vale de entes sensuais na sua mitologia. Sempre cita a beleza das cunhãs como referência estética e não como objeto do libido. A sua Mãe-d’Água é a guardiã dos rios, bondosa e se materializa nas plantas e flores aquáticas que alimentam os peixes, segundo lendas da algumas tribos.
Raimundo Moraes credita às leituras da Odisséia de Homero, feitas pelos colonizadores lusitanos, a lenda da Iara, configurada como uma linda mulher, metade gente e metade peixe, belos cabelos compridos, busto cheio e cauda de escamas multicoloridas, que vive nas margens dos rios e igarapés, seduzindo o caboclo para arrastá-lo ao fundo das águas. O pesquisador diz que a entidade também pode materializar-se em forma de lontra, no perfil de garça ou sob as penas da cigana para encantar o ribeirinho.
As observações do historiador repousam em pesquisas feitas na região amazônica e na leitura dos clássicos da literatura universal que apontam convergência entre a mitológica Sereia e a Iara amazônica. Navegador por excelência, o colonizaador português assimilou as lendas do mar e trouxe para cá suas tradições seculares. Os Lusíadas, de Luís de Camões, menciona várias vezes a presença de Sereias na rota dos navegadores lusitanos, lembrança de outros autores clássicos como Virgílio (Eneida), Heródoto (Epítetos) e Homero (Ilíada e Odisséia). Todos referindo-se à figura sedutora e fatal da entidade similar, ora na forma de mulher, ora feita ave ou animal anfíbio.
O Barão de Santana Neri, falando sobre o folclore brasileiro, descreve a Iara como uma mulher branca, de olhos verdes e cabeleira loura, conceitos pesquisados nos Estados do Pará e Amazonas. Diz ainda que sua beleza física, seus métodos de sedução e sua residência submersa revelam origem alienígena. A oferta de tesouros e palácios, por exemplo, também confessa uma cultura importada, vez que os aborígenes desconheciam esses valores. Já o folclorista Câmara Cascudo, cobra possível contribuição do negro na lenda da Iara, lembrando a sereia africana Kianda e até a figura poderosa de Osum, orixá dos lagos, lagoas e rios, da teogonia negra. Iemanjá, deusa das águas, também é lembrada como inspiradora do mito amazônico. Contudo, s Mães-d’Água africanas, com suas liturgias e rituais em nada lembram a nossa deusa das águas, a não ser a morada.
O mito da Iara, aliás, como já foi dito, pode ser reconhecido em várias culturas. Na Espanha chama-se Sirena; na Grécia, a mitológica Nereidas; na Alemanha, a nórdica Loreley; a Kianda africana e a portuguesa Sereia, criaturas das águas que enamoram os homens e os levam à morte. Mas o seu estereótipo físico e malévolo garante a origem portuguesa do mito amazônico, inspirado nas cantos de Homero e nas esculturas de Praxíteles e Escopo. O colonizador, que chegou com a fé cristã e os costumes europeus, também trouxe na bagagem suas lendas, mitos e superstições, muitas delas modificadas ao longo do tempo na convivência cabocla, que lhes emprestou e recebeu valores, coroando a fronte da Iara com flores lilás do mururé, por exemplo.
A suprema sabedoria do amazônida, que soube usar a lenda do Boto para aplacar a ira de maridos traídos e pais enganados, quando suas mulheres ou filhas engravidam fora do domínio doméstico, também justifica na sedução da Iara a fuga ou o desaparecimento de seus entes queridos.

 
Artur da Távola escreveu
... e Catherine Roos
"Respondeu":
 

 

Ainda relendo alguns e-mails que falam da morte de Sandra, a filha do Pelé...
Me dá um nó na garganta... uma dor no peito... e juro, é dor sentida de verdade!
Jamais pensando em julgar seja o Pelé ou até mesmo a atitude de Sandra, quando ainda viva, que lutou para por ele ser reconhecida... afinal... quem sou para julgar isso ou aquilo, julgar pessoas...

Mas acompanhando o caso, me vi no lugar dela...Tive pai e mãe... mas minha mãe me deixou quando eu tinha 08 meses de vida... ou seja... minha mãe, suicidou-se...
Os motivos que a levaram a isso, até hoje ninguém nunca me explicou, nem mesmo aquele senhor que até hoje chamo de pai e que na verdade é meu pai biológico, mas nunca foi meu pai de coração...

Motivos para a repulsa ao senhor meu pai, existem e são muitos... mas isso hoje em dia, já não é tão importante...

Mas me senti no lugar de Sandra, nem tanto pela falta do pai, mas pela falta de minha mãe... e eu hoje sendo mãe e avó, acho importante tanto o pai e a mãe, na criação e formação de uma criança, na formação do carácter de um ser humano.

E ao mesmo tempo me surgem questionamentos... Será que Pelé, se arrepende de algo em relação a Sandra?! Que culpa ela teve de existir e acima de tudo, que culpa ela teve em ser filha do "rei"?!

Como questiono, que culpa tive eu, para minha mãe suicidar-se, quando eu tinha 08 meses de vida?! Que culpa eu tive em minha existência, para ser praticamente abandonada por minha mãe?! Que drama, que dilema vivia minha mãe, para ser maior e mais importante do que minha vida aos 08 meses de existência?!

Não julgo minha mãe... não pude conhecer seus verdadeiros motivos e suas razões... não julgo Pelé, não o conheci e sinceramente não desejo conhecer... não julgo a atitude de Sandra... mas pelo que li sobre essa moça, eu a admiro... ela teve forças, para lutar pelo que  queria, pelo que almejava e lutou até o fim... lutou talvez (quando se tratava de sua saúde)... talvez tenha lutado de maneira equivocada... mas ela lutou!

E tentando entender algo, em algo que não tenho como entender e principalmente querendo entender algo que comigo nada tenha a ver... me descubro com dor... a dor do não ter... não ter pai, apesar de ainda vivo... a dor de não ter tido minha mãe... e de certa forma, me sinto um pouco Sandra... pois como ela sentiu (eu imagino que sentiu)... como ela sentiu... eu sinto a dor do não ter... e questiono minha existência... como nessa vida vim acontecer e porque vim acontecer?!
Aos 50 anos ainda não obtive essas respostas e acho que também como Sandra, morrerei sem saber...

Catherine Roos.

ps.- texto-desabafo  escrito direto em e-mail, sem correção... desculpem erros.

 

APRENDIZADO
Artur da Távola
 

Quando chego aos confins
do si,
só encontro o mim
e não Deus.
Quando alcanço os limites
do sou,
onde Deus deveria estar
só encontro o eu, depois o nada.
Sou o meu limite,
Resta-me saber se fora de mim
é Deus o conteúdo do nada
(e lá reina a paz) (ou a morte, sua morada).
Perduram madrugadores os medos.
Pulula ansiosa a esperança.
Mas nada encontro além do mim
Ou do saber-me.
O ser é,
sem precisar ser, crer ou saber.
Eis Deus.
Eis-me: co-herdeiro de eus.
 
VISITE O ESPAÇO DE ARTUR DA TÁVOLA NA LIGA DOS AMIGOS DO CEN:

Sem Endereço

Andréa Borba Pinheiro
 

Quando pequena, enderecei uma carta para minha avó.
Com empolgação, fui até o correio e a enviei,
tentando fazer o dia da velhinha, não ser tão só.
Sêlo bonitinho, tudo limpo e no lugar,
pensando no minutinho em que a minha carta ia chegar.
Voltei para casa contente e me pus a esperar
sorrindo alegremente ao, a alegria de minha vó imaginar.
Em um dia chuvoso, o carteiro bateu em minha porta
dizendo que a carta voltara para mim.
O endereço não existia e ela não poderia ser entregue assim:
Vovó Inácia
Rua dos anjos
Reino dos Céus
Número da saudade
CEP:00000-000
E eu pensei comigo mesma:
Será que o lugar para onde as vovós vão, não tem CEP?

 

SIM, MAS ÀS FLORES! 

Eliane Arruda
 

A vida somente tem seus encantos,
Se vivida com amor e terno canto...
Se não  houver o sonho
E as histórias de amor,
É uma vida sem nesgas de vitória.
 
Por que velas a quem te menospreza?
Por que sinos a quem te deprecia?
O valor deves dar
a quem em prece
por ti reza e também te aprecia!
 
Se o sol quer brilhar em outras plagas,
e o amor na distância acender,
não esperes do longe o beneplácito,
mas o sol que te resta,
em centelhas...
 
Se um sino por ti não anuncia
a manhã que se cobre de orvalho.
É que sino e repiques nada valem!
 
Mas se um riso é teu
e presencia
o espasmo feliz da tua face,
que o olhar em estrelas se disfarce!

SECRETÁRIO  DOS  AMANTES

Helder Alexandre Ferreira
 

Aconteceu numa tarde esplendorosa,
Dessas que há no romance da raposa,
Aquela que seria a minha esposa,
A tez em porcelana maviosa
 
Excede Vênus-bela majestosa,
Beleza peregrina, apalaçada,
Debaixo da algaroba, delicada,
Descansa na cadeira preguiçosa.
 
No alpendre qual tranqüila estátua grega,
Silenciosa como deusa eterna,
Liberta a sua dor olhando, terna,
No teto a borboleta enorme, negra.
 
Um padre começava a tocar sino,
Um dobre de finados muito iguais
Às tantalizações dos madrigais
Que choram no seu rosto alabastrino.
 
Para ver a beleza peregrina
Da loura castelã, apalaçada,
Eu passava de tarde na calçada,
Na hora de comprar pão semolina.
 
Limiar da Avenida Mister Hull,
Ou final da Bezerra de Menezes;
Eu passei acolá milhões de vezes
Para ver a beleza ocidental.
 
Quarta-feira era dia de novenas;
Nos canteiros centrais havia zelos;
Eu tinha na cabeça umas centenas
De piolhos no conchego dos cabelos.
 
A noite de vivência prazerosa
Fez de mim Secretário dos Amantes
Ao dizer-me estes versos palpitantes
No rompante da lua remansosa.


 

Força estranha

Inês Marucci
 

No meu sentir latente soprou uma voz serena,
anunciando breve cura do meu vicio de existir,
na presença d’alguém que comigo vai repartir
meigas cores escondidas nas dobras da rotina!
 
A espera tardia machuca e faz supor batalhas
no encalço dele, desertos e florestas rasgando;
nos sonhos lascivos eu catav’afeto às migalhas
de teus lábios cegos ,outras bocas adocicando!
 
Amamos como dois sóis deitados n’ entardecer,
trocando ardentes beijos, platônicos e sigilosos,
e choramos quand’os gorjeios querem alvorecer
e nos sonhos d’amor matar os anseios carinhosos!
 
Em meio à bruma total dos meus sentidos oscilo
d’onde record’ esse príncipe que’inda vai chegar,
mas a emoção sensual já vem minh’ alma açoitar,
neste rosal juncando aos meus pés o puro e belo!
 
Conheço a brasa d’olhar, a volúpia dos sorrisos,
o rio sinuoso d’intenções quase surpreendentes,
não do filme, conto, poema, arrepios deliciosos.
Vem de longe tua alma em marolas refulgentes,
 
muito antes do sonambular  da solidão profunda
ou de se sentir as azuis florescências da saudade.
Um mistério me dá um tocante e fugitivo enleio,
trazido pelo impulso doce que d’ amor me arde!
 
Santos/SP - 15/07/2006


 
 

 FRANCISCO SILVA NOBRE
 

 
 
FRANCISCO SILVA NOBRE – Nascido em 19 de agosto de 1923 na cidade de Morada Nova (Ceará).
Sou jornalista, escritor e bancário (aposentado). 
Moro no bairro do Flamengo na cidade do Rio de Janeiro, desde janeiro de 1948. 
O Rio de Janeiro é uma das cidades mais acolhedoras do mundo e tem belezas naturais de extraordinário valor como o Cristo do Corcovado, o bondinho do Pão de Açúcar, a praia de Copacabana e a Barra da Tijuca, com grandes possibilidades de tornar-se em pouco tempo município autônomo.
 
Comecei a escrever por volta dos meus oito anos. 
Minha iniciativa foi espontânea, sou o mais velho de uma prole de onze filhos criados, dos quais três outros também escrevem. 
Muita coisa inicialmente escrita se perdeu, por motivo de constantes mudanças de endereço; abro meu livro PÁGINAS DA JUVENTUDE (Rio de Janeiro-1987) com uma crônica intitulada O NOTICIÁRIO DOS JORNAIS, publicada na revista A IDÉIA, órgão do Clube Liceal de Estudos, dos alunos do Liceu do Ceará, onde estudava, nº 53, datada de 24.07.1937. 
 
Já passa de cem o número dos meus trabalhos impressos (opúsculos e volumes de até 400 páginas); do conjunto o primeiro título é ASPECTOS DA ATIVIDADE ADMINISTRATIVA, seguido de PEQUENA HISTÓRIA DO CINEMA BRASILEIRO, ambos de 1956, edições dos Cadernos AABB, da Associação Atlética Banco do Brasil, por mim instituída, dos quais eu próprio era editor. 
Tenho mais de vinte projetos em preparação, dos quais pretendo editar neste ano de 2006 os seguintes títulos: AMANHÃ... (poemas), já impresso; MEUS EMINENTES PATRONOS, discursos de posse sobre os titulares das cadeiras que ocupo em cerca de vinte academias e instituições culturais a que pertenço; EFEMÉRIDES CEARENSES, já escrito, e os PRESIDENTES DA FALB (Federação das Academias de Letras do Brasil) da qual fui presidente – o 25º e último, pois a entidade está sendo transformada em Confederação das Academias de Letras e Artes do Brasil, com a instalação de Federações regionais, uma em cada Estado do país, para preservação das características sócio-culturais de cada um. 
Eu próprio me incumbo da edição e divulgação de meus livros, que são compostos no computador, reproduzidos em xerox e acabamento em gráfica de um conterrâneo, amigo e confrade (Stúdio Gráfico Gonçalo Ferreira da Silva). extraordinário
 
Sou modesto, avesso a badalações, preferindo trabalhar em surdina e ajudar quem realmente tem condições de desenvolver o seu talento, haja vista o elevado número de prefácios e posfácios por mim já escritos e incluídos em volumes de terceiros.  Sinto verdadeira compulsão para escrever e as idéias me brotam de repente, principalmente em função dos ambientes em que vivo e dos acontecimentos relacionados a aspectos culturais e históricos da vida brasileira, especialmente a cearense, dadas as minhas origens.
Preciso de tranqüilidade e nada de barulho ou conversa em torno de mim; dou preferência ao meu escritório, dotado de biblioteca e máquina de escrever – a velha Remington -, passando os originais para uma secretária que leva os textos para o computador.
Nunca me candidatei a prêmios literários, principalmente porque sempre sou procurado para integrar comissões de julgamento de prêmios da espécie.
 
Não tenho HOME PAGE própria; a maior parte dos meus escritos foi levada para computadores: muita coisa (de início) já se perdeu, mas conservo neles a produção dos últimos cinco/seis anos.
Gostaria de conhecer os preços, condições e possibilidades de divulgação dos sites do CEN . 
"Conselhos para um escritor iniciante:"
Escreva sempre, diariamente.  Haja o que houver, não deixe de escrever pelo menos uma frase que de repente lhe venha à cabeça.  Ela poderá ser o fulcro de pensamentos que irão aos poucos se desenvolvendo em seus devaneios e atribulações. 
Remeto o pequeno poema SIMPLES, incluído no meu livro ANDANTE (1986) e que tem sido repetidas vezes declamado por pessoas amigas em reuniões acadêmicas e saraus literários.
 

SIMPLES
 
Simples:
  - uma palavra
  - um gesto
  - um carinho
  - um beijo...
 
Simples
  - como a terra
  - como a água límpida
  - o vento sereno
  - o céu azul
 
A vida é simples
- leve
- clara
- límpida
- diáfana.
 
A vida é amor.
 
Para que complicá-la?

Para quem ainda não teve a honra de ler o mais

recente sucesso de Carlos Leite Ribeiro, visite e

comprove:

http://www.caestamosnos.org/Tematicas_1/Distritos_Concelhos_Portugal_Leiria.htm

O meu muito obrigada a todos, até a próxima edição, participem enviando os vossos trabalhos para iarameloportalcen@sapo.pt,

IMAGEM TOPO DA PÁGINA:

VILA E GRUTAS DE MIRA DE AIRE - PORTUGAL, ONDE RESIDO.

Formatação, * Fotografia  e Arte: Iara Melo