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Uma nova
revista do CEN, onde todos os Autores do CEN
são benvindos !
Helena Armond
- São Paulo SP
pergunte sim a minha idade...
se vi nascer o sol quando ainda clave...
no princípio curvo de um arco íris
pergunte sim... a minha idade é a mesma
da sintonia do estrelar post-anarquia...
pergunte .,..se jurássica cavalgando
dinossauros
eu tocava a massa de amorfa lua...
AH ! o meu registro ?
feito em folha de verde paraíso
me lembro bem de UR...memória urbana
poemava Abrahão Eufrasia...niana...
não se espante ! não tenho rugas...
nem cabelos brancos...levito !
etérea ereta e bela !
a que chamam ...TEMPO ???
rítmo...
harmonia...
movimento em veloc-idade?
atente...atente...
eu sou o tempo
porque sou e t e r n a m e n t
e..........ignorada
(Lena Armond - do meu livro "TEMPOS DO VERBO
SER")
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Imitação da
Rosa -
Ligi@Tomarchio® -
São Paulo SP
Camélia
imitação da rosa
nunca vã apenas
flor branca paz.
Cotidiano indomável
só um gesto
aquele inesperado
acende a luz
conduz ao sonho.
Simples camélia branca
iniciando um novo tempo.
Não mais imita a rosa
não é sua natureza.
Ela apenas é.
«««»»»
ANGUSTIÂNSIAS
- Luiz Poeta ( sbacem – rj ) – Luiz Gilberto
de Barros
Às 8 h e 22 min do dia 1° de julho de 2006
do Rio de Janeiro
Tu disfarças o rancor num riso breve,
Quando sonhas e teu grito silencia
E o amor, como uma flor, desperta leve,
Diluindo tua dor
em fantasia.
O incerto rumo certo te provoca
E entre as dores solitárias da bagagem
O teu sonho mais antigo tu colocas
E preparas teu amor para a viagem.
A janela traz a rua, tu te soltas
Esse brilho dos teus olhos denuncia
Que se fores tu não sabes quando voltas;
Se voltares, não trarás tua alegria.
Na fronteira entre o vago e o concreto,
Tu excitas teus anseios mais ainda
Mas hesitas, quando o teu olhar discreto
Chora a angústia de uma história muito
linda.
Tu retocas tua dor... mas quem se importa
Com o amor que ainda resta em tua vida ?
Relutante, tua dor te abre a porta,
Mas o amor sempre te mostra outra saída...
Há poder e sedução na luz que entra
Mas te espalha absoluta pela sala
Tu desistes... e o teu sonho se concentra
No prazer da dor sutil que ainda te embala.
E assim, pensando em te seduzires
No que resta de um amor que se desgasta,
Tu sorris, pois sabes bem que ao sorrires,
Tens o sonho, quando a dor do amor...se
afasta.
Luiz Poeta
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ENVELHECER -
Margaret Pelicano (Brasília DF)
Envelhecer...
interessante,
para não dizer...
deprimente...
quer-se fazer tudo o que não se fez,
mas o corpo não vai, só a mente.
Quer-se jogar no mundo,
jovem fazer,
mas o corpo já cansado, descontente,
fica irado e sente
que trabalhar dá trabalho,
e cansa eternamente!
Porque a noite é insuficinte
para se descansar do dia
que está sempre à frente....
Tudo isso traz uma certa nostalgia,
é querer e não poder,
aceitar o que o corpo consente!
No entanto uma coisa é certa,
ficamos mais inteligentes....
Aí é só driblar o destino
e caminhar docemente...
com astúcia e cautela,
ir construindo mais devagar...
de repente sai o poema,
sai a participação,
nasce o amor na terceira idade,
cozinha-se com mais sabor,
prestando mais atenção,
ao que podia ter sido e não foi,
ao que dá tempo e não dá...
Enfim, envelhecer é confiar mais nos amigos,
compreender sempre que Deus está a nos
esperar,
que o nosso tempo é limitado,
que aprender é necessário...
Amar e ser amado,
respeitar e ser respeitado,
quando a noite anoitecer,
e quando o sol clarear
ver os dias diferentes,
preencher o coração eternamente carente, de
flor, cor, amor,
precisando de tudo e todos
e sobretudo a lição mais instigante:
aprender a perdoar!
urgentemente precisamos
porque envelhecer é constante,
assim como renascer,
e o aprender o bem viver
«««»»»
Concepção - Marise
Ribeiro - Rio de Janeiro RJ
Acordei com desejos,
desejos insaciáveis de copular.
Copular com o sol,
transgredir com o tempo,
deitar-me com o vento
e me sentir rodopiar num frenesi
até o firmamento.
Quero me deixar penetrar pela chuva
e num gozo intenso perceber
que não me protegi com o preservativo da
ignorância.
Vestida com o lingerie transparente da
saudade,
me excitarei com os contornos eróticos das
montanhas.
Quero disputar com as flores
a atenção do orvalho.
Depois, em um ninho de pétalas,
acasalar-me com os pássaros.
Dormir agarrada com a terra
até o pôr-do-sol sair envergonhado
e voltar a me saciar com as cores do
infinito.
Rolar na areia voluptuosamente
e cavalgar no mar morno do entardecer.
Quando a noite chegar,
quero namorar com a lua
e traí-la com as estrelas.
Quero perambular pelos becos desertos
descobrindo todos os prazeres da escuridão.
Como uma mariposa,
voar em círculos lascivos
e me entregar à chama do lampião.
Cair então saciada, plena;
plena no ventre, com a semente do Universo.
... E parir, tempos depois,
com gemidos de intensa alegria,
a bela e tão sonhada poesia!
««»»
Viajante
Cósmico - Nadir AD ‘Onofrio - Santos SP
Na tua trajetória,
vai salpicando poesias.
Entrelaçando sentimentos,
usando fios do arco-íris.
Pesponta o sol, lua, estrelas,
asteróides, cometas, planetas.
Nessa esteira galáctica,
acorde do teu sonho,
veja o planeta Terra!
É tua estação...desembarque!
Prepara-te para nova jornada,
árdua, porém...necessária...
Ah! Cuide do lazer, não esqueça!
Vá semeando poemas.
Na terra o que não faltará,
Será a inspiração, para os teus temas!
«««»»»
O Tempo Sem
Tempo - Schyrlei Pinheiro
O tempo,
no espaço, projeta-se
inerte,
desconhecendo a ansiedade.
Utopia, dar-lhe asas,
delirio, vê-lo passar.
Ele não muda nada!
Não se altera no espelho,
nem espera por mudanças
de quem pensa que faz,
ou, se faz, não pensa.
Seu silêncio é eterno,
não vive, não morre,
não corre contra o vento,
preocupado com as horas,
sufocando um tal sentir,
que muda de cor, entrando no vazio
com medo das sombras,
do rastro de luz,
de não entender o seu desejo,
que, tal qual o tempo,
pode prejetar-se no infinito,
não seguindo os passos da história,
mas traçando o seu destino
sem lembrar do fim.
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ADORO TUA
BELEZA - Wanderlino Arruda
Adoro a tua beleza,
a luz da tua simpatia,
o amor gostoso que há nos teus olhos,
um brilho, uma bênção de felicidade
que tua alma não deixa esconder,
que te faz tão linda !
Como é bom amar a vida
do jeito que te vejo amar.
bom seria que estivéssemos sempre juntos,
bem juntinhos para vermos o sol e a lua,
para sentir as estrelas todas
e contá-las no tempo e no infinito,
com infinita ternura.
Bom seria ter sempre e sempre
a sensação de tua presença,
do teu calor,
da tua pele morena,
da tua alegria,
do teu viver !
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Von Trina –
Lisboa (Portugal)
Rosa de Jericó
ou Planta da Ressurreição (Anastatica
hierochuntica)
Pequena planta
cinzenta, oriunda das zonas áridas da Ásia
Menor que mitologicamente volta a viver,
mesmo após já estar (aparentemente) morta há
vários anos. É usada em rituais espirituais
iniciáticos e de sorte ou fortuna,
associados a rezas e manifestações de fé,
desde os tempos lendários, um pouco por toda
a Europa e Ásia.
É puro
conforto e mágica esperança, verificar que,
uma “erva” seca, fechada sobre si mesma
(devido à falta de água), formando uma bola
do tamanho de uma mão, que roda e rodopia
com o vento (espalhado as suas sementes),
quando humedecida, desabrocha e aumenta de
volume de imediato, adoptando uma cor verde
natural e produzindo pequenas flores
brancas, em cerca de um minuto.
(Do livro “A
Dádiva Astuciosa dos Deuses” de von Trina)
CEN
SEMPRE ! |