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Nº
23 -
JUNHO de 2004 |
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EDITOR: CARLOS LEITE RIBEIRO |

15
de Julho de 1998 - 15 de Julho de 2004
6º Aniversário do Portal CEN - "Cá Estamos Nós"
A Direcção do CEN agradece a sua colaboração durante estes anos.
Sem você, sem a sua colaboração e a sua amizade, não podíamos ter chegado até aqui.
Você é muito importante!
O Portal CEN - "Cá Estamos Nós"
é de nós todos e feito por todos nós.
Por isso, estamos todos de parabéns!"
(Pode mandar a sua mensagem) |
"QUEM
SOU ?...": Antônio Augusto da Assis
1º - a) Nome -;- Idade (o ano de nascimento é facultativo -; - b) Profissão -;- c)
Morada (não publicamos endereços de e-mail) -;- d) - Quer falar um pouco da terra onde
mora ? :
a) - : Antonio Augusto de Assis (A. A. de Assis), 71 anos (1933);
b) - : Professor universitário (aposentado);
c) - : Rua Arthur Tomas, 259 - ap. 702 - Maringá-PR - Brasil;
d) - : Moro em Maringá-PR, uma jovem cidade com 300 mil habitantes, fundada em 10 de maio
de 1947, famosa pela farta arborização e pela sua Catedral-Basílica, que tem 124 metros
de altura. A cidade é importante pólo universitário e agropecuário.
2º - a) Quando começou a escrever ? -;- b) Teve a influência de alguém para começar a
escrever ? -;- c) Lembra-se do seu 1º trabalho literário (se puder, indique o título)
-;- d) Foi divulgado (como) ?;
a) - : Aos 16 anos de idade, como colaborador de um jornal da cidade-naltal, São
Fidélis-RJ;
b) -: Principalmente de um irmão mais velho, Gomes de Assis, que nunca publicou livros
mas sempre foi apaixonado pela literatura;
c) - : Um livro de poemas - "Robson", publicado em 1959;
d) - : Editado por conta própria.
3º - a) Tem livro (s) impresso (s) (editora e ano) ? -;- b) Tem livro (s) electrónico
(e-book ? (editora e ano) -;- c) Projectos literários para este ano de 2003 ? -;- d) Como
vão ser editados ?:
a) - : Livros: "Robson" (1959), Coleção "Cadernos de A. A. de Assis"
- 10 volumes (1975/176), "Poêmica" (1998), "Caderno de trovas" (2000)
- todos editados por conta própria. Autor também dos versos da "Missa em
trovas", que tem sido celebrada em todo o Brasil como parte de eventos literários
relacionados com a trova;
b) - : Não;
c) - : Para 2004: novo livro de trovas;
d) - : Por conta própria.
4º - a) Fale-nos um pouco de si, como pessoa humana ? -;- b) Como Escritor (a) ? -;- c)
Para se inspirar literariamente, precisa de algum ambiente especial ? -;- c) Tem prémios
literários ?:
a) - : Um homem de 71 anos, que por meio século trabalhou como jornalista e professor de
língua portuguesa.
b) -: Aproveita a aposentadoria para ler bastante, escrever trovas, haicais e sonetos, e
participar intensamente das atividades da UBT - União Brasileira de Trovadores. Editor do
informativo "Trovia", que divulga trovas. Membro também da Academia de Letras
de Maringá;
c) - : A inspiração não depende de ambiente: vem quando quer vir, mas o apartamento de
praia, em Balneário Camboriú-SC, tem sido muito estimulante;
d) - : Cerca de 200 prêmios, a maioria dos quais conquistados em concursos de trovas.
5º - a) Tem Home Page própria ( não são consideradas outras que simplesmente tenham
trabalhos seus) -;-b) Conhece as vantagens que os Autores do CEN têm em ter sua Home Page
ou (e) Livro (s) electrónicos, nos nossos sites (preços, condições e divulgação) ?
-;- c) Que conselho daria a uma pessoa que começasse agora a escrever ? -;- d) Para
terminar este trabalho, queira fazer o favor de mandar um pequeno (e original) trabalho
seu (em prosa ou em verso) ?:
a) - : Não;
b) - : Apenas em parte, por informação de amigos;
c) - : Ler muito e escrever alguma coisa, se possível, todos os dias;
d)- : Três trovas:
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Tem muito mais graça a vida
quando a gente tem com quem
repartir bem repartida
a graça que a vida tem.
-----------------------------------------------
Curvada ao peso da idade,
a vovó, serena e bela,
distrai o tempo e a saudade
entre o novelo e a novela!
-----------------------------------------------
Num tempo em que tanta guerra
enche o mundo de terror,
benditos os que, na Terra,
semeiam versos de amor! |

"QUEM SOU ?..." Marcelo Nocelli
1º - a) Nome -;- Idade (o ano de nascimento é facultativo -; - b) Profissão -;- c)
Morada (não publicamos endereços de e-mail) -;- d) - Quer falar um pouco da terra onde
mora ? :
a) - : Marcelo Nocelli - 31 anos
b) - : Técnico em eletrônica, trabalho com máquinas gráficas. (Hoje é o mais próximo
dos livros que consiguo chegar).
c) - : Rua Conselheiro Nébias, 1114 São Paulo - SP
d) - :São Paulo é uma ótima cidade para morar, trabalhar e ainda para viver, mas tem
lá suas dificuldades, que todo o Brasil sabe. Mas mesmo assim adoro a cidade e claro meu
país.
2º - a) Quando começou a escrever ? -;- b) Teve a influência de alguém para começar a
escrever ? -;- c) Lembra-se do seu 1º trabalho literário (se puder, indique o título)
-;- d) Foi divulgado (como) ?;
a) - : Sempre gostei de escrever, escrevia qualquer coisa à toa, de uma hora pra outra,
mas aos quinze anos tentei criar minhas primeiras poesias, depois iniciei os contos, à
princípio contando histórias reais, fantasiando um pouco, mas sempre em cima de um tema
real, só depois de muito tempo comecei a criar personagens imaginários, mas mesmo assim
continuei aproveitando acontecimentos reais até hoje, quando crio um conto.
b) - : Como sempre gostei de escrever, é dificil dizer que tenho influência de um ou
outro escritor, claro que gosto de vários em particular, mas adoro lever, acho que a
influência vem de toda literátura, sem autores especificos.
c) - :Sim. Poesias para Pérsia
d) - :Não.
3º - a) Tem livro (s) impresso (s) (editora e ano) ? -;- b) Tem livro (s) electrónico
(e-book ? (editora e ano) -;- c) Projectos literários para este ano de 2003 ? -;- d) Como
vão ser editados ?:
a) - : Não
b) - :Ainda não.
c) - :Sim
d) - :Ainda não sei, como trabalho com gráficas tenho alguns contatos em andamento.
4º - a) Fale-nos um pouco de si, como pessoa humana ? -;- b) Como Escritor (a) ? -;- c)
Para se inspirar literariamente, precisa de algum ambiente especial ? -;- c) Tem prémios
literários ?:
a) - :Dedicado a vida em todos os sentidos, para viver, aproveitar, ajudar.
b) - :Como escritor - um bom aprendiz; Como contador de história - acho que estou indo
bem
c) - :Não, apenas de um fato especial.
d) - :Não. Tenho uma peça de teatro amador escolhida entre tantas outras. Considero isso
um premio.
5º - a) Tem Home Page própria ( não são consideradas outras que simplesmente tenham
trabalhos seus) -;-b) Conhece as vantagens que os Autores do CEN têm em ter sua Home Page
ou (e) Livro (s) electrónicos, nos nossos sites (preços, condições e divulgação) ?
-;- c) Que conselho daria a uma pessoa que começasse agora a escrever ? -;- d) Para
terminar este trabalho, queira fazer o favor de mandar um pequeno (e original) trabalho
seu (em prosa ou em verso) ?:
a) - :Sim
b) - :Não
c) - :Em relação ao site nenhuma, pois ainda não conheço. Quanto ao escrever por
escrever - Que continue sempre, mesmo que sinta não estar escrevendo bem. Pois as
melhores obras são sempre as surpreendentes.
d) - :Segue abaixo:
Vivendo e aprendendo.
Já não era
mais o mesmo desde o dia em que abandonara o velho trabalho que passou a vida pensando
amar. Hoje era o grande dia de sua vida, nunca iria esquecer este dia 29 de março de
2048, sentia-se como um jovem recém formado saindo da faculdade para enfrentar a vida,
cheio de esperança e expectativas.
Quando iniciou sua vida
profissional, na década de 90, foi difícil largar a música, os amigos, a vida noturna,
os bares. Mas não tinha outra escolha, precisava abandonar o sonho de vencer um grande
festival de música, não podia ficar tocando em bares a vida toda, correr atrás de uma
carreira artística seria quase impossível, já que a concorrência sempre foi muito
grande, não poderia passar o resto da vida procurando uma oportunidade para começar a
busca pelo sucesso, já estava com vinte dois anos, a faculdade acabou, precisava de um
trabalho sério, a namorada já falava em casamento; Mas como? se não tinha ainda um
emprego ou ao menos qualquer fonte de renda. Além do mais, tocar era uma coisa normal
entre os adolescentes - todos nesta idade sonham em se tornarem cantores famosos um dia -
o melhor era procurar um emprego na área que acabara de se formar, mesmo passando toda a
festa de formatura da universidade analisando e pensando mais na banda que ali estava à
tocar, do que nos cinco anos de engenharia que acabará de findar. Mas ao mesmo tempo não
queria para si, passar o resto da vida tocando em bailes de formaturas... E quando ficasse
mais velho, tocaria o que? Cobraria quanto? Alguns trocados?! Sentiu medo! Seria como
esses "Elvismaniacos" vestido a caráter e tocando para jovens recém formados
embriagados a zombar-lhe. Não! Agora é hora de pensar na vida. Seguir em frente.
Trabalhar, casar, constituir família.
Conseguiu antes mesmo do esperado
um bom emprego, fez carreira, obteve êxitos, grandes negócios, boas oportunidades, claro
que não conseguiu perceber algumas outras oportunidades na hora certa, mas mesmo assim
aproveitou a maioria das que apareceram. Casou-se, teve filhos, adquiriu bens, casas,
chácaras, carro importado, tanta coisa que mal conseguia tempo para aproveita-las,
cumpriu durante anos uma rotina que na verdade não sabia exatamente se realmente gostava
ou não, mas era a vida, sabia que nem tudo é felicidade, nada é fácil, e todos temos
nossas obrigações a cumprir. Mesmo assim nunca deixou de tocar, fazia isto como um
hobby, nas festas de família ou em qualquer oportunidade que lhe aparecesse, não podia
ver alguém segurando um violão, cansou de escutar elogios dos amigos, parentes e até
dos desconhecidos.
O tempo passou, conseguiu a já
sonhada aposentadoria, não tinha que se preocupar mais em trabalhar, afinal fazia parte
dos 5% dos aposentados brasileiros que não precisam mais continuar trabalhando para
sobreviver, sentiu-se realizado, batalhou a vida inteira por esse momento, agora era só
descansar e esperar o tempo passar, pra não dizer "esperar a morte chegar".
Pode se dedicar mais ao seu
passatempo preferido, tocar violão em qualquer lugar que desse vontade, nos bares, nas
festas e em casa a qualquer hora. Até que um velho amigo dos tempos de universidade
resolveu por brincadeira inscreve-lo no mais importante festival do país, a principio por
brincadeira ou incentivo para alegrar o amigo. Foi classificado, mas chegou a pensar em
não se apresentar, claro que os amigos não deixaram que fizesse isso... Não foi nenhuma
surpresa para todos, a não ser para ele mesmo, que conseguiu o primeiro lugar com
méritos. Daí pra frente foram convites e mais convites para programas de TV, rádio,
entrevistas para jornais, revistas, pedidos de grandes cantores para gravar suas músicas,
etc...
Hoje 29 de março de 2048, aos 73
anos estava assinando um contrato milionário com uma gravadora de porte internacional,
pelo direito exclusivo de suas composições por um período de três anos com prioridade
de renovação após o término do contrato. Agora só resta rezar para o tempo passar bem
devagar e torcer muito para que a morte demore a chegar, pois uma nova vida esta apenas
começando para este homem.

Quem
Sou ?...: (pseudónimo Zeca Soares).
1º - a) Nome José Manuel Carvalho Soares-; - Idade (o ano de
nascimento é facultativo -;30 anos(27/08/73)
b) Profissão - Escritor;
c) Morada : Bairro Social das Laranjeiras, Rua Espírito Santo,42 . 9500-313
S.Pedro/P.Delgada S.Miguel/Açores (Portugal)
d) - Quer falar um pouco da terra onde mora?: Nasci na Fajã de Baixo, ilha de
S.Miguel(Açores)-Portugal.Tenho 30 anos, signo Virgem.
Os Açores são
compostos por 9 ilhas vulcânicas onde imperam as belezas naturais e onde existe uma
nostalgia imensa por causa da insularidade. São 9 ilhas perdidas no meio do Atlântico
onde já nasceram poetas como Vitorino Nemésio, Natália Correia e Antero de Quental só
para citar alguns. Tenho muito orgulho em ser açoreano. Moro na maior ilha dos
Açores(125000 pessoas). Nos Açores vive-se da agricultura e pescas e estamos neste
momento a desenvolver a área do turismo.
2º - a) Quando começou a escrever ? - Aos 9 anos
b) Teve a influência de alguém para começar a escrever ?
-Não.Começou por ser uma brincadeira e hoje é uma necessidade. Vejo na escrita um
refúgio e uma maneira de chegar às pessoas para partilhar o que penso e o que sinto.
c) Lembra-se do seu 1º trabalho literário (se puder, indique o título) -;Livro de
poesia "Essência perdida" -
d) Foi divulgado (como) ?;edição de autor e foi divulgado atrvés da imprensa local e do
meu site
www.zecasoares.com(http://64.33.120.209/zecasoares.com/)
3º - a) Tem livro (s) impresso (s) ? - Sim. Essência perdida-poesia-. (2 edições de
autor-esgotado-2002), "Lágrimas de um poeta"-poesia(2 edições de
autor-esgotado-2003),"Alma ferida" poesia(Edição de autor-esgotado-2004).
Entrei em 3 antologias de poesia da Editorial Minerva. São elas: "Poiesis
X"(2003),"Poiesis XI"(2004), e "Verbum-conto e poesia"(2004).
Entrei também na "I Antologia de Escritores do Portal CEN" (2004) e muito em
breve irei entrar na antologia internacional de poesia"Roda Mundo-Roda
Gigante"(edição do Sr Douglas Lara-SP-Brasil-29 Julho 2004) com 40 poetas de
vários países de todo o mundo. Entrarei também em mais 1 antologia internacional de
poesia em Outubro deste ano da responsabilidade da D.Vânia Moreira Diniz).
b) Tem livro (s) electrónico (e-book ?Não.
c) Projectos literários para este ano de 2004 ? - Antologia Internacional de Poesia da
responsabilidade do Sr Douglas Lara (Gráfica Ottoni-SP-Brasil), Antologia Internacional
VMD da responsabilidade da D.Vânia Diniz, Antologia de poesia da Editorial Minerva
"Poiesis XII"
d) Como vão ser editados ?:As editoras e respectivos editores estão mencionados em
acima.
4º - a) Fale-nos um pouco de si, como pessoa humana ? Sincero, sensível, inteligente,
teimoso, orgulhoso, mas sou trabalhador e honesto e vejo na poesia um refúgio e na
escrita a minha redenção.
b) Como Escritor (a) ? O mais verdadeiro e sincero possível. A minha poesia e a minha
prosa demonstram muita beleza e profundidade.
c) Para se inspirar literariamente, precisa de algum ambiente especial ? Não,mas prefiro
escrever na calma da noite.
c) Tem prémios literários ?:Não. Mas fiquei em 63º lugar no Concurso Internacional de
Poesia Livre "Sol Vermelho" e participei no 3ºFestival Mundial de Poesia. Nos
Açores fui escritor revelação do ano com o meu 1º livro "Essência perdida".
5º - a) Tem Home Page própria ( não são consideradas outras que simplesmente tenham
trabalhos seus) ?: Sim.Clique
www.zecasoares.com
Se tiver em actualizações e não entrar clique http://64.33.120.209/zecasoares.com/
b) Conhece as vantagens que os Autores do CEN têm em ter sua Home Page ou (e) Livro (s)
electrónicos, nos nossos sites (preços, condições e divulgação) ? -Não. Favor
esclarecerem-me sobre o assunto.
c) Que conselho daria a uma pessoa que começasse agora a escrever ? Para ser paciente,
acreditar sempre e nunca desistir.
d) Para terminar este trabalho, queira fazer o favor de mandar um pequeno (e original)
trabalho seu (em prosa ou em verso) ?:
"Ideia de mim... / Eu..."
As pessoas têm
uma ideia de mim porque criaram essa ideia de mim. E essa ideia foi, e é, uma criação
duma imagem de mim e não a realiade do que sou. É apenas uma ideia... E se repararem
bem, todas as pessoas que me conheçem têm uma ideia diferente de mim, mas mesmo todas
essas ideias juntas nunca dariam uma imagem sequer parecida de mim, quanto mais a
realidade de mim...
Pois não são as ideias que os
outros têm de mim que faz aquilo que eu sou...
Pois o que aparento ser não é o
que sou, e o que sou não é aquilo que aparento ser... Apenas sou eu próprio, igual a
mim mesmo, e diferente de toda a gente. Este sou eu...independentemente das ideias que
possam ter de mim...
Da mesma maneira que todo aquele
que tem uma ideia de mim, e me julga conhecer, este definitivamente não me conhece...
Tem apenas uma ideia de mim...
"Anjo revoltado..."
Perdi uma asa e caí
E à Terra fui parar...
Até que a conheci
A mulher que haveria de amar...
E a amei intensamente
Como poeta ama a poesia...
E gravei-a no meu coração e mente
E hoje recordo-a com nostalgia...
E recordo-a porque a perdi
Se soubesses como me senti
Era um homem extremamente magoado...
Mas quis ao céu voltar
E hoje já não consigo amar
Pois sou um anjo revoltado... |

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Zena Maciel
Morada: Recife - PE
Mundo da Imaginação
Nos braços das palavras escritas deito
a dor
Com as letras machucadas escrevo
versos doloridos
Brinco com as linhas do
vagabundo destino
Rasgo segredos ancorados nas
esquinas obtusas do tempo
Abro o sacrário da vida em forma
de poemas
Cirando com as rimas
ao meu bel prazer
Tudo sou
Tudo posso
O mundo da imaginação
cabe na plama da minha mão
Sou sonho
Sou alegria
Sou fantasia
Sou utopia
Sou a loucura
Sou a ternura
Sou poeta
O que mais quero?
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EMOÇÃO - Nadir A DOnofrio .
Sentimento incontrolável
Difícil de ser disfarçado...
Fica quieto latente
Más como sabe, se fazer presente!
Lembro-me da primeira emoção que senti!
Ao encontrar na rua um Papai Noel
Emudeci, só quis em sua direção correr
E o bom velhinho abracei e beijei !
Emoção, que faz o coração disparar
Do peito parece querer saltar
O encontro com primeiro namorado
O toque de suas mãos o beijo roubado!
É lamentável que exista a dor!
Deixando-nos, emocionalmente abalados
Expressa nas doenças, despedidas
Perdas das pessoas queridas...
Agora bom mesmo é sentir...
A emoção prazerosa!
O coração parece querer explodir
Músculos retesados...logo depois relaxados!
Santos SP
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Antonia Nery dos Santos Vanti (Vyrena)-
Morada: Porto Alegre/RS/ BR
AMO
Amo os campos verdejantes
mesclados com as cores,
das mil e uma flores
que a natureza semeou!
Amo o capim molhado
que a noite enserenou.
Amo o rio de águas cantantes,
amo a cascata murmurante
véu de espuma
que de cima despencou.
Amo o mistério das matas
com os matizes do verde
que Deus lhe ofertou.
Amo o ruído do vento
que, balança os verdes ramos,
num aceno de despedida
a algo que além ficou.
Amo a chuva que despenca
pra banhar a natureza,
retirar as impurezas
que a poluição deixou.
Amo o brilho do sol,
amo as estrelas e a lua,
amo o azul do céu ,
amo o verde do mar.
Amo as claras manhãs,
amo as tardes ensolaradas.
Amo os ruídos da noite
e o silêncio das madrugadas.
Amo o mundo, amo a vida
e porque viver é sonhar
amo tudo
que da vida recebi.
Amo até mesmo a saudade,
que traz de volta à memória
um tempo que já vivi. |

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Priscila de Loureiro Coelho
Morada:Brasil - São Paulo/ Jacareí
Coisas em que acredito
Creio na delicadeza da alma
No sussurrar da consciência
Na tranqüilidade que acalma
Na doçura da prudência
Creio no pulsar da energia
Fonte de vida perfeita
No poder que gera a alegria
No colorido, que o coração enfeita
Creio na sensibilidade
Na precisão do pensar
Creio na força da fragilidade
Que se agiganta para encorajar
Creio na suave melodia
Que faz vibrar o coração
Creio na beleza da poesia
Sinfonia que embala a paixão
Creio enfim, na humanidade
Que busca incansável a evolução
E creio no amor da Divindade
Ao permear de amor a criação.
Priscila de Loureiro Coelho
Consultora de Desenvolvimento de Pessoas |

Chamar por ti, Poesia - Marília Gonçalves
Chamar por ti,
Poesia! Poetas estro, musa, em defesa da cidade, pedir-te verve e força duradoira, que a
batalha é de brio, de amor logrado, um grito na cidade obscura, aberta a desaires e
esquecimento. Lisboa te chamaram, cidade que atravessou os tempos, épocas, a história,
resistiu a cercos e à fome, viu investir suas muralhas, viu séculos de gesta, Restelos
de advertência, poetas de faces veras, a soluçar à porta de tuas verdades; heróica
foste resistindo. A voz de teus bardos te guiava, rumo a ti, à tua construção, quando
nos ares se desfiava em luz, cidade rosa, cidade flor, amor cidade. Resististe, que afinal
a força é resistir, e nas longas noites, as tertúlias eram ainda voz tua, a percorrer
os bairros e os becos, nossa cidade de sede
Que o Tejo apazigua ou acomete, cidade de portos e de canoas que te levam no longe, à tua
procura, cidade, de partidas e chegadas, quando chegas a ti?
Muito haveria a dizer, pelos teus
prédios, as tuas velhas casas (não estarei a recordar a Velha Casa desse grande génio
da música em Portugal, que é António Vitorino de Almeida) e quem não tem uma velha
casa a lembrar a infância, aqueles que a povoaram e não voltam mais?
As tuas velhas casas, teus belos
edifícios, que o tempo afronta, como larva a desfazer-te na nossa lembrança, a paisagem
humana vai-se perdendo, modifica-se até nela não nos reconhecermos, preservemos pois a
voz das pedras que abrigaram nossos avós; guardemos
A memória de seu esforçado viver,
preservando a beleza das construções que nos deixaram, que nos dignificam e nos
distinguem, de outras vivências, de mérito, sem dúvida, mas nestas paredes que desabam
estão inscritos os sonhos dos que nos precederam, está o nosso próprio reconhecimento
cultural e regional, em suma o eco de tudo o que nos fez, e tantos poetas cantaram,
Lisboa, reconhece-se pela paisagem, pelas colinas, pelo Tejo, mas também pela luz que
doira as suas casas, porque as pessoas, de cidade em cidade, cada vez se parecem mais umas
com as outras. Preservemos pois aquilo que nos diferencia e enriquece, o que não deve
perder-se, o nosso Património arquitectónico.
E que a voz dos poetas nos guie e
dê alento, para defender a história de uma magnífica cidade:
Marília Gonçalves (Lisboa)

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