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Nº
10 -
Março de 2004 |
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EDITOR: CARLOS LEITE RIBEIRO |
Juntos - Katarina Madeira

Foi ao som daquela musica
Que por ti me apaixonei...
A nossa primeira musica...
A letra dessa canção
Ficou para sempre lembrada
No nosso baú fechada
Como sendo uma das mais ternas
e amadas recordações
Foi numa noite encantada
Que decidimos mais tarde
Dançar essa melodia
Com sonhos em sintonia
E dançamos sem parar
Deslizando pelo ar
Com um olhar apaixonado...
Teus olhos fixos nos meus
Sem nunca se desviarem
Fizeram juras de amor...
Os corações prometeram
No silêncio desse olhar
Que ao som dessa melodia
Juntos iriam ficar
.
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Quem Sou ? Maria Aparecida Silva de Melo -
Nickname: Andriella
Local onde reside: João Pessoa - Paraíba - Nordeste - Brasil
Ocupação Profissional: Relações Públicas
Balanço da sua actividade literária do ano de 2003: Escrevi vários poemas.
De 01 de Janeiro a 31 de Dezembro de 2003 escreveu ... ?: - Sim.
Que tipo de trabalho (prosa poesia crónica outros trabalhos) ... ?:
- Poesias e crônicas.
Como foram divulgados estes seus trabalhos ... ?: - Internet, amigos e familiares.
Durante o ano de 2003, publicou algum livro ... ?: - Não.
Projectos literários para o ano de 2004...?: - Editar meu 1º livro de poemas.
Que tipo (s) de trabalho (s) ... ?: - Livro
Como via divulgar seus trabalhos ... ?: - Amigos, internet, deixar em algumas livrarias,
doar maior parte para instituições filantrópicas, anúncio em rádios e jornais (de
partida é sem fins lucrativos, complementando busco patrocínio).
Colabora normalmente com o "cá estamos nós" ... ?: - Ocasionalmente (devido
problemas com o email).
Qual o género de colaboração (poesia, contos, crónicas, na sua divulgação, etc) ...
?: - Poesia; link nas minhas páginas, indicação a amigos, etc.
De 00 a 10 qual a nota que atribui à Divulgação "cá estamos nós" ... ?: -
9,5
Divulga o "Cá Estamos Nós ?... se S I M, em que condições ?... ?: - Indico aos
meus amigos, e tenho link nas minhas Home Pages.
Se tiver Home Page, ou, se tiver trabalhos seus em algum (s) site (s), indique qual
(quais) ... ?: -
Página da Andriella - Andriella Poesias - Andriella Mensagens - Cidinha Poemas
Sonho - Realidade
Sou realidade do que dizes ser teus sonhos
Tuas aspirações, desejos, e determinações,
Recuperaram sonhos perdidos
Que hoje são realizações em nossas vidas.
Incitas consideravelmente
O meu pensar, fogo, libido e viver!
Sou realidade nascida dos teus sonhos
Tu és realidade transparente inserida na minha vida.
Afinidades sem ansiedades
Emoções e razões
Dão formas as nossas vidas (antes carentes de amor).
Somos realidade de sonhos despertados
Bifurcação de amor
Junção necessária
Parâmetro existencial
Vital
Transcendental
Do misto sonho-realidade e porquê(s)?
O essencial é viver intensamente
Contornando as turbulências.
Dentro das nossas trajetórias teremos sonhos
Grandes realizações!
Porque sem sonhos não poderemos viver
É realidade dentro do meu ser!
Quero-te...
Sou feliz com você!
Sonhar é bom
Melhor ainda quando acompanhado!
Nosso sonho virou realidade
Porque sonhamos juntos
Amo-te muito meu amor
Nunca devemos parar de sonhar
Sonhos resgatam grandes tesouros
Você é um deles, e porque não dizer:
O melhor que poderia acontecer?
Adoro-te! |
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Posso Esperar© - Elizabeth Misciasci
Posso esperar
que seus lábios sintam
a falta dos meus
na embriaguez da alma
que chora
a presença de um querer
nos dias longos
e noites sem fim
Posso esperar
que seus olhos inquietos
me busquem
na imensidão dos céus
num sonho de amor
num desejo insano de querer
Posso esperar
que seu corpo busque o meu
nos mais loucos delírios
que sufocam gemidos
no desvario que revela frenesi
Posso esperar aflorar
o sorriso pacificado de quem
nos resíduos do tempo,
já sem beira
busca implicitamente
um porto para ancorar
Posso esperar
que desperte da lassidão
que lhe devorou os melhores anos
percebendo assim, que
perdeu o controle da vida
na insensatez do repente e,
com o intento excêntrico
de se encontrar...
venha me procurar.
.
Posso esperar
Exauriu-se a pressa...
Posso esperar. |
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A lúdica tentativa... - Peixão 89
A lúdica tentativa
Contornos delineados de estar
De fazer crer que ama
De achar que pode-se entender
Outras e novas formas de amor
Se o tempo é cura à cicatrizes
Marcas são nódoas que o passado apregoa
Nessa Ilha que atende por solidão
Agora aqui, depois ali, feito bola
Feito a imagem e transparência
Ilude em ótica os desatinos
No logro da visão que esmaece
Enquanto o coração enregelado pesa
Favas que se contam outra vez
Para que nada mais fosse assentado
O fardo solitário de um mesmo caminho
Parado feito lustre, ares de Jardim
Na névoa em foco, turva no copo vazio
O amargo pelo não gozo, soçobram lamúrias, enfim
Mais uma página límpida virando o avesso
Sem sentir a água que cobre o corpo desejado
Que por desejo, outra tentativa
Patina na lúdica ficção
E o para o ano em que somos
Feliz no ano que vem
Se é luz, o olho aguarda. |
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SONETO DO DESENGANO - Lílian Maial
Jurei, mil vezes, que nunca eu amaria,
E novamente esse brilho me cegou.
Na madrugada, outra lua antecipou,
O amanhecer que essa aurora me traria.
Tão decidida, inocente, eu não sabia,
Todo o lamento que o amor me reservou:
Dias de céu, que o poeta declamou,
Noites de breu, que a tristeza choraria.
Como semente, que explode a vida em cores,
Guardei nos sonhos a cura dessas dores,
Pra germinar pela luz dos olhos teus.
Carrego pouca ilusão de estrela-guia,
Que aquele olhar, que me enchia de alegria,
É o mesmo olhar, que me embaça e diz adeus. |
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Transmutação angelical. - Vanderli Medeiros
Transmutarei-me de anjo/mulher,
elevarei minh'alma a quinta dimensão,
e assim, volátil e sedutora
invadirei o espaço em tua direção...
Guiada por sentimentos latentes de outras eras,
minha essência divina te encontrará.
Não haverá céus nem mares
que outra vez nos separe;
nem enganos de amores vis
a me despistar desse ser amado
que povoa meus sonhos,
e SEI que é real.
Enganada fui por um anjo mal,
vislumbrei tua face terna
no rosto de um animal.
Na ânsia louca de tê-lo por enfim, encontrado,
entreguei-me sem igual.
Custou e doeu muito acordar,
e ainda por cima, crer no quanto me enganara.
Tu ainda esperas-me,
foi apenas um rebate falso,
devido à dor da longa e dolorosa espera.
A dor da desilusão de ver que não podia amar
quem eu acreditei ser tu, desnorteou-me, sofri...
Doeu acordar e saber que ainda estas a me procurar,
que também buscas por mim.
Porém, hoje, totalmente volátil e depreendida da matéria,
irei ter contigo e atraí-lo p'ra mim.
Invadirei tua vida como anjo celeste.
Pensando que sonhas comigo,
acordarás com o calor de minhas carícias
como se por uma brisa fosse à noite tocado
e o atrairei em definitivo para meu lado. |
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VEM, AMOR ! - José Geraldo Martinez
Vem, amor !
Antes que a vida me cale e a morte em guarida me embale nos braços da
eternidade...
Beija-me os lábios que murmuram de saudade !
Vem, amor! Antes que me receba com o peito frio ...
Os lábios mudos e sem vida e meus braços vazios !
Quero o mirar dos teus olhos na vida que eu ainda tenho ...
O calor do teu corpo no leito que me contenho .
Tuas carícias em minha face , tuas palavras em meus ouvidos ...
A consolar-me derradeiros em meus últimos momentos vividos !
Que de nós faça a vida , uma história de amor ...
Perpetue nossas almas , nas fazendas do Senhor .
Quero que saibas que muito te amei , a cada minuto da minha vida !
Se me vires chorar, é por te amar muito mais e deixar-te, querida !
Vem, amor ! Para que ainda percebas minha fala .
Quero agradecer-te os momentos ,
que os sonhos, ainda vivos , me embalam ...
Quero em tempo , afagar os teus cabelos ,encostar meu rosto em teu peito
que abrigaram-me por um vida inteira num amor tão perfeito...
Vem , amor! Se não me ouvires ,
lê-me os olhos !
Declamarão meus sentimentos e se mesmo assim, os vir fechados ...
Escuta o vento !
Cantará por tua janela ,
em noite clara de luar e mesmo assim se não me ouvires , escuta o mar ...
Se tiver partido antes que venha ,
levar-te-ei comigo !
Beija-me o rosto ainda ...
Mesmo que minha vida esteja finda,
sentirei !
Segue tua vida sabedora :
onde estiver te esperarei
e muito te amarei ainda ! |
"QUEM SOU ?..." - Jorge Humberto
1º - a) Nome -;- Idade (o ano de nascimento é facultativo -; - b)
Profissão -;- c) Morada (não publicamos endereços de e-mail) -;- d) - Quer falar um
pouco da terra onde mora ? :
a) - : Jorge Humberto; 38 (20/01/1966)
b) - : Ambiciono da Escrita tal desígnio;(Desempregado)
c) - : Rua 18 de Janeiro, Lº 29, 2º Esqº - Santa-Iria-de-Azóia/2695-168
d) - : Pequena vila, entre a Cidade e algum do meio rural, da área circundante,
Que abrange Lisboa e Vila-Franca-de-Xira;
Uma vila limpa e bem estruturada, com jardins públicos, escolas, desporto, cultura
E uma igreja matriz
.
2º - a) Quando começou a escrever ? -;- b) Teve a influência de alguém para começar a
escrever ? -;- c) Lembra-se do seu 1º trabalho literário (se puder, indique o título)
-;- d) Foi divulgado (como) ?;
a) - : eu sou a arte e ela a minha essência, respondendo: do ano de 1988 (poesia)
b) - : Não sei responder a esta resposta.
c) - : Lembro sim: 1 poema corrido e sem pontuação alguma, que pretendeu ser um grito,
que iria despoletar o que há muito calava em mim e era poesia, infelizmente deixei-o em
França
e o seu Título não lembro mais, mesmo porque me dói ainda tal falha.
d) - : Não.
3º - a) Tem livro (s) impresso (s) (editora e ano) ? -;- b) Tem livro (s) electrónico
(e-book ? (editora e ano) -;- c) Projectos literários para este ano de 2003 ? -;- d) Como
vão ser editados ?:
a) - : Não.
b) - : Não.
c) - : Para o ano de 2004 quero acabar 2 de 3 livros e caminhar para a edição de 1, dos
mais antigos.
d) - : Essa é uma questão que merece bastante amadurecimento ainda
4º - a) Fale-nos um pouco de si, como pessoa humana ? -;- b) Como Escritor (a) ? -;- c)
Para se inspirar literariamente, precisa de algum ambiente especial ? -;- c) Tem prémios
literários ?:
a) - : Do mais alto de mim fui poeta... insinuei-me ao homem...
E realizo-me a cada dia ser consciente de muitos.
Quis a lei que fosse Jorge e Humberto, por conjugação
De um facto, passados 38 anos ainda me duvido...
Na orla do Tejo sou Lisboa... e no mar ao largo o que houver.
b) - : Serve a mesma a resposta dada em A) -:
c) - : Acho que tem mais a ver como me enquadro, ante o que se me depara, e possivelmente
alguma causa e efeito que dai possa advir, mas sou hoje em dia sou mais animal diurno.
d) - : Não.
5º - a) Tem Home Page própria ( não são consideradas outras que simplesmente tenham
trabalhos seus) -;-b) Conhece as vantagens que os Autores do CEN têm em ter sua Home Page
ou (e) Livro (s) electrónicos, nos nossos sites (preços, condições e divulgação) ?
-;- c) Que conselho daria a uma pessoa que começasse agora a escrever ? -;- d) Para
terminar este trabalho, queira fazer o favor de mandar um pequeno (e original) trabalho
seu (em prosa ou em verso) ?:
a) - : Tenho, sim: http://opoeta.no.sapo.pt & http://groups.msn.com/InPoema ; há
ainda uma 3ª em construção, gesto desprendido de um amigo, do longínquo Japão.
b) - : Não.
c) - : Ser sempre quem é, acrescido da responsabilidade de que, ao fazê-lo, não é para
si o caminho
mas para os que o lerão
Com o autor fica a eterna insatisfação, que é o défice
de sua imperfeição.
d) - :
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A VÓS OS HUMILDES
No mais alto de cada um,
Está cada um de nós,
Essência e caminho.
No que fizerdes, por vossa opção,
Tomareis para vós, o que decidirdes,
Sem retrocesso ou dúvida,
E hei-vos, no caminho,
Do que sois por essência.
Já a questão,
É essa permanente reticência
Que dá ou tira-nos razão. |
Prece do Poente - Marisa Cajado.
Cai a tarde
Róseo véu encobre o céu
Peito arde e uma paz
A alma invade
No silêncio a noite
Vem devagarinho
E cá dentro recolhido
O coração reza baixinho
Oh! Tu que fizeste o luar
Que coloriste o céu
Puseste água no mar
Oh! Tu que acendeste as estrelas
Me deste olhos para vê-las
E me dás o dom de amar
Oh! Tu que sempre move o vento
Faz a flor cada momento
Seu perfume espalhar
Que magia destes às matas
Que derrama as cascatas
E põe o sol para as manhãs dourar
Que rege a natureza em sinfonia
Oh! Meu Deus minh'alma guia
Pra fazer parte de um teclado
Ou de um instrumento afinado
Com a tua melodia.
Cancioneiro do Infinito
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Sou uma adepta fervorosa
do Sporting Clube Farense - Sónia Monteiro
É o meu único
clube de futebol e não tenho mais nenhum, é uma das minhas principais fontes de
inspiração. Envio-lhe aqui um poema que conta a história do meu clube, o seu nascimento
modesto, os seus feitos históricos (esteve na final da taça de Portugal, na Taça UEFA,
e esteve na I Liga até há muito pouco tempo, desceu de divisão de uma forma brutalmente
repentina, por causa de uma grande instabilidade económica), os momentos de crise que tem
vivido nos últimos tempos e a garra com que tem tentado ultrapassá-los, e por último, a
esperança do futuro, com o regresso ao auge.
EM HOMENAGEM AO MEU GRANDE CLUBE
SPORTING CLUBE FARENSE
Vieste ao mundo
Sonho criado
Nas almas dos fundadores
Deram-te à luz com a força
Que comanda os sonhadores
Pequeno eras quando nasceste
Nesse dia primeiro de Abril
E quem de longe te mirava
Jamais imaginava
Que um dia fosses guerreiro
Desbravador de lutas mil
Mas foi passando o tempo
E tu foste crescendo
De pequeno passaste
E em tal guerreiro te tornaste
Nas batalhas que travaste
A maioria sempre vencendo
E até os gigantes do alto
A quem tanto aclamaram
Por ti foram derrotados
E aos teus pés se rojaram
Tiveste na cabeça a coroa da Glória
E nas tuas mãos o ceptro da Vitória
O Algarve inteiro orgulhaste
E Portugal ao Céu elevaste
E todos cantaram teu nome- "Á Vitória..."
Porém um dia o céu estremeceu
E o mais terrível e inesperado aconteceu
O teu pequeno sustento se perdeu
E a Felicidade dos teus seguidores pereceu
Os abutres da incerteza o céu rasgaram
E o teu palácio em vão queimaram
Enquanto os incrédulos o teu fim anunciavam
A grande Assembleia foi então reunir
Para o futuro desse herói de outrora decidir
E no meio das dúvidas que pareciam persistir
Uma luz de Esperança do nada veio surgir
Mas os carrascos da discórdia que lá estavam presentes
Que somente pra servir seus interesses
Essa ideia próspera foram destruir
A revolta então se instaurou
E o povo o seu herói reclamou
Mas no meio desse temporal infinito
Quando o teu exército parecia perdido
A tremenda tempestade acalmou
E no fundo do horizonte um cais se avistou
Era pequeno o patamar
Mas tudo vale a pena quando há força pra lutar
Vislumbro no futuro que novos sóis irão brilhar
Pois quem nasce Vencedor nunca deixa de ganhar
Farense, meu clube
És orgulho nacional
Um valor nunca se perde
És filho de Portugal!
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