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"QUEM SOU ?..." -
Vera Lucia Souza
Bomfim
1º - a) Nome -;- Idade (o ano de nascimento
é facultativo -; - b) Profissão -;- c)
Morada (não publicamos endereços de e-mail)
-;- d) - Quer falar um pouco da terra onde
mora ? :
a) - :Vera Lucia Souza Bomfim -55anos (
13/5/1948)
b) - :arquiteta / professora universitária
c) - :rua Nita costa 128, Ondina-
Salvador-Bahia- Brasil
d) - :Salvador, é a primeira cidade
construída no Brasil. Em sendo assim, é
constituída em termos arquitetônico por um
núcleo central com características do
período de colônia portuguesa, que se
persevou através dos tempos e nas últimas
décadas como patrimônio da humanidade foi
revitalizado e reformado de modo a preservar
suas características primeiras. E uma cidade
que cresceu ao logo de 5 séculos numa
mistura de estilos e traçado que se dispõe
de modo quase espontâneo em torno da
topografia que dividindo-a por uma falha
geológica quase vertical, se constitui na
parte de cima por um planalto e na parte de
baixo junto ao mar por uma grande planície.
Cidade formada a sombra das mais diversas
irmandades da igreja católica, possui um
número muito grande de igrejas barrocas(
fala-se em 366). Algumas com grandes
requintes de detalhes arquitetônicos e
indicadores de riquezas da época da
construção( A igreja de São Francisco tem os
seus altares totalmente revestidos em ouro)
Capital do Brasil colônia, até a vinda de D.
João VI para cá, esta cidade foi o centro de
economia e cultura do pais, e como tal
atraia apovos de diversas regiões da Europa.
Aqui viveram além dos portugueses,
franceses, espanhóis e holandeses que
formaram em conjunção carnal entre si e com
os negros trazidos da áfrica como escravos e
os índios nativos, uma raça mestiça ainda em
formação.
Desde o século XVII Salvador é considerada o
centro urbano de maior contingente de
população negra e mestiça. O que
naturalmente se justifica pela exigência de
mão de obra doméstica (escrava) para o
atendimento das necessidades dos abastados
senhores que constituíram os primeiros
moradores europeus da cidade.
Nós habitantes desta cidade cheia de
estórias, somos uma população mestiça que
tendo por língua de berço o português,
conhecemos por vivencia e incorporação de
vocábulos múltipla línguas que são faladas
nas ruas .
Aqui a cultura é constituída por uma espécie
de colcha de retalhos com influencias de
todos os povos, com uma certa predominância
daquilo que foi a cultura africana no tempo
da escravidão.
Esta é uma bela cidade porque como a vida é
cheia de harmônicas contradições. Ao lado de
áreas de preservação histórica coexistem
favelas com características de Maximo
primitivismo. Ao lado de um núcleo
classicamente antigo coexiste outro de
características completamente modernas. Nos
braços de uma mãe negra, dormem crias suas
de cabelos louros e olhos claros.
2º - a) Quando começou a escrever ? -;- b)
Teve a influência de alguém para começar a
escrever ? -;- c) Lembra-se do seu 1º
trabalho literário (se puder, indique o
título) -;- d) Foi divulgado (como) ?:
a) - :escrevo desde que aprendi a
transformar os sons de minhas fantasias em
representações gráficas
b) - : o incentivo do meu padrinho
c) - :aos 6 anos de idade eu escrevia
pequenos versos para homenagear pessoas da
minha família e amigos
d) - : a primeira vez em que ousei publicar
trabalho literário meu fora do contexto do
apostilas para orientação de estudo de
alunos, trabalho de pós graduação ou ainda
versos e textos colocados naNET, foi no ano
de 2002, quando autorizei a publicação de 10
poesias minhas em uma antologia poética
denominada POETAS DA BAHIA. Desde então
tenho publicado poesias em diversas WEBs do
Brasil e Espanha
3º - a) Tem livro (s) impresso (s) (editora
e ano) ? -;- b) Tem livro (s) eletrônica (e-book
? (editora e ano) -;- c) Projetos literários
para este ano de 2003 ? -;- d) Como vão ser
editados ?:
a) - :POETAS DA BAHIA (I) editora EXPOGEO
ANO DE 2002
b) - :Participaçào no E_BOOK MANIFESTO
CONTRA A VIOLENCIA EXERCIDA SOBRE A MULHER
editora CEN ano 2003
c) - :Em andamento a publicação da antologia
POETAS DA BAHIA (2) e tenho pronto no
aguardo de um patrocinador, um projeto de
livro nominado FOLHAS SOLTAS que deve ser um
livro com folhas descartáveis para que se
possa presentear alguém com qualquer das
poesias ali inseridas. ( a minha idéia é que
este seja um livro em que as páginas sejam
uma espécie de cartão)
d) - :oO livro POETAS DA BAHIA (2) está
sendo editado pela EDITORA EXPOGEO (uma ONG
)
4º - a) Fale-nos um pouco de si, como pessoa
humana ? -;- b) Como Escritor (a) ? -;- c)
Para se inspirar literariamente, precisa de
algum ambiente especial ? -;- c) Tem prêmios
literários ?:
a) - : Brasileira, nordestina, exercendo a
profissão de arquiteta construtora em
diversas cidades desta região, onde se fala
cantando e formando frases rimadas sobre as
adversidades e belezas da natureza, é
natural que minha alma repouse da lida
voando em sonhos que se manifestam na forma
de poesias. Como pessoa tímida todos os dias
visto-me de armaduras que me proporcionam
fortaleza para a lida pela sobrevivência, e
assim me porto como se faz necessário a uma
guerreira. Sou uma lutadora por todas as
causas de preservação da vida. Espírito
apaixonado, sou movida pela intensidade do
fogo de todas as formas do amor.
b) - :Nem sei se posso nomear-me escritor.
Mas digo que escrevo sobre o insight da
emoção e que portanto não me é possível
reescrever um texto ou um verso. Os momentos
de emoção tem força própria e não se repete.
Tentar mudar aquilo que traduz um momento de
emoção é fazer uma escrita difusa.
c) - :Não . As emoções se manifestam pela
força do móbile fato. E os fatos que me
emocionam não ocorrem em momentos
demarcados. Feliz de mim quando as minhas
manifestações de emoção coincidem com
oportunidades em que podem ser grafadas.
d) - :Não tenho prémios. O meu grande prémio
é receber elogios e pedidos de leitores que
lhes presenteiem com poesias minhas.
5º - a) Tem Home Page própria ( não são
consideradas outras que simplesmente tenham
trabalhos seus) -;-b) Conhece as vantagens
que os Autores do CEN têm em ter sua Home
Page ou (e) Livro (s) electrónicos, nos
nossos sites (preços, condições e
divulgação) ? -;- c) Que conselho daria a
uma pessoa que começasse agora a escrever ?
-;- d) Para terminar este trabalho, queira
fazer o favor de mandar um pequeno (e
original) trabalho seu (em prosa ou em
verso) ?:
a) - :não
b) - :não exatamente. Mas pressuponho
c) - :Cada alma se manifesta livremente com
seus próprios recursos, e a beleza da
criação a mim parece estar na liberdade de
expressão. Portanto não tenho conselho a dar
para uma alma que já deve ter sua forma de
manifestação. a evolução do individuo no seu
próprio processo de construção é uma coisa
muito particular. Não me cabe intervir na
orientação do vôo de ninguém
d) - :Corpo e Alma
A lua, a rua, a lua...
O corpo coberto, a lama, os passos
A rua, a lua, a rua...
A lama, o corpo, o cansaço...
A lua, a rua , a lua...
O sonho...pés descalços...
E na rua luz lua,
Qual poesia em descompasso,
Um preso ao limite da rua,
Outro a flutuar no espaço,
Porque é noite de lua,
Num passo sem compasso,
Um corpo coberto e uma alma nua,
Caminham juntos no cansaço.
MAIO EM FLOR - Maria José Fraqueza
Quando abri os meus olhos à vida...
Ao ver a flor... pensei que era jardim
Em cada primavera renascida...
Via crescer o Sol dentro de mim!
E Maio na paisagem, mais florida...
No perfume que exala dum jasmim
Essência de rosa colorida...
Os espinhos senti perto do fim!
Desses espinhos cravados no meu peito
Senti desabrochar amor perfeito
Na luta do meu pobre coração!
Senti dentro do ser... em alvorada
O sonho duma terra cultivada...
Dessa seara linda que dá Pão...
Com um abraço de
Maria José Fraqueza
Agindo Com o Coração - Andréa Pinheiro
Perdi minha cabeça,
cansei de dizer não,
cansei de sempre agir
motivada pela razão.
Deixei meu sentimento falar
e, ele pulou de alegria ao perceber,
que eu deixei-o se expressar.
Fui de encontro à você.
Lá, triste e arrependido,
seu corpo jazia sentado no chão,
sem vida, sem amor,
sem nenhuma emoção.
Mas, ao enxergar-me,
algo diferente aconteceu:
levantaste do chão sujo
e, te encheste de vigor ao encontrar os
olhos meus.
Confesso que, por dentro, vibrei ao ter de
volta teus lábios
e, não faço questão de negar que,
te amei ontem, te amo hoje
e, sinceramente, acho que sempre vou te
amar!
Andréa Borba Pinheiro
Vamos compartilhar nossos textos num blogue?
Caso queira fazer uma experiência, vá a este
endereço
http://portalcen.blog-city.com/ e insira o
email webmaster@portalcen.org (se não
funcionar, use lpbacan@sercomtel.com.br )
Podemos enviar a senha aos interessados
Cansei-me de guerras na net ~Katarina
Madeira~
Cansei-me de guerras na net
De intrigas e mexericos
Do diz que disse do outro
Do email à espera de troco
Cansei-me daquele email
Arrogante e provocante
Que sempre espera resposta
Que insiste se nada digo
Cansei-me de palavras bruscas
Que maltratam e magoam
De ver a net pegar fogo
Sem conseguir ter sossego
Sou eu que pago este espaço
Onde espero coisas novas
Quero ler e escrever
Formatar e aprender
Não pago para me aborrecer
Nem sequer para me enervar
Estou cansada, quero paz
Quero alegria e união
Não quero esses pvts
Que me tiram da razão
Katarina - (Barreiro - Portugal)
Ponte de carinho - Schyrlei Pinheiro
Queridos amigos, com muita alegria. informo
a todos o retorno de nossa amiga
Clevane, que em virtude de problemas
pessoais, esteve afastada de nosso convivio
e agora volta, .precisando muito de nosso
carinho., Anotem seu endereço e vamos
repassar um pouquinho do calor de nossa
amizade, dando a ela o nosso apoio e as boas
vindas.
Schyrlei Pinheiro
Por mais que tentem - Marisa Cajado
Podem até roubar o meu poema
Mas não tiram minha inspiração
Podem plagear todo meu tema
Mas não lhe darão o mesmo tom
Por isso, nada há que me atormente
Porque a mente, não me podem plasmar
Quem tira, ainda é agua, e eu sou fonte
Criada, pra conter, para ter, para jorrar.
E assim amigos é todo o poeta
A espalhar luz pela palma da mão
É herdeiro do Divino Esteta
E esta herança ninguém rouba não.
Ele já é, o que o infeliz quer ser
E deleita-se com o talento conquistado.
O larápio, não pode sentir, nem saber.
O êxtase de um poema n'alma gerado
ERA RÉVEILLON - Belvedere
Caminhava para a casa de uma amiga onde iria
passar a virada do ano. Subitamente algo me
chamou a atenção. Estirado na esquina, um
corpo de homem cujo sangue já pintara o
asfalto. Isolava-o um cone da prefeitura.
Sequer um trapo o cobria.
Quem seria aquele homem? Como teria morrido?
Ninguém se importava. Cada um seguia seu
caminho. Risos, cantorias, clima de festa,
cheiro de bebidas exalando no ar... Fiquei
algum tempo olhando e pensando... como
estaria a família daquele homem ali
estirado? Apreensiva, aguardando-o? Ou seria
apenas mais um solitário, cuja morte
passaria despercebida? Constaria apenas nas
estatísticas de morte violenta no final do
ano, quem sabe?
Um corpo, sozinho. Sequer uma oração. Nem um
ar perplexo na multidão que transitava,
fria, buscando apenas as fantasias das
alegrias de uma noite de réveillon.
E os fogos espocavam enquanto o corpo ali
jazia... sem nenhuma fantasia e a solidão
por companhia.
Nome completo: Salomão Rovedo
Idade: 61 anos
Morada: Rua Basilio de Brito, 28/605-Cachambi-20785-000-Rio
de Janeiro, Brasil
Curriculum Literário: Poeta, Contista,
Artigos em jornais, Ensaios.Obras Literárias
impressas:Abertura Poética (Part. Antologia)
org. Walmir Ayala/César de Araújo, Editora
CS, Rio de Janeiro 1975; Tributo (Poesia),
Edição do Autor, Rio de Janeiro 1980; 12
Poetas Alternativos (Part. Antologia), org.
Leila Míccolis/Tanussi Cardoso, Editora
Trotte, Rio de Janeiro 1981 Chuva Fina (Part.
Antologia), org. Leila Míccolis/Tanussi
Cardoso, Editora Trotte, Rio de Janeiro
1982; Folguedos (Poesia e Folclore), com
Xilogravuras de Marcelo Soares, Edição dos
Autores, Rio de Janeiro 1983; Erótica
(Poesia), com Xilogravuras de Marcelo
Soares, Edição dos Autores, Rio de Janeiro
1984; Livro das 7 Canções ( Poesia), Edição
do Autor Rio de Janeiro 1987
Como conheceu o CEN ? - "Cá Estamos Nós":
Pel Site Notivaga.com
Anéis de Saturno - Salomão Rovedo
Hoje eu vi os anéis coloridos de Saturno
Que a sonda espacial transmitiu pela TV,
Mostrando a terra fria que iremos habitar
Um dia, quando esta Terra, Marte e Vênus
Estiverem mortas partindo-se em fragmentos
Pelos confins sem fim do espaço sideral.
Pelo menos teremos uma porção de luas
Para enfeitar as noites envergonhadas,
Distrair a gente das coisas vãs da vida,
Pelo menos alguma vez a gente terá
Os anéis gigantes em tecnicolor expandidos
Pousando o arco-íris luminoso à nossa
fronte.
Uma fonte inesgotável de sabedoria e força
Tomará conta dos espíritos descendentes
Para tornar a saturnina vida mais sadia.
Os anéis dividem a beleza no jornal
enfeitando
Anúncios de morte, crimes, bombas, guerras,
Onde jovens dançavam ao som da música pop.
Lado a lado dos avisos mortuários deste
mundo,
Na santa paz dos deuses brilhou a magia
perene
E eterna dos anéis coloridos de Saturno,
trazidos,
Trazidos silenciosamente com todas cores e
sons,
O som pacífico que deixaremos como herança,
Não a explosão súbita, não o monte de
entulho.
E AGORA DRUMMOND? - Margarida Reimão
A festa acabou naquele dia em que, vestindo
sua beca de luzes, expandiu-se pelo mundo,
provavelmente em busca de sua eterna musa,
cuja partida fez abruptamente derreter seu
coração. Foi um dia insuportável, sem
possibilidades à frente para nos trazer os
belos versos e o entendimento da alma de
criaturas unicamente suas. E agora Drummond?
A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu a
noite esfriou e agora José? ... Suas doces
palavras, seu instante de febre, sua gula e
jejum, sua biblioteca, sua lavra de ouro,
seu terno de vidro, sua incoerência, seu
ódio e agora?...
Montei numa mula e sai com meu terno de
vidro emprestado, duro, sem me possibilitar
movimentos, mas buscando o encontro.
Lembrei-me apenas suas perplexidade, seus
temas favoritos e procurei onde ficou José
depois de terminada a festa.
Pode ser que José tenha se deitado num divã,
órfão, totalmente sozinho, com a chave na
mão, querendo abrir a porta e não existia
porta, então quis morrer no mar, mas o mar
secou e ele quis ir para Minas, não acertou
o caminho, concluiu que Minas não existe
mais e ficou na interrogação.
Usou as doces palavras, buscou o poder de
ficar sem conclusão e reconstruir toda sua
instituição. Pobre José, não conseguiu nem
abri a porta. Seus domínios foram nenhum e o
tempo nem foi necessário porque lhe exigiu
grande paciência para definir a questão
sugerida por você.
E agora Drummond? Julieta pôde abraçá-lo em
sua ação fora do tempo e nós ficamos aqui
esperando novos versos, a sua candeia de
afirmações valiosas para nos determinar onde
fica o claro e onde fica a noite escura onde
não se vê a caótica condição de José.
Temo por José que, mesmo com seu traçado
apurado, não conseguiu atravessar a porta e
seguir. Certamente esperava que você
desse-lhe um presente: ao invés do um terno
de vidro uma porta de vidro para que ele
quebrasse e saísse do seu término, de sua
amálgama de ferro, sem gozo e sem ser
ninguém.
A errância de José foi provocada Drummond? O
povo sumiu e a noite prolongou-se, fria e só
ouvia-a os gritos de José, os gemidos, e ele
tentando tocar a valsa vienense para tornar
suave seu cansaço. A poética que incluiria
fazer uma sombra foi estóica e consignou
meu, seu, nosso, José engendrado num laço
sem a essência mitológica para fazê-lo
mítico e entrelaçado na irrupção de um deus,
até porque José é duro, você o fez duro sem
teogonia, sem parede para se encostar, sem
cavalo para galopar e ainda pediu que ele
marchasse. Para onde?
Nas palavras que sumiram com você, fica
minha mot d’espirit e o desespero dele
querendo partir com você. Para onde? O bonde
não veio, o riso não veio, não veio a utopia
e tudo acabou, para ele, para nós que
ficamos sem nenhuma chave na mão e vemos
tudo mofado, mas suas palavras
incandescentes derivam, fazendo uma língua
particular nobre e singular, como
autonomizando a última flor do Lácio, não
inculta, mas de rara beleza.
Margarida Reimão
Os nossos agradecimentos a todos os Autores
que colaboraram nesta edição.
Carlos Leite Ribeiro
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