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Revista
“Sinfonia em Blu"
2ª edição
Ano 1
- Agosto de 2006 |
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TEREZINHA
MANCZAK
Blumenau SC -
Brasil |
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Blumenau
SC
Notícias - entrevistas - prosa e
poesia
Caríssimos leitores, autores, amigos e
colaboradores do PORTAL CEN
Temos o grande prazer
de comunicar que a SOCIEDADE
ESCRITORES DE BLUMENAU lançou
dia 10 de Agosto o vol.3 da Antologia
"UM RIO DE
LETRAS".
Mais de sessenta autores de diferentes
idades, estilos, gostos, locais e origens,
desfilam um conjunto vivo; uma vitrine do
que a SEB tem se permitido ser.Um grupo de
talentos que se confirmam, iniciantes que
percorrem ainda um verde princípio, outros
que surpreendem, pela qualidade
literária observada num crescente visível.
Corajosos em expor seus sonhos e
angústias, aventuram -se junto àqueles
que, fazendo uso da palavra, interagem no
universo da sensibilidade e dos
sentimentos. A primeira edição foi
realizada por Tchello d'Barros, presidente
SEB 2001/2002. Em 2004, coube - me como
presidente, produzir e viabilizar a
publicação do volume 2. Assim, a SEB
continua cumprindo um dos seus objetivos.
Lançar e divulgar seus poetas e
escritores, tirando-os do anonimato.

Autores :
Entre eles,
Isnelda, Ana Paula, Ivo, Gelson, Leila,
Lorreine Beatrice e Terezinha
seblumenau@terra.com.br

Um Rio de Letras
III - Capa:
Escultura sem título de Pita Camargo
Galeria
de escritores
"As Quatro Estações",
Novo Livro de Poemas do Poeta Salvino Pires
por Silas Corrêa Leite
"Lá vem o Poeta
Salvino Pires
Servindo, ourives
Seus poemas em pratos límpidos"
Foi assim que entrei verdadeiramente no
verbo ler, o novo livro "Quatro
Estações" do mineiro Salvino Pires Sobrinho,
Alvo Artes Gráficas Editora
(salvino@jorlan.com)
Floresta, Belo Horizonte/Minas Gerais,
recentemente
lançado. Salvino Pires tem poesia na alma?
Decerto que é assim porque ele
está melhor do que nunca, aperfeiçoando
sempre o oficio de bem poetar. De
seu primeiro trabalho, Perfumes, a Quatro
Estações agora, ele continua
tocando o seu belo rebanho de poemas, nas
margens despertas da vida que
recolhe em seus alheamentos e desenredos, em
seu entorno e derredor que
capta com olhares alados, feito uma espécie
assim de ourives - ou melhor
dizendo, encantador de versos alumbrados,
alguns até mesmo sinceramente
proverbiais. Harmonia e autenticidade.
Páginas da mente humana em sintonia
com a vida arrebentando viço, poemas dela
tirados entre o sub e o sobre;
poemas de se ler com ternura. Na poesia
Salvino Pires percorre caminhos,
percorre olhares, percorre reinações, conta
pra gente o seu enfoque límpido
de ourives, registra o enlivramento. Emily
Dickinson disse: "Não há melhor
fragata do que um livro para nos levar a
terras distantes". Salvino Pires
recolhe a sua terra para a sua alma
cristalina, ventila (na serpentina das
idéias) para a poesia, depois, resgatando
tudo e dando lírica formosa a
tudo, bravamente lança Quatro Estações.
"Construtor de Poemas, Conflitos Quase
Andaimes, Afloramento Confessional,
Apuro Severo com a Linguagem, Exploração de
Sentimentos", todos os críticos
têm um lógico pensar a respeito dele
enquanto engenheiro erguedor de versos;
opiniões verdadeiras e perenes, porque ele é
mesmo um poeta de quilate, um
especial olhar sempre atento a tirar closes
de simplismos e passagens, mão
apurada assim no traquejo, escrevendo
gostosamente bem seus quitutes de
percursos. Depois de Quatro Estações, por
certo, outras desnaturezas virão
no mesmo confessionário de sua alma avelã,
apanhadora, de sua ótica sensível
para recolhes de fragmentos de acontecências
simples que bem retrata no
lírico, entre pertencimentos, reflexões,
purezas e tantas outras coisas mais
às quais dá envergadura literária entre o
sub e o sobre. A vida não pára?
Pois Salvino Pires faz os recolhes para
louvações dela.
Reflexões em pensagens, sim. Letras de
canção. Estados de espíritos. Pontos
de fuga? Imagens e humor. Andaimes poéticos.
Pedaços de frutas. Salvino
Pires, engenheiro de sustento e ofício, é
mineiro por ancestralidade, é
poeta por dom e qualidade sensorial e,
Quatro Estações, seu novo livro muito
bem editado e com bela capa de excelente
projeto gráfico, tem verão,
primavera e inverno no contexto todo, e,
claro, também outonais, catanças
até de meias estações. Quer ver/ler só?:
Reflexões de Vôo (in, pg 27):
amarrado na poltrona
voando no céu profundo
há tanto espaço lá fora
e eu trancado no muro
Ou ainda: Poética I (Pg. 33)
para quem faz poesia
dor de poeta
não tem importância
desde que verseje bonito
e sofra com elegância
Em Quatro Estações Salvino Pires faz-se
competente apanhador de mil
lágrimas, de utilezas e pensadilhos, numa
significação de seu estado
reflexivo depurado e fino, a poetar, e então
se prestar lastrador entre prós
e contras num livro que denota o galeio de
palavras, com poemas de excelente
nível, ele mesmo, por certo, pelo que o seu
versejar demonstra "gente mais
maior de grande" como cantou Gonzaguinha na
mpb. Quatro Estações é sim um
caleidoscópio de pensar a arte poética
enquanto também ser humano crítico,
inteligente, alerta, sentidor, portanto. Ele
reforça o que muito bem também
cantou a Poetisa Elisa Barreto, recentemente
falecida:
"A vida é sonho, é gaze, é véu,
fumaça
Que a eternidade, com seus
dedos finos
Tece na rotativa do
universo..."
(-In, A Poesia Brasileira de Elisa Barreto,
Documentário, Paulino Rolim de
Moura, Edição do Autor, 2006)
Aliás, inspirado por ele e, até mesmo
parafraseando-o no poema Conflito (in,
pg. 24) quando diz "Existe em mim/Um
conflito que me espanta/A cigarra
trabalha/A formiga canta", de presto
destilei minha troca de poema na mesma
temática, continuando o seu trovar:
Paradoxo
Para Salvino Pires
Um paradoxo me atrapalha
E, conflitante se agiganta:
Infeliz a formiga trabalha
Tão contente a cigarra canta?
(Talvez a tal felicidade santa
Só o prazer de viver a vida em viço valha)
Quatro Estações de Salvino Pires é isso
mesmo: extremamente inspirador.
Será que o adulto Poeta Salvino Pires
escreve para voltar a ser criança, e,
muito mais que sê-la, exercitá-la? Sim, meus
camaradas, talvez nessa nossa
insana vida socializada haja muita lama, o
pântano dói nos olhos sensíveis,
mas, ainda assim e por isso mesmo - resistir
é preciso? - alguns poetas por
excelência ainda sabem ver estrelas em todas
as estações.
-0-
Poeta Silas Corrêa Leite
E-mail:
poesilas@terra.com.br
Site pessoal:
www.itarare.com.br/silas.htm
Autor de O Rinoceronte de
Clarice, no site
www.hotbook.com.br/int01scl.htm
Rapsódia do Tempo
Lígia Antunes Leivas - Pelotas, RS
Rodopiando vem o tempo...
Põe verdes de esperançosas manhãs
na auréola da minha mente.
Sinto arrepios na alma...
O tempo?!... relógio sacrossanto,
inexorável!...
Vejo-o com ofertas de sonhos
e nele sonho a vida em esplendores
de amor, de desejos, de saudade
que lá ao longe um futuro qualquer
me lembrará reclamante
quanto poderia ter sido eu feliz!
Volúpias acorrentadas
desenham clamores
nascidos nos verões de ouro.
E este inverno ( velho sorrateiro! )
ainda me faz dançar luas prateadas...
Mas não há mais nada
nem a doce ilusão...
O tempo?... se foi; não voltará.
E eu?... Sou tempo? Sou vida?
Quem sou, afinal?
Lígia Antunes Leivas
Revisora de Textos em Língua Portuguesa
Retrato antigo
Antonia Nery Vanti (Vyrena)
Naquele retrato antigo
Perdido no fundo da gaveta,
Encontrei-me quase menina,
Quando o viço da juventude
Marcava meus traços,
O sorriso aberto mostrava a alegria
Que em minha vida era uma constante.
Bateu uma nostalgia,
Uma vontade de voltar no tempo,
Viver tudo novamente,
Apreciando cada momento,
Que quando jovem não valorizava.
Não sabia que o tempo malvado,
Vai mudando tudo na gente!
Agora, ao ver esse retrato antigo,
Meio desbotado, amarelado,
Vejo como o tempo maltrata,
Nos transforma e nos torna diferentes!
Porto Alegre/RS
Bifurcação
Marise
Ribeiro
Vivia
entre o real e o imaginário,
como se
andasse em fios de navalhas,
era um
ser de sentimento binário:
amava
muito, mas só me sobravam migalhas.
Tracejava
meu caminho na dualidade
até
chegar à bifurcação,
na hora
de escolher a crua verdade:
optava
sempre pela efêmera ilusão.
Nunca
sabia se chorava ou ria,
nem se
amava a noite ou se odiava o dia...
Como um
touro de rodeio
não
aceitava a montaria, mas sim o arreio.
Na
cama era caça e caçadora,
dependendo sempre do instinto...
Enquanto
na carne era santa e pecadora,
minh'alma
purgava em um labirinto.
Agora
tudo percebo com clareza,
depois
de tanto me perder:
o amor me
conduz com firmeza
a uma
estrada que termina em você.
26/11/05
http://www.mariseribeiro.com
Sintonia
Maria
de Fátima Hammes
Sentir a paz do teu
sorriso
É entender a
expressão da vida
Em cada gesto sempre
preciso
Mãos e olhares que
dão guarida
De repente um olhar
que incendeia
Brando pulsar de
emoções latentes
Brisa do mar a
desbravar a areia
Fúria de corpos
dominando mentes
O momento é único e
infinito
O êxtase é tanto e
por si fala
Aroma de vida que o
corpo exala
Nada mais forte nem
mais bonito
Em sintonia os
desejos vêm
Contemplando
momentos tão esperados
Beijos ardentes de
querer bem
Olhar febril dos
apaixonados
Em cada noite uma
promessa
De um outro dia pra
acontecer
Uma esperança então
começa
Um novo sonho pra se
viver
À MESMA CAMA
Erigutemberg Meneses
Acordar sob as
fimbrias do lençol
Os corpos que mantemos
separados
São todos meus
momentos que sonhados
Se vão desde a manhã
ao arrebol.
Na alegria mansa, em
pleno sol,
Seguir como os casais
dão-se abraçados,
Sem desfrutar de
beijos só roubados,
Um ser a luz e o outro
girassol.
E sentir muitas noites
de prazer,
Sem ter no amanhã que
esquecer
Ou relembrar que
somos de outro alguém.
Ah! O sonho maior que
em mim se inflama
É o de acordar contigo
à mesma cama
Sem dar satisfação a
mais ninguém.
Uma nova revista , onde todos os
Autores são benvindos !
Você é nosso convidado!
Envie seus textos para:
prosaeverso@terra.com.br |
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