2. Desculpe-me entrar nesta seara,
mas a sua história é contemporânea.
Mostra a face de uma brasileira que
quis vencer e encontrou nos estudos
um caminho para tal. Vivemos num
país em que a grande discussão é a
oportunidade na Educação. Muito
disto, em parte, por ser eleito um
Presidente que parece não valorizar
este aspecto. Ou, pelo menos, não
pode servir de exemplo. Mas Benedita
Azevedo pode. Fale-nos desta sua
epopéia. Tim-tim por Tim-tim.
R. Benedita Azevedo:
Sou filha de lavradores. Fui
alfabetizada pelos meus pais. Só
entrei em uma escola regular aos 10
anos. Terminei o primário aos 15 e
estudei até a 2ª série do ginásio,
hoje 6ª série do Ensino
Fundamental. Casei-me em 62, aos 18
anos. Nove meses depois nascia meu
filho Rogério, quando ele fez um ano
e 15 dias nascia Jane, a minha
caçula. Em 72, meu marido, que era
comerciante, sofreu um acidente
vascular cerebral e perdemos tudo.
Voltei a estudar. Em um ano, mesmo
tendo de trabalhar para arcar com a
manutenção da minha família, varando
as madrugadas e dormindo sobre os
livros, consegui fazer o 1º e 2º
Graus (Supletivo) e passar bem no
vestibular para Direito e Letras.
Embora pretendesse fazer Direito,
tive de optar por Letras, pois
precisava trabalhar de imediato e
não queria voltar a ser balconista
de uma loja, ganhando salário
mínimo, como acontecera na minha
adolescência.
3.Qual ou quais atividades você
está envolvida atualmente?
R. Benedita Azevedo:
No momento, além de ajudar a minha
filha cuidar dos três filhos dela,
dedico-me inteiramente às letras.
Sou membro efetivo da Academia
Mageense de Letras; da APALA –
Academia Pan Americana de Letras e
Artes; do IBRACI – Instituto
Brasileiro de Culturas
Internacionais; do Grêmio Haicai Ipê,
o mais antigo do Brasil, no gênero
e que me inspirou a fundar o Grêmio
Haicai Sabiá; sou presidente do
GAALA – Grêmio Aluísio Azevedo de
Letras e Artes que completará 2 anos
a 23 de março, criado para que me
desse oportunidade de continuar
oferecendo as oficinas de redações e
poesias, após a minha
aposentadoria. O GAALA e o GHS
fazem parte do Centro Cultural
Professora Benedita Azevedo que
funciona em um anexo construído ao
lado da minha casa, desde o ano
2000, onde coloco à disposição da
comunidade os 3.000 volumes da minha
biblioteca particular. Para fazer
adaptações na sala onde funcionara
o consultório dentário da minha
filha, usei o dinheiro que tinha
para trocar o carro. Quando
pretendia trocá-lo outra vez,
resolvi publicar dois livros: O
dia-a-dia de uma professora e Nas
trilhas do haicai. No ano passado,
ao invés de trocar meu velho Fiesta
97, por um zero, mais uma vez optei
por publicar dois livros de haicai:
Canto de Sabiá e Praia do Anil –
Haikai. Meu velho Fiesta côr
ferrugem continua colaborando com a
literatura e a cultura de modo
geral.
Além da participação nas Academias e
grupos literários, tenho trabalhos
publicados em vários sites da
Internet.
4. Caminha:
Quando e como começou o seu
interesse pelas letras.
R. Benedita Azevedo:
Sempre gostei de ler e escrever. Aos
doze ou treze anos, como não tinha
dinheiro para comprar livros, lia
todos os textos dos livros de
leitura das minhas irmãs que estavam
em séries mais adiantadas que eu.
Às vezes a diretora do Grupo Escolar
mandava livros muito velhos para
minha casa; alguns sem as folhas
iniciais e finais. Eu os lia e
imaginava o começo e o fim da
história. Foi assim que conheci a
obra de Shakespeare, Romeu e
Julieta. Ao terminar de ler a parte
que tinha naquele livro aos pedaços,
não me contive e procurei a diretora
para que me contasse o início e o
fim. Chorei ao saber que ao final
os dois morriam. A diretora ficou
tão comovida que me deu vários
livros para ler. Dentre eles,
Iracema de José de Alencar. Minha
primeira professora primária, que
também foi diretora do Grupo Escolar
Gomes de Sousa, quando eu estudava
do 2º ano ao 5º ano, nos
incentivava a ler e escrever; fazia
peças de teatro, saraus
lítero-musicais, cantava-se todos os
dias os hinos cívicos, tudo isso me
fez desenvolver essa vontade de
fazer coisas parecidas com o que ela
nos ensinava. Minha mãe queria me
tornar uma boa dona de casa, meu pai
dava asas à minha imaginação e me
queria advogada e foi graças a ele
que pude ir para a capital fazer o
ginásio.
5. Caminha: Em
que aspectos ser poeta e escrever
influencia ou influenciou a sua
vida?
R. Benedita Azevedo:
Como gostava de ler os textos dos
livros didáticos, ao terminar a
leitura, lia a biografia dos autores
e desejava seguir-lhes o exemplo.
Principalmente, a de Humberto de
Campos e Gomes de Sousa, meus
conterrâneos, pobres como eu, que se
tinham tornado grandes personagens
da Literatura. O fato de querer
escrever sempre me impulsionou para
frente e continua influenciando toda
a minha trajetória. Hoje, a minha
vida gira em torno das atividades
literárias. Quase esqueço a família.
6. Caminha:
Qual o nome de seu primeiro livro
qual o gênero (poesias? crônicas?
contos?) e sobre o que tratava?
R. Benedita Azevedo:
“ Marista, 60 anos a serviço da
comunidade maranhense”, um opúsculo
de 48 páginas, uma monografia sobre
o histórico do colégio, escrita em
três dias, para distribuição entre
os alunos e as outras unidades da
congregação, por ocasião da “Semana
Champagnat” foram mimeografados
três mil exemplares.
7. Caminha:
Quantos e quais livros você já tem
publicados?
R. Benedita Azevedo:
1 – Marista, 60 anos... 2 – Voltando
viver; 3 – Trajetória; 4 – Shena e
Hércules (Infantil); 5 – Nas
Trilhas do haicai; 6 - O dia-a-dia
de uma professora; 7 – Novo
desafio; 8 - Fatalidades da vida;
9 - Canto de Sabiá – Haikai; 10 –
Praia do Anil – Haikai
Idealizei e organizei as Antologias
em prosa e verso I, II e III de
escritores da Academia Mageense de
Letras.
Organizei as Antologias I e II dos
vencedores dos Concursos de Redações
e Poesias I, II , III e IV de alunos
do Colégio Estadual Mauá, onde eu
lecionava Português e Literatura.
Organizei a VIII Antologia de
Escritores da APALA- Academia Pan
Americana de Letras e Artes.
Tenho publicações em várias
Antologias impressas e virtuais,
jornais, revista e sites. No link
abaixo você poderá ler alguns livros
virtuais.
http://www.avllb.org/academicos/063/livros.html
8. Você tem se
dedicado muito aos Haicais. Eu
costumo dizer que o Haicai é a
síntese da síntese poética. Nele o
poeta precisa escrever a poesia e
fazer com que o leitor veja poesia
no que está escrito. Conte-nos um
pouco desta paixão e de seus prêmios
e reconhecimentos neste gênero
literário.
R. Benedita Azevedo:
Apesar de ter lecionado Português e
Literatura por quase 30 anos, só
conhecia a definição de que o haicai
era uma poesia de forma fixa. Os
compêndios de Literatura não falavam
sobre essa modalidade poética. Tomei
contato com ela em 2000 quando fui
ao lançamento do livro “Nas tranças
do Tempo” , de Lena Pontes, em
Niterói. Ao ler os poemas e a
monografia com o histórico do haicai
no Brasil, apaixonei-me pelas
dezessete sílabas. Também em Niterói,
conheci Luis Antônio Pimentel, um
dos introdutores do Haicai no
Brasil, hoje com 94 anos, que me
deu as primeiras dicas sobre o
assunto. Comecei a escrever tercetos
e em 2004 publiquei meu primeiro
livro “Nas Trilhas do Haica” com 280
poemas. Neste mesmo ano, comecei a
enviar meus poemas para as seleções
quinzenais do Jornal Nippo-Brasil,
feitas pelos haicaístas Edson Kenji
Iura e o Monge Francisco Handa, até
hoje, tenho 45 haicais publicados.
Em julho de 2005, convidada pelo
Edson a participar do Festival do
Japão, tomei contato com os
haicaístas do Grêmio Haicai Ipê, o
mais antigo do Brasil, que me
convidaram a participar do grupo.
Desde então, vou a São Paulo, no
primeiro sábado de cada mês para as
reuniões, onde estudamos e compomos
haicais, sob a coordenação do Edson
e de Teruko Oda. Em 2006 publiquei
mais dois livros de haicai, estes já
dentro das normas clássicas; Canto
de Sabiá e Praia do Anil – Haikai.
Tenho participado de concursos e
recebi prêmios em alguns:
a) 1º lugar no 17º Encontro
Brasileiro de Haicai em, 05 / 11 /
2005 – São Paulo - SP
b) 4º lugar no Festival das
Estrelas - Tanabata Matsuri - ,
promovido pela Associação Cultural
Miyagui Kenjin-Kai do Brasil, da
qual sou sócia, em sua 28ª edição,
que aconteceu nos dias 29 e 30 de
julho de 2005 – Liberdade - São
Paulo - SP
c) A 1.ª Edição do Concurso
Nacional de Haicai Caminho das
Águas, recebeu 87 inscrições, de 13
Estados brasileiros, do Distrito
Federal e da Suíça, num total de 46
cidades. De 65 inscrições válidas,
num total de 130 haicais, foram
classificados 10 conforme o previsto
no Regulamento do Concurso. Eu
consegui a 4ª e 9ª classificações -
Santos - SP
9. Qual a sua experiência em
publicações na internet? Como você
vê esta ferramenta - onde é possível
publicar e-books, ter seu próprio
site com suas obras, etc - que a
cada dia mais se coloca à disposição
dos escritores?
R. Benedita Azevedo:
A minha primeira experiência foi na
AVLLB – Academia Virtual de Letras
Luso Brasileira. O grande trovador
Antônio Augusto de Assis sempre me
enviava as atualizações do Boletim
Trovia, um dia, enviou-me sua página
da AVLLB com o link do Webmaster
Baçan. Entrei em contato com ele e
perguntei como eu poderia participar
da Academia? Ele me pediu o
material para avaliar, logo a seguir
apresentou-me ao Presidente de Honra
da AVLLB e Presidente do Portal CEN
Carlos Leite Ribeiro. Fui admitida
como membro fundador da AVLLB,
cadeira 63 – Patrono Viriato Correia
e posteriormente como autora do
Portal Cá Estamos Nós.
10. Caminha: Além de excelente poeta
você tem se revelado uma grande
cronista e contista. Tem romance
publicado.Ufa! Benedita não é pouco!
Fale-nos a respeito. Qual dos
gêneros mais lhe encanta?
R. Benedita Azevedo:
Costumo escrever com mais
freqüência, crônicas e contos, mas
gosto também do romance. Meus
livros, até o momento, foram
escritos como relatos de
acontecimentos comuns do dia-a-dia,
numa linguagem simples e
despretensiosa, com o objetivo de
que servissem de exemplo, para que
as pessoas observassem que, cada um
poderá chegar exatamente onde
desejar, sem precisar se submeter à
auto-piedade e que os outros são
responsáveis pela situação em que se
encontram sem fazer nada para
resolver seus problemas. Temos de
buscar nossos objetivos, sem
atropelar os outros. Cada um colhe o
que planta. Pretendo, em novas
edições, dar-lhes um tratamento mais
acadêmico, usando uma linguagem
literária e objetiva. Mas, a minha
paixão mesmo é pelo haicai.
11. Você viveu um período de sua
vida em nossa terra. No eixo
Blumenau-Itajaí. Agora, no final de
2006 você voltou aos mares do sul.
Como foi este recontato com as
cidades, suas gentes, seus amigos. O
que mudou?
R. Benedita Azevedo:
Morei em Blumenau no período 68/69;
em Itajaí 69/77. Foi uma das fases
mais difíceis da minha vida, mas
também, a que realizei o sonho de
fazer meu curso universitário. Em
Itajaí, superei a barreira da falta
de instrução, eliminando sete anos
em um e passei a servir de exemplo
para os alunos dos cursos
preparatórios que surgiam. Cursei
Letras na UNIVALI e fiz todos os
cursos de extensão oferecidos pala
faculdade nos quatro anos do curso.
Ao final, fiz concurso e fui
aprovada para o magistério público e
passei pelo crivo de um Colégio
Marista onde lecionei Português e
Literatura de 77 a 86, e saí
voluntariamente quando me mudei para
o Rio de Janeiro.
Em novembro de 2006 voltei a Itajaí
para a comemoração dos 30 anos de
formatura da turma de Letras de
1976. O meu período de faculdade foi
muito atribulado pela mudança de
padrão de vida a que já me
acostumara após o casamento. Com a
doença de meu marido tudo voltou à
estaca zero. Então as colegas de
curso, ao me localizarem, pela
pesquisa Google, não estavam
acreditando que seria eu.
Sempre gostei muito da Região Sul,
mas ao retornar tive a grata
surpresa de encontrar tudo,
maravilhosamente, mudado para melhor
e a felicidade de reencontrar os
amigos de 30 anos.
Meu querido amigo, a mudança mais
importante em tudo, foi ter
incorporado você, sua família
maravilhosa que nos recebeu com
tanto carinho, ao rol de amigos
preferenciais.
12. Como foi rever Florianópolis.
Aliás você se mostrou, na visita que
me fez, uma pessoa de incrível
ligação com a natureza. Isto vem da
vertente poética?
R. Benedita Azevedo :
Foram momentos de muita alegria que
a minha amiga Sandra, colega de
faculdade, nos proporcionou
mostrando os pontos turísticos da
Ilha. Florianópolis, assim como
Itajaí e Camboriú cresceram muito e
estão maravilhosas.
A minha ligação com a natureza, vem
das minhas origens. Cresci no
interior do Maranhão, à beira do Rio
Itapecuru, em contato direto com a
natureza. Acho que a vertente
poética está diretamente ligada a
essa vivência: o sabiá cantando na
palmeira, na mangueira ou no
cajueiro. Os ninhos de pássaros que
protegíamos dos gaviões predadores,
das caminhadas pela floresta em
busca de frutas silvestres, das
brincadeiras e cuidados a pequenos
animais e dos intermináveis banhos
de rio.
13. O Portal CEN dedica uma revista
a Benedita Azevedo. Fale-nos a
respeito: do Portal e da Revista.
R. Benedita Azevedo:
Comecei as minhas atividades no
Portal CEN em agosto de 2005.
Tenho 06 E-books publicados,
participação nas Antologias: A
Gosto, Receita de Família, Dia do
poeta, II Antologia de Natal, II
Antologia do Portal CEN e outros.
Após o II Encontro de Escritores
Luso-brasileiros, onde tive o
privilégio de conhecer,
pessoalmente, nosso amigo, Carlos
Leite Ribeiro e você, ele
percebendo a minha paixão pelo
Haicai, convidou-me a ser Editora
de uma Revista só de Haicai,
dando-me, assim, a oportunidade de
divulgar a história do haicai no
Brasil, seus mestres e escritores.
14. Algum livro no forno? Quais os
próximos projetos?
R. Benedita Azevedo:
Tenho vários. Sou muito inquieta. A
escrita funciona como fonte de
equilíbrio. Vejamos: a) Folhas
Soltas (crônicas) onde pretendo
reunir todas que já escrevi - 80
páginas. b) Pedaços de Mim ( poesia)
- 132 páginas. c) Crescimento
Pessoal (contos e pequenos textos
abordando problemas do dia-a-dia) -
119 páginas. d) A Literatura
Através dos tempos ( uma abordagem
histórica da escrita, dos
primórdios aos nossos dias) – 93
páginas. e) Vida de Estudante
(Romance) – 31 páginas. f) Cartas
amorosas e familiares – 47 páginas.
g) História de Magé – 70 páginas, em
parceria com uma colega do
magistério. h) Meus Haicais
Publicados no Nippo-Brasil e
classificados em concursos.
Os títulos são provisórios, só os
defino quando fecho a obra e todos
ainda estão em andamento. Escrevo
todos os dias. Passo de um a outro
assunto, dependendo do meu estado de
espírito.
15. Qual o
recado que você daria a todos os que
gostam de escrever e ainda não
tiveram uma oportunidade de publicar
um livro?
R. Benedita Azevedo:
Continuem escrevendo e organizem
seus trabalhos. Nunca desistam de
seus sonhos, eles são prenúncios da
realidade.
16. Caminha:
Qual o recado que você daria a todos
os escritores e poetas?
R. Benedita Azevedo:
Que usem a palavra em prol do bem da
humanidade, buscando a paz, a
fraternidade, e o equilíbrio. Há
espaço para todos. Não tentemos
atropelar nossos semelhantes.
17. Caminha:
Você acredita em Deus?
R. Benedita Azevedo:
Acredito.
18. Caminha: O
que isto significa em sua vida?
R. Benedita Azevedo:
Tudo. Todas as minhas atividades
são realizadas de acordo com suas
palavras e tenho a sua bênção
permanente. Nós nos conhecemos.
19. Caminha:
Escrever, para você, significa mais
uma auto-realização ou você acha que
a literatura e os seus trabalhos
podem servir para a realização dos
leitores? Para a construção de
consciências?
R. Benedita Azevedo:
As duas coisas. Não consigo viver
sem escrever; mas, procuro passar
os fatos do dia-a-dia numa
perspectiva de superação, deixando
sempre uma mensagem positiva.
20. Caminha: O
que significou e significa a leitura
em sua vida?
R. Benedita Azevedo:
O canal que me conduziu a tudo que
aprendi; fui autodidata no ginásio e
no clássico, estudei sozinha e fui
fazer as provas. Consegui êxito
porque lia muito e estava sempre
ligada aos acontecimentos do
dia-a-dia. A falta de livros na
minha infância e adolescência foi
compensada após meu casamento, aos
18 anos. Recebi de presente, de meu
marido, uma pequena biblioteca com
enciclopédias, dicionários,
assinatura de revistas ( O Cruzeiro,
Manchete e Seleções) e lia tudo.
Ainda hoje, leio jornais diariamente
e tenho uma biblioteca com mais de
3.000 livros.
21. Caminha:
Qual o recado que você daria para os
políticos administradores
municipais, estaduais e brasileiros,
vereadores, deputados e senadores
quanto aos seguintes aspectos:
21.1 –
Incentivo à produção literária
R. Benedita Azevedo:
Seria interessante a criação de um
Centro Comercial público/privado
para atender aos escritores, tipo a
Fábrica de livros que funciona no
SENAI – RJ, onde se pode publicar a
partir de 10 unidades. A expansão
dessa prática poderia aumentar a
produção literária.
21.2 – Incentivo à leitura
R. Benedita Azevedo:
Criação de bibliotecas interativas,
onde além da leitura se fizessem
saraus de poesias, dramatizações,
rodas de leitura, lançamento de
livros etc. Que dotassem todas as
escolas com livros suficientes para
que nenhuma criança deixe de ler
por falta de livros. Cada
município, cada bairro precisa ter
uma biblioteca com livros atraentes.
Assim como as lan houses estão
para todos os lados e sempre
cheias, precisamos incentivar
ambientes atrativos para a leitura.
21.3 - Incentivo às artes e a
cultura
R. Benedita Azevedo:
Criação de pólos de cultura com
acesso ao público em geral. Um
espaço que contemplasse a todos, a
nível de cidade pequena ou bairros
de cidades grandes.
22. Vou lhe dar três motes. Dá para
nos brindar com três haicais? Vamos
lá: sabiás; loiras ou loiros; porto.
R. Benedita Azevedo:
Recepção de amigos –
Três sabiás em penugem
De bicos abertos.
Noitinha de inverno –
Cabelos loiros deslizam
Sobre o travesseiro.
Barcos enfeitados
No Porto de Itajaí –
Carnaval no mar.
23. Caminha: Obrigado Benedita. Deus
lhe abençoe. Seu recado final.
R. Benedita Azevedo:
Só tenho de agradecer a você esta
oportunidade e todo o seu empenho em
prol da literatura e da cultura de
modo geral.
Uma nova revista
, onde todos os
Autores são
benvindos ! Você é nosso
convidado!
Convido-os a
visitarem o site do
grande amigo e autor
do CEN,
Luiz Eduardo
Caminha
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