Revista

“Sinfonia em Blu"

 

5ª edição

Ano 1 - Setembro de 2006

TEREZINHA MANCZAK

Blumenau SC - Brasil

 
 
Edição Especial - 2 de Setembro de 2006
Blumenau SC - Brasil
156 anos
 

NOTÍCIAS - ENTREVISTAS - PROSA E POESIA

 --------------------------------------------

SOCIEDADE ESCRITORES DE BLUMENAU – SEB

Fundação: 13 de Outubro de 1999

Lei Municipal de Utilidade Pública nº 6653/04


Contatos:

Caixa Postal 193 – 89010-971- Blumenau/SC

seblumenau@terra.com.br

http://www.seblumenau.org


--------------------------------

EXUBERÂNCIA

Anair Weirich




Meu vestido vaporoso
ficou tingido de cores.
É que eu passei num jardim
e o decote audacioso
colheu todas as flores
que acenavam para mim!
Vieram pétalas rubras,
azuis e rosas.
E de uma margaridas belicosas
vieram mais de cem!
Meu vaporoso vestido
agora vinha tingido
de muitos amores também!

--------------------------

SINO DA ETERNIDADE

Augusto Abreu (para Lindolf Bell)




Serei breve.

Mas não tão breve

que da eternidade

me escape a emoção.

Sobre a terra,

no vale,

germinou um sonho

de poema em poema

até a plenitude.

Seu sonho de terra justa

foi perfeito

e dividido.

Cresceu esperançoso

e se acresceu

não em vão, mas o tempo inteiro,

na totalidade interior,

em terra do rio

o sonho justo,

perfeito,

multiplicador.

Sua vida tornou-se breve,

mas não tão breve

pois jamais deixou a emoção

escapar da eternidade.

-----------------------------------

ETERNA BRINCADEIRA
Augusto Abreu



Trabalho em viver?

Viver não é trabalho.

É sim, uma eterna brincadeira.

Às vezes nos encontramos

No carrossel;

Num instante, estamos por cima,

Em outros por baixo,

Como nos instantes

Que brincamos no escorregador

E descemos rapidamente

Para depois correr atrás da felicidade

Que brinca conosco de se esconder.


-----------------------------


PIONEIROS

Eliomar Russi




Cortam-se os mares

Em tempestades e bonanças,

Esperanças e sonhos,

Liberdade e amor.

Audazes aventureiros

Na tenebrosa mata virgem.

Alemão é meu idioma,

Brasil será minha pátria,

Blumenau, meu lar...

Bugres, onças, orquídeas e espinhos,

Suor, sangue, saudades,

Pioneiros na construção

Ao lado do Itajaí-Açú,

Nasce cidade esperança,

Blumenau... Blumenau... Blumenau.


-----------------------------


PÁSSAROS,CAMPOS E PRIMAVERAS
Haidi Rosane Bruch de Melo



De meu jardim contemplo a imensidão das tuas terras

Linda cidade, que abriga campos, sonhos e primaveras.

Em teu solo fértil crescem flores, campos verdes , árvores variadas

Terra amada

Nada é por acaso, nenhuma folha cai do pé sem motivo

Tudo tem a sua rasão de ser

O seu motivo, de Deus o querer

Ouço pássaros que povoam tuas matas, vejo capivaras que caminham

Nas margens do teu rio

Todos te adotaram e a todos acolheste

Terra especial...Blumenau

Sou apenas uma entre tantos que aqui moram

Crescem, vivem, aprendem, namoram

Tudo é vida e é assim que deve ser

Blumenau...terra natal.

--------------------------


CURVA DO RIO

Ilka Bosse



Nascia um jardim na curva do rio

Em setembro...

Quase primavera. Muito frio!

Ainda era apenas um vale silencioso

Impregnado na natureza

Aguardando pelo homem, ansioso!



Entalhado no meio da floresta

Um límpido rio

Com curvas sinuosas

Permitindo a entrada

De um pequeno navio

Trazia consigo pouca gente

A vapor, devagar seguia em frente

Sua chegada marcava

Um ponto de partida

Com sacrifício e desafios

Uma nova vida

Uniram forças...

Homens, mulheres e crianças

Plantando na CURVA DO RIO

Sementes de flores

E também de esperanças

Brotou deste semear

O futuro desta cidade

Da qual se orgulha o Brasil

E nossa sociedade

O nome?

Também souberam escolher

Permitindo de setembro a setembro

Sua história escrever.

Tudo tem a ver com cores:

O “VALE DAS FLORES”

“CIDADE JARDIM”!

Nome da cidade?

BLUMENAU!

Acolhedora para todos

Como está sendo para mim

Ahhh!!! SETEMBRO!

na Curva do Rio!


------------------------------------------



FALANDO DE ESTAÇÕES

Ilka Bosse



Entre árvores os raios

Infiltram-se com energia,
Com magia...
Eis o sol que brilha e rebrilha

Dá o VERÃO o seu BOM DIA!



Tocando morno e suave as faces

O nascer deste astro rei

Como se fosse um beijo

Com a leveza de uma pluma

Que transcende a fronteira
Em busca do OUTONO

Estação ligeira...



Deleita-se entre folhas secas

Que o vento leva...

Arrastando-as com sutileza

Em gramados amassados, pisados...

Onde a brisa está à espera

Para deslizar sobre o verde terno

Da relva fria que anuncia:

É INVERNO!



Com suas alvas manhãs

Gela a mansinha chuva

Regando sementes ocultas

Aguardando a chance

Do brotar da PRIMAVERA



Enfeita esta estação o universo

Alegrando corações

Com fragrâncias ímpares
Entre o bailar dos jardins em cores

Dançam árvores, galhos e flores.

São estações!

É vida!

São emoções!

De estação a estação...

Sem se importar... Se...

Outono, inverno, primavera ou verão.


-------------------------------------------



O Artista Performático

Izabel Pavesi




Apolo José vestiu-se de estátua,

Tomou rumo, pro centro da praça.

Prateado, imóvel, sem passos

Intocável, sem um sorriso esboçar.



Ao seu redor, sutilezas, caminhantes,

Inteiro atento, com seu olhar de viés

Mantém-se em busca de algo ou o quê,

O transporte pro seu mundo imaginário.



O movimento frenético de sábado

Quase beira à excitação das feiras,

Olham-no as gentes passantes,

O homem de mármore é atração.



Ele suspira inaudível, cansado,

Impassível, quase com impulsos

De deixar-se levar pelo mundo,

Mas, a precisão veio ao seu encalço.



À sua volta o murmurar indistinto,

Tons diversos de vozes sibilantes

O circular rumoroso da multidão entretida,

Passos precisos de inquietos pedestres.



Por fim, sereno e juvenil se recolhe,

Encerra em si uma faísca de loucura,

E no entanto, segue com imprecisos gestos,

Com o vento que o acaricia docemente.


------------------------------------------------

VERDE: VALE VER-TE

Isnelda Weise




Que vivas sempre verde, verde-vale

Enchendo-me os dias com coloridas

Bromélias, que ornamentam, dão guarida

Alento no inverno, no estio: xale.



Espelha o meu vulto no teu rio

Sinuoso, que no escuro afogou

Suas águas no meu rosto e inundou

De pranto o teu solo tão bravio.



Teu filho tece ao sol do meio-dia

Seu tempo operário que não cansa

Em hora de secura e de alforria.



Enquanto em alameda de esperança,

Que vivas sempre verde a magia

Festiva,a forrar-me os pés com dança!


------------------------------------------



MAJESTADE BLUMENAU

Ivo Hadlich (Scheik)




Quem sou eu,

Pra declamar

Blumenau,

Em verso e prosa,

Quem sou eu,

Perante a tua grandeza

Enaltecer tua história.

Quem sou eu,

Poetar o teu brilho

Nas estrofes da gratidão.

Quem sou eu

Blu, sempre nau...

Quem sou eu,

Dos olhos castanhos,

Espelhar-me em teus

Azuis, verdes, multicoloridos olhos,

Sou teu filho,

Majestade Blumenau...


---------------------------


CONSTATAÇÃO

J.C. Ramos Filho




Os índios querem

de volta a sua terra.

Os sem-terra querem

a terra que nunca tiveram,

Os sem-emprego

querem emprego,

Os sem-escola

querem escola.

É uma guerra!...

Os sem-comida

querem comida.

E todos são

unânimes em afirmar

que nada têm,

por culpa

dos sem-vergonhas.


--------------------------------------


SAUDAÇÕES A BLUMENAU

Joni C. Kormann




Brilha o sol no horizonte sobre a heráldica majestosa Blumenau. Contornada e serpenteada pelo esplendido rio Itajaí-açú. Em 2 de setembro de 1850 entra com a sua nau o Dr. Blumenau. Pela foz deste majestoso rio, com seus 17 imigrantes. Começou então a construção desta maravilhosa cidade que leva o nome de seu fundador, acompanhado pelos heróicos brasões imigratórios.

Que Deus te bendiga esplendida Blumenau, por mais um ano de existência. És bonita, educada, perfumada, cultural e letrada. Porque inspiras poesias, poemas, prosas e contos. Irradias simpatias e és a luz do pensamento do horizonte matinal, sentimental das alegrias e tristezas.

Cada nome de tuas ruas, cada bairro, é um poema.

És ainda e sempre serás a cidade jardim.

Sou de um bairro nortenho desta cidade, que se chama Itoupava Norte.

Aonde vivi a minha infância e juventude.

Inclino-me de joelhos para dizer-te, te saúdo minha querida Blumenau, minha adorável cidade.

Jamais te esquecerei...


--------------------------------


NASCE A CIDADE DE BLUMENAU

Joni C. Kormann




Nasce a cidade de Blumenau...

Fundada pelo Dr. Blumenau em 2 de setembro de 1850

Idealista e desbravador...

Sua madrinha foi o sol que dobrava e iluminava a colônia recém fundada...

Saiu à madrinha das margens do rio Itajaí-Açu, e o canto moreno das águas lavou o leito do rio!

Cresceu como crescem as tardes de janeiro, duas igrejas marcavam o começo e o final do dia...

Mas um dia sonharam os valentes guerreiros, e com a chuva de maio floresceu a liberdade...

Rua XV de Novembro foi o pivô de toda a história... marco da fundação... Jardim de belas recordações com o sol de ontem, testemunha impaciente, clarim de vitória, altar da pátria... Que sorte ter nascido nesta nobre cidade de Blumenau! Minha pátria querida, cidade Jardim.

Mas triunfa o heroísmo e América Latina é nossa... Simplesmente Latina! Nasce uma nova e gloriosa cidade!

Olhando para o céu, a bandeira apresenta: verde, amarelo, azul e branco, seguido da Ordem e Progresso.

As cores da vitória nacional, marco da história catarinense, como muitos dizem, Santa Catarina começou em Blumenau.

O progresso: a primeira Rádio, o primeiro jornal, a primeira televisão, o primeiro telégrafo, a primeira ferrovia, a primeira indústria, o primeiro hospital, etc...

Parabéns Blumenau... Nós te amamos e te saudamos...

---------------------------------


PRIMAVERA EM BLUMENAU

Joni C. Kormann




Viva a primavera, pois ela chegou...

Estamos no mês de setembro, início desta nobre estação em nossa cidade, brotam as folhas os botões das flores, tudo é vida, os bosques ganham um colorido especial, chegou a musa primaveril, os pássaros cantam, procuram suas fêmeas para se acasalarem, os colibris enfeitam os jardins de nossa casa, com suas penas multicoloridas, o povo germânico tem por tradição cultural cuidar e zelar de seus jardins, estou sentado na prainha do nosso rio Itajaí-açú, ouvindo o som das águas que parecem uma orquestra sinfônica, os sarandis e as árvores típicas nativas que conservam às margens do nosso fantástico rio, e dão um romantismo especial com performance juvenil.

Nossa cidade é um jardim de poesias, poemas, contos e historias, lembro-me ainda criança, quando passeava nos bosques de nossa casa, beirando o rio, pelas manhãs, ouvindo sabiás, canários as araquãs e as saíras, anunciando a estação mais romântica de Blumenau.

Viva a primavera em Blumenau.





BAIRRO ITOUPAVA NORTE

(Rio Itajaí-açu)

Joni C. Kormann




Noite de neblina, e saio passeando pelas ruas de meu bairro.

Aonde vivi a minha infância, belas recordações passam pela mente,

lembro-me dos primórdios da minha infância,

Quando meus pais me banhavam nas águas limpas e cristalinas do nosso rio Itajaí-açu,

Fui criado nas margens deste majestoso gigante que nos alimentou

com seus peixes e crustáceos,

lembro-me das caçadas com meus amigos nos rincões dos pastos

deste bairro infantil. Saboreávamos Cerejas, goiabas, carambolas, amoras...

Não existiam televisões, na época o rádio predominava,

Fomos crescendo e os anos 50, 60, foram ficando na saudade,

Veio a juventude, por cada copo a mais, tenho pena da Lua e das Estrelas,

que morreram no céu, culpa minha, pois não a enxergo mais.

Aproximei minha alma que estava perto de Deus, porque sempre estamos junto,

existem olhos tristes imaginários, que me observam, mas mesmo assim

não conseguem espalhar tristezas, são fantoches perdidos.

O vento limpa o solo e me acaricia o rosto, são recordações do meu bairro,

Todo o ouro do teu cabelo já não reflete os fios dourados,

A tua boca que não sorria mais voltou a expressar alegrias,

Envolve todo um passado que não volta jamais.

São imaginações da neblina,

belas recordações da infância, talvez existam rosas de abril,

tulipas, girassóis. A neblina as cobre, fugiu-me até os pensamentos

da tristeza, pois a lua e as estrelas morreram,

não as enxergo mais, vá embora tristeza, vá...

E traga a felicidade em teu lugar,

são recordações do bairro aonde nasci, Itoupava Norte...

Saudosas lembranças...



--------------------------------------

BLUMENAU!

José Paulo Castro de Souza




Cidade que acolhe
Cidade que aconselha

Cidade de todos!



Não tem idioma

Não tem raça

Não tem sexo

Só tem qualquer Idioma

Qualquer raça

Qualquer!



É só chegar

É só amizade

É só trabalho

É só tudo!



Isso é Blumenau!!



----------------------------------------------

Blumenau

Mª de Lourdes S. Heiden




Blumenau...

Pingos de chuva

Gotas de luz

Iluminando tuas manhãs

Desfazendo as águas turvas

Que tentaram apagar o brilho

Dos teus vales ondeados,

Dos teus rios encachoeirados.

Blumenau...

Respingos de vida

Exalando perfume

De malva e alecrim

Aquecendo teu dia

Florescendo os jardins.


-----------------------------------------



BLUMENAU

Mª de Lourdes S. Heiden




Blumenau da neblina...

Vestida de nuvens

Quando a noite declina.



Blumenau do rio claro...

O meu sono embala

Pondo luz no que falo.



Blumenau das histórias

Palavras que o vento derrama

Eternizando a memória.



Blumenau, princesa do sul...

Diadema dourado

Desfazendo-se em luz.



Blumenau das canções...

Da festa, do riso,

Unindo os corações.



------------------------

Blumenau

Mª de Lourdes S. Heiden




Belo vale envolto em encantos

Mistérios que te rodeiam...

Desde a curva do teu rio,

À beleza do teu canto.



Amo os teus dias ensolarados...

A brisa fresca que sopra dolente.

É uma cantiga o farfalhar dos leques

De tuas belas e inúmeras palmeiras.



Hei de querer sempre um bem sem fim,

A tudo que te pertence, terra minha.

És na verdade do Brasil querido,

Um pedacinho... discreto e gracioso




---------------------


AMOR À TERRA

Neida Wobeto




Quando setembro chegar,

nós vamos comemorar,

o nascimento da cidade

onde não nascemos,

mas que por amor escolhemos,

tornando-a nosso Lar.

Sentimos amor

por esta terra,

que há pouco tempo conhecemos,

mas ficamos felizes quando dela saímos,

porque temos certeza

de que para ela voltaremos.

talvez ela não nos ame,

pois por diversas vezes

tentou nos expulsar,

mas somos teimosos,

e a cada dia que passa,

amamos mais este lugar.

E por bem ou por mal,

não escolhemos onde nascemos,

mas por amor escolhemos,

viver em Blumenau.

------------------------------------



AMOR À OUTRA TERRA

Neida Wobeto




Volto no tempo

e relembro

o dia

em que te conheci.

Foi amor à primeira vista,

e aquela linda imagem,

eu jamais esqueci.

Sei que

aqui marquei

minha passagem,

pois aqui

nasceu e brotou

a semente

do meu amor.


-------------------------


LEGADO

Pedro Nelson




a frente um longo caminho

uma tarde caindo

no horizonte uma réstia de sol

de pálida claridade

sopra uma brisa calma

afagando o meu corpo

retornando sozinho

caminho absorto

de um último encontro

ponto final de um sonho

dúvidas e incertezas

acompanham meus passos

nos olhos tristezas

na alma saudades

legados de um sonho morto


----------------------------



CURVA DO RIO

Raquel Gastaldi




Na curva do rio,

o verdejante sinal do vale

esconde a alegria borbulhante em

deck´s ainda mais delirantes.

N a curva do rio,

a visão esplendorosa

Em um barco distante,

atolhado de persistentes

Imigrantes.

Na curva do rio,

turbulento ou só calmaria,

a cidade

Vai crescendo de forma mais

Que pulsante.

Na curva do rio,

Acontece uma reunião simples

Mas bradante,

Tudo na curva do rio

Que corta essa

Cidade de sangue imigrante.



-------------------------------------------

BLUMENAU

Ricardo Brandes



Em setembro nasceu uma jovem
Que cresceu sob o leito de um Rio
Linda menina do sul, cidade jardim do Brasil

Fez-se um ser de alma sem igual
Que com a beleza do Itajaí Açu
Alimentou muitas paixões

Tornou-se uma criatura magistral
Que com o perfume do vale europeu
Enobreceu muitos corações

És hoje cidade dourada
Que brilha sem querer parar
Fulgindo nos dias de sol e nas noites de luar

Ser de luz irradiante
Que nos toca a alma
E faz sonhar

O calor do teu sol poente, a beleza da estrela cadente
Refletem nas ruas e na gente
A beleza de ser Blumenau

DEUS,
Como pudeste pôr no mundo
Uma cidade tão singularmente especial?


----------------------------------------


CANTO DE DESPEDIDA À BLUMENAU

Rosane Magaly Martins

(homenagem a Oswald de Andrade, no poema Canto de regresso à pátria)




Minha terra tem bananeiras

Onde residem gambás

Os canarinhos daqui

Cantam melhor que os de lá

Minha terra tem mais ipês

E muito mais malhas e cristais

Minha terra tem mais amor

Minha terra tem mais dor

Loiras, tecelãs, ardor e calor

Eu quero e amo tudo daqui

Não permita Deus que eu morra

Sem que chores de saudade por Blumenau

Sem que eu guarde Rua 15, amigos

e os segredos de Blumenau.


----------------

BLUMENAU MEU AMOR

Terezinha Manczak




Cheiro de flor na madrugada

Balé e orquestra vales e pontes

Luz e sombra sobre os montes



Curvas sinuosas do rio

Detalhes entalhes matizes

Colonial artista operária



Malha tecida fio a fio

Manhãs que fazem dos dias

Entretecida lida diária



..............................