Nº 21 - Maio de 2004

EDITOR: CARLOS LEITE RIBEIRO

 

"QUEM SOU?..." Edmar Bernardes

          1º - a) Nome -;- Idade (o ano de nascimento é facultativo -; - b) Profissão -;- c) Morada (não publicamos endereços de e-mail) -;- d) - Quer falar um pouco da terra onde mora ? :
         
          a) - : Edmar Bernardes DaSilva
          b) - : 39
          c) - : Escritor, Historiador, Geógrafo, Jornalista e Professor Universitário
          d) - : Nasci em Luz Minas Gerais no Brasil (Sudeste do Brasil), no entanto vivo em Fort Lauderdale/Florida/Estados Unidos neste momento. Gosto de muito de Fort Lauderdale, porque é composta por pessoas de culturas e línguas diferentes, e também me coloca numa posição em que fico mais próximo do Brasil e de Portugal ao mesmo tempo
         
          2º - a) Quando começou a escrever ? -;- b) Teve a influência de alguém para começar a escrever ? -;- c) Lembra-se do seu 1º trabalho literário (se puder, indique o título) -;- d) Foi divulgado (como) ?;
         
          a) - : Escrevo desde o meu tempo na escola primária
          b) - : Na verdade nunca fui influenciado por ninguém. Escrever foi uma coisa espontânea que brotou dentro e de mim
          c) - : O meu primeiro trabalho literário que guardei e publiquei foi um poema chamado: Seu Universo. Escrevi esse poema quando tinha 16 anos. Escrevi o mesmo nos fins dos anos 70.
          d) - : Sim a minha professora de Língua e Literatura Portuguesa publicou o meu poema no jornal da cidade de Luz (Jornal de Luz). Assim foi que as pessoas começaram a ler o meu trabalho.
          Jornal de Luz WEB SITE:
www.jornaldeluz.com  
         
          3º - a) Tem livro (s) impresso (s) (editora e ano) ? -;- b) Tem livro (s) electrónico (e-book ? (editora e ano) -;- c) Projectos literários para este ano de 2003 ? -;- d) Como vão ser editados ?:
         
          a) - : Viagens Dentro de Mim e do Universo - Primeira Edição 1996 - Diagrama Arte e Anúncio Editora Belo Horizonte - MG - Brasil - Poemas em língua portuguesa
          Segunda edição - 1997 - São Lázaro Graphics, corp. - Miami - Florida - Estados Unidos
          Astros e Estrelas - Primeira Edição - 1997 - D&P editora Ltda - Belo Horizonte - MG - Brasil - Contos e poemas em Língua Portuguesa
          Sentimentos e Paixões - Primeira Edição - 1998 - Academia Lingüística Editor - Miami Beach - Florida - Estados Unidos
          Estados Unidos da América - Coletânea de poemas em quatro línguas (Português, Inglês, Italiano e Francês)
         
          Segunda edição - 1998 - Academia Lingüística Editor - Miami Beach - Florida - Estados Unidos
         
          Terceira Edição - 1999 - Academia Lingüística Editor - Oakland Park - Florida - Estados Unidos
          WEB SITE:
www.acadling.com 
         
          Perdido em Berlim - 2004 - All-Print Editora - São Paulo - Brasil - Uma Coletânea de Contos e Crônicas Escritos no Brasil, Alemanha e Estados Unidos
          WEB SITE:
http://www.geocities.com/allprint2004/lanca.html  
         
         
          b) - : NO
          c) - : Meu projecto literário em 2003 foi publica há duas semanas.
          d) - : Já foi publicado como mencionei acima.
         
          4º - a) Fale-nos um pouco de si, como pessoa humana ? -;- b) Como Escritor (a) ? -;- c) Para se inspirar literariamente, precisa de algum ambiente especial ? -;- c) Tem prémios literários ?:
         
          a) - :
          Sou natural de Luz/MG/Brasil, freqüentei o curso de Letras, na FASF/Luz (Faculdade de Filosofia Ciências e Letras do Alto São Francisco), no qual fui obrigado abandonar por questões financeiras. Diplomei-me em História pela Florida Atlantic University nos Estados Unidos. Atualmente curso o Mestrado em Geografia na Florida Atlantic University. Diplomei-me em Língua Inglesa nos Estados Unidos pela Converse International School of Languages, onde já vivo por quase 14 anos. Passei 8 meses na Itália, 6 meses na Índia, 6 meses na Alemanha, e percorri boa parte da Europa e do Oriente. Leio e falo bem o Inglês, Italiano, e tenho bons conhecimentos do Espanhol e do Alemão. Atualmente trabalho como professor assistente para Geografia Geral and Florida Atlantic University nos Estados Unidos.
          Sou um intelectual nato e adoro literatura, história, geografia e jornalismo. Sou simples e gosta da vida simples e bem vivida. Sou um ativista do direitos humanos e admiro muito escritores como o José Saramago e Cecília Meireles. O cronista Ruben Braga é o meu favorito. Sou um apaixonado pelo Brasil e também pelo mundo lusófono. Adoro comida Mineira (Minas Gerais) e também pratos portugueses. Divulgo sempre que posso e tenho oportunidade a língua e a literatura Luso-Brasileira.
          b) - : Como escritor sou atrevido e profundo. Gosto de mostar meus sentimentos e gosto de gritar ao mundo os desejos humanos dentro de mim e de cada um de nós. Quando escrevo a minha escrita mostra que sou româtico, ativista, historiador, geografo e até mesmo sonhador. O meu lando cigano e rebelde sempre está inserido espontâneamente dentro do meu trabalho. Como citei acima sou um intelectual nato.
          c) - : Um lugar limpo e quieto. Para criar preciso estar sozinho e mergulhado profundamente dentro de mesmo.
          d) - :
          - Prêmios
          • Classificado em primeiro lugar no IV Concurso Iternacional Literário de Primavera/99 na categoria: Conto, concorrendo com mais de mil candidatos do Brasil e Portugal. A conto vencedor nesse concurso literário se intitula De Berlim a Frankfurt am Main.
          • Classificado em segundo lugar no II Concurso Nacional Literário de Primavera/98 no Brasil com o conto Aconteceu no Trem. Concorrendo com 851 candidatos de todo o Brasil.
          • Classificado em terceiro lugar no III Concurso Nacional Literário de Outono/99 no Brasil com o conto Novo Renascer. Concorrendo com 792 candidatos do Brasil, Portugal, Bélgica, Chile, Venezuela e Estados Unidos.
          • The National Library of Poetry, o premiou com um diploma pelo seu poema Memories (Memórias) que foi publicado na Antologia Americana de Poesia/97 Silence of Yesterday (Silêncios de Ontem) juntamente comsua biografia.
          - Participou como convidado especial do livro bilíngüe: Foreign Languages Made Easy(Línguas Estrangeiras de Uma Maneira Fácil), do autor Robb Kvasnak. Fez a apresentação do livro e seu poema "Palavras", foi usado no livro.
          - Foi convidado para fazer uma leitura de seus dois livros pelo IBERO-AMERIKANISCHES INSTITUT na Biblioteca Pública de Berlim/Alemanha.
          - Seus 3 livros já foram lançados no Brasil, Estados Unidos da América e Alemanha.
         
          5º - a) Tem Home Page própria ( não são consideradas outras que simplesmente tenham trabalhos seus) -;-b) Conhece as vantagens que os Autores do CEN têm em ter sua Home Page ou (e) Livro (s) electrónicos, nos nossos sites (preços, condições e divulgação) ? -;- c) Que conselho daria a uma pessoa que começasse agora a escrever ? -;- d) Para terminar este trabalho, queira fazer o favor de mandar um pequeno (e original) trabalho seu (em prosa ou em verso) ?:
         
          a) - : Sim:
http://groups.yahoo.com/group/EscritorBR/
         
http://www.acadling.com  
          b) - : Não conheço, no entanto, tenho vontade de aprender essas vantagens.
          c) - : Ser valente, gostar do que faz, ser honesto e acreditar nesse presente divino plantado dentro de si.
          d) - :

O Primeiro Beijo

          A próxima vez que nos encontrarmos amanhã, daremos o nosso primeiro beijo. Eu sei disso, porque nós dois concordamos que esse primeiro beijo deverá acontecer. Naturalmente, o primeiro beijo sempre acontece espontaneamente. O momento chega e tudo acontece. Esse pode ser tentador e doce - quase espiritual, como o beijo de Christiane Torloni e Antônio Fagundes na novela A Viagem de Ivany Ribeiro; ou um beijo urgente e apaixonado, como os beijos que astros e estrelas da Sétima Arte dão durante uma cena ardente de paixão. Nosso primeiro beijo também pode ser profundo e trágico, como os de Gary Crant e Sofia Loren em seus filmes realizados por hollywood, onde fizeram excêntricos pares românticos. O que for, será.
          O nosso primeiro beijo será planejado, porque nós já conversamos sobre isso. Bom, ainda não discutimos com certeza a mecânica desse primeiro beijo, no entanto concordamos que já é o momento certo para que isso aconteça.
          Quando temos certeza de que já estamos prontos para o primeiro beijo, esse passa a ter uma completa e nova dimensão. Tem-se muita coisa a considerar quanto a um beijo. Como e quando isso acontecerá? Deveria acontecer no final de uma tarde depois de um longo namoro ou deveria acontecer de impacto, o mais rápido possível, como que subitamente? Deveria esse primeiro beijo acontecer no sábado à noite, quando estivéssemos falando de coisas românticas? Ou num domingo num piquenique que poderíamos fazer no parque? Todos sabem que um piquenique é um lugar apropriado para que isso aconteça. Será que poderíamos ainda ser um par romântico, mesmo antes do primeiro beijo?
          Talvez seria melhor alugarmos uma limosine bem elegante, fôssemos até uma praia deserta e abríssemos uma garrafa de champagne no momento crucial, momento esse perfeito para o primeiro beijo, sob a luz pálida do luar e ouvindo o barulho das ondas do mar. Ou deveríamos pretender que nosso beijo escorregasse das nossas mentes e quando acontecesse, agiríamos como se fosse uma surpresa?
          Por outro lado, talvez devêssemos inventar alguma cerimônia, em que diríamos algumas palavras, queimaríamos alguma espécie de incenso e deixaríamos que o beijo acontecesse repentinamente sob o brilho noturno das estrelas. Talvez fosse melhor nos encontramos num dia qualquer e tentarmos simbolizar o significado de nossa relação amorosa com esse beijo tão sonhado.
          Não, eu penso que não. Seria muito complicado analisar e simbolizar um beijo que acontece espontaneamente. O melhor seria tomarmos um café juntos primeiro e dizermos para cada um algumas palavras ferventes, comermos um bom pedaço de torta e então termos uma romântica conversa antecipada sobre o assunto? Ou poderíamos jantar e selecionarmos do cardápio só os pratos isentos de alho, cebola e temperos? Ou comermos só uma simples salada com um pedaço de pão francês e preservarmos o nosso hálito fresco e limpo para o primeiro beijo? Ou talvez deveríamos fazer um lanche rápido mais cedo e poupar o jantar para depois dos acontecimentos.
          Eu não sei o que vestir para essa ocasião tão importante e tão esperada por mim e pela outra parte interessada. Alguma roupa bem discreta e bem masculina, talvez um traje bem romântico como nos filmes clássicos de Hollywood para dar uma atmosfera sóbria aos momentos precedentes ao nosso primeiro beijo? Ou alguma roupa bem atraente e excitante para mostrar a ela meus desejos e gritar: - Sou um homem maluco para ser beijado.
          Talvez seja melhor comprar uma roupa nova e inédita. Tenho certeza de que, em alguma loja ou butique masculina, encontrarei um terno especial para ser usado no dia do primeiro beijo. Talvez uma calça bem esporte deixando meus movimentos livres para abraçá-la no momento do primeiro beijo. Talvez uma calça índigo possa ser bastante elegante, junto com um paletó esporte no entanto, muito elegante assinado por Giorgio Armani, deixando-me com uma aparência de Gary Crant quando estava ainda nos seus trinta e dois anos ou com a aparência de Clark Gable no filme E o Vento Levou onde ele dava beijos trágicos e apaixonados em Scarllet O'Hara.
          Talvez um jeans seria melhor, porque poderia ser mais confortável, se fosse preciso me ajoelhar e implorar-lhe pelo primeiro beijo. Uma roupa jeans pode dar aquela aparência atrevida e moderna que toda mulher adora. Meu Deus, o que estou fazendo, tolice minha preocupar-me com o que vou usar no momento do meu primeiro beijo. De uma coisa tenho certeza, não quero usar uma calça nova - você nunca sabe se uma roupa nova vai vestir bem ou não, até que você a lave pela primeira vez. Não tenho tempo para lavar e passar uma calça, estou muito ocupado pensando no instante do meu sonhado primeiro beijo.
          Jeans é muito bom - não muito velho, não muito novo, com uma camiseta bem legal - e uma jaqueta de couro bem elegante se for preciso.
          Preciso comprar uma coisa para o meu hálito. Esse beijo merece um fresco e molhado hálito, para que a deixe tonta de paixão. Que sabor deveria comprar? Menta, cereja ou eucalipto? Quero que ela sinta o sabor através de minha língua. Acho que menta seria melhor, porque o sabor da menta daria um ardor agradável ao nosso primeiro beijo. Nunca pensei como poderia ser o sabor do primeiro beijo. Na verdade, beijo tem sabor de beijo, nada mais. Além do mais o sabor não é importante, o importante é o primeiro beijo que acontecerá entre nós dois.
          Então estou preparado. Uma preparação pré-utópica. Uma velha calça jeans e uma camiseta branca. Um purificador de hálito sabor menta para a boca. O beijo primeiro, jantar depois. Um beijo sequioso e apaixonado, porém não ordinário. O dia e o local ainda não foram decididos.
          Talvez vocês pensem que não sou romântico, devo admitir que passo um bom tempo fantasiando sobre a mecânica e volúpia do primeiro beijo. Meu coração fotografa cenas de uma sensual princesa de olhos castanhos, cabelos negros e lábios carnudos, que insiste constantemente dentro dos meus sonhos diurnos, enquanto espero na fila de uma sorveteria por um bom sorvete de maracujá, esperançoso que esse acalme meus nervos já à flor da pele. Pessoas devem imaginar que estou doido quando olham para mim na rua, meus olhos estão sempre voando e meus lábios sempre sorrindo. Pensem o que quiserem, não vou partilhar por nada neste mundo, com ninguém, meu sonho do primeiro beijo. Não quero que tenham uma idéia distorcida sobre meus sonhos. Na verdade, meus sonhos são quase apocalípticos e são só meus.
          Depois de tudo, o primeiro beijo deve acontecer espontaneamente. Vocês não pensam o mesmo?
         
          Edmar Bernardes DaSilva em Perdido em Berlim - 2004
          Página 56 - All-Print Editora - São Paulo - Brasil.

         REALIDADE - Gena Maria

          Amei a vida em criança
          Como um sonho que seduz
          Pois, contavam qua a esperança
          Era uma fada de luz.
         
          Pensei que o amor sendo belo
          Cantando com dôce voz
          Traria do seu castelo
          A ventura para nós!
         
          Mas veio a realidade...
          Como doi a vida assim
          Um dia achei a saudade
          Chorando dentro de mim.
         
          PS: Carlos esta pequena poesia,foi minha primeira , escrita qd ainda era muito jóvem...(16 anos)
          Bjs da Gena

         Havia um caminho - Jean-Pierre Barakat
         
          Havia um caminho
          Parálio às lagrimas
          De lendárias marés
          - Pulsar da emoção primeira -
         
          Curtíamos o rio de outros olhares
          - E nas cavidades da alma
          Surgia a visão de uma ilusão -
          Esquecíamos tudo
         
          Observávamos essa vida
          Que nos atravessava
          Sem sequer nos ferir
          - Com a dor irmã de toda ciência e vivência -
         
          (Pensávamos então: se fôssemos nadar
          Contra-corrente sem reter
          A memória que fomos
          Viria decerto essa felicidade
          No avesso da saudade)
         
          E quanto sabemos agora!
          Quanto erramos e aceitamos!
          Quanto acertamos e amamos!
          Venham esses amanhãs que nos exortam
          No pressentimento dos delírios!
         
          Sentimos assim a undívaga poesia
          Que há em nosso caminho milenar:
          O mesmo que nos levou
          Do nada para algum lugar.
         
          by Jean-Pierre Barakat

          MÃE - "AS ROSAS" - Cleidiner Ventura
         
          As rosas pela manhã,
          úmidas de orvalho,
          vaidosas anunciavam
          o nascer de um novo dia!
         
          Exalando seu perfume
          tão doce,
          tão inebriante,
         
          fazendo do beija-flor,
          tão pequena avezinha,
          seu mais fiel multiplicador.
         
          Esse perfume
          tão doce
          me acompanha
          em toda vida.
         
          As rosas
          tão rosas
          do jardim de minha infância!
         
          Pétala por pétala,
          trago na lembrança...
         
          As mãos macias de minha mãe
          acariciando a terra
          no plantio das mudinhas;
         
          A alegria estampada
          no olhar tão brilhante,
         
          quando sorrateira
          lá vinha a roseira
          com seu mais novo botão!
         
          Que saudade meu Deus,
          das doces mãos de minha mãe...
         
          ...tão macias, tão suaves
          que se misturam ao perfume das rosas,
          nas minhas velhas lembranças...
         
          Mãe,
          rosa,
          perfume,
          dádiva de Deus,
          aos homens
          tão pequeninos...

          Cleidiner Ventura/anjo – Brasil

          QUADRO ANTIGO - Victor Alexandre
         
          No museu que eu visitei
          Algo m’impressionou
          E saudoso meditei
          No tempo que já passou
         
          Um quadro, uma pintura.
          Uma família ela retrata
          Vê-se amor que perdura
          Até naquele vira-lata
          Lambendo mãos do dono.
          Os filhos olham o pai
          Com respeito e carinho
          Debaixo daquela cruz.
          A mãe sem abandono
          Serve ceia, pão e vinho.
          A filha beijo dar vai
          Àquela que a deu á luz.
         
          Esta cena bem familiar
          Nos nossos días, porém
          Já não tem mais lugar
          Á ceia não tem ninguém.
          Cada um para seu lado
          Com a sua ocupação
          Amor, já é do passado.
         
          E aquele quadro vendo
          Estou tendo a sensação
          De saudade estar morrendo
          Dos tempos que já lá vão!
         
          Victor Alexandre

          SONS DO SILÊNCIO - Nadir A D’Onofrio
         
          Silêncio absoluto impossível
          Tente ouvir os sons do silêncio
          Se te isolares numa floresta
          Ouviras o cantar dos pássaros,
          Ainda no silêncio da noite
          Terás o canto das aves notívagas
          O cricrilar dos grilos
          Coaxar dos sapos...
         
          No alto da uma montanha
          Terás o som melodioso do vento
          Como notas emitidas por uma flauta
          Numa praia o marulhar das ondas
          Ao lado de uma fonte a água que cai...
          À nossa lembrança traz suaves
          Acordes de um piano
          Se em meditação profunda
          Ouvirás o som da tua respiração
          As batidas... do teu coração!
         
          Praia Grande SP
          Brasil

          Glosando Delcy Canalles - Gislaine Canales - Traducida por Carmiña
         
         
¡ERES, MADRE MÍA!
          MOTE:
         
          ¡ERES PAZ QUE AMPARA MI ALMA!
          ¡ERES LUZ QUE ME DA EL CALOR!
          ¡ERES BONDAD QUE ME ACALMA!
          ¡ERES TÚ, MADRE, MÍ AMOR!
         
          ¡ERES PAZ QUE AMPARA MI ALMA!
          ¡Eres lago de ternura!
          ¡Eres un océano de calma!
          ¡Eres la felicidad pura!
         
          ¡Eres el sol de mi vida!
          ¡ERES LUZ QUE ME DA EL CALOR!
          ¡Eres la imagen mas querida!
          ¡Eres del Arco Iris el color!
         
          ¡Eres sonrisa que se escapa!
          ¡Eres de todos la alegría!
          ¡ERES BONDAD QUE ME ACALMA!
          ¡Eres la propia poesía!
         
          ¡Eres la propia inspiración!
          ¡Eres mi ángel protector!
          ¡Eres mi dulce emoción!
          ¡ERES TÚ, MADRE, MÍ AMOR!
          Glosando Delcy Canalles
          Gislaine Canales
         
         
ÉS, MÃEZINHA!
         
          MOTE:
         
          ÉS PAZ QUE AMPARA MINHA ALMA!
          ÉS LUZ QUE ME DÁ CALOR!
          ÉS BONDADE QUE ME ACALMA!
          ÉS, MÃEZINHA, O MEU AMOR!
         
          ÉS PAZ QUE AMPARA MINHA ALMA!
          És um lago de ternura!
          És um oceano da calma!
          És felicidade pura!
         
          És o sol da minha vida!
          ÉS LUZ QUE ME DÁ CALOR!
          És a imagem mais querida!
          És do arco-íris, a cor!
         
          És sorriso que se espalma!
          És de todos, a alegria!
          ÉS BONDADE QUE ME ACALMA!
          És, tu, a própria poesia!
         
          És a minha inspiração!
          És meu anjo protetor!
          És minha doce emoção!
          ÉS, MÃEZINHA, MEU AMOR!

         MEU BRASIL - Nadir A D’Onofrio
         
          Minha terra querida
          País abençoado
          Como diz o refrão de uma canção
          Moro num país tropical!
          Abençoado por Deus
          Bonito por natureza !
          No verde exuberante das matas
          No colorido alucinante de suas aves
          Na transparência luminosa do mar...
         
          Da mistura de tantas raças
          Surgiu esse povo alegre hospitaleiro
          Que sofre más não se deixa abater
          Muitos, esperam o carnaval chegar
          E na avenida seus sonhos realizarem...
         
          Nossos rios, cachoeiras
          Fauna, flora, cerrados
          Geografia privilegiada
          Beleza igual?
          Acho que não há!
          Não foi sem razão
          Que aqui ao aportar
          Povos colonizadores
          Essas terras não quizeram mais deixar!
         
          Além da beleza natural
          Uma enorme reserva mineral
          Ouro em profusão
          Pedras preciosas, que cintilavam
          Pau brasil, peroba, mogno
          Frutas caindo pelo chão
          Quanto tesouro nesse rincão!
         
          Os seus habitantes naturais
          Indígenas, gente guerreira, homens fortes
          Pele morena e lisa,crianças de olhos amendoados
          Raça que cultuava o sol a lua o trovão
          Tiravam do solo das águas e das matas
          Somente os alimentos necessários
          Respeitando o ciclo natural da evolução
         
          Más com o tempo, a ganância do homem branco
          Nossos indígenas, foram sendo dizimados
          Hoje restando tão pouco, ou quase nada
          De um povo que na verdade
          Eram os donos, dessa grande nação
         
          Nesse país tão grande, existia lugar para todos
          Não havia necessidade de tamanha atrocidade
          Aos nossos irmãos indígenas, que ainda sobrevivem
          Também em memória dos que aqui, já não estão
          Pois foram vitimas de uma
          Vergonhosa, irrefreável ambição
          Deixo aqui externado
          Humildemente... meu pedido de perdão!
         
          Praia Grande SP Brasil

          Eu...Uma pantaneira. - Vanderli Medeiros
         
          Eu sou uma vestal pantaneira;
          livre, solta e fagueira,
          que se emociona com os sons que me trazem o entardecer...
         
          Que carrega n'alma
          uma porção indígena, "incalma", guerreira...
         
          Outra porção calma e faceira...
          Misto de índia amazônica,
          que pela floresta é apaixonada,
          e se encanta,
          respeita e ama.
         
          Da ecologia
          faço minha religião e guia,
          vê em cada árvore sua porção, nos animais seus frágeis irmãos...
         
          Com todos, minha eterna comunhão;
          corpo, alma e coração.
          Que na mata canta,
          encanta, e vive em sintonia...
         
          Com os pássaros,
          acordo ao amanhecer
          louvo o sol ao nascer;
          e também, a minha terra santa, por me ter como filha de Tupã e Jaci...
         
          Porção índia no sangue,
          no carne exposta, uma porção portuguesa,
          Ilha da Madeira...
         
          Olhos que se misturam,
          a mata que inspira e nutre...
          Misto de de pantaneiros
          com antepassados
          da longuíncua Europa Medieval...
         
          Provocando uma confusão nos que me cercam:
          porção mulher,
          mista de pantaneira, índia guerreira;
          MULHER BRASILEIRA,
          olhares de européia trigueira...
         
          N'alma apenas uma mulher verdadeira,
          MULHER brasileira,
          com trejeitos de pantaneira.
         
          Que louva e ama o seu Pantanal!
          E que sonha com homens que só se fabricam no seu habitat natural...
         
          Forte, destemidos, amorosos, bons maridos,
          homem que no mundo há poucos igual!
         
          Eu...Uma pantaneira,
          uma autêntica MULHER BRASILEIRA!

          BRASILEIROS E O LEGADO PORTUGUES - Valeriano Luiz da Silva
         
          Convido os brasileiros para lerem esta poesia
          O que vou dizer não é nenhuma fantasia
          homenagear a mãe pátria eu gostaria
          Pois filhos dela todos nós já fomos um dia
         
          Mesmo que a mãe faça tudo para o filho ele ainda a magoa
          Podemos dizer que nenhuma colonização é boa
          Mas alguém aqui no novo mundo tinha que nos encontrar
          A sorte estava lançada, fomos apanhados pelos senhores do mar.
         
          sem critério usam a colonização para justificar as mazelas de hoje
          Mas na realidade é uma anedota falsa falar isto 500 anos depois
          Não devemos culpar o colonizador pela derrubada das matas
          Naquele tempo não tinha moto-serra, mas ferramentas fracas,
         
          O Brasil é o resultado da transformação de culturas
          Teve o índio, o negro, o português, e outros povos nesta mistura,
          Os portugueses nos deixaram grandes legados
          A começar por nossos nomes e sobrenomes e pelo idioma aqui falado
         
          Num país continental como o nosso
          O português é usado no dia a dia, nos trabalhos e nos negócios
          Outros países colonizados tem tantos dialetos falados
          Nós não precisamos disto, basta para nós a língua da terra do fado,
         
          A unidade do território que nunca chegou a ruptura
          A mãe pátria nos deu um exemplo que nós lhe obedecemos
          Para que seus filhos não brigassem pedindo que o Brasil fosse dividido
          Este exemplo temos dos portugueses que internamente os povos lá são unidos
         
          Os portugueses deixaram aqui a religião
          Em sinal de que através do amor vivêssemos em união
          O abismo que separa Brasil de Portugal tem que acabar
          As denúncias do passado tem que cessar
         
          Ultimamente os português estão descobrindo a economia brasileira
          Na entrada do novo milênio Portugal tornou nosso terceiro investidor estrangeiro
          Nas Telecomunicações, nas fábricas para produção de eletricidade,
          E o maior shopping Center da América Latina será construído em uma grande cidade
         
          A presença portuguesa no Brasil torna-se cada dia mais marcante
          Tanto na atividade econômica, como na cultural há tratados constantes,
          Ultimamente tem havido muitos encontros dos países lusófonos
          É sinal de que a mãe pátria não deixou seus filhos órfãos
         
          É uma mãe que tem filhos de todo jeito
          Os brasileiros de muitas caras
          Os irmãos da África de qualidades raras
          Mas a família desta mãe é tão vasta
         
          Em Damão, Goa, Diu na Índia, às vezes falando um português dialetal,
          Também no Timor, Galiza e Macau,
          E na terra da mãe estão nossos irmãos de Portugal
          Fica do Brasil uma homenagem, à Pátria portuguesa como estreitamento de nossas amizades
          Valeriano Luiz da Silva