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Revista
“Sinfonia em Blu"
8ª
edição
Ano 1 - Novembro de 2006 |
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Editora: Terezinha Manczak
Formatação e Arte: Iara Melo
Blumenau - SC - Brasil |

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NOTÍCIAS - ENTREVISTAS - PROSA E
POESIA

MAGNA MATER
Gaia, a magna mater angustiada,
Deusa, mãe de Cronos, mulher de Uranos,
Sofrida com a dor dos desenganos,
Adormeceu no céu, triste e cansada.
No Hades sulfuroso, à gargalhada,
Demónios revoltados, traçam planos
Pra que a Terra estoure em poucos anos
E seja por humanos, mal amada.
Gaia, adormecida, em pesadelo,
Abraça o mundo e freme de vergonha
Por plantar em si, joio e bacelo
Da vinha da mentira e da peçonha !...
Daí nasceu a guerra e o atropelo
E Gaia, já não dorme... já não sonha !
GAIA, GE, GEA ou GEIA
Deusa greco-romana que personificava a
Terra.
Mãe Universal da vida.
Cotovia, 2006-11-04
Humberto Soares Santa

isca
a minha
poesia
é anzol
jogado ao acaso
no rio
dos teus olhos
© Ademir Antonio Bacca
do livro "O Relógio de Alice"
Soneto da noite
Eduardo de Alencar
Gosto de ver quando por mim passas
não canso de te olhar quando te
vejo.
Como fogueira solta pela estrada,
incandescente... acende meu desejo.
Trago no peito essa imagem tua
como se fora sempre a primeira vez:
negros cabelos... a sobrancelha
altiva
fios de penumbra cobrindo tua nudez.
Senhora da Noite, devo chamar-te
pois que no âmbar repousa tua
beleza.
Fazes do ocaso, da bruma...
grandeza!
Amo teu rosto formosa criatura!
Roubar do tempo, sua pressa eu
gostaria,
parar no tempo... encanto que
irradias.

TERNURA SILENCIOSA
Luiz Gilberto de Barros (LUIZ POETA)
Cada palavra solitária que eu te
diga,
Por mais sublime ou solidária que
ela seja
Jamais dirá tudo o que eu sinto,
minha amiga,
Mas há de sempre te lembrar onde eu
esteja...
E tu virás assim sutil, tão leve e
linda
Com teu olhar filtrando a luz do meu
olhar
Que se eu disser que te amo muito, é
pouco ainda,
Pois te amo tanto que nem sei como
contar...
Amo em silêncio... não percebes...
mas te amo
Tenho o direito silencioso de
sonhar;
Tu não te esquivas, mas te
afastas... não reclamo
E me contento em te ver... sem te
tocar.
Ah, como é bom imaginar-te em meu
abraço,
Quando o compasso doce do meu
coração
Vai ritimando cada verso que eu te
faço
E me abrigando em teu amor, com
afeição...
Ah, minha amada... não tortures meus
anseios
Com teu andar, com teu olhar, com
tua voz,
Deixa que eu sonhe... e nos meus
tolos devaneios
Que reconstrua um novo amor só para
nós.
Quero te amar como ninguém jamais te
amou...
Se te tocar, sem te beijar... te ter
e... enfim,
Reinventar um sonho que ninguém
sonhou:
Eternizar o teu amor... dentro de
mim.

NASCE O FILHO DO POETA!
Ilka Vieira
É tarde, mas...
o poeta não pode adormecer ainda;
sente as emoções do parto:
um novo filho vai nascer!
Ainda não sabe o nome...
provavelmente um pronome...
um verbo no passado...
um adjetivo ensaiado...
um presente dos Deuses...
ou um futuro abstrato
com a descrição de um retrato.
Nasce o filho do poeta!
Chora de fome...
fome de afeto,
carente..., tímido em se mostrar
ou, quem sabe, ousado...
Será ele fruto do amor...
da vingança...
da melancolia...
ou da esperança?
Sorri o filho do poeta!
Quer brincar com o mundo...
com os corações...
Quer abraçar... dar as mãos...
entrar nos sonhos e deles sair
sem deixar nada em branco...
revestir alegrias e tristezas
de acordo com as necessidades
independente das idades.
Cresce o filho do poeta!...
Ah, quanta ansiedade em tocar um
coração!
Quanta magia na procura...
na máscara que esconderá sua loucura
gerando o arremesso climático do
prazer
para quem acaba de renascer
como fiel leitor... ou
mãe da sua própria dor.
Começa a andar o filho do poeta!
Mostra-se arredio... tímido...
esconde-se por trás das cortinas...
quer sair correndo...
tremendo... temendo
as críticas... as vaias...
os olhares sedutores das saias
ou as gravatas preconceituosas
que deixam falir o melhor do prazer
ou, quem sabe, morrer!
Vai amadurecer... o filho do poeta!
Provavelmente,
se tornará um exemplo...
diversos exemplares
criticados... aplaudidos...
imitados...
com rugas...
menos circulados
mas...
jamais esquecidos...
fora de moda...
sem pai... sem autoria

CONCEPÇÃO
Marise Ribeiro
Acordei com desejos,
desejos insaciáveis de copular.
Copular com o sol,
transgredir com o tempo,
deitar-me com o vento
e me sentir rodopiar num frenesi
até o firmamento.
Quero me deixar penetrar pela chuva
e num gozo intenso perceber
que não me protegi com o
preservativo da ignorância.
Vestida com o lingerie transparente
da saudade,
me excitarei com os contornos
eróticos das montanhas.
Quero disputar com as flores
a atenção do orvalho.
Depois, em ninho de pétalas,
acasalar-me com os pássaros.
Dormir agarrada com a terra
até o pôr-do-sol sair envergonhado
e voltar a me saciar com as cores do
infinito.
Rolar na areia voluptuosamente
e cavalgar no mar morno do
entardecer.
Quando a noite chegar,
quero namorar com a lua
e traí-la com as estrelas.
Quero perambular pelos becos
desertos
descobrindo todos os prazeres da
escuridão.
Como uma mariposa,
voar em círculos lascivos
e me entregar à chama do lampião.
Cair então saciada, plena;
plena no ventre, com a semente do
Universo.
... E parir, tempos depois,
com gemidos de intensa alegria,
a bela e tão sonhada poesia!

Entrevista
1. Caminha: Qual a sua profissão
e quais as atividades em que
você está envolvido (a)
atualmente? R. LUIZ POETA: Sou professor de
Língua Portuguesa. Literatura
Brasileira e Produção de Textos.
Atualmente estou ensaiando meus
alunos para um concurso que está
sendo realizado pela Prefeitura
do Rio de Janeiro (minha escola
ganhou o primeiro lugar regional
e eu ganhei o prêmio de melhor
arranjo da música deles); estou
envolvido na produção de um DVD
(em fase de acabamento e
resultante de um show que
realizei com minha banda Bossa
Light no dia 25 de agosto, no
Rio de Janeiro) e de um CD (já
com 7 músicas).
2. Caminha: Quando e como
começou o seu interesse pelas
letras. R. LUIZ POETA: Interessei-me
pela leitura assim que fui
alfabetizado (era o tempo dos
gibis) e, a partir daí, minha
visita às bibliotecas passou a
ser constante.
3. Caminha: Em que aspectos ser
poeta influencia a sua vida? R. LUIZ POETA: Na minha opinião,
a poesia é uma das maneiras mais
sublimes de celebração da vida,
visto que o poeta tem a
sensibilidade de captar os
sentimentos das pessoas e
encaminhá-los para o seu próprio
coração que os transforma
normalmente em lirismo... o
poeta sempre fala o que alguém
gostaria de dizer com outras
palavras, mas com o mesmo
sentido.
4. Caminha: Qual o nome de seu
primeiro livro e sobre o que
tratava (poesias? crônicas?
contos?) R. LUIZ POETA: Meus livros
sempre foram artesanais. Tenho
mais ou menos 70 deles e alguns
nomes interessantes: " Na pele
da poesia"; " Voando fora da asa
" e alguns e-books (o último
deles de nome " Sublim...ânsias).
Na verdade, a música tem sido
minha maior prioridade e, por
isso, ainda não publiquei um
livro como gostaria, normalmente
publico meus poemas em
antologias
5. Caminha: Quantos livros você
já tem publicados? R. LUIZ POETA: Devo ter umas
oito antologias publicadas (a
maioria delas decorrentes de
prêmios que recebi: Academia
Brasileira de Letras, Decretaria
de Educação do Rio de Janeiro,
Secretaria de Cultura...).
6. Caminha: O que significa para
você ser membro (a) do Portal
CEN “Cá Estamos Nós”? Como
começou sua convivência com os
autores do portal? R. LUIZ POETA: Participar do CEN
é ter a oportunidade de divulgar
as nossas obras, conhecer as
obras de outras pessoas e
principalmente sobrevoar pelo
menos um pedacinho delicado de
cada um dos seus sublimes
corações. O CEN é um portal
alegre, cultural, social; enfim,
humano. Após apresentar-me ao
Carlos Leite Ribeiro, que me
pediu alguns poemas para avaliar
o meu trabalho, a primeira
pessoa que me recebeu no Portal
foi a Zena Maciel. Naquela época
ela era uma das anfitriãs
encarregadas de dar as
boas-vindas aos novos membros. E
o fez com tanto carinho, que eu
nunca mais saí do CEN. Daí pra
frente, comecei a conhecer
pessoas maravilhosas como a Leda
Melo, Edna Liany, Iara Melo,
Maria Nascimento... os leques
espirituais se abriram.
7. Caminha: Você tem um site
próprio. Fale-nos sobre este
trabalho e acrescente o endereço
do mesmo. R. LUIZ POETA: No meu site,
www.luizpoeta.com fruto de um
belíssimo trabalho da "
Melzinhas", minha webdesigner,
tenho basicamente poesias
(algumas declamadas) e músicas
de minha própria autoria (que
compõem o meu primeiro CD Bossa
Light).
8. Caminha: Como você vê a
explosão dos Escritores que tem
sido causada pela internet? R. LUIZ POETA: Parafraseando o
nosso irmão Artur da Távola -
membro do Portal - "a
internet é o espaço mais
democrático para a divulgação do
texto literário" porque as
pessoas que nos lêem têm
possibilidade de nos divulgar e
de avaliar o trabalho de cada um
de nós, sem o risco de uma
escolha teleguiada pelo
protecionismo ou pelo jogo de
interesses de caráter econômco
ou até mesmo político.
9. Qual ou que benefícios e
preocupações a internet pode
causar a quem escreve, ao
problema do direito autoral
etc... R. LUIZ POETA: O principal
benefício da internet a
possibilidade de nos conhecermos
até pessoalmente e também de
podermos, através desse contato,
publicar os nossos trabalhos com
mais facilidade, divulgando não
apenas nossas obras, mas também
os nossos nomes artísticos.
Infelizmente percebe-se (mesmo
isoladamente) a existência de
plágios ou de publicações sem
autoria (o que repudio
integralmente - nem leio textos
sem autor; deleto - acho um
desrespeito e muita imaturidade
de quem insiste em publicá-los
sem procurar saber o seu
histórico). Já recebi um texto
meu encaminhado por uma pessoa
que omitiu o meu nome sem o
menor pudor ou senso de
responsabilidade (tive que
conversar com ela e dissuadi-la
a não fazer mais isto - sou
avesso a discussões, mas detesto
hipocrisia e desonestidade). Por
outro lado, acredito nas
coincidências de títulos, por
exemplo, por isso opto
normalmente pelos "neologismos "
quando tenho que dar algum
título. Não gosto, por exemplo,
dos chavões ou mesmices
literárias, lugares comuns.
10. Você tem uma atuação no
Sbacen. Fale-nos a respeito R. LUIZ POETA: Eu sou vinculado
à sbacem apenas como compositor
e intérprete; na verdade sou
Diretor Cultural da Associação
Cultural Encontros Musicais,
onde promovo com o Presidente,
diversos shows com artistas
consagrados ou que procuram um
lugar de destaque no meio
musical em casas como Classe e
Requinte, Cidadania em Movimento
e no próprio Teatro Armando
Gonzaga, no Rio, que faz conosco
uma importante parceria.
11. Caminha: Qual é, em termos
de letras, seu projeto futuro? R. LUIZ POETA: Vou publicar no
final do ano ou no início de
2007, um livro de poesias
oriundas de textos escritos em
cirandas, duetos e publicações
avulsas na internet, que
lançarei na Academia
Panamericana de Letras e Artes,
da qual sou Acadêmico e membro
titular efetivo, ocupando a
cadeira de n°37 (patrono Antônio
Lisboa) e em outros lugares como
a Associação Cultural Encontros
Musicais e afins.
12. Caminha: Em Junho tivemos a
realização do II Encontro do
Portal CEN no Rio de Janeiro,
aonde você nos brindou com a
maravilhosa música de sua banda.
Fale-nos do músico Luiz Poeta.
Qual o significado que a música
empresta à sua vida? R. LUIZ POETA: Na verdade, a
banda Bossa Light estava
incompleta porque nossos músicos
moram fora do Rio e não teriam
tempo hábil para conciliar suas
outras atividades com o tempo
utilizado no encontro, o que foi
uma pena, embora a repercussão
do evento tenha sido maravilhosa
no que concerne às nossas
apresentações no Forte de
Copacabana e na Associação
Brasileira de Imprensa .
Entretanto tivemos o privilégio
de contar com o Luiz Caminha que
nos brindou com um excelente
acompanhamento na percussão. A
música e a poesia me ajudam a
provar todos os dias que estou
vivo e que os dons que Deus me
deu foi para que eu procurasse
transformá-los em talento e é
isto que faço quando escrevo:
lembrar que Deus se move na arte
que eu crio.
13 – Soube que você está
preparando um DVD, fruto de um
de seus shows. Fale-nos sobre
esta novidade e como as pessoas
poderão comprá-lo. As músicas
será de sua autoria ou haverá
alguma outra MPB e Bossa Nova
das boas? R. LUIZ POETA: O DVD que gravei
tem o mesmo nome do meu primeiro
CD: Bossa Light. As filmagens
digitais ocorreram num show que
realizei no Teatro Armando
Gonzaga, com a casa cheia e com
todos os músicos da banda e
alguns convidados. Além de pelo
menos quatro músicas do meu novo
CD, este trabalho incluí obras
de Tom Jobim, Vinícius de Moraes,
Jonhy Alf, Tim Maia, Chico
Feitosa, Carlinhos Lyra, Paulo
Sérgio e Marcos Vale. Este DVD
será uma oportunidade que terei
de levar-me às pessoas que me
conhecem pessoalmente e às que
gostariam de me conhecer pelo
carinho que demonstram em todas
as ocasiões em que a poesia ou a
música nos aproximam. Eles
estarão à venda no Rio em lojas
especiais como a " Toca do
Vinícius ", em Ipanema e eu
poderei remetê-lo também para
outros estados ou países pelo
próprio reembolso postal.
14. Caminha: Em 2008 teremos a
edição do III Encontro do Portal
CEN, em Blumenau. Quais são suas
expectativas? R. LUIZ POETA: Eu estou pedindo
a Deus que me permita estar com
todos vocês. Como sabe, sou
professor em atividade e, para
fazê-lo, teria que me preparar
com a maior antecedência
possível. Quem participou do
encontro no Rio sabe o quanto é
bom nos encontrarmos. Deus
proverá.
15. Qual o recado que você daria
a todos os que gostam de
escrever e ainda não tiveram uma
oportunidade de publicar um
livro? R. LUIZ POETA: Que leiam muito e
continuem se aprimorando.
Publicar um livro é muito fácil,
apesar de caro; criar uma obra é
muito mais difícil, pois requer
sensibilidade, competência e
carisma.
16. Caminha: Qual o recado que
você daria para os autores do
PortalCEN? R. LUIZ POETA: Que procurem
criar realmente uma irmandade,
valorizando as coisas boas,
evitando discussões tolas,
respeitando-se uns aos outros,
ouvindo mais, lendo mais,
entendendo mais... que não
terminem amizades por um e-mail
que demora a chegar ou por um
poema aparentemente não lido
(isto não nos pertence - nós
somos do bem, do amor e da paz).
17. Caminha: Qual o recado que
você daria a todos os escritores
e poetas? R. LUIZ POETA: Que duetem, que
organizem e participem de
cirandas, que se envolvam mais
artisticamente, que proponham
atividades culturais, que
organizem concursos de poesias
como o que o CEN promoveu com a
União Brasileira de
Trovadores... concursos pautados
na isenção, com participações
através de pseudônimos; que
estimulem e sejam estimulados a
criar (e que esta sugestão sirva
também para o próximo encontro
em Blumenau).
18. Caminha: Uma das suas
características mais marcantes é
a fé que você deposita em Deus.
Fale-nos desta sua convivência
com o Criador. R. LUIZ POETA: Deus para mim é
tudo. Nasci num morro onde todos
rezavam unidos para terem uma
vida melhor, um emprego melhor,
uma saúde melhor... Num
determinado momento da minha
vida, troquei a reza pela
oração e procuro fazer da minha
conversa com Deus algo mais
intimista, que me aproxime dele
para agradecer, para pedir
perdão e para abençoar-me
abençoando os meus irmãos.
19. Caminha: O mundo está
carente de Deus? R. LUIZ POETA: Infelizmente a
vida competitiva faz com que os
homens sejam vaidosos,
arrogantes e falsos... Parece
que todos buscam demarcar seus
territórios, proclamando seu
poder sobre outros a quem
parecem julgar inferiores em
todos os sentidos: econômicos,
sociais, culturais,
intelectuais... Duas coisas
aproximam o homem de Deus: o
amor e a dor. O amor é o que nos
irmana, nos une, nos iguala... a
dor mostra-nos o quanto somos
vulneráveis e pequeninos diante
da grandeza de Deus.
20. Caminha: Escrever, para
você, significa mais uma
auto-ralização ou você acha que
pode servir para a realização
dos leitores. R. LUIZ POETA: Todo artista tem
a inevitável necessidade de
mostrar o seu trabalho e de
ver-se respeitado, admirado e
até cultuado através dele.
Seria hipocrisia negar isto. No
fundo, todos querem ver seu
poema comentado emocionadamente,
como se o seu próprio
interlocutor o tivesse
escrito... Há pessoas que não
escrevem poesias, mas entendem
de literatura muito mais do que
alguns que a estudaram, porque o
fazem com emoção e não com
precisões cirúrgicas que retiram
vísceras, mas não conseguem
atingir o mais importante: o
espírito artístico que humaniza,
que irmana e que se dilui na
alma do outro, tornando-nos um
só.
21. Caminha: O que você pensa da
leitura? R. LUIZ POETA: Um dia minha
professora primária - Dona Maria
Alice - me ensinou a não dobrar
as folhas da minha cartilha.
Quando perguntei por que, ela
simplesmente respondeu: - O
livro quer abraçar você. Hoje em
dia eu abraço o livro para
agradecer por tudo que ele fez
por mim e, nesse abraço, lembro
sempre da minha primeira
professora. Acho que as escolas
deviam usar sempre uma gravura
ou mesmo uma fotografia
interessante acompanhada de
palavras, para estimular, como
fazem as webdsigners sensíveis,
uma maior atração pela leitura.
As imagens sempre me conduziram
às palavras.
22. Caminha: Qual o recado que
você daria para os políticos
administradores municipais,
estaduais e brasileiros,
vereadores, deputados e
senadores quanto aos seguintes
aspectos:
22.1 – Incentivo à produção
literária R. LUIZ POETA: Que criassem
bibliotecas com livros em
quantidade para serem lidos e
discutidos pelo aluno, pelo
grupo de alunos, pelos
professores... Que viabilizassem
a ida a locais de cultura, que
pudessem servir de tema a ser
debatido nas salas de
aula...enfim, que adquirissem e
repusessem materiais que
viabilizassem a realização de
atividades lúdicas voltadas para
a produção de textos literários
e que remunerassem professores
com formação especial para essas
atividades.
22.2 – Incentivo à leitura
R. LUIZ POETA: Que criassem
pólos de leitura em todas as
unidades escolares, com
supervisão de pessoas
gabaritadas para esse fim,
estabelecendo um conteúdo
flexível que permitisse ao
educador o desenvolvimento desta
atividade (que a leitura na
verdade deixasse de ser uma
atividade) para ser uma
disciplina acoplada a procução
de textos - que o educando
aprendesse como ler, interpretar
e produzir um texto.
22.3 - Incentivo às artes e a
cultura R. LUIZ POETA: Normalmente os
governos praticamente não dão
incentivo à cultura. O que se vê
é um grupo de sonhadores
buscando recursos pessoais para,
por exemplo, produzir um show,
iluminar um palco, sonorizar um
auditório, fazer um faixa de
propaganda com recursos do
próprio bolso... Então, o que
deveriam fazer os políticos?
Propor a destinação de verbas
que possibilitassem não apenas o
contrato de pessoas competentes
para essas atividades às vezes
tão simples, como também a
reposição de materiais
danificados ou obsoletos,
modernizando e tornando
funcionais os teatros, casas de
espetáculos e afins. E que
criassem elementos que
permitissem um ingresso mais
barato (que o governo pagasse o
artista e os ingressos servissem
apenas para a manutenção do
local do espetáculo).
23. Caminha: O que você achou
deste espaço neste site? R. LUIZ POETA: Entendo que ele
permite que o entrevistado
manifeste sua livre opinião e
mostre também alguns aspectos
consideráveis da sua compreensão
da vida, da arte, dos
sentimentos, do mundo.
24. Caminha: Qual seu recado
final. R. Deus nos dá vários dons
artísticos, mas a arte só se
eterniza quando o amor a acolhe.
Nunca se esqueça de que aquele
que escreve menos que você
sempre será o que melhor
entenderá o seu espírito, pois o
fará sem rivalidades, sem
disputas, sem vaidades. O
artista verdadeiro é aquele que
consegue pojetar com
sensiibilidade o que muitos
silenciam todos os dias, por não
saberem se expressar através da
própria arte. Valorize quem se
dilui no seu espírito quando
entende o que você sente e
pensa.

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grande amigo e autor
do CEN,
Luiz Eduardo
Caminha
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