Revista “Sinfonia em Blu"

9ª edição

Ano 1 - Dezembro de 2006

EDITORA: TEREZINHA MANCZAK

Blumenau - SC - Brasil

FORMATAÇÃO E ARTE: IARA MELO

 

 
NOTÍCIAS - ENTREVISTAS - PROSA E POESIA



Caríssimos autores, amigos e leitores  da Revista Sinfonia em Blu.
Mais uma vez o final de ano se aproxima e o grito mais ouvido em todas as partes do mundo é o pedido de paz.

A paz que não vem de graça,
a paz que não vem dos outros,
a paz que não vem da indiferença,
mas do diálogo.
A paz que vem de dentro de cada um de nós.
A paz que precisamos e
sabemos que é possível.

A poesia aqui, sem obrigatoriedade, cumpre seu papel de  sensibilizar, apaziguar, animar  e revelar o que os sentimentos determinam. O ser humano pede passagem, quer um novo tempo, quer um novo mundo. Que a nossa poesia,
diária e necessária, seja como bálsamo para um mundo que sofre e clama por
paz!
Terezinha Manczak



 

UM BRADO PELA PAZ!!!
Luiz Eduardo Caminha

 
A vida, a terra,
A mãe natureza,
Estrebucham em seu bucho,
Num grito de agonia:
QUEREMOS PAZ!!!

À espreita,
A morte,
Esta algoz cruel,
Mata homens,
A criação.

Por mais que eu grite,
Por mais que eu brade,
Que o mundo conclame,
Que a força da natureza,
Em seu furor, reclame,

Por mais que os tormentos,
Lamentos agônicos
De um mundo em epílogo,
Sejam sentidos,
Um outro homem,
Fácies  de monstro, tornou-se
Um aliado insano... da morte.

E a foice,
Que há de ceifar cabeças,
Se mostra pronta,
Afiada,
Para os jogos de Guerra.

Até quando,
Oh! Homem,
Oh! Ser cruel,
Atentarás contra a PAZ?
 
 
Canção da paz
Sandra Ravanini

 
Canto a harmonia branca apaziguando todas as raças,
a purificação dos credos em silenciosa oração matinal,
a pele de todas cores, num arco-íris em estado de graça,
tais vozes de mil crianças, entoando um coro angelical.

A verde bandeira da natureza em defesa dos animais,
as mãos do caboclo repartindo o grão, saciando a fome,
o brilho de um olhar infantil voltando ao seio dos pais,
os mares despoluídos, canto anil em meu e em teu nome.

Ao pássaro que à arca retornou com o ramo de oliveira,
a suave poesia feito um incenso como as flores-de-jesus,
à música divina retirando todo guerreiro da trincheira,
e a canção da paz estiando o pranto com chuva de luz.
 
 
PAZ
Humberto Soares Santa

 
Eram uns Seres de Luz, que eu bem os vi,
Aqueles que o meu sono visitaram
E num espírito azul me transformaram,
Iluminando tudo o que era ali.

A leveza de mim, que em mim senti,
Fez-me igual àqueles Seres que chegaram.
As minhas mãos às deles se agarraram
E do meu corpo,  como luz, saí.

Então fui mancha azul no amplo espaço
E perdido no sonho... fui ventura !...
Uma trombeta soou !... Abriu-se o paço

Onde mora o amor e a alma é pura !...
Feliz, não senti dor, fome ou cansaço.
Fui PAZ ... nesse meu espaço de loucura !...

Cotovia, 2004/08/29
Humberto Soares Santa

 
CAMINHO DA PAZ
Sueli do Espírito Santo

 
A paz é o melhor e único caminho
para termos um mundo mais humano
que nos abrigue como caloroso ninho
e não há dúvidas, nenhum engano

A paz é a luz do amor verdadeiro
que toda nossa caminhada ilumina
e sendo verdadeiro nunca termina
pois que é pleno, doa-se por inteiro

O amor puro é o dom da sabedoria
que nasce na alma e no coração
daqueles que buscam a harmonia
com dedicação, com abnegação

Sabedoria é praticar e compartilhar
o aprendizado dos bons valores
que não reconhecem os rancores
pois que conflitos sabem administrar

A paz está no espírito desarmado
livre, que luta contra toda a violência
tendo o diálogo como seu cajado
pois que é dotado da pura excelência

 
Pessoas de bem
(Por Ricardo Brandes)

 
Faça a paz
estando em paz
sorria, converse
esteja de bem

Em casa,
no emprego
na rua
ou no ônibus

Respeite
Entenda,
Ajude
Compreenda

Assim haverá
mais uma chance
para existir gente boa
e pessoas de bem.

Ricardo Brandes - Blumenau SC
 

PAZ PRECISO
Dermeval P Neves
 

Precisamos de ti, preciosa amiga,
Ante nós o mundo ruge em ódio
Zumbem projéteis feito moscas

Podes somente tu
Amor no coração humano incutir
Zéfiro balsâmico a redimir

Precisamos de ti, todo mundo diz
Assim e só contigo conseguir
Zarpar para um mundo Feliz!

PAZ...
 

O MUNDO PEDINDO PAZ
Mário Osny Rosa
 

Que essa paz tão falada
Seja mais exercitada.
Nunca seja negligenciada
Seja ela mais amada.

Se a paz não chegar
A guerra não vai acabar.
O que será desse mundo
Com idéias do submundo.

São poetas poetando
Por uma paz duradoura.
Ela sempre foi pregada
Mas continua ignorada.

Logo em paz falar
Segure as guerras.
 Guerra vive a matar
Em todas as terras.

Tecnologia para o bem
Dessa pobre humanidade.
Nunca para atrocidade
Só para quem convém.

São José/SC, 23 de novembro de 2.006.
 

HÁ DOIS MIL ANOS ATRÁS
Armando A. C. Garcia
 

Há dois mil anos atrás
Numa velha manjedoura
Nascia o símbolo da paz
A esperança imorredoura

Por três reis foi venerado
Seu altar a humildade
Veio pregar a verdade
E a renúncia ao pecado

Sua palavra sagrada
Ainda hoje repercute
Para que o mundo escute
Sua obra consagrada

Aos humildes prometia
Recompensa lá nos céus
Aos fariseus e saduceus
Na palavra convertia

Aos cegos, voltou a vista
Ressuscitou moribundos
E sentimentos profundos
Criou no evangelista

Fez enormes maravilhas
Milagres que não têm fim.
Da decaída, um querubim
Limpou todas as feridas

Renovou velhos conceitos
Mostrou ao mundo a verdade
De que só a caridade
Fundamenta seus preceitos

Ensinou-nos o caminho
Da bondade e perfeição
O mais alto grau de exação
Conceito moral e carinho

Desvelo, fé e esperança
Trilogia a palmilhar
Para quem quer alcançar
Novo mundo de bonança

Perseverança e firmeza
Confiança sublimada
E uma fé redobrada
Sem a usura da riqueza

Nos santos mandamentos
Que Jesus Cristo legou
Nunca ele postulou
Valor aos ensinamentos

As coisas santas e puras
São isentas do metal
Este, é o mal, que gera mal
Nas imundas criaturas

A sã consciência conduz
À providência divina
É a luz que ilumina
Bendito sejas, Jesus

A tua figura sagrada
Cruéis pregaram na cruz
Mas tua alma de luz
Não pode ser castigada

És filho do Criador
Deus de toda a natureza
Floresce em ti, com certeza
Grande dádiva do amor !

Na forma de figura humana
Vieste ao mundo apontar
Qual o caminho a trilhar
Para a Pátria soberana

São Paulo, 30/08/2006


A VOZ DO AMOR
Reni Ciekalski
Silêncio!
 

Deixemos se fazer ouvir
a voz do amor
(voz de todas as verdades),
ignorada pela ambição
abafada pelo poder
deturpada pela visão
equivocada de felicidade.

Silêncio!
Deixemos o amor falar
sem cessar e nos ensinar
a PAZ !


DEDO DA PAZ
Ilka Bosse
 

Nesta noite...
Deixe-se envolver
Em silenciosas caminhadas
Transformando seus rituais
Em movimentos deslizantes
Como se você fosse...
Estar de passagem
E o seu coração
Fosse a sua condução
Que o levaria
À viagem astral
Pelo lindo Planeta Azul
Ao longo das eras...
Em outras esferas...

Nesta noite...
Deixe-se inspirar
Pela luz em fachos
Que vem do Cosmos
Infiltrando-se com energia
Pelas frestas de sua alma
Plena e feliz
Como se tivesse
"Ouvindo" vibrações
Num plano superior
 E ter abraçado
O DEDO DA PAZ.

Autora: Ilka Bosse
Bailarina das Letras
Do Livro: O BAILAR ENTRE LETRAS
Direitos Autorais Registrados

Pela PAZ !
Lígia Antunes Leivas


Poeta!
Não vale a ventania dos sonhos
nem a calmaria dos ventos.
Não vale a placidez dos lagos
nem o brilho sideral.
De nada adianta cantar o verso
ou traçar o poema lírico
se ao teu lado tens teu irmão
que chora, clama piedade
e cai combalido
atingido pelo ribombar do canhão
pelo míssil programado
que ceifa vidas inocentes
que correm pelas campos
na fuga ensandecida
do amargo da dor.

Seres que sofrem...

Nem sabem eles
que a injusta justiça
de insensatos poderosos
comandantes disfarçados
de 'governantes'
manipulam vidas
qual marionetes no palco!

Poeta!

És artista das palavras!
Burila-as!
Espalha-as pelos cantos
do mundo que te escuta!
É ela - a tua palavra! -
por paradoxal que seja,
a mais pacífica arma
capaz de ganhar as guerras
e distribuir a PAZ !



A PAZ!
Marcelo Torca
 

A grande farsa da história
Paz
Histórias inverídicas contadas
Enganando
Persuadindo
Pessoas humanas
Transformando-as em algo qualquer
Paz...
Mentira ínfima
Paz..
Somente alcançada debaixo de uma guerra
Sob as trevas
Não era para ser assim
A cobiça
Maldade
Intolerância
São maiores que as virtudes
Hoje quem quer ser digno
Precisa lutar e sem orientação
Mas com devoção

A PAZ só tem uma chance
É preciso gritar bem alto
Mais alto que tudo
Para tirar a dor do corpo
E exigir a PAZ!
Na mente
Nos corações
No ato de ser de cada um.
 

NUNCA HAVERÁ PAZ,

ENQUANTO REINAR O DESAMOR.

IARA MELO

I
Afronta e batalha
O homem contra si próprio
A paz, busca eterna.

II
A paz quem não faz
Cobre com vazio a essência
Luta que se perde.

III
Procura-se paz
Na esquina da sobrevinda
O homem e a fome.
 

IV
Caminha  caminha
Caminhada da chama
Clama por Paz.

Isnelda Weise - Blumenau/SC


Luiz Eduardo Caminha entrevista Raquel Gastaldi

1. Caminha: Qual a sua profissão e quais as atividades em que você está envolvida atualmente?

R. Raquel: Trabalhei em diversas áreas. Iniciei como funcionária pública, aos dezessete anos, na Prefeitura Municipal de Blumenau, isso já faz um tempinho. Na época era prefeito o Sr. Felix Theiss, e candidato a prefeito o Sr. Renato de Mello Vianna. Por mais de dez anos estive, na prefeitura, só saindo para cuidar de meus filhos pequenos...
Anos mais tarde com as crianças entrando na adolescência, comecei a dar aula, como ACT, e fiz vestibular.
Dava aula, estudava e cuidava deles.
Hoje, estou estudando a proposta do  Gustavo Siqueira, o apresentador mais jovem e inovador do Sul do Brasil.

1.1 - Um dos trabalhos que destacam sua presença no mundo das letras e das artes significa a sua dedicação aos espaços criados nos Supermercados Angeloni. São poucas as empresas privadas em nosso estado e no país a se preocupar com esta temática. Fale-nos a respeito. Use e abuse deste espaço porque é um mínimo de reciprocidade que este espaço e o mundo das artes e literatura podem dar a quem tanto tem colaborado.

R. Raquel: Pois bem, Caminha, acredito muito nestes espaços alternativos de divulgação das artes em geral. O Supermercado Angeloni, através de sua Diretora geral de marketing, a Sra. Sabrina Angeloni, só fez engrandecer ainda mais a  arte, em seus vários aspectos..
Nas Lojas onde trabalhei, a variedade de apresentações era muito grande, sempre dando oportunidade, para que os artistas,  de uma maneira ou outra, mostrassem seus  trabalhos.
Na abertura do espaço cultural, um evento de grande glamour, reuniam-se, escritores, cantores e artistas plásticos, fazendo deste dia, uma enorme confraternização entre os mesmos.
Acredito no talento de nossos artistas, só o que está faltando, são mais empresas  seguirem esse exemplo , dando mais oportunidade, não só aos artistas, mas aos alunos de diversas escolas, que com seus abnegados professores conseguem, enriquecer ainda mais os palcos, tanto do Angeloni como os palcos alternativos.
E como sempre falei, enquanto nossas crianças estiverem, ensaiando para se apresentarem nos palcos, não importa qual, essas mesmas crianças,  não estarão nas ruas, a mercê de indivíduos inescrupulosos.

2. Caminha: Quando e como começou o seu interesse pelas letras.

R. Raquel: Olha, acredito que foi na escola, onde tínhamos uma diversidade de textos a estudar, e aquelas palavras pareciam magia aos meus olhos.  Foi a partir daí que liberei minha imaginação.

3. Caminha: Em que aspectos ser poeta e escrever influencia ou influenciou a sua vida?

R. Raquel: Todos nós somos poetas. Uns mais outros menos. Alguns, só quando estão apaixonados. Ser poeta, fez com que eu visse a vida de uma maneira mais branda, mais conciliadora, vendo que tudo tem o seu tempo, e que tudo na vida é uma questão de aprendizado, às vezes amargo ou doce, depende como focamos nossa visão.

4. Caminha: Qual o nome de seu primeiro livro qual o gênero (poesias? crônicas? contos?) e sobre o que tratava?
 
R. Raquel: Meu primeiro livro, ainda está em fase de acabamento, será de poemas, e será único, não tem nome certo ainda. Depois dele, quero terminar outros, engavetados, por falta de tempo. Um deles, e um romance, que acontece junto a Oktoberfest.

5. Qual a sua experiência em publicações na internet? Como você vê esta ferramenta - onde é possível publicar e-books, ter seu próprio site com suas obras, etc - que a cada dia mais se coloca à disposição dos escritores?
R. Raquel: A Internet, hoje é o meio de divulgação muito rápido, e também  perigoso, de tudo acontece. Nada contra, apenas procuro não ficar prisioneira, faço meu trabalho. Tenho apenas alguns poemas no site Recanto das Letras

6. Caminha: Além  poesia, qual outro gêneros mais lhe encanta?
 
R. Raquel: Romance, contos, crônicas, todos tem algo especial, que encanta.

7. Está saindo do forno uma nova Antologia SEB "Um Rio de Letras". Como você vê estes trabalhos de Antologias?
 
R. Raquel: Como uma ótima oportunidade, para nós escritores mostrarmos nosso trabalho.
A SEB, através de suas antologias, mostra para Blumenau, Santa Catarina, Brasil e o mundo, que aqui nesta cidade, se vive cultura, e da boa.

8. Por falar em SEB, como você encara a presença da Sociedade de Escritores de Blumenau em sua vida e vice-versa?
 
R. Raquel: Bem, conheci alguns escritores da SEB, em um evento na Biblioteca Fritz Mueller, era um sarau de Lindolf Bell.Tinha visto no jornal, e decidi ir até lá. Muito timidamente, cheguei perto de uma mesa, onde sentava Edith Kormann, e outros que não lembro o nome. Mas tinha uma senhora, muito gentil por sinal, que convidou para que eu assinasse o livro de presenças. Perguntou se eu escrevia, e se queria fazer parte de uma sociedade. Na hora, fiquei sem palavras, mas aos poucos, fui em uma reunião ou outra. Cheguei a participar da votação para o novo nome da SEB, na época do Tchello, ainda. Acredito que foi no Sarau do Lindof Bell, que aconteceu, o Click Mágico, através daquela senhora, que hoje sei  que é a Terezinha Manczak. O que posso dizer, que foi através da SEB, que muitas pessoas, tiveram a oportunidade de ler o que escrevo, caso contrário estariam guardados até a minha aposentadoria.

9. Qual o recado que você daria a todos os que gostam de escrever e ainda não tiveram uma oportunidade de publicar um livro?

R. Raquel: Lute sempre, não desista, sonhe e acima de tudo acredite, tenha fé, e você vencerá.

10. Caminha: Qual o recado que você daria a todos os escritores e poetas?
 
R. Raquel: Para fazermos um Gigantesco Manifesto, contra a corrupção em nosso país (para nossos políticos não roubarem, assim teremos mais dinheiro para a educação e a saúde) e contra poluição, o planeta está pedindo socorro (o que se está fazendo com nossos rios e nossas matas é inconcebível). Nós como escritores, temos o dever de lutar em prol deste mundo maravilhoso, salvando o futuro das gerações vindouras.

11. Caminha: Você acredita em Deus?

R. Raquel: Acredito e muito, e a cada dia que passa, tenho mais fé.

12. Caminha: O que isto significa em sua vida?

R. Raquel: Significa, que devemos acreditar nessa força maior, porque só ela nos conduz a uma vida mais digna e humana. Precisamos dessa luz, para fazer da nossa caminhada um exemplo de vida e serenidade. Nossa vida é um aprendizado, erramos e temos que aprender com os erros. Temos que saber, que erramos, mas também ter consciência de que tentamos fazer o certo, e se não o fizermos, é porque naquele momento agimos de acordo com o nosso conhecimento, fizemos o que achávamos estar certo, não podemos ficar nos culpando, por acontecimentos passados, Amar a Deus, é fazer o bem sem olhar a quem, é não discriminar, não julgar, e ser livre de qualquer tipo de preconceito.

13. Caminha: Escrever, para você, significa mais uma auto-realização ou você acha que a literatura e os seus trabalhos podem servir para a realização dos leitores? Para a construção de consciências?
 
R. Raquel: O ato de escrever é uma forma de você colocar para fora, seus sentimentos e sua visão da vida e do mundo. A absorção das palavras pelo leitor, vai depender de seu histórico de vida, cada um de nós tem uma formação, uma história, e é aí que a leitura vai fazer seu papel. Nós como escritores, temos como dever, conscientizar e informar, ajudando-o no seu caminho e nas suas dúvidas.

14. Caminha: O que significou e significa a leitura em sua vida?

R. Raquel: Iracema, de José de Alencar, meu primeiro livro, presente da minha mãe. Depois deste, foram muitos, todos com um significado muito especial, o aprendizado. Procuro ler de tudo, afinal, ler é viver. E viver  é aprender a cada dia que passa.

15. Caminha: Qual o recado que você daria para os políticos administradores municipais, estaduais e brasileiros, vereadores, deputados e senadores quanto aos seguintes aspectos:

15.1 - Incentivo à produção literária

R. Raquel:  Temos ótimos poetas, excelentes escritores, todos querendo um espaço para publicar seus trabalhos, coisa que todos sabem, menos nossos governantes, que precisam criar mais leis de incentivo e fazer valer essas leis. Pois o nosso Brasil, é um país de muitas leis, mas poucas são cumpridas.
 
15.2 - Incentivo à leitura

R. Raquel: A leitura já está acontecendo, de uma maneira lenta, mas está, temos ótimos professores se preocupando com essa questão, e hoje, mais do que nunca, se faz necessário que o aluno leia, porque é através da leitura que se estimula a imaginação. Um exemplo disto é nossa colega Sebiana, professora Maria de Lourdes Scottini Heiden, que está lançando novamente um livro, com poesias de seus alunos.
     
15.3 - Incentivo às artes e a cultura
 
R. Raquel:  A variedade cultural em geral é muito grande hoje. Tudo ficou mais acessível, a produção é enorme. O que fica difícil, mesmo, é conseguir espaços para divulgar estes artistas. Mais difícil ainda, é fazer com que o povo em geral tenha acesso a este material, nossos governantes, precisam urgentemente, abrir mais canais de acesso a população em geral, para que tenham um contato maior com todos os segmentos culturais. Pois um povo culto sabe decidir melhor, para si e para a nação.
 
16. Caminha: O que você achou deste espaço no nosso site?

R. Raquel: Maravilhoso, era o que faltava, porque ele fala da nossa cultura, nossas tradições, enfim, fala da nossa gente.

17. Caminha: Qual seu recado final.
 
R. Raquel:  É agradecer esta oportunidade, parabenizando a você e toda sua equipe, e convocar a todos que tenham mais respeito e carinho, para com o próximo e para com o nosso planeta.

Textos

CURVA DO RIO

Na curva do rio,
o verdejante sinal do vale
esconde a alegria borbulhante em
deck´s ainda mais delirantes.
N a curva do rio,
a visão esplendorosa
Em um barco distante,
atolhado de persistentes
Imigrantes.
Na curva do rio,
turbulento ou só calmaria,
a cidade
Vai crescendo de forma mais
Que pulsante.
Na curva do rio,
Acontece uma reunião simples
Mas bradante,
Tudo na curva do rio
Que corta essa
Cidade de sangue imigrante.


INSIGNIFICANTE

Erros, esmeros,
Condições ilariantes
De uma posição
Insignificante.
Onde de tudo
Se faz. . .
Coloca-se as patas,
numa
Atitude rastejante,
Em um ego
Ainda mais distante.
Colocando-se,
longe de tudo
O que é radiante
E pulsante,
além da vida
de um vivente.

Mais Sobre o Entrevistado

- Raquel Gastaldi, nascida em Blumenau, no dia 03 de junho de 1959, escreve desde sua infância e juventude.
- Tem textos publicados nas Antologias ll e lll, da Sociedade Escritores de Blumenau e Coleção Prosa e Verso 2 e 4

Publicações

Participou das Antologias ll e lll, da Sociedade Escritores de Blumenau e Coleção Prosa e Verso 2 e 4.

RAQUEL (ao centro, em pé) NO ESPAÇO CULTURAL ANGELONI
RAQUEL NO ANGELONI COM OS GOURMETS
Raquel, Poetas, Poetizas e... Escritoras

Uma nova revista , onde todos os Autores são benvindos !
Você é nosso convidado!

Convido-os a visitarem o site do grande amigo e autor do CEN,
Luiz Eduardo Caminha
http://www.stmt.com.br/dasletras.htm

Envie seus textos para:
prosaeverso@terra.com.br

TOPO DA PÁGINA: FOTO TIRADA ESPECIALMENTE PARA ESTA REVISTA EM 04/12/2006, POR TEREZINHA MANCZAK EM FRENTE À FUNDAÇÃO CULTURAL DE BLUMENAU/SC, "MODIFICADA" POR IARA MELO

Formatação e Arte: Iara Melo