Poética
Manuel Bandeira
Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente
protocolo e manifestações de apreço ao Sr. diretor.
Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário
o cunho vernáculo de um vocábulo.
Abaixo os puristas
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis
Estou farto do lirismo namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
De todo lirismo que capitula ao que quer que seja
fora de si mesmo
De resto não é lirismo
Será contabilidade tabela de co-senos secretário do amante
exemplar com cem modelos de cartas e as diferentes
maneiras de agradar às mulheres, etc
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbedos
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare
- Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.
MANUEL CARNEIRO DE SOUZA BANDEIRA FILHO nasceu em Recife, em 19 de abril de 1886.

MANUEL BANDEIRA POR CÂNDIDO PORTINARI
Em toda a sua trajetória poética Bandeira nos mostra a preocupação com a constante
busca por novas formas de expressão. Em seu livro de estréia, "A cinza das
horas" temos poemas classificados como parnasiano-simbolistas. Já em
"Carnaval", 1919, e "O ritmo dissoluto", 1924, percebermos que o poeta
vai mais e mais se engajando com os ideais modernistas. Em "Carnaval" temos
ainda o início da libertação das formas fixas e a opção pela liberdade formal, que se
tornaria uma das marcas registradas de sua poesia. Em 1930, com a publicação de
"Libertinagem" temos um poeta totalmente integrado ao espírito modernista.
Os versos livres de Bandeira sempre
foram escritos sem preocupações. Ele não gostava de modificar nada. Até mesmo, segundo
o próprio poeta, o poema "Vou me embora para Pasárgada" foi escrito dessa
forma.
"Saiu sem esforço, como se
estivesse pronta dentro de mim".
Vou-me Embora pra Pasárgada
Manuel Bandeira
Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que eu nunca tive
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d`água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
- Lá sou amigo do rei -
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada

Amigos Leitores,
Em comemoração ao Dia do Poeta,
iniciamos esta edição homenageando o grande poeta pernambucano, da cidade de Recife
Manuel Bandeira e para engrandecer mais ainda a nossa homenagem aos poetas,
presenteio-lhes com um texto do já famoso e respeitado escritor brasileiro Artur da
Távola , com o seu Manifesto Ingênuo, um impecável texto sobre poesia, poema, poeta,
verso...
Parabéns Poetas!!!
Contamos mais uma vez com a
preciosa colaboração de Carlos Leite Ribeiro, que desta vez conta-nos a história de
Caldas da Rainha, cidade do Distrito de Leiria - Portugal e dá continuidade ao seu
trabalho de pesquisa sobre a formação das Grutas (Cavernas);
Em "Poesia", temos a
participação de grandes poetas da atualidade e do nosso Portal CEN
João
Justiniano da Fonseca
Maria Angélica Fontes Pereira de Mello (Texto em prosa)
Roseli Busmair |
E na seção entrevista, conheceremos um pouco mais da já conhecida de muitos, a
escritora brasileira Cristina Ferrari;
Por fim, despeço-me com um texto
de minha autoria.
Uma Boa Leitura!
Iara Melo

Dia do Poeta
20 de Outubro
MANIFESTO INGÊNUO

Artur da Távola
A poesia começa quando o poeta
pensa que acabou o poema.
O poema não é a poesia. É somente um dos seus condutores, talvez até o mais
aparelhado.
Toda poesia que cede ao poema frustra-se.
Todo poema que cede ao verso, perturba-se.
Todo verso que cede à beleza arrisca-se.
Toda beleza que domine o poeta ameaça-o de não alcançar a poesia.
O poema precisa ser escravo da poesia. Deve aviltar-se, ser volúvel, hipócrita ou
solidário, mas corajoso o suficiente para compreender e aceitar o seu lugar de
coadjuvante.
Há poetas que começam e acabam seus versos no poema e jamais atingem a poesia, mesmo
utilizando-se da melhor inspiração e de refinada linguagem.
Poesia, poema, verso e poeta são concomitantes, contraditórios e conflituosos ao mesmo
tempo. Inimigos íntimos que se amam.
A poesia é soberana. O poema e o verso, invejosos, ambicionam o lugar dela. O poeta é um
ser carente, aturdido e lindo, o único com permissão de levar o verso, o poema e a
beleza para o julgamento da poesia. Esta, exigente, quase sempre reprova os vários
intentos do poeta, embora jamais o proíba de dar luz ao poema. A poesia sabe que, mesmo
quando não alcançada, vislumbres do que é podem estar presentes no poema, em alguns ou
muitos versos ou nos delírios do poeta. Por isso só interfere no seu trabalho para
disparar a inspiração.
A poesia é deusa. Verso e poema são anjos: intermediários entre o território superior
e sagrado da poesia; entidades de grande valor transitivo. Jamais verdades em si mesmas.
O poeta é o herói mitológico. Nasce do casamento de uma deusa (a poesia), com um mortal
(o poema). É bem-vindo, porque ajuda a quase impossível compreensão do que é a poesia.
É um ser alado e bendito, amaldiçoado pela dúvida, cujo afã é o verso e a finalidade
o poema. Alça-se à procura da deusa-poesia. Esta, somente em alguns casos e por especial
concessão olímpica, se deixa alcançar, desde que o poeta não se embebede com o verso,
com o poema ou consigo mesmo, sobretudo se for talentoso.
Poema e verso jamais podem se arrogar a pretensão de representar com exclusividade a
poesia. São meros condutores que, ao se suporem representantes da poesia, são por ela
punidos.
A poesia é tão superior, que nem da beleza precisa. Esta, em geral, a disfarça ou
atenua. Por mais bem que faça - e faz - a beleza é a ilusão da poesia. Só vale, quando
se serve do poema para tentar atingir a poesia. Esta só precisa de som, ritmo e palavra
por viver mais próxima da música, que do discurso.
Não é o poeta que escolhe a poesia. Esta o escolhe sem lhe fornecer, jamais, poderes
incondicionais sobre o poema e quase sempre lhe negando a precisão do verso; às vezes
até embebedando-o com notáveis descobertas no idioma. E quando, por ser superior,
humilha, logo depois se mostra disponível tanto melhor quanto mais fácil e desfrutável.
Esconde-se onde se revela, chegando às vezes à humildade de necessitar do poema a quem
em seguida desdenha e escarnece.
A única liberdade possível ao poeta é a de buscar a poesia.
Ela quase sempre está onde o poema a oculta ao mesmo tempo em que a proclama.

Caldas da Rainha - Cidade do
Distrito de Leiria - Portugal
Chamada cidade Termal, foi fundada nos finais do século XV pela Rainha D. Leonor de
Lencastre, esposa de D. João 2º. É centro de uma região e sede de um concelho
depositário de um valioso património histórico-cultural e possuidor de grandes
potencialidades turísticas. As suas Termas de águas sulfurosas são reputadas desde os
tempos remotos pois já os romanos as utilizavam como testemunham documentos
arqueológicos. As praias da Foz do Arelho e de Salir do Porto, a maior e mais encantadora
de Portugal, os campos sempre verdes, transportam para o mercado diário as frutas e
legumes cuja fama ultrapassa as fronteiras do Oeste. Tem o hospital termal mais antigo do
mundo e a Igreja da Senhora do Pópulo (ambas do século XV); a Ermida de São Sebastião,
também deste século; o Fontanário das Cinco Bicas e o Paço Real, respectivamente do
século XVll e século XVlll.
A cidade das Caldas da Rainha, sede do Concelho, situa-se entre Alcobaça (a norte) e
Óbidos (a sul), distante 8 Km do Oceano e a 66 metros de altitude. É a cidade da luz,
romântica, graciosa, discreta e diáfana. Zona de micro-clima, com temperatura média
entre os 15 e 18 graus e pluviosidade fraca. Caldas da Rainha é uma Cidade Termal,
fundada nos finais do século XV pela Rainha D. Leonor, esposa do Rei D. João II, centro
de uma região e sede de um Concelho depositário de um valioso património
histórico-cultural e possuidor de grandes potencialidades turísticas. As suas termas de
águas sulfurosas são reputadas desde os tempos remotos, pois já os Romanos as
utilizavam como testemunham documentos arqueológicos, as praias de Foz do Arelho e Salir
do Porto, a maior e mais encantadora lagoa costeira do nosso país, os campos sempre
verdes transportam para o mercado diário as frutas e legumes cuja a fama ultrapassa as
fronteiras do Oeste. Nos arredores da cidade, visita obrigatória às igrejas
Misericórdia (séc. XVII) e Paroquial ( séc. XVI) em Alvorninha, à Ermida São Jacinto
(séc. XVII) no lugar do Couto e quinta de Nossa Senhora de Guadalupe na Foz do Arelho.
Caldas da Rainha é uma cidade
termal por excelência. Tendo como centro o Hospital Termal de Caldas da Rainha, cuja
reputação se firmou no decorrer dos séculos, desde a sua longínqua fundação, devido
ao elevado valor terapêutico da água. A água provém de grande profundidade e são
cinco as nascentes das Caldas: a piscina dos homens, a piscina das mulheres, a piscina
escura , a fonte do arco e o pocinho da copa ou buvette cuja água é utilizada para
beber, é a fonte de água mais mineralizada e sulfurosa. A água das piscinas é aquecida
até aos 34,5º.O caudal das 5 nascentes está avaliado em 85 000 litros por hora. O
abastecimento de água ao Hospital é feito, não pelas nascentes, mas por furos
realizados na mata anexa às termas. Característica das águas: Hipotermais (27º),
mesossalinas, sulfúreas cálcicas, sulfidratadas, fluoretadas e litinadas com uma
radioactividade de 0,08 miligramas/minuto.
Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro Marinha Grande Portugal
http://carlosleiteribeiro.portalcen.org

Formação das Grutas
(cavernas)
Continuação ...
ARQUEOLOGIA E PALEONTOLOGIA NAS CAVERNAS
Introdução às ciências: Os
pisos, concavidades e reentrâncias das cavernas são normalmente recobertos ou
preenchidos por sedimentos provenientes da superfície, trazidos em grande parte por
enxurradas e cursos d'água. Tal tipo de depósito representa um dos mais ricos campos de
estudo para a Paleontolgia e a Arqueologia.
A riqueza desses jazigos
fossíleferos é marcada pela alta concentração de ossos e restos vegetais que vão dar
às cavernas e pelo costumeiro bom estado de conservação, quando comparados aos
depósitos semelhantes formados na superfície.
Várias são as origens desses
depósitos fossilíferos e arqueológicos em cavernas:
1) Animais que têm suas tocas
naqueles ambientes e morrem por lá, deixando suas ossadas. Tais animais, enquanto vivos,
deixam ainda na cavernas os ossos de suas presas e coprólitos.
2) Ossos de animais que morrem por
quedas em abismos.
3) Ossos, conchas e vegetais
carregados para dentro das cavernas por enchurradas e cursos d'água.
4) Sepultamento e demais vestígios
de ocupação humana em tempos passados. Tais vestígios, constituídos basicamente por
restos de alimentos, coprólitos e esqueletos, estão geralmente associados a marcas de
fogueiras, restos de construções, utensílios e ferramentas destes grupos primitivos. Em
certas regiões, são também associados a pinturas e gravuras rupestres que recobrem as
paredes internas e externas do abrigo.
Este tipo de material,
especialmente o de composição orgânica, quando depositado na superfície externa, sofre
os efeitos destrutivos do sol, das chuvas, das bruscas variações de temperatura, geadas
etc. e também a ação de diversos decompositores.
Em cavernas, no entanto, o teto
rochoso o protege das intempéries e, pela ausência de luz, não existem plantas como no
exterior, cujas as raízes muitas vezes destroem o material soterrado. A preservação de
ossos é ainda favorecida no ambiente cavernícola onde prevalecem condições alcalinas
diversas daquelas da superfície.
O principal objetivo da Paleontologia é de reconstruir a história da antiga flora e
fauna da área, conseguindo informações, também, sobre seu clima, suas flutuações,
seus aspectos geomorfológicos e diversos outros dados de interesse.
Da mesma forma, a Arqueologia busca
reconstruir e/ou entender, por meio dos vestígios encontrados, as características e
eculiarridades dos povos de antigas culturas.
A interpretação dos sítiso paleontológicos e arqueológicos é normalmente baseada na
superposição dos depósitos ao longo do tempo e sua correspondente estratigrafia: o mais
antigo estaria mais fundo e o depósito mais recente estaria mais próximo da superfície.
Tal método adota como pressuposto que a deposição se faz com estratificação
horizontal e que os depósitos não foram perturbados ao longo do tempo.
Em cavernas isto não ocorre senão
raríssimas vezes. Os depósitos neste ambiente estão normalmente sujeitos a distúrbios
como desmoronamentos, enxurradas, concrecionamento, recorte de novas galerias,
inundações etc. Devido a isto, tais depósitos se apresentam normalmente descontínuos e
perturbados tornado inútil estabelecer cortes horizontais extensos para estartigrafia.
Assim, o estudo tem que ser feito na dissecção de pequenas áreas e na sua posterior
montagem.
Tal trabalho requer a
participação efetiva de especialistas de diversas áreas do conhecimento e não devem,
em hipótese alguma, ser realizado por curiosos que, por vezes, inconscientemente
arriscam-se em "pesquisas" que fogem ao rigor científico e que, na maioria dos
casos, destroem documentos fundamentais à compreensão de nosso passado natural e
cultural.
1 - sedimento de piso (argilas,
pequenos ossos, conhas etc.)
2 - sedimento arqueológico
(níveis de fogueira, artefatos etc.)
3 - sepultamento
4 - deposição de calcita
(estalagmites, placa de piso)
5 - depósito de guano de morcegos
6 - A/B/C sedimento de origem comum
(com fósseis) depositado em locais e profundidades (atuais) distintos
7 - blocos desmoronados
8 - sedimento mais recente
PRESERVANDO AS CAVERNAS
A conservação e a preservação
depende de nós
Nossas casas de pedra: Conservar
uma caverna é manter suas características próprias inalteradas, de modo a modificar o
menos possível o ambiente.
Uma caverna não é um simples
túnel escavado entre rochas, vazio e escuro. Seu ambiente, assim como suas formas de vida
e a própria formação dos espeleotemas estão intimamente ligados ao meio externo que a
circunda. Por isso, qualquer alteração na superfície reflete diretamente no mundo
subterrâneo.
A poluição das águas, por
exemplo, nociva em qualquer circunstância, tem efeitos muito danosos quando elas
percorrem o interior de uma caverna. Um rio poluído pode comprometer toda a
manifestação biológica. Não é admissível que dejetos industriais, minerais ou
domésticos, sejam lançados em cursos de água que venham se tornar subterrâneos.
O desmatamento, além de
descaracterizar o contorno regional, poderá também influir de maneira direta sobre a
caverna, pois a destruição do revestimento vegetal poderá dar início a desmoronamentos
e deslizamentos de terra, que irão de uma forma ou de outra interceptar ou desviar o
leito original do rio na caverna.
Da mesma maneira, as atividades
ligadas à utilização direta do espaço interior podem, se feitas de forma inadequada,
descaracterizar o meio cavernícola e prejudicar o seu frágil equilíbrio ecológico.
A visitação ocasional, feita por
turistas e religiosos, é uma atividade que tem despertado um interesse cada vez maior.
Na verdade, as cavernas sempre
tiveram lugar de destaque na imaginação e crendice popular. Talvez isso possa ser
atribuído aos aspectos bizarros e misteriosos das ornamentações e a ausência total de
luz nos salões e galerias.
ACESSANDO AS CAVERNAS
Técnicas espeleológicas
Exploração: Desvendar a cada
passo salões e galerias onde jamais outro homem penetrou, descobrir fantásticas
formações minerais e estranhas formas de vida é sem dúvida uma das mais excitantes
aventuras que a natureza ainda nos reserva.
Explorar uma caverna é isto;
buscar entendê-la enquanto manifestação de inúmeras forças naturais, o que exige
acurada observação, tecnologia adequada e senso de equipe.
No caminho da exploração,
inúmeros perigos e obstáculos físicos se opõem ao avanço do explorador. O ambiente
pode lhe ser hostil pela ausência de luz, pelo frio e pela umidade e o caminhamento
dificultado por grandes distâncias e desníveis, por pisos irregulares e escorregadios,
por estreitamento e "tetos baixos". Da mesma forma, rios lagos e cachoeiras ou
ainda trechos desmoronados, sifonados e inundações podem não apenas dificultar a
penetração mas até torná-la imposível.
Equipamentos: A roupa pode ser
composta por um macacão que deve ser resistente, leve, ignífugo (não propagar fogo) e
de material que não retenha água; meias compridas impermeabilizadas, que envolve a barra
do macacão protegendo as pernas do frio e de eventuais pancadas; e um calçado leve (pode
ser uma bota ou tênis) com sola de borracha antiderrapante e bico rígido (para facilitar
as escaladas). Botas de borracha, muito usadas em países onde a temperatura da água é
mais baixa, perdem muito de suas funções em cavernas tropicais como as do Brasil,
tornado-se incômodas e inadequadas.
Luvas que não retirem a
sensibilidade dos dedos, podem ser de grande utilidade nas escaladas em locais estreitos e
nas paredes ásperas ou angulosas, servindo também para manter as mãos limpas para
quando se manusear equipamentos fotográficos e filmagem.
É igualmente recomendável levar
um agasalho leve para lugares onde há a incidência de água fria ou em explorações
onde se despenda muita energia pelos esforços exigidos. O descuido com a perda de calor
pode levar o explorador a um estado de hipotermia que chega ocasionar problemas de extrema
gravidade ou mesmo a morte em alguns casos.
Completando, aparecem o cinturão
de segurança ou a "cadeirinha" e o capacete (metálico, plástico, ou fibra),
que, além de proteger a cabeça contra eventuais batidas ou quedas, também serve como
suporte para o bico de luz (carbureteira ou lanterna).
A ausência de luz é o principal
problema a ser enfrentado no ambiente cavernícola, requerendo, portanto, sistemas de
iluminação adequados e fontes de luz complementares.
Um reator, preso ao cinto de
segurança, produz o gás acetileno resultante da reação química entre o carbureto e a
água. Este gás levado por meio de uma mangueira plástica até o bico de gás instalado
na parte frontal do capacete. Regulando a entrada de água no sistema, o explorador pode
obter uma chama maior ou menor, de acordo com suas necessidades. Este tipo de iluminação
é de baixo custo, fácil manutenção o oferece luz quente e difusa.
A iluminação por meio de
lanternas de cabeça também é usada, mas o desempenho não é tão bom quanto o da
carbureteira. Porém, sua vantagem em relação à conservação da caverna é maior pois
não deixa as marcas no teto do fogo da carbureteira em lugares muito baixo, e não deixa
os resíduos da combustão causada pelo carbureto. Além deste equipamento básico, o
explorador deve trazer à mão uma boa lanterna de pilhas, que, além de ser muito útil
na exploração (iluminação de tetos, galerias estreitas etc), na fotografia (para
facilitar a focalização) e nas observações geológicas e biológicas, é fundamental
como equipamento de segurança.
O explorador deve dispor também de
outras fontes alternativas de iluminação, como isqueiros, fósforos (à prova d'água),
velas, reserva de carbureto etc., tudo cuidadosamente protegido da umidade e da água.
Outros equipamentos são ainda
indispensáveis numa excursão a cavernas: cordinhas ou fitas de nylon em número e
dimensões adequadas têm sempre uso garantido; o mosquetão, peça de metal leve,
semelhante a um cadeado grande, é sem dúvida o mais versátil e útil dos equipamentos
espeleológicos, sendo utilizado em praticamente todas as manobras de escalada e
segurança.
Completando este quadro, tem-se a
mochila, que deve ser leve, resistente, impermeável, de dimensões médias, com bolsos
chapados (ou internos) e sem fivelas ou quaisquer peças salientes. Tanto as mochilas como
os macacões e demais equipamentos devem ser de cores claras e vivas, facilitando a
identificação visual.
Os obstáculos e as técnicas:
Raras são as cavernas que se apresentam como longos e retilíneos túneis onde o
explorador pode movimentar-se com facilidade. Mesmo quando suas galerias são amplas e
pouco inclinadas. O piso das grutas costuma apresentar acúmulos de argila, poças e
cursos de água, trechos escorregadios, blocos desmoronados instáveis e uma série de
irregularidades que dificultam o caminhar de pessoas pouco experientes.
Caminhar em cavernas requer uma
certa prática. É necessário manter um ritmo adequado, nem rápido nem lento; o tamanho
dos passos também deve ser controlado e o equilíbrio deve ser igualmente desenvolvido.
Só assim o explorador poderá
economizar suas energias, "despregar os olhos do chão" e apreciar no geral e
nos detalhes a paisagem e a beleza que o rodeiam. Com a prática constante ele fica
sabendo, em um simples relance, onde pode pisar ou se apoiar, que tipo de piso está a
seus pés, se um trecho é escorregadio ou não, enfim cria um diálogo mudo com a pedra e
o ambiente, que lhe dá liberdade e segurança nos movimentos. A experiência não pode,
no entanto, justificar a negligência, assim como a resistência ou a força física não
podem justificar a falta de técnica.
Um problema comumente enfrentado
pelos exploradores é o representado pelos "tetos baixos", pelas
"entaladas" e pelo "quebra-corpos" que, como indicam os próprios
nomes, são locais estreitos de difícil ultrapassagem. Tais estreitamentos obrigam muitas
vezes o explorador a rastejar por pisos enlameados, ajoelhar-se sobre seixos rolados e, em
vários casos, não .
Fonte:
A Problemática do Estudo de Biologia em Cavernas (Epeleo-Tema)
Princípios de Espeleologia Exterior (PAMA)
O Ambiente das Cavernas (SBE)
Pesquisas do Conjunto Hidrológico das Áreas (SBE)
Espeleologia no Brasil (PAMA)
Topografia Subterrânea Aplicada às Cavernas (P. Kruger)
Cavernas Brasileiras (Melhoramentos)
FIM
Trabalho e pesquisa de Carlos Leite
Ribeiro Marinha Grande Portugal
http://carlosleiteribeiro.portalcen.org

A VIDA DO POETA
João Justiniano da Fonseca
A vida do poeta é uma flor entreaberta,
uma esperança, um canto, a ilusão pressentida.
O gosto do trabalho e da vitória certa,
e, com certeza a dor, que robustece a vida.
De passagem, o tempo, a que ele chama lida,
que constrói e destrui, que comanda e concerta.
E alma acima do tempo, eterna, não vencida,
proposta às gerações a que anima e desperta.
É feliz porque entende essa expressão de nada
e tudo que resume e confunde a existência,
ora tranqüila e mansa, ora desesperada.
Pode viver em paz um centenário inteiro,
cantando amor, cultuando a fé e a inteligência
- o século transpor, janeiro após janeiro.

CRIANÇA ADULTA
MARIA ANGÉLICA FONTES PEREIRA DE MELLO
Coloca tua mão sobre a minha
cabeça, afaga meus cabelos e conta-me uma história bonita com final feliz.
Sussurra-me no ouvido uma doce música de ninar até o sono se aproximar de mansinho.
Afasta para bem longe o lobo mau e todos os outros vilões que teimam em atormentar a
minha vida.
Faz com que o amor desenhado no teu sorriso puro, seja a bandeira da nossa antiga
história.
Sê meu príncipe encantado, montado num cavalo branco, bramindo uma espada que brilha à
luz do sol e ofusca com valentia as minhas dúvidas e medos.
Não permitas que a sombra se esgueire pelo labirinto da claridade dos meus sentimentos.
Defende-me de todos os males e agruras...
Defende-me principalmente de mim!!

Encruzilhada da Vida
Roseli Busmair
Naquela Encruzilhada
eu me perdi
Haviam tantos caminhos
a seguir
Me deixei levar
pelas ondas vagas
Caminhei sem rumo
e sem destino
Bastava-me
saber que era Vida
aquele caminhar desatino
em direção ao Futuro
Era tão jovem
e tinha tanta ilusão,
um povoado de bons
sonhos n'Alma,
a vontade forte
sempre a me inspirar
o passo acelerado;
tinha pressa de chegar
em lugar nenhum;
Era então movida
de Esperança!
Acima de tudo,
eu acreditava
E fui buscar um sonho
mesmo quando de mim,
nada mais restava
Conquistas
sem caminho acertado
Tiros sem alvo
Planos sem projetos
Construção sem fundação
Sob areia movediça
tolamente
depositei os melhores
ideais
Veio então o Tempo:
- Agonizou a Esperança!
- Acovardou a Ousadia!
Voltei àquela antiga
Encruzilhada
para lá encontrar
uma nova Estrada
mas como eu,
também ela
havia mudado
e simplesmente
desaparecido
num outro
Tempo do Passado...

Conosco a Escritora
Brasileira:

Cristina Ferrari
A Gruta da Poesia:
Qual o seu nome, em que data você nasceu, que profissão você exerce e onde você mora?
Cristina Ferrari: Meu nome de batismo
é Teresa Cristina Ferrari, mas todos me conhecem como Cristina. Nasci no
dia 14 de outubro de 1954. Sou administradora, profissional de marketing e me lancei no
ano passado como escritora. Além disso escrevo para o site Para Ler e Pensar, do escritor
Albertino Fernandes, onde dou dicas de saúde, cinema, literatura, música e escrevo
mensagens de otimismo. Resido desde criança na linda cidade de São José dos Campos,
estado de São Paulo - Brasil.
A Gruta da Poesia: Gostaria de falar da terra em que vive?
Cristina Ferrari: Moro numa região privilegiada, pois estou a 70 km do
mar e 80 km das montanhas. Fico no meio do caminho entre as cidades de São Paulo e Rio de
Janeiro. São José dos Campos, fica no Vale do Paraíba, cercada de montanhas. Graças a
Deus seu crescimento não alterou sua beleza natural. Da janela do meu apartamento,
olhando a esquerda, posso ver a Serra do Mar, e a direita, vislumbro a Serra da
Mantiqueira. Então todas as tardes, Deus me presenteia com um pôr de sol maravilhoso,
onde o céu se cobre de um laranja avermelhado.
A Gruta da Poesia: Lembra-se de quando começou a escrever?
Cristina Ferrari: Na verdade, desde menina eu me perdia nas escritas.
Ainda criança ganhei um lindo diário de capa verde com dourado, que tinha uma chavinha
que era para preservar a privacidade dos meus relatos. Já adolescente fui juntando prosas
e poesias, num caderno que dei ao meu pai no dia do meu casamento, para que ele guardasse
como lembrança da melhor fase da minha vida. Quando voltei da lua de mel, ele tinha
transformado meus escritos num livro chamado "ADOLESCÊNCIA". Foi a forma que
ele encontrou para me homenagear. Mas depois de um casamento desastroso, passei 30 anos
sem escrever mais nada. No ano passado, reencontrando uma amiga querida dos tempos de
ginásio que ao me abraçar perguntou baixinho: " Já escreveu seu livro? " Um
mês depois sentei no computador e deixiei fluir o que ficou tantos anos adormecido dentro
de mim. Assim escrevi meu primeiro livro " FRAGMENTOS".
A Gruta da Poesia: Você teve a influência de alguém para começar a
escrever ?
Cristina Ferrari: Não. Eu sempre externei meus sentimentos no papel.
Percebia que escrevendo, não havia interrupção de intenção, não era preciso engolir
o choro ou ter a preocupação de desviar os olhos para esconder o que vinha da alma. Mas
posso dizer que sempre me encantei pela forma escancarada e despudorada que o poetinha
Vinícius de Moraes escrevia. Penso que ninguém homenageava a mulher, falava sobre a
imensidão do amor e do elo entre o amor e sexo, como ele fazia.
A Gruta da Poesia: Lembra-se do seu 1º trabalho literário?
Cristina Ferrari: Considero meu primeiro diário, um trabalho literário.
Eu não falava sobre acontecimentos, mas relatava as descobertas das emoções com a vinda
da adolescência. Depois veio a fase do amadurecimento, que ficou registrado no livro
editado pelo meu pai.
A Gruta da Poesia: Você tem livro (s) impresso (s) (editora e ano) ? Tem
livro (s) electrónico (e-book) ? Quais os seus projectos literários para este ano ?
Cristina Ferrari: Lancei meu primeiro livro em outubro do ano passado.
Foi editado pela Scortecci Editora e chama-se Fragmentos. Neste livro auto-biográfico, eu
conto onde minhas escolhas erradas me levaram. Narro como foi os últimos 29 anos da minha
vida, saindo de um casamento desastroso, com 3 filhos pequenos, falida e sofrendo da
síndrome do pânico. Na verdade foi a primeira vez que olhei para trás em todos estes
anos. Numa quinta feira a noite, escrevei um capítulo chamado " Uma estranha chamada
mãe" onde eu conto minha difícil convivência com ela, mas dizendo que ela precisou
ficar demente e perder o controle das suas emoções para me declarar seu amor e eu
aceitava pois passei a vida sedenta deste sentimento. No dia seguinte, como se estivesse
esperando estas palavras, ela entrou em coma repentinamente e faleceu. Depois disso o
livro passou a ser escrito em tempo real aos sentimentos e acontecimentos. E assim em 32
dias, 288 páginas de minha vida foram escritas.
Meu próximo livro será a reunião das mensagens que escrevo no semanário do Para Ler e
Pensar, que convido a todos a conhecer:
http://www.paralerepensar.com.br/semanario32.htm
.
O livro se chamará "O ETERNO DIÁLOGO" e penso que até o começo do ano
estará pronto.
Por sinal esta mensagens começaram a ser escritas, depois que através de um exame,
descobriram que eu era portadora de um tumor cerebral. Mas encarando como um sinal de
Deus, encontrei a cura através do Espírito Santo, numa missa de Cura e Libertação,
onde Jesus revelou minha doença e me deu a cura, que tomei posse e hoje os exames mostram
que estou curada. Diante de problemas como este, percebemos a grandiosidade da vida e o
quanto nos lamentamos de forma injusta, diante de tanto que temos, perto daqueles que nada
tem.
A Gruta da Poesia: Fale-nos um pouco de si, como pessoa humana, como
escritora, para se inspirar literariamente, precisa de algum ambiente especial ?
Cristina Ferrari: Me considero uma pessoa intensa. Quando amo, amo muito,
quando choro, choro muito e quando gosto de algo, externo de forma que o mundo saiba.
Tenho um riso aberto e consigo me expressar bem. Gosto de escrever no silêncio. As vezes
durante minhas atividades cotidianas, me vem um pensamento e preciso logo colocá-lo no
papel . Memória boa não é meu forte. Também gosto de ouvir histórias de vida. Me
fascina ver o poder do homem na luta pela sobrevivência.
A Gruta da Poesia: Você tem prêmios literários ?
Cristina Ferrari: Na verdade ao escrever Fragmentos, não me passou pela
cabeça me lançar como escritora nem ter o reconhecimento do público. O que eu pedia a
Deus, é que o livro caísse nas mãos de pessoas que estavam perdendo a esperança.
Atingi meu objetivo, pois o que mais recebo são mensagens de leitores que dizem que
Fragmentos se transformou em livro de cabeceira. Tenho recebido muitos testemunhos de
vida, através dos leitores. Este é o maior prêmio que eu poderia receber.: SABER QUE O
LIVRO TEM TRAZIDO DE VOLTA A ESPERANÇA PERDIDA DE MUITAS PESSOAS.
A Gruta da Poesia: Que conselho daria a uma pessoa que começasse agora a
escrever ?
Cristina Ferrari: Não se preocupe em escrever de forma que vá
"impressionar". Deixe as mãos transmitirem o que vai na alma. Não se prenda a
rimas. "Amor e dor" já está muito batido. Ao escrever, atente apenas em seus
sentimentos e não em atingir os sentimentos dos outros. Cada um escreve sua própria
história.
A Gruta da Poesia: Para terminar esta agradável "conversa",
queira fazer o favor de mandar um pequeno (e original) trabalho seu (em prosa ou em verso)
?
Cristina Ferrari:Antes de passar aqui uma crônica de minha autoria,
gostaria de agradecer a Iara por esta chance. Esta brasileira que vive no "além
mar", terra querida onde minha mãe nasceu. Foi também uma das primeiras a ler os
meus Fragmentos e que me incentivou com seu depoimento a continuar, mostrando que eu
estava no caminho certo. Desejo a todos que estão lendo muita paz de espírito e que a
harmonia esteja presente no lar de cada um.
ALMA GÊMEA
Cristina Ferrari
Gostaria muito de saber de onde partiu o termo "alma gêmea" quando queremos nos
referir àquela pessoa que procuramos para completar nossa vida.
Entendo por alma gêmea, alguém
que seja nossa cópia fiel, idêntica. Será que nos sentimos assim tão perfeitos para
desejarmos alguém que seja exatamente como somos? Será que este não seria
declaradamente nosso lado narcisista de ser e pensar?
Eu sempre pensei nesta pessoa que um dia me completaria, como minha "outra
parte"!
A ultima coisa que desejaria era
que ela fosse igual a mim. Fico imaginando conviver com alguém que tivesse os mesmos
gostos que o meu, a mesma visão que a minha. Penso o quanto isso limitaria a minha vida,
o quanto eu própria estaria me condenando a mesmice do cotidiano.
Acho que nossa outra parte tem que
ser exatamente o nosso oposto. Alguém que com o seu conhecimento e seu prisma nos faça
sair daquilo que chamo de " nossa área de conforto" ou nosso mundinho. Alguém
que tenha pontos de vista diferentes dos meus, para que eu possa enxergar além do que
meus olhos alcançam. Uma pessoa que aguce a minha curiosidade para que eu tenha desejo de
ir até o topo para saber o que há do outro lado da montanha, e não fique sentada a vida
toda admirando a mesma paisagem.
Tem que ser alguém que saiba conversar, que saiba descrever com detalhes sentimentos e
emoções e não simplesmente que passe a vida concordando comigo desfiando um rosário de
" é mesmo" ou " concordo com você". Pessoas que concordam demais,
fazem morrer o diálogo rapidamente.
Nossa outra parte nos convence a ir
com ela em seu mundo e aceita com entusiasmo adentrar no nosso. Nos dá e procura
respostas. Elogia, aceita críticas, concorda às vezes e discorda outras tantas.
Não! Não quero uma alma gêmea!
Minha outra parte tem que ser
heterogênea, pois tenho a exata consciência que não sou perfeita e posso melhorar
aprendendo com ela. Esta outra parte tem que ser melhor em muitas coisas, para que eu
possa dimensionar meus próprios erros, entendendo que a cada dia posso ser uma pessoa
melhor.
Prefiro continuar acreditando que
os opostos se atraem e que quando duas almas diferentes se esbarram na vida e se
apaixonam, elas finalmente encontram o seu ponto de equilíbrio.
***
Nota: Conheci
Cristina Ferrari através do meu site e foi uma grande alegria receber em casa um exemplar
de "Fragmentos", uma leitura imperdível, desta escritora, mãe, mulher
guerreira que a tudo ultrapassou, com coragem, com amor guiando os seus passos, a ti
Cristina a minha admiração, gratidão e carinho, por me dares parte de ti, em forma de
livro.
Um grande abraço desta sempre brasileira.
Iara Melo

O meu muito obrigada aos
colaboradores e
aos leitores, a vocês o meu eterno carinho.
Despeço-me com um texto de minha autoria:
Iara Melo Poemas
Na poesia estou eu
enlaçada em fragmentos,
que junto a cada
poema terminado.
Ela me é companheira,
me é espelho,
reluz em meus olhos,
brilho imortal de sabedoria.
Amo a poesia,
Amo a vida, a tudo que a compõe de bom,
As coisas tristes e más, tento-as consertá-las,
com palavras de carinho, com amor;
O Amor é a "arma" Divina, para combater
as atrocidades, os desassossegos...
Acalenta
almas cansadas e frias.
Uso-o incansavelmente,
Tendo a certeza
de que me tem sido
salutar.
Creio em Deus, Amo-O e tenho-O sempre
comigo.
O AMOR TUDO PODE!
A FÉ REMOVE REALMENTE MONTANHAS.
Abraços.
Iara Melo
