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Nº 07 -
Fevereiro de 2004 |
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EDITOR: CARLOS LEITE RIBEIRO |
"QUEM SOU ?..." Andréa Borba Pinheiro
1º - a) Nome -;- Idade (o ano de nascimento é facultativo -; - b) Profissão -;- c)
Morada (não publicamos endereços de e-mail) -;- d) - Quer falar um pouco da terra onde
mora ? :
a) - : Andréa Borba Pinheiro
b) - : 13
c) - : Santa Maria - RS
d) - : É uma cidade universitária e bem movimentada, eu particularmente adoro!
2º - a) Quando começou a escrever ? -;- b) Teve a influência de alguém para começar a
escrever ? -;- c) Lembra-se do seu 1º trabalho literário (se puder, indique o título)
-;- d) Foi divulgado (como) ?;
a) - : Há uns 3 anos atrás, mas tive poesias publicadas somente a partir do ano de 2003.
b) - : Na verdade eu escrevia por escrever, e isso foi ficando maior com o tempo, tive
algumas influências mas no sentido de inspiração, não de influência propriamente
dita.
c) - : Não lembro! Hihihi!
d) - : O primeiro não foi divulgado porque eu nem lembro onde coloquei a folha! Rssss,
mas todos os outros foram.
3º - a) Tem livro (s) impresso (s) (editora e ano) ? -;- b) Tem livro (s) electrónico
(e-book ? (editora e ano) -;- c) Projectos literários para este ano de 2003 ? -;- d) Como
vão ser editados ?:
a) - : Ainda não.
b) - : não.
c) - : Nada em especial, mas pretendo continuar escrevendo!
d) - : -------------------
4º - a) Fale-nos um pouco de si, como pessoa humana ? -;- b) Como Escritor (a) ? -;- c)
Para se inspirar literariamente, precisa de algum ambiente especial ? -;- c) Tem prémios
literários ?:
a) - : Sou bastante extrovertida e gosto muito de música, toco violão e guitarra, adoro
cantar.
b) - : Escrevo mais sobre as diversas emoções que uma pessoa pode sentir nas situações
que a vida impõe.
c) - :Não necessariamente, mas uma musiquinha de fundo sempre ajuda! Rssss!
d) - : Sim sim sim.
5º - a) Tem Home Page própria ( não são consideradas outras que simplesmente tenham
trabalhos seus) -;-b) Conhece as vantagens que os Autores do CEN têm em ter sua Home Page
ou (e) Livro (s) electrónicos, nos nossos sites (preços, condições e divulgação) ?
-;- c) Que conselho daria a uma pessoa que começasse agora a escrever ? -;- d) Para
terminar este trabalho, queira fazer o favor de mandar um pequeno (e original) trabalho
seu (em prosa ou em verso) ?:
a) - : Sim!
b) - : Siiiim! E gosto muito do grupo CEN!
c) - : Siga sua intuição e não use borracha.
d) - : Claro :o)!
Vidas Infinitas
Ultimamente,
Ando simplesmente,
Chorando repentinamente,
Por um amor não presente.
Eu não te quero por perto.
Quero muito mais que isso.
Quero poder te proteger todos os dias.
Quero que nosso amor seja algo certo.
Não quero "talvez"... nem "quem sabe"...
Não quero morrer todos os dias por você.
Não é uma maneira digna de usar as vidas que me couberam.
Pois o amor não mata... pelo contrário, o amor ressuscita.
Você sangra por mim e chora por mim.
Eu não sei viver assim.
Machucando, mesmo que sem querer,
A pessoa que me motiva a viver.
Minha vontade é correr,
Para longe de onde estou...
Para perto de você...
Mas adiantaria?
Diga-me, adiantaria?
Morrer internamente todo o dia?
Correr sem te alcançar todo o dia?
Viver sem te ter a toda a eternidade?
O que eu sempre quis,
Era ser tudo que você precisa,
E talvez eu até seja.
Mas onde está você quando eu tento demonstrar?
Onde está o seu amor?
Onde está o seu carinho?
Onde está o seu rosto?
Os seus lábios e o seu corpo?
Eu vou embora.
Pois já está na hora de viver.
Autoria: Andréa Borba Pinheiro
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Saudade é saudade - Pupila
Saudade suporta a saudade breve,
Saudade chora a saudade longa,
Saudade dói quando é perdida,
Saudade é gostosa quando é recíproca,
Saudade é saudade quando se ama,
Saudade de algo ou de alguém:
Da cidade querida,
Das pessoas perdidas,
Dos amores intensos,
Da palavra não dita,
Do silêncio que grita;
Saudade de ti...
Meu poema maior.
By Pupila |
"QUEM SOU ?..." - Marcia Agrau
1º - a) Nome -;- Idade (o ano de nascimento é facultativo -; - b) Profissão -;- c)
Morada (não publicamos endereços de e-mail) -;- d) - Quer falar um pouco da terra onde
mora ? :
a) - :Marcia Agrau é o nome literário. Nome real, Marcia Uébe. De nascimento, Marcia
Almeida Gomes Ribeiro de Almeida. Nasci a 12 de julho de 1946 na Av.Paulo de Frontin n.
222 na cidade do Rio de Janeiro ,no Rio Comprido. Aprendi a ler e escrever na Escola 55
Azevedo Sodré na rua Barão de Ubá, perto de casa. Minha primeira professora se chamava
Aída de Castro e Silva.
b) - :Escrevo poesia, sou dona de casa, escrevo contos, sou mãe, escrevo contos infantis,
sou cronista e estou me preparando para ser avó.
c) - :Moro em Laranjeiras, na cidade do Rio de Janeiro, a de maior beleza natural do
mundo, rua Pereira da Silva número 586, apartamento 304, CEP 22221-140, Rio de Janeiro,
RJ, Brasil.
d) - :A terra onde moro é a mesma em que nasci. Quando nasci, ainda era a capital
federal, funcionando aqui, portanto, o centro administrativo e cultural do país. Aqui
ficavam as embaixadas, o senado, a câmara, a casa do presidente da república, etc,etc.
Òbviamente, por consequência disto e por suas belezas naturais atraidoras dos turistas,
a cidade sempre teve influências das mais diversas porque aqui habitavam e transitavam
pessoas das mais diversas origens. Tendo sido maior a influência dos portugueses que por
aqui sempre formaram o maior número de estrangeiros, fora o fato de sermos
descendentes,tendo tido a côrte, o centro comercial dos negócios do país, tendo aqui
sido criados o samba e o chorinho, os dois mais importantes ritmos brasileiros, o primeiro
vindo dos escravos, o segundo já resultante deste sangue multimicigenado
euro/negro/indígena mas demonstrante de sua raiz européia,tendo tido tudo isto, por
causa disto tudo, ou ,talvez, se acreditarmos nas lendas indígemnas por causa do poder
das águas mágicas do rio Carioca que alimentava a cidade e fazia com os que bebessem
dela estivessem sempre alegres, nasceu no Rio de Janeiro um modo diferente de ver e viver
a vida. Um jeito solto, despreocupado,que não nos impede de trabalhar mas nos impulsiona
a não permitir que o trabalho faça a vida mais pesada, seja um impecilho à felicidade.
Um jeito que faz com que as tragédias e os problemas se transformem em assunto de
anedotas, não que os neguemos mas que não sejam transformados em motivo para o mau
humor,para "baixar o astral", para nos deprimirmos. Também, quem mora numa
cidade como esta e convive com este visual abençoado,não consegue permanecer por muito
tempo infeliz, não consegue ver as coisas tragicamente , sempre tem a esperança do dia
seguinte.
2º - a) Quando começou a escrever ? -;- b) Teve a influência de alguém para começar a
escrever ? -;- c) Lembra-se do seu 1º trabalho literário (se puder, indique o título)
-;- d) Foi divulgado (como) ?:
a) - :Quando aprendi a fazê-lo.
b) - :Tive a força da professôra primária e da família, principalmente do meu avô
paterno, Francisco Barreto Ribeiro de Almeida.
c) - :Um versinho para o "Dia das Mães".
d) - :Foi passado para um cartão decorado com florezinhas miúdas e com formato de
coração e oferecido a quem de direito, que ainda o guarda.
3º - a) Tem livro (s) impresso (s) (editora e ano) ? -;- b) Tem livro (s) electrónico
(e-book ? (editora e ano) -;- c) Projectos literários para este ano de 2003 ? -;- d) Como
vão ser editados ?:
a) - :Sim, dois apenas meus e um com mais quatro autoras. São eles: "Canto Nu dos
Meus Recantos"(1991), "Sob o Signo da Lua"(1995) e "Cinco Damas de
Ouros"(1994)
b) - :Não.
c) - :Há vários anos estou a planejar editar mais alguns livros cujo material já foi
selecionado, inclusive um que chamo de "um conto longo"porque acho pequeno para
ser chamado de romance embora o seja e que se chama "O cobertor azul". Mas tenho
vários de poesias( um de eróticas, outro chamado "As minhas cartas de Paris",
um título que brinca com o livro de crônicas do Eça mas poesias, um de contos, "A
faca e o brinco", três ou quatro de história infantil à procura de ilustrador, um
de conto infanto juvenil - premiado pela UBE chamado "Sherlock do Rio Comprido",
um de poesias/prosas/ fotografias sobre Paquetá,uma peça de teatro adaptada de um conto
e que se chama "Não adianta gritar", uma peça de teatro toda em poesia
intitulada "Estas mulheres que somos" etc.etc.)
d) - :Não sei. Mas prefiro o velho jeito de fazer livros: em papel impresso, para que se
possa manuseá-los, fazer anotações, ter mesmo, eu diria, um contacto físico com os
textos.
4º - a) Fale-nos um pouco de si, como pessoa humana ? -;- b) Como Escritor (a) ? -;- c)
Para se inspirar literariamente, precisa de algum ambiente especial ? -;- c) Tem prémios
literários ?:
a) - :Ora... eu sou uma mulher que foi adolescente na década de sessenta que, tendo
recebido uma criação influenciada pelo século dezenove bombardeada pelos valôres do
início do século vinte , concordava plenamente com as mudanças dos anos sessenta embora
lhe faltasse coragem para viver boa parte delas. Acho que procuro ser justa, sou amiga
fiel,gosto de gente, tenho certeza da evolução do ser humano, prezo muito os
sentimentos, meus e alheios, sou sincera, às vezes falo demais e o que não devo, defendo
meus pensamentos e meu direito de mudá-los, sou sensível mas se muito provocada,
"rodo a baiana em alto estilo" pois não temo chantagens nem emocionais nem
sociais.
b) - :Sou muito boa observadora , excelente leitora , tenho uma curiosidade bem grande e
gosto de coisas bonitas, tanto objetos como sensações, atributos que penso serem
indispensáveis a um artista. Não sou tão culta quanto gostaria, nem perto, o que me dá
trabalho às vezes porque sou muito preguiçosa...
c) - :Não.
d) - :Um punhadinho, mas nenhum de significação tão expressiva assim que me fizesse ir
parar na mídia...
5º - a) Tem Home Page própria ( não são consideradas outras que simplesmente tenham
trabalhos seus) -;-b) Conhece as vantagens que os Autores do CEN têm em ter sua Home Page
ou (e) Livro (s) electrónicos, nos nossos sites (preços, condições e divulgação) ?
-;- c) Que conselho daria a uma pessoa que começasse agora a escrever ? -;- d) Para
terminar este trabalho, queira fazer o favor de mandar um pequeno (e original) trabalho
seu (em prosa ou em verso) ?:
a) - :Não.
b) - :Sim. Mas acabou que me esqueci de pagar à Academia. É que ontem fiquei sogra de
fato.
c) - :Que escreva, guarde até esquecer,depois leia como se fosse de outrém e veja o que
acha. Se não gostar, rasgue. Se gostar, não tenha vergonha de mostrar aos outros. Mas
corrija os erros antes(Sempre tem erros, menos naqueles dias milagrosos que parece que
teve um anjo do lado da gente soprando as palavras ou iluminando o papel.).
d) - :Original embora registrada:
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Amoral
Rasgo o véu dos pudores
e as regras da estética.
Esqueço meus temores,
liberto-me da ética
e a moral que vigora
é a dos animais.
Torno-me nua e crua
como a ferocidade.
Torno-me morna e lânguida
como a felicidade.
Torno-me bicho,fera,
qual sei que sou capaz.
A Natureza ordena,
o Instinto me conduz.
Que outra vez você me acena
e o seu toque me seduz.
...e enquanto o mundo condena,
o quarto se enche de luz.
Marcia Agrau (Poemas eróticos).
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Chamo-te - Vanderli Medeiros
Faz muito tempo
que meu silêncio te chama,
nem me ouves
e nem me vês,
parece que o mundo
escondeu-me de você...
É na calada da noite
que meu pranto derramo...
É sobre os lençóis que me afogo
e por ti entre soluços rogo.
Tento sufocar esse amor
nos dias e noites que me consomem
Porém, no libertar de minh'alma pelo sono
contigo é que me encontro
e outra vez te amo.
O despertar traz um novo grito mudo
que no farfalhar das folhas secas
caindo em solo árido
trazem outra vez
o eco mudo de seu nome
É esse grito que ecoa
tanto em sons estridentes
como na muda fala
que fere-me como mortal bala. |
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TERRA VERMELHA - Margarida Reimão
Chovia sal!
Tentei plantar uma árvore repetindo minhas frases preferidas.
Vi rachaduras na terra.
Estava vermelha, doída!
Chovia sal!
Jogava mil poeiras em diversos pontos
Encobria minha testa e minha consciência.
Não havia relva,
Nem um mandacaru sobrevivia.
A terra estava vermelha.
Fez um transplante de coração
Não foi bem sucedida porque houve rejeição.
Dei dois passos atrás com meu toco de árvore na mão.
Fiquei ali por instantes, horas, contemplando a terra ardendo.
A noite veio faminta com a terra vermelha de sangue menstruada.
Tinha ingenuidade de fecundar-se, no entanto.
E ardia em seu templo de sacrifícios.
Nem uma lama para salva-la
Observei que gemia, agonizante
Rejeitou a árvore.
Não tinha seiva materna pra alimentá-la.
Queimaram-lhe os seios enxarcardos de leite,
Tiraram-lhe o viço.
Acho que está morrendo.
Precisa de extrema-unção.
Lançaram uma hóstia consagrada de agrotóxicos
E ela jaz indigente, sem o merecido repouso.
Não quis minha árvore
Porque chovia sal e ela suava sangue.
Foi assassinada passional pelo homem e pelos filhos.
Margarida Reimão
Do livro: Cartas a Um Desconhecido |
Quem Sou ? Marta Maria Lima Alves
Idade: 40 anos
Local onde reside: QI 23 Lotes 2/4/6 Bloco C ap. 530 Ed. Guará Nobre Guará
II 71060-230
Ocupação Profissional: Assistente de Recursos Humanos (no momento trabalhando com
educação a distância.
Balanço da sua actividade literária do ano de 2002: Classificada em dois concursos de
Poesia na Espanha Centro de Estudos Poéticos.
De 01 de Janeiro a 31 de Dezembro de 2002 escreveu ... ?: - Sim
Que tipo de trabalho (prosa poesia crónica outros trabalhos) ... ?:
- Poesias religiosas (estou em nova fase literária)
Como foram divulgados estes seus trabalhos ... ?: - Não foram divuldados
Durante o ano de 2002, publicou algum livro ... ?: - Não
Faça um breve sumário do tema (s) de sua obra ... ?: -
Como foi divulgado ... ?: -
Projectos literários para o ano de 2003...?: - alguns livros engavetados, esperando que
eu tire o pó do tempo da gaveta para receber o pó do tempo das livrarias ...(ou seja,
esperando uma boa grana para publicá-los).
Que tipo (s) de trabalho (s) ... ?: - Poesias diversas, uma história de amor contada em
sonetos; dois livros religiosos.
Como via divulgar seus trabalhos ... ?: - Não saberia dizer. Talvez entre os amigos ou na
Empresa onde trabalho.
Se tem livros publicados: Apenas antologias
Nome e ano de publicação de seus livros ... ?: - desde 1985, 1987,1988,1989,2000 se não
me falha a memória
Onde foram lançados ... ?: -
Outras apresentações ... ?: -
Como podem ser adquirido (s) seu (s) livro (s) se possível indique o preço (s)
... ?: - Tenho alguns exemplares ainda das antologias
Colabora normalmente com o "cá estamos nós" ... ?: - Agora é que tomei
conhecimento, mas não chequei a conhecer. Se tiver a oportunidade de colaborar, o farei
com o maior prazer.
Qual o género de colaboração (poesia, contos, crónicas, na sua divulgação, etc) ...
?: -
De 00 a 10 qual a nota que atribui à Divulgação "cá estamos nós" ... ?: -
Divulga o "Cá Estamos Nós ?... se S I M, em que condições ?... ?: -
Se tiver Home Page, ou, se tiver trabalhos seus em algum (s) site (s), indique qual
(quais) ... ?: - Usina de Letras do Correio Brasiliense, Centro de Estudos Poéticos
(http://www.centropoetico.com), Blocos Editora, Apperj
Observações ... ?: -
Deve juntar um pequeno trabalho seu, original:
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ENIGMA
Infame és tu
Mãe das travas,
Do medo.
Que acasalas
O macho à ociosidade,
E anulas a gêmea matutina.
Corrupta és tu
Serpente da ira,
Da lama
Que cerca de atenção
A presa indefesa,
E aguardas o bote vespertino.
Ó inqualificável!
Constróis sob a destruição
De muitos.
Vens em forma de luz, és treva,
Enfeita-te de serpentina:
Não és carnaval. |
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CHAMA INTOCÁVEL - Sónya Monteiro
Chama ardente
Que brilhas de longe
O teu corpo quente
Que me faz vibrar
Fogo aceso
Na noite a brilhar
Mas ás vezes parece
Quereres-te apagar
Teu jeito de rir
Tua maneira de estar
Tua forma subtil
De me tocar
Do teu corpo o aroma
Do teu rosto o olhar
O ar do teu sorriso
Um toque de luar
Tu o fogo
Eu a ventania
Reacender tua chama
Na nossa rebeldia
Despertas em mim
Pensamentos estranhos
Fantasias sem fim
Profundos desejos
Teu jeito brusco
Minha indiferença
Uma forte tempestade
Força da Natureza
Acaba a tormenta
Perfume a incenso
Sinto no corpo
Um calor intenso
Para terminar aqui fica a questão
Amizade colorida
Amor ou atracção? |

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Retratos da Vida - Mariete Marcondes
Vida bandida, vida perseguida pela dor.
Quisera ser como a lua, toda nua,
como a perfeita musa dos sonhadores,
ser a receita da pureza e do amor.
Rua escura, tempo perdido,
olhar vazio, sonho esquecido,
amor dilacerado, ninguém ao meu lado.
um sonho guardado, enterrado,
como um corpo em decomposição.
Viagem misturada com realidade,
saudade do que não aconteceu,
sonho perdido entre olhar vazio,
a vida que não viveu,
um canto sereno, um leito macio...
Muitas vezes, sequer enxergamos um sol
uma luz que nos oriente.
Quantas de nós experimentamos a sensação
de viver uma fantasia, mesmo que tardia,
um anjo enrolado num lençol,
que traga uma semente de amor e de emoção?
Tempo passando, lágrima enxugando,
sorriso engolido, olhar perdido.
E dia após dia, nossos olhares
tão perdidos , vão apagando
o viço da juventude,
um encanto infantil, muito antigo.
E de esperanças renovadas,
disfarçadas, dilaceradas,
seguimos nosso caminho,
outrora com ansiedade,
caindo na mesmice da dor,
na amargura recolhida,
mente aberta, face despida.
Retratos da vida...
diário de uma partida
de ilusão, de saga de uma luta vencida,
de um dia, quem sabe,
tenhamos até saudade
desse tempo em que somos felizes
eternas matrizes da marca da crueldade. |

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VOCÊ LEMBRA AMOR? A. Nadir DOnofrio
Como poderia esquecer,
foram momentos tão bons,
Na juventude tudo podemos,
não tem regras nem preconceito.
Um lindo domingo o pic-nic esperado..
Conhecimento do local,
A trilha na mata,pássaros e borboletas
Um barulho de água caindo,
e a visão mais desejada.
Uma linda cachoeira, pedras escorregadias...
Más o amor estava no ar, os corpos a se enlaçar.
Os hormônios se aflorando e nós ali nos amando
Em baixo da cachoeira, sentido a água escorrer,
nosso momento se concretizou.
Só que adolescentes pensam só o momento viver,
pouco importa saber se existem perigos ou ou não...
O inesperado aconteceu,
você de mim se desprendeu.
Rolando pelas pedras, vi você desaparecer,
eu desesperada, gritando correndo pela mata.
Fui encontrá-lo, estendido no rio.
Um ferimento na cabeça, sangue que escorria.
Nem assim a chama do amor se apagou
E ali mesmo tudo recomeçou,
Poderia dizer que foi o mais completo pic-nic.
Você lembra amor? |
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DESEJO INCONSENTIDO - Heleninha de Oliveira
Jorra no ser
abismo profundo
doutro mundo,
o coração.
Dragão oculto
no campo da mente
espírito voante
receptivo.
Desperta pelo deus - sol
oculta pela mãe - lua
rodas, sangue, no guizo
serpente.
Verdejantes prados
alimentam o corpo.
Na quietude das montanhas
o interior - debate em fogo.
Das cinzas da fênix
irrompe
o camuflado
desejo incontido. |
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