REVISTA Nº 17

Abril de 2004

Editor : Carlos Leite Ribeiro

 

     "QUEM SOU ?..." - Terezinha Penhabe

1º - a) Nome -;- Idade (o ano de nascimento é facultativo -; - b) Profissão -;- c) Morada (não publicamos endereços de e-mail) -;- d) - Quer falar um pouco da terra onde mora ? :

a) - :TEREZINHA APARECIDA PENHABE - 49 ANOS (13.12.54)
b) - :COMERCIANTE
c) - :R Stanislau Witkowiski 273 - Estância Beira Mar - Itanhaém -SP - Brasil
d) - :Itanhaém é uma cidade histórica, do litoral sul do estado de São Paulo, sendo ponto turístico
muito bonito do litoral. Moro aqui há 5 anos. Nasci em Santa Cruz do Rio Pardo, interior do
estado de São Paulo.

2º - a) Quando começou a escrever ? -;- b) Teve a influência de alguém para começar a escrever ? -;- c) Lembra-se do seu 1º trabalho literário (se puder, indique o título) -;- d) Foi divulgado (como) ?;

a) - :Comecei a escrever enquanto cursava a 4ª série Ginasial
b) - :Sim, do professor de Portugues, Antonio Raimundo.
c) - :Uma Poesia sobre a libertação dos escravos: "Liberdade"
d) - :Foi premiada com o 3º lugar num concurso organizado por um órgão da empresa onde eu trabalhava - USCEESP-União dos Servidores da Caixa Econômica do Estado de São Paulo, publicado no jornal da entidade, no semanário local da cidade se Sta Cruz do Rio Pardo e lida pelos radialistas da Rádio local.

3º - a) Tem livro (s) impresso (s) (editora e ano) ? -;- b) Tem livro (s) electrónico (e-book ? (editora e ano) -;- c) Projectos literários para este ano de 2003 ? -;- d) Como vão ser editados ?:

a) - :não tenho livro meu, apenas participações em antologias poéticas.
b) - :não tenho.
c) - :não tenho.
d) - :-.-.-.-.-.-.-.-.-

4º - a) Fale-nos um pouco de si, como pessoa humana ? -;- b) Como Escritor (a) ? -;- c) Para se inspirar literariamente, precisa de algum ambiente especial ? -;- c) Tem prémios literários ?:

a) - : Sou uma pessoa comum, moro sozinha, gosto de trabalhar, sou apaixonada pelo mar, motivo pelo qual vim morar aqui no litoral, fui casada duas vezes, tenho uma filha de 30 anos, divorciada e residente na cidade de Guarujá, baixada santista.
b) - :Gosto de escrever. É o que eu mais gosto de fazer, na vida. Meu sonho era ser jornalista (cronista), mas infelizmente não foi possível realizá-lo, e apesar de não me considerar velha, não pretendo voltar a frequentar escolas.
c) - :Para me inspirar literariamente, não preciso de ambiente especial, apenas da minha imaginação.
d) - : Vários prêmios de pequeno porte. Minha meta é alcançar o primeiro lugar num concurso literário.

5º - a) Tem Home Page própria ( não são consideradas outras que simplesmente tenham trabalhos seus) -;-b) Conhece as vantagens que os Autores do CEN têm em ter sua Home Page ou (e) Livro (s) electrónicos, nos nossos sites (preços, condições e divulgação) ? -;- c) Que conselho daria a uma pessoa que começasse agora a escrever ? -;- d) Para terminar este trabalho, queira fazer o favor de mandar um pequeno (e original) trabalho seu (em prosa ou em verso) ?:

a) - :Sim. O endereço é: www.amoremversoeprosa.kit.net
b) - :Não conheço.
c) - :Que não encarasse o ato de escrever como fim lucrativo, mas sim como realização pessoal.
d) - :

O DIA DA MINHA MORTE

Era um dia quase igual aos outros
Mas por algum motivo o sol não veio
E uma sensação de dor pairou no ar
Que sem querer eu pude ver-lhe a cor.

O tempo se arrastou meio dolente
Entre gritos comuns do dia a dia
Mais agudos talvez que em outros dias
Mas muito parecidos, quase iguais.

As pessoas passando displicentemente
Tendo todas uma vida para viver
A ninguém importa a dor que a gente sente
Só as que lhes causa o próprio sofrimento.

Eu ainda pude ver alguns sorrisos
Que tentavam heroicamente existir
Pessoas que eu amava e que me amavam
E que de repente era hora de partirem.

Eu fiquei sozinha e rodeada de paz
Uma paz maior, que só agora eu sei
Que diferencia o dia de outros dias
Quando é esse o dia que se vai morrer.

Lutando contra a angústia eu quis dormir
Nos braços de Morpheu me aconcheguei
Sem saber, sequer desconfiar
Que para sempre poderia ser.

Depois o tempo me levou não sei aonde
Foi quando ouvi as vozes estridentes
Dizendo: Viva...venha...acorde
É um lindo dia, você acaba de nascer!


TERÊ PENHABE

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"QUEM SOU ?..." Valeriano da Silva

1º - a) Nome -;- Idade (o ano de nascimento é facultativo -; - b) Profissão -;- c) Morada (não publicamos endereços de e-mail) -;- d) - Quer falar um pouco da terra onde mora ? :

a) - :VALERIANO LUIZ DA SILVA, DATA DE NASCIMENTO 03/08/1950
b) - :BANCÁRIO APOSENTADO E ADVOGADO
c) - :RUA TAGUATINGA, QUADRA 97, LOTE 08, VILA JAIARA, CEP 75064-420 - ANÁPOLIS - GOIÁS- BRASIL
d) - :é a 2a. cidade em desenvolvimento do meu Estado, vou mandar em anexo uma poesia sobra a cidade de Anápolis e outra sobre o Estado de Goiás

2º - a) Quando começou a escrever ? -;- b) Teve a influência de alguém para começar a escrever ? -;- c) Lembra-se do seu 1º trabalho literário (se puder, indique o título) -;- d) Foi divulgado (como) ?;

a) - : em novembro de 2001 fiz uma poesia sobre Lisboa falando daquela cidade e da braveza dos portugueses nas descobertas do novo mundo. vou reenviar a poesia
b) - : Não tive influência, pensei e Graças a Deus saiu alguma coisa
c) - : LISBOA
d) - :Foi divulgado no Site da Rosimeire Leal da Mota, conforme endereço a seguir, após enviar esta e outras poesias ela me incluiu entre autores nota 10, estou muito contente.azhttp://planeta.terra.com.br/arte/webmeire/))v navegando mão de Viver

3º - a) Tem livro (s) impresso (s) (editora e ano) ? -;- b) Tem livro (s) electrónico (e-book ? (editora e ano) -;- c) Projectos literários para este ano de 2003 ? -;- d) Como vão ser editados ?:

a) - :Não (por enquanto so poesias e crônicas no site acima indicado da Rosimeire Leal da Mota
b) - :Não
c) - :Não estou enviando poesias sobres diversos Estados Brasileiros, para uma Coletâne onde será confeccionado um livro virtual pela Rosimeire.
d) - :Sonho em editar um livro no futuro, mas acho que ainda é cedo, porque estou bem no começo.
/
4º - a) Fale-nos um pouco de si, como pessoa humana ? -;- b/ Como Escritor (a) ? -;- c) Para se inspirar literariamente, precisa de algum ambiente especial ? -;- c) Tem prémios literários ?:

a) - :Sou casado, temos cinco filhos, sou evangélico, toco saxofone, gosto muito de fazer visitas aos lares carentes e sou fácil de fazer amizades, vou enviar uma crônica sobre minha vida, que foi cheia de lutas.
b) - :Como escritor, gosto de escrever sobre assuntos didáticos, modos de vida ,natureza, geralmente sobre um lugar que já viajei e conheci ou já tenha lido muito sobre aquele lugar
c) - :Não, a inspiração vem no momento que tiro um tempo para escrever ou às vezes quando vejo algo que me inspira
d) - :Ainda não tenho prêmios, porque estou bem no começo

5º - a) Tem Home Page própria ( não são consideradas outras que simplesmente tenham trabalhos seus) -;-b) Conhece as vantagens que os Autores do CEN têm em ter sua Home Page ou (e) Livro (s) electrónicos, nos nossos sites (preços, condições e divulgação) ? -;- c) Que conselho daria a uma pessoa que começasse agora a escrever ? -;- d) Para terminar este trabalho, queira fazer o favor de mandar um pequeno (e original) trabalho seu (em prosa ou em verso) ?:

a) - :Ainda não tenho home Page, pretendo breve criar uma
b) - :Ainda não (interesso ser esclarecido)
c) - :Que prossiga, mesmo que seja criticada, exercite este dom que é dádiva divina.
d) - :

LISBOA
(Autor Valeriano L. Silva)


Vou falar de Lisboa sem nenhum receio
Nesta terra lusitana, trinta dias passei,
Percorrendo esta cidade do passado me lembrei
Pensando na História do Brasil no tempo mergulhei.

Passando sobre o Tejo vendo as luzes da cidade
Lisboa continua linda com seu passado e a modernidade
Lembro do Bairro da Alfama com seus becos e vielas
Herança deixada pelos mouros na antiga Lisboa bela.

Ouvi de perto a flor do Lácio que no Brasil tem os mesmos traço,
Que camões escreveu no exílio num portugues sem embaraço
Na bela Rua Augusta não tem poluição o transeunte a ela percorre pelo seu lindo calçadão.
Na Praça do Comércio não adianta distrair a estátua de Dom José todos vêem erguida ali.

Numa Praça está a estátua do Marques de Pombal,
Que das cinzas fez renascer a Capital de Portugal.
É impossível falar tudo da Lisboa que eu vi
Vi a Torre de Belém com navios passando ali

Fui na Estação Santa Efigênia pra embarcar no trem
Em certa casa eu provei os pasteizinhos de belém
Do Mosteiro dos Jerônimos para o Castelo de São Jorge eu segui
Muitos azulejos centenários num museu eu vi

Do mirante contemplei a paisagem da cidade
Dali fui visitar algumas Universidades
Visitei a casa dos bicos
Que é um patrimônio rico.

Se eu falar mais de Lisboa Portugal não me perdoa
Falaria do Algarve que fez parte da coroa
Teria que falar da Universidade de Coimbra.
Falaria de Cascais Amadora e Sezimbra

Teria que falar do Minho que é vizinho da irmã Galiza
O Portugal dos Pequeninos que até mesmo adulto cobiça
Falaria sobre o Porto de Miranda e do Alentejo
E das demais regiões que relatar é meu desejo.

Quase que o mundo inteiro Portugal conquistou
Gil Eanes contornou o Cabo Bojador
Descobriram o Brasil e também a Guiné
Colonizaram Angola Príncipe e São Tomé

Bartolomeu Dias dobrou o Cabo da Boa Esperança
Fazendo inveja até na Inglaterra, Espanha e França.
Nuno Tristão explora o Senegal Serra Leoa e Costa do Ouro
Tentando encontrar Marfim que valia um tesouro

Em Calicute Damão Goa e Diu na Índia esteve Vasco da Gama
Com este grande feito deixou no mundo grande fama.
Conquistaram a Madeira este povo desbravador
Também chegaram nos Açores enfrentando mil rumores

Diogo Cão esteve no Congo outros em Cabo Verde e Moçambique
Nos perigos que encontraram, as Naus quase foram a pique
Na Malásia estiveram em Málaca na China em Macau
Colonizaram o Timor os heróis de Portugal.

Este Portugal sonhador
Buscando riquezas muito andou
Nas Índias Ásia e América chegaram
E muitas terras conquistaram

Atingir o oriente de Dom Henrique era o objetivo
Este príncipe portugues deve ter sido muito ativo
Até em Gênova e Veneza buscou muitos sábios
Foi também os portugueses que aperfeiçoaram o Astrolábio

No Algarve Dom Henrique
A Escola de Sagres comandou
Por este grande feito foi chamado O Navegador
Homens de ciências e das artes esta escola frequentou

Vários países colonizados a Portugal tem acusado
Mas êles nos deixaram um grande legado
Com esta poesia eu louvo o esforço deste povo
Que não pouparam esforço pra descobrir o mundo novo

(Poema criado por Valeriano Luiz da Silva sobre sua viagem a Portugal de 14/08 a 13/09/2001.)

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"QUEM SOU ?..." - Maria Fortuna

1º - a) Nome -;- Idade (o ano de nascimento é facultativo -; - b) Profissão -;- c) Morada (não publicamos endereços de e-mail) -;- d) - Quer falar um pouco da terra onde mora ? :

a) - :Maria de Jesus Fortuna Lima
b) - :Assistente Social aposentada, artista plástica, escritora em prosa e poesia.
c) - :Rua das Laranjeiras, 143 aptº 602 - laranjeiras - Rio de Janeiro - RJ
d) - :Moro na "Cidade Maravilhosa!"

2º - a) Quando começou a escrever ? -;- b) Teve a influência de alguém para começar a escrever ? -;- c) Lembra-se do seu 1º trabalho literário (se puder, indique o título) -;- d) Foi divulgado (como) ?;

a) - :tinha 8 anos de idade
b) - :Não
c) - :Uma poesia para minha mãe aos oito anos. Não lembro o título.
d) - :Um velho tio da Academia Maranhense de Letras guardou a poesia. Já faleceu aos 92 anos e se chamava Joaquim Luz.

3º - a) Tem livro (s) impresso (s) (editora e ano) ? -;- b) Tem livro (s) electrónico (e-book ? (editora e ano) -;- c) Projectos literários para este ano de 2003 ? -;- d) Como vão ser editados ?:

a) - :Tenho 3 livros infanto-juvenis. O primeiro foi publicado por gráfica. O segundo pela Editora Epeme, e o terceiro foi publicado pela Editora Mazza. Ambas as Editoras de BH (MG)
b) - :Não
c) - :como 2003 já passou, tenho projetos para 2004 - um livro de charges de minha autoria sobre a Mulher no Climatério.
d) - :Não tenho a menor idéia.

4º - a) Fale-nos um pouco de si, como pessoa humana ? -;- b) Como Escritor (a) ? -;- c) Para se inspirar literariamente, precisa de algum ambiente especial ? -;- c) Tem prémios literários ?:

a) - :Sou maranhense, mudei para o Rio de Janeiro aos 8 anos de idade, depois aos 22 anos fui para BH - MG, onde exerci minha profissão como assitente social. Toda vida fui pessoa sensível e mistica, mas com grande espírito de luta. Fiz desenho no INAP de BH (MG) e cadeiras isoladas na Escola de Belas Artes, tb em BH (MG); também fiz curso de teatro e dança. Vivo há 3 anos no Rio de Janeiro - (RJ), mas sempre volto a BH (MG), todos os meses, para matar as saudades.
b) - :como escritora sou muito versátil e tenho amadurecido muito nos últimos tempos. De uma literatura mais subjetiva, mistica, passei para alguma coisa concrete, sem perder a poesia.
c) - :precido de um estado de espirito especial
d) - :Quando eu era adolescente ganhei um Concurso da Livraria El Ateneo. Nem sei se ainda existe tal livraria. Depois tirei 2º lugar no Concurso João de Barros em BH com literatura infantil, isto há muito tempo. Ganhei 2º lugar num concurso de poesias da Loja Rosacruz. Só.

5º - a) Tem Home Page própria ( não são consideradas outras que simplesmente tenham trabalhos seus) -;-b) Conhece as vantagens que os Autores do CEN têm em ter sua Home Page ou (e) Livro (s) electrónicos, nos nossos sites (preços, condições e divulgação) ? -;- c) Que conselho daria a uma pessoa que começasse agora a escrever ? -;- d) Para terminar este trabalho, queira fazer o favor de mandar um pequeno (e original) trabalho seu (em prosa ou em verso) ?:

a) - :Não
b) - :Não conheço. Soube do CEN pela Clevane Pessoa
c) - :Não
d) - :

O Anjinho Que Queria Ser Gente
Texto: Maria de Jesus Fortuna Lima
Ilustrações: M. Jesua
Formato: 14,0 x 21,0 cm - 40p

Quando a humanidade tomar consciência de que Morte não existe como fim, que é apenas uma passagem para outras dimensões da realidade, o mundo será diferente. As pessoas viverão mais plenamente, pois quem tema a morte, teme a vida.

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Meu brilho está ausente - Klondy Lúcia Oliveira Agra

Há uma sombra em minha alma
Onde os sonhos estão?
A amargura os levaram como folhas ao vento.
Em meu coração só há um duelo
Onde os sonhos estão?
Na loucura? Talvez...
Em meus olhos há uma lágrima
Mas estou cansado.
Quero meus sonhos
Quero a luz perdida de minha alma
Meus sonhos felizes com você...
Ou sem você...
O que realmente importa é a capacidade de sonhar
Quero o brilho em minha vida novamente

Klondy.

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O COMPASSO PASCAL - Machado Frassino

O sol nasce no horizonte
naquele Domingo Pascal
p’la encosta do verde monte
há foguetório em sinal.

Repicam os sinos n’Igreja
a missa vai começar
com aleluias de inveja
ouve-se o coro a cantar.

Nenhum Domingo do ano
s’ iguala a este em fulgor
cada cristão ‘stá ufano
com a graça do Senhor.

O Abade bota sermão
no púlpito engrinaldado
ouve-se a música d’órgão
e o povo está consolado.

No fim da missa festiva
há fogo a ribombar
a multidão sai furtiva
p’ra tarefa do folar.

A aldeia está agitada
há flores de braço em braço
cada casa é preparada
p’ra receber o Compasso.

Veredas atapetadas
de abróteas e pascoelas
e colchas bem perfumadas
nas varandas e janelas.

Os putos gritam correndo
vão a apanhar os foguetes
que caem e vão ardendo
e depois levam ralhetes.

O senhor Cura lá vem
a ver a fé que nós temos
o sacristão a Cruz tem:
- Venite, a-do-re-mus !

A casa é aspergida
com água benta das pias...
come-s’o folar de seguida
de volta com aleluias.

Há muitos copos na mesa
amêndoas e pão de ló
não existe ali tristeza
porque ninguém fica só.

Entretanto a garotada,
uns lá na torre a sinar,
outros cá ‘stão d’abalada
com as mãos a tilintar.

O Prior parte na frente
em busca d’outra família
vai cansado mas contente
porque não tem homilia.

P’ra trás ficam Mordomos
para suas contas rever,
tiram na saca dos donos
para os seus sacos encher.

O dia vai-se passando
e já se nota o cansaço
a leve Cruz ‘stá pesando
mais qu’ao sair do Compasso.

Os badalos vão rareando
pois tocaram o dia inteiro
o Compasso está chegando
p’ra dar contas ao tesoureiro.

No coreto ‘stá a fanfarra
esperando a Cruz pascal
que o povo em algazarra
leva ao Prior no passal.

Do nascer ao pôr do sol
assim foi a sã folia
o Compasso terminou
no Domingo d’ Aleluia !

Frassino Machado
In TROVAS DO QUOTIDIANO

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MEU MAIOR SONHO ( Débora Villela Petrin - Abril 2004 )

Cubra o meu pranto com blocos de mármore
Cantando ao vento o meu encanto
Desprovido de desilusões

Aqueça o meu sorriso com labaredas da poesia
Recitando ao tempo o meu querer
Saciado pelas emoções

Beija o meu corpo com gotas de orvalho
Beatificando aos Deuses o meu desejo
Revigorado pelas aspirações

Renova minha esperança com rosas de cristais
Levando ao mundo a minha magia
Vislumbrada pelos delírios

Eterniza o meu suspirar
Sussurrando ao céu o meu verso maior
Aclamado pelo meu sonhar

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Aurora - Terezinha Manczak

Rosas e açucenas na janela
champanhe, luz de velas e depois
a noite, o mar, a lua bela
o beijo apaixonado entre nós dois

Céu noturno, brisa, maresia,
estrelas no infinito anunciando
lábios em dueto, melodia,
minha boca, louca, te buscando

tua boca, doce, procurando
labirintos, vales, poesia
veredas, labareda incendiando

o caminho de volta percorrendo
do céu crepuscular ao novo dia
nós dois em luz nos transformando

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Sete anos de amor - Luciane Makkário

          Tem momentos em que pensamos em desistir, pararmos tudo, para sempre adormecer.
          Cansada continuamos, seguimos olhando para tudo que já olhamos outras vezes, mas olhamos como se fosse a primeira vez que estivéssemos apreciando. Neste momento, nos reconhecemos em algumas coisas, sentimos vontade de mais uma vez tocar o que tanto tocamos em outro tempo, choramos por aquilo que tanto tivemos ao nosso alcance e mesmo sem perceber, não demos o devido valor.
          E assim vivemos...
          Como jogos de azar, sempre querendo acertar, errando outra vez.
          E assim vivemos...
          Feito "contas, patuar", pé de coelho, sobre o olhar dos 7 anos, caminhamos sem parar, pura sorte ou azar?
          E assim vivemos...
          Sete anos, sete vidas, só vitórias, despedidas não há mais.
          Ora chorando, sorrindo ou amando, esquecendo, querendo, desistindo? nunca...
          Essa é a magia da vida, lágrimas de vitórias e de dores, de saudades de mil amores, que vivemos ou deixamos de viver.
          E assim vivemos...
          Sob o olhar de desertores, ex amigos, ex amores, sem ter medo, só razão,
          Fala alto o coração.
          E assim vivemos...
          Com coragem, só na luta, olhos vivos, força bruta, cada passo tem valor, sob o olhar dos sete anos de amor.
          E assim vivemos...
          Continuar é preciso, mesmo que seja em outro tempo, em outra dimensão.
          Amar é preciso, mas um amor verdadeiro, amor que estremece o coração.
          Sorrir é preciso, o sorriso mais doce como a letra de uma linda canção, que somente a alma entende e decifra o verdadeiro sentido da composição, que compôs sem pudor, uma letra do mais alto valor, que deu vida aos sete anos de amor.

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O ARTISTA - Margaret Pelicano

Que saiba expôr, sua sina, sua cena, suas emoções,
que desabotoe os botões da camisa,
e das flores.
Desnude-se!
Seja espelho para quem não é artista!

Que os embotados sentimentos se projetem,
em voz, melodia, sinergia,
cores, fantasia.

Que a coragem habite o seu ser.
Que caia, mais e mais no ridículo, porque essa é nossa verdade.
Somos ridículos, usando máscaras de seriedade....

Arrisque-se a ser sincero consigo mesmo
e dance, dance muito:
com alegria no palco da vida.
e com lágrimas dentro da alma ímpia e sanhuda

que saiba rir e chorar do seu desconhecimento,
de sua pequenez diante do universo
que busque compreender a Energia Criadora,
mesmo sabendo-a incompreensível.
Que esculpa com riso o seu dia a dia.
Que dance como o Bobo da Corte para alegrar ou fazer chorar aos incautos.
Enfim, que seja somente o que é:
ARTISTA!

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          A todos os Autores que colaboraram nesta Revista os nossos agradecimentos. Continuamos a contar com a vossa precisosa colaboração.

           Abraço

Carlos Leite Ribeiro

Carlos Leite Ribeiro é uma espécie de Rei Midas da Literatura:
                         tudo que toca, vira arte ! - RPires