Revista “Sinfonia em Blu"

 

1ª edição

Ano 1 - Agosto de 2006

TEREZINHA MANCZAK

Blumenau SC - Brasil

Notícias - entrevistas - prosa e poesia

 

Nomeação de Cargo

O Director geral do Portal CEN – “Cá Estamos Nós”, tem o prazer de nomear Coordenadores do 3º Encontro do Portal CEN - "Cá Estamos Nós", a realizar- se em Junho de 2008, em Blumenau SC, os Exmos. Senhores:

 

 Luiz Eduardo Caminha e Terezinha Manczak

 

Marinha Grande, 01 de Agosto de 2006  

Carlos Leite Ribeiro

(Director – geral do Portal CEN – “Cá Estamos Nós


 

Caríssimos leitores, autores, amigos e colaboradores do PORTAL CEN

 

Com imensa alegria, a partir de hoje, entramos em contagem regressiva para a realização do 3º Encontro do Portal CEN, agendado para 2008. O primeiro aconteceu em Fortaleza, coordenado por Maria Vilma Matos. O segundo, no Rio de Janeiro, sob a batuta de Maria Nascimento. Parece cedo para falarmos nisso, mas duas semanas após o evento no Forte de Copacabana, Caminha e eu já estávamos fechando parcerias, fazendo planos, traçando metas. Confiantes, enquanto aguardávamos a nossa nomeação para realizarmos este sonho, há anos acalentado. Faremos um encontro festivo para reunir a grande familia do Portal CEN, mas também aberto a todos os escritores e poetas de Blumenau, de toda Santa Catarina, do Brasil e Portugal. Através desta Revista, também divulgaremos informações a respeito da organização deste evento, que será o primeiro encontro literário do gênero, em Blumenau e região. Agendem-se desde já, dias 13, 14 e 15 de Junho de 2008.

Blumenau espera por vocês!

A Editora


Galeria de escritores

 

 

Frassino Machado - Biografia 

Frassino Machado é o pseudônimo poético de Francisco de Assis Machado da Cunha. Natural do norte de Portugal, mais propriamente da Cidade Invicta, desde muito cedo que sentiu uma forte inclinação para as Artes, nomeadamente para a Poesia e a Música. Descendente de uma família com essa mesma inclinação, não admira que - logo na sua juventude - tenha procurado por todos os meios dar sentido a essa vocação. Paralelamente aos seus variadíssimos estudos, desde Cursos oficiais, médios e superiores, passando por Colégios e Institutos particulares, chegou a freqüentar uma Escola Técnica Industrial onde aprendeu a mecânica dos metais e, já na capital, o Instituto Gregoriano de Artes Musicais, onde alicerçou, orientado por professores qualificados, as suas qualidades de empenhamento manual, estético e metodológico. O seu profundo amor à Literatura, à História, à Filosofia e à Música, deve a sua origem justamente aos seus grandes mestres universitários, a quando da freqüência do Curso Superior de Filosofia, na Universidade Católica de Lisboa e do Curso de História na Universidade Clássica da mesma cidade.

SITES PRINCIPAIS :     
JARDIM DE ORFEU -  O CANTO DO PARNASO -  MIRADALTO
  -  TERTULIA POÉTICA  ESCOLA VIVA

SURSUM CORDA, Ó SONETO
Poema dedicado a todos os amantes do Soneto Clássico
Frassino Machado 

Com que então, meu amigo, ainda és Soneto?
Vejo-te por aí um pouco desleixado
andando só de rua em rua abandonado
como que estando reformado por decreto...

Estás perdendo a tua honra por completo
bem assim o respeito que já não te é dado,
vê, todavia, que não passes a enteado
tu, dos filhos de Orfeu o qu' és mais predilecto.

Não, meu caro Soneto, eu rasgo as minhas vestes
se não regressas novamente à fiel ribalta
dominando as barreiras que te são agrestes.

E se nesta odisseia algo te faz falta
cada dia eu te cantarei em tons celestes
para que tua luz brilhe sempre mais alta !

Frassino Machado
In MUSA VIAJANTE
 


Sinfonia lusófona

                           Terezinha Manczak


Flores, vestígios, janelas.
Pétalas, orvalho e raios de sol.
Farfalhar de folhas,
água vertendo céu, sonho e sim.
Estrelas, caminho, desejo,
poesia em mim

Palavras certas,
existência e realidade;
espaço vivo e auroras sem limites...
Palavras que cantam ,
mosaico de almas plenas,
do sul e do norte, serra e mar.

Mãe Terra em rito de passagem,
mergulho e vôo,
poro e pele, povos em busca de paz.


Ilka Vieira 

A lua perpassava
as vidraças da varanda,
pelo desejo irresistível
de ouvir-te tocar.

Meus olhos perdiam-se,
delineando teus dedos
e se rendiam à felicidade
daquele momento.

A voz vinha do teu semblante...
os aplausos, do meu sorriso...
as respostas, dos teus gestos...
as letras, do nosso silêncio...

Hoje, a lua não ousa perpassar,
não tens o piano para tocar
e eu não tenho o que aplaudir


O CARTEIRO

Erigutemberg Meneses

 

Os sonhos chegam pela sua mão

E assim se ver o rei de um reino além,

Mas como o vento ralo os sonhos vão

Soprar onde o carteiro fica aquém.

 

Na braçada de carta a solidão

E a dor dos outros rezam o réquiem

A alegria rompe, o choro, então,

Se chega, é saudade que eles sentem.

 

Mas ao final do dia sob o braço

O rei vencido pelo vil cansaço

Recolhe a bolsa cheia de ilusão.

 

Logo amanhã cedinho a campainha

Ao se fazer ouvir sua rainha

Virá detrás da porta e não o cão.

 


Cantata de Amor em Quartetos
Sandra Puff



Eram duas vozes...Nas mãos se fez flor
O olhar perdidamente achado
Inquietos olhares e gestos
Tranqüilas palavras

Dos dias as horas
Da flor, um botão
Horas vagas... tic-tac
Noite...as estrelas estão pequeninas

Amor, devoção, sentimento, emoção
És meu lago profundo...sim...Porém cristalino!
E na tua profundidade mergulho
E no teu cristalino me reconheço

Cheiro das flores que abrem na noite
Exalam aromas, perfídias...
E cumprem seu papel
Quando nossas mãos loucas se entrelaçam

Nosso silêncio é infinito
Nem gemidos, nem dor
E já não sabemos mais quem somos, se
Somos as mãos ou a continuação dos dedos

E os dias são assim
Nossas bocas se calaram
Um silêncio aconteceu...
E nos teus gestos eu entendo tua linguagem!

É a importância do teu olhar
Este movimento da pálpebra
Va-ga-ro-sa-men-te cobrindo...
O segredo ocular!

A ressurreição da pálpebra!
O olhar luminoso...
Gracioso... Dizendo...
Vem... estou te esperando... Vem!...


O CÉU ACIMA DO AÇU
Tchello d'Barros


O espelho de mim mesmo
Na retina dos teus olhos
Deixam sombras os meus passos
Sobre o rosto da cidade

Dormitam as capivaras
Ao som de teares e tramas
E gerânios azulados
Exalam o cio do pólem

Que destino sinuoso
Tão incerto e inefável
Dessas águas nesse rio

No espelho dos teus olhos
O destino é tão difuso
Quanto esse nosso beijo


Perfume

Lorreine Beatrice

A tarde
trouxe consigo as rosas

que hão de brotar,

trouxe sorrisos dourados

para o jardim.

As borboletas eram

raiozinhos de luz

na dança daquele perfume.

E a esperança

que a tarde trouxera

fez-me relembrar

outras tardes

de céu roseado

de um amor leve

igual brisa de verão;

amor gostoso aquele

igual fruta da estação

AMANHÃ

José Geraldo da Costa



Crepúsculo é fim de nada.

É anúncio de porvir provável.

Dilui sabidos momentos inecessários

Na rosa languidez dos tempos

Pois, do morrer, no infinito não se sabe



Degustei espaços vivos do encarnado

No sempre verde crepúsculo do porvir

Retemperando as borrascas do existir



O equipamento que me veste neste trânsito

Vai-se em girassóis e em outros prantos

Reintegrando-se em auroras sem limites



Mas quando já nas veras bordas do verso

Inebriado pelos feitos de seu anverso

Partirei renascido para efeito reverso.

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Uma nova revista , onde todos os Autores são benvindos !

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