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Revista “A Gruta da Poesia”

Número 003- Janeiro 2005
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Editora: Iara Melo

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Caros Amigos Leitores,
Mais uma edição da nossa revista
A Gruta da Poesia,
Fomos presenteados por valiosos trabalhos de pesquisa
do nosso mestre, escritor e amigo Carlos Leite Ribeiro;
Tendo também a colaboração dos poetas amigos do Portal CEN:
Luiz Poeta e Margarida Reimão;
E finalmente uma agradável entrevista com a
escritora Priscila de Loureiro Coelho.
Radioso (Re) Começar
Janeiro...
Prelúdio de mais
Um ano...
O Amanhecer a um novo
Re (começar)...
Recomeçemos, pois!!!
Iara Melo
OURÉM
(Trabalho e pesquisa de Carlos Leite
Ribeiro)
Há várias versões
possíveis para a origem do nome Ourém. A mais conhecida de todas é a lenda de uma moura
por quem Gonçalo Hermingues, cavaleiro templário e trovador a quem chamavam o
"Traga-Mouros", se apaixonou, quando resolveu atravessar o Rio Tejo para
conquistar Alcácer do Sal. Fez vários mouros prisioneiros na região e entre eles estava
uma moura, chamada Fátima. Ambos se apaixonaram, tendo ela sido baptizada e recebido o
nome de Oureana. Porém, o destino travou a vida desta jovem, pelo que Gonçalo
Hermingues, desgostoso, resolveu professar no Mosteiro de Alcobaça, fundando mais tarde,
o Mosteiro de Santa Maria do Tomarães, onde veio a morrer. Tendo recebido de seu pai esta
terra e comovida com a história, a filha de D. Afonso Henriques, D. Teresa, achou por bem
homenagear a moura Oureana, dando à vila o nome de Ourém.
Há também quem diga que terá sido D. Nuno Álvares Pereira que
ao passar por aquelas terras, a caminho da Batalha de Aljubarrota, disse para as suas
hostes: "Orem", e Ourém ficou.
Embora se pense que Fernando Magno tenha andado por aqui a
combater os muçulmanos, as provas documentais só aparecem no reinado de D. Afonso
Henriques. Foi sua filha que lhe concedeu foral, confirmado por D. Afonso 2º, em 1218, e
foi D. Dinis que se empenhou em a promover, dando-a a sua mulher, Rainha Santa. Mas já
anteriormente ao seu reinado, as torres da fortificação tinha servido para prender D.
Mécia, mulher do deposto rei D. Sancho 2º.
Anos mais tarde, D, Pedro 1º elevou a vila de Ourém a condado,
tendo por ela passado João Fernandes Andeiro, 2º Conde de Ourém, que seria morto pelo
Mestre de Avis, em Lisboa. Com este conde, a vila em nada foi dignificada. Depois da morte
do traidor, D. João 1º deu o título a D. Nuno Álvares Pereira, que muito tinha feito
pela independência do Reino de Portugal. Este, por sua vez, passou o título a seu neto,
D. Afonso, filho de primeiro Duque de Bragança. Este novo conde passou então a residir
em Ourém, a ele se devendo a construção do Paço monumental, rasgado nas muralhas do
castelo primitivo, cheio de influências italiana e árabes, recebidas das suas viagens
pela Europa e Jesuralém, bem como os dois torreões a Sul. Os rendilhados, as mísulas,
as janelas góticas, etc., contribuem para que todo o conjunto seja de uma beleza rara. É
ainda a este conde que se deve a fonte gótica e a remodelação do castelo medieval e as
muralhas da vila. A ligar o castelo primitivo e o Paço existia um passadiço secreto, que
hoje está descoberto.
Porém, e apesar da dedicação deste nobre, parece que Ourém
estava destinada a receber condes menos rectos. Responsável com seu pai pela intriga
feita à sua volta do infante D. Pedro, então regente, o infante D. Afonso, senhor de uma
ambição desmedida, acabou por morrer sem ter recebido o ducado de Bragança. Mas por
pior sorte aguardaria Ourém quando o terramoto de 1755 sobre ela abateu e, quando no
século XlX, as invasões francesas destroçaram de forma selvática o castelo e a vila.
Foi o êxodo da população ocorrido depois do terramoto que deu origem, primeiro a Aldeia
da Cruz e depois Vila Nova de Ourém. Actualmente, toda a vila recebe o único nome de
Ourém. Quanto ao seu castelo, apesar das fatalidades porque passou e da ruína em que se
encontra, ainda continua a ser um dos mais bonitos castelos de Portugal. De regresso ao
burgo, descemos por uma estrada estreita, em calçada, podendo parar no miradouro de
Fátima, de onde se obtém uma esplêndida vista sobre a paisagem.
Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro Marinha Grande Portugal
http://carlosleiteribeiro.portalcen,org
Visite as Grutas de Mira de Aire
Umas das mais belas da Europa !
Formação das grutas (cavernas)
(Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro)
A água da chuva, em sua
passagem pela atmosfera, dissolve e carrega uma parcela de dióxido de carbono nela
existente. Ao atingir o solo ela penetra pelas camadas superiores, em meio ao húmus, às
raízes e diversos organismos, cujo metabolismo implica a liberação de CO2, e se
enriquece ainda mais deste dióxido. A solução fica então saturada de CO2, e se
enriquece ainda mais deste dióxido. A solução fica então saturada e CO2 tornando-se
bastante ácida.
Esta água (solução), continuando seu trajeto descendente em
direção ao nível freático, atinge a rocha carbonática e se infiltra pelas fraturas
dissolvendo o carbonato de cálcio nela contido.
Após um certo percurso pelas fraturas da rocha, a água fica
saturada de bicarbonato de cálcio e perde sua capacidade de dissolução.
Esta água, continuando a se infiltrar no maciço rochoso ao
longo dos planos de juntas, que se apresentam como um sistema de fraturas de padrão
normalmente muito organizado, encontra-se com outras "soluções" semelhantes.
Na região de cruzamentos destes sistemas de fraturas irá
ocorrer uma mistura das diferentes soluções, o que implica uma quebra do equilíbrio
químico estabelecido em cada uma delas.
Esta quebra causa um deslocamento do equilíbrio da reação
química II (a dissolução da rocha pelo ácido carbônico) que poderá restringir à
água a capacidade de dissolver mais carbonatos da rocha criando vazios e condutos.
Como esta mistura de soluções se dá nas interseções dos
planos de juntas, a dissolução é mais acentuada originando aberturas de grandes
dimensões que são as cavernas, em seu estágio inicial de formação.
A ampliação gradual dessas aberturas dá origem a galerias,
salões e abismos, os quais, unidos num estágio mais adiantado, funcionam como sistemas
coletores das águas descendentes e mesmo da drenagem de superfície.
Assim, neste segundo estágio, as galerias e vazios servem de
coletores e condutos de rios e córregos que passam a compor uma complexa drenagem
subterrânea.
Estes cursos d'água subterrânea por sua vez, dependendo do
maior ou menor fraturamento da rocha, das alternância de camadas mais carbonáticas (mais
solúveis e camadas mais argilosas (que oferecem maior resistência à corrosão), vão
ocasionar um entalhamento da rocha em diversos planos, criando novas laterais ou
inferiores e alargando-as em salões.
O alargamento das galerias, pela remoção das camadas mais
carbonáticas e pela erosão das bases das paredes, comumente também ocasiona
deslocamentos, por vezes gigantescos, frequentemente abrem grandes salões. Em outros
casos, todavia, os blocos desabados ocupam toda a galeria obstruindo a passagem.
Ao longo da evolução da galeria, o rio subterrâneo chega a
abandonar alguns trechos pelo abaixamento do nível de seu leito e, neste caso, com a
ausência do caudal na galeria ou em suas partes superiores, ela se torna propícia ao
crescimento das mais variadas ornamentações.
Lustre
Estas ornamentações, denominadas genericamente
"espeleotemas", cujas formas mais conhecidas são as estalactites e
estalagmites, identificam uma segunda fase na formação das cavernas: a fase de
deposição.
Tal fase é caracterizada pelo preenchimento parcial ou total dos
condutos da caverna com sedimentos trazidos do exterior (argilas, areias, seixos etc.) e
pela deposição mineral decorrente da precipitação da calcita (carbonato de cálcio) a
partir da água de infiltração que atinge o vazio da caverna.
Nas cavernas é comum existirem galerias de idades diferentes e
em diferentes estágios de evolução, desde as mais antigas, parcial ou totalmente
obstruídas pela precipitação de calcita (CaCO3), até as galerias jovens percorridas
pelo curso d'água subterrâneo, com ausência de ornamentação calcítica.
Componentes de formação das cavernas
As cavernas, tal como são conhecidas, resultam da ação e
circulação da água sobre rochas solúveis, especialmente as "rochas
carbonáticas", dentre as quais se salientam as conhecidas genericamente como
calcárias. A água é o elemento ativo ou gerador e as rochas são o elemento passivo no
processo de dissolução química responsável pela formação de cavernas e diversos
outros componentes superficiais ou subterrâneos de um tipo especial de relevo. Tais
componentes de relevo são denominados feições cársticas.
Em região onde tais feições aparecem com certa continuidade e
articulação, identifica-se um "relevo cárstico" ou "karst".
O termo "karst" significa "campo de pedras
calcárias" e tem origem de uma região ao norte do mar Adriático, na Iugoslávia,
onde se desenvolveu o primeiro estudo sobre a circulação de águas em rocha calcária. O
conceito "karst" está relacionado ao relevo de regiões onde predominam estas
rochas, nas quais a drenagem é preferencialmente subterrânea (drenagem criptorréica),
apresentando macro e microformas de relevo bastante peculiares que dão à paisagem um
aspecto esburacado e ruiniforme. Uma das principais formas ou feições que compõem um
relevo cárstico são as dolinas, depressões do terreno que recolhem e enviam as águas
de superfície ao subterrâneo onde, através das fendas da rocha, das grutas e abismos,
elas se aprofundam em busca do lençol freático (nível hidrostático).
A união por alargamento de duas ou mais dolinas vizinhas dá
origem às uvalas; também os poljes (depressões semelhantes às dolinas, mas de
dimensões muito maiores), os vales fechados, os paredões calcários, os afloramentos
erodidos e pontiagudos, as torres e as pontes de pedra, são formas tradicionais neste
tipo de relevo.
A presença isolada de formas como as citadas não permite, no
entanto, a caracterização de um verdadeiro relevo cárstico. Muitas vezes estas formas,
especialmente as subterrâneas, são componentes residuais a testemunhar um relevo
cárstico antigo, hoje já totalmente arrasado por força dos agentes geológicos
externos, os quais continuamente alteram a superfície terrestre.
Freqüentemente, em regiões tropicais úmidas, o conjunto de
feições geomorfológicas típicas do carste sofre um processo de mascaramento, sendo
recoberto por uma espessa camada de solo e uma densa e exuberante vegetação.
Tais feições são mais evidentes tanto nas suas macroformas
como nas microformas peculiares ao relevo cárstico, como as caneluras e lapiás, que dão
ao calcário um aspecto recortado e pontiagudo.
Para haver o desenvolvimento de um relevo cárstico ou para que
existam formas cársticas como as cavernas, é necessária a existência de certas
condições básicas:
1) Na região deve haver uma considerável espessura de rocha
(algumas centenas de metros) que seja razoavelmente solúvel na água levemente acidulada
(ácido carbônico) proveniente das chuvas e dos cursos de superfície. A rocha deve estar
assentada em blocos espessos e contínuos, ser compacta e cristalina e possuir um elevado
grau de diaclasamento (juntas e fraturas) e acamamento (camadas rochosas), principalmente
em estratos delgados. O tipo de rocha que melhor se adapta a estas condições e o
calcário, o que faz com que uma área cárstica normalmente signifique uma área de
calcários com até médio grau de metamorfismo, o que por sua vez, indica que tais rochas
sofreram um tectonismo (movimentos e dobramentos) muito ativo.
2) O pacote rochoso deve possuir um "relevo
disponível", ou seja, uma elevação da área acima do nível do mar e de porções
consideráveis da mesma acima do lençol freático, o que permite a livre circulação da
água subterrânea e o completo desenvolvimento das cavernas.
3) As condições climáticas associadas à cobertura vegetal
também contribuem de forma decisiva no desenvolvimento do processo de
"carstificação" e formação de cavernas.
Em regiões semi-áridas, relevos cársticos são pobremente
desenvolvidos e sua gênese é ausente em regiões desérticas. Assim, condicionantes
geológicas, geomorfológicas e climáticas agem de forma conjunta e articulada no
processo da "espeleogênese".
Essa espeleogênese é um processo dinâmico e as cavernas dela
originadas devem ser entendidas não como produtos acabados, mas sim como componentes
subterrâneos de um relevo em continua evolução.
Os espeleotemas
No interior das cavernas encontram-se depósitos de sedimentos
acumulados nos seus pisos e reentrâncias. Encontram-se também deposições minerais que
recobrem e se desenvolvem a partir dos tetos e paredes da cavidade. Considerando-se suas
origens e processo de deposição, tais sedimentos, são divididos em dois grandes grupos:
1) Os sedimentos clásticos, constituídos pelos blocos
desmoronados e pelo material detrítico de origem geralmente superficial transportado para
a caverna por correntes de água, vento ou pela gravidade. São também freqüentes
frações síltico-argilosas ou até arenosas provenientes da alteração e posterior
erosão da rocha encaixante da caverna.
2) Os espeleotemas, do grego spelaion (caverna) e thema
(depósito), por sua vez se definem como deposições minerais em cavernas que se formam
basicamente por processos químicos de dissolução e precipitação.
São estes espeleotemas que, com suas formas peculiares e suas
dimensões variando entre o delicado e o gigantesco, mais fascinam os visitantes e
intrigam os estudioso deste estranho mundo.
(Continua na próxima edição)
Trabalho e pesquisa de Carlos
Leite Ribeiro Marinha Grande Portugal
http://carlosleiteribeiro.portalcen,org
VEM CÁ, MENINA ! - Luiz Poeta
Luiz Gilberto de Barros
www.luizpoeta.com
Limpa essa poeira, abre a janela,
Deixa entrar a luz, apaga a vela
Tênue dessa velha solidão,
Rasga esse retrato insistente,
Queima esses bilhetes renitentes
Que maltratam tanto um coração.
Vem cá, menina...
Olha o sol nascer ! ... há passarinhos
soltos, cantando, fazendo ninhos !
Deixa entrar encanto em tua vida !
Quantas flores novas no jardim
E teu coração tristonho assim
Revivendo tépidas feridas...
Vem cá, menina !
Há um novo tempo te instigando,
Há um mar imenso te chamando...
Iça tuas velas, parte para o mar !
Mas... se mesmo assim tu não puderes,
Sonha o sonho lindo que quiseres.
Deixa o vento manso te levar.
FESTA DE ANIVERSÁRIO -
(Margarida Reimão)
No dia do aniversário, do aniversário de casamento.
Esperava presente dileto e um sonho de lembranças
Dos passos, dos beijos tantos, da sofreguidão da paixão.
Esperava o brilho de festa da alma,
e os laços no peito repleto de amor.
A esperança foi tormento
Quando gritastes que não mais me amavas
Que o amor escorreu-se no rio da memória
E foi morar numa encruzilhada qualquer.
Eu, uma dama, senti no peito a mancha da dor.
O desespero da dor que me corroía o coração tornado valente
Veio um xingamento, de raiva, da procura vã.
Uma revanche, um copo de água atiçado sobre teu rosto na cama.
A cama branca e morna que esperava o encontro
E os meandros da mulher que chorava, desaparecida.
Esbocei a ironia, porque tudo cabia diante da revelação.
Um velório de amor fenecido nas vestes do tempo
A porta fechando-se sem nenhuma música, só o vazio
O desencontro, a raiva, o peito com sangue e coceira.
Eu, uma dama, gritei duas pragas de que não mais terias sossego.
Arrependida, rezei; tudo era fusão do vital que escorregava no
pretendido beijo,
Na noite cálida, na vida arrumada, com papel e cartão, fogo e
tesão.
Meu corpo ansiava e tu estavas se despedindo
Destino surdo! Susto de luz apagada, ruídos abafados.
O ressentimento pela falta do abraço, a vontade louca de quebrar
o quarto inteiro,
Atirar coisas pela janela, roupas, tralhas, confidências.
Dizer: Nunca te amei. Mas, seria pura mentira, ainda continuo te
amando.
Eu, uma dama, uma figura na névoa do esquecimento.
Olvidada na poluição da matéria, despia do teu afago, zelosa
por não ter a chave
Que conseguisse abrir teu coração.
Quem fomos nós? Ardentes amantes, luzeiros de cânticos da vida.
Que somos nós? Dois pedaços esquecidos, um com dor, outro com
desamor.
Um com loucura o outro sem razão.
E, por assim saber, caminhei, à-toa, no ventre da noite, da
noite da festa.
Vestida e nua, ereta, porque sou uma dama, chorando porque sou
mulher.
E fugi para a fonte, a misteriosa ressurreição que me
conduziria à viagem.
A íngreme viagem dos meus pensamentos soltos, inconfessáveis e
inconcebíveis,
Caminhei na noite, sem estrelas, negrume inútil de quem perdeu o
toque,
Perdeu a ânsia, a vida de fêmea.
Restou-me um amor sem combinar, pura fantasia, ilusão insular,
Onde me encontro, escondida, porque sou uma dama, e não me cabe
odiar.
Margarida Reimão
* Entrevista *
Tenho a honra de apresentar-lhes a poetisa Priscila
Quem é Priscila...?
A Gruta da Poesia - Por
favor Priscila, diga-nos o seu nome completo, a data do seu nascimento, sua profissão,
onde você reside e se possível, fale-nos um pouco da cidade onde você mora?
Priscila - Priscila de Loureiro Coelho, nasci em
19/07/1951, sou Consultora de Desenvolvimento de Pessoas, resido na cidade de Jacareí,
estado de São Paulo, Brasil.
Moro no interior de São Paulo, no Vale do Paraíba. Uma região
belíssima onde está a EMBRAER, Fábrica Brasileira de Aviões. O vale é região
industrial, embora seja privilegiado na topografia. Nele encontramos campos belíssimos
(Campos do Jordão por exemplo) e praia (Ubatuba e grande parte do litoral paulista).
Estamos pertinho da capital (São Paulo) e a meio caminho do Rio de janeiro. Minas é
nossa vizinha... assim nos sentimos numa região privilegiada.
A Gruta da Poesia - Quando você começou a
escrever, teve influência de alguém para começar, lembra-se do seu primeiro trabalho
literário, qual era o título, foi divulgado?
Priscila - Escrevo desde criança... (faz
tempo... risos), provavelmente devo ter tido influência... meu pai era jornalista, embora
tenha morrido quando eu tinha 4 anos. Me lembro sim, tinha uns dez anos talvez, o título
era "Meu Lar"; tendo sido "divulgado" apenas na família mesmo
(risos).
A Gruta da Poesia - Tem livro (s) impresso (s),
(editora e ano)?
Priscila - Participei de uma Antologia
"Onze Autores da Web" - Ottoni Editora - 2003.
A Gruta da Poesia - Fale-nos um pouco de si,
como pessoa humana, como Escritora, para você se inspirar literariamente, precisa de
algum ambiente especial, você tem prémios literários ?
Priscila - Sou uma pessoa bastante alegre, bem
flexível com facilidade de adaptar-me na vida as mudanças e surpresas. Minha história
de vida favoreceu este atributo. De família grande (seis irmãos) perdemos o pai cedo e
de forma trágica. O corpo jamais foi encontrado. Meus avós foram morar com minha mãe e
nos apegamos demais. Fomos privilegiados por termos sido criados com a presença dos
dois... Criaturas maravilhosas que colaboraram e muito em nossa formação. Logo perdemos
vovô, tinha eu, que sou a terceira, 14 anos, depois meu irmão caçula passou dois anos
internado com grave problema renal, que no final foi superado, graças a Deus. Vovó veio
a falecer depois de 5 anos presa na cama. Perdemos nossa irmã caçula aos 34 anos e por
fim minha querida mãe se foi quando eu tinha 42 anos. Essa experiência apenas nos
aproximou e ampliou o amor que nos unia.
Trabalho com recursos humanos e sempre lidei com pessoas que é
um traço de meu temperamento. parece que tenho facilidade em me entender com gente...
sorriso
Não sei se posso ser chamada de escritora como se entende o
termo. mas escrevo, sempre e muito. Adoro escrever e me sinto bem quando externo meus
sentimentos.
O ambiente nunca foi problema para mim. Apenas percebo que alguns
me inspiram de imediato, mas escrevo independente de ambiente.
Ganhei alguns concursos locais e regionais. Nada grandioso.
Alguns na internet também. Coisas singelas e simples.
Gruta da Poesia - Você tem Home Page própria?
Conhece as vantagens que os Autores do CEN têm em ter sua Home Page ou (e) Livro (s)
electrónicos, nos nossos sites (preços, condições e divulgação)? Que conselho daria
a uma pessoa que começasse agora a escrever?
Priscila - Não tenho, tenho alguma noção. Mas
confesso que ainda não me dediquei por completo a esta atividade.
Conselho??? sorriso, se fosse bom não daríamos...
cobraríamos... risos... bem, brincadeiras a parte, acredito que quem está começando
(todos nós pois o verdadeiro artista está sempre recriando, inovando e descobrindo algo
novo...) jamais deve parar...é isso..nunca pare... Qualquer coisa que façamos, qualquer
atributo que tenhamos quanto mais o praticamos mais o aprimoramos...
A Gruta da Poesia - Para terminar este trabalho,
queira fazer o favor de mandar um pequeno (e original) trabalho seu (em prosa ou em
verso)?
Priscila - Algo singelo que acabei de fazer,
especialmente para enviar aqui.
Deus e o dom
E quis Deus que cada ser humano recebesse um atributo
Distinguindo-o dos demais
E assim, se fez a individualidade
Mistério que cerca a humanidade
E que não é desvendado jamais...
E quis Deus que a humanidade fosse diferente
Uma em essência, peculiar em sua divindade
Assim, dotou cada ser humano
Com parcimônia, sem cometer enganos
E instalou dentro de cada um a possibilidade
Dele mesmo ser responsável por sua felicidade
Priscila de Loureiro Coelho
Agradeço a
valiosa contribuição de:
Carlos Leite Ribeiro
Luiz Poeta
Margarida Reimão
Priscila de Loureiro Coelho
* * *
Um grande beijo a todos e
o meu muito obrigada!
Iara Melo

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