Nº 40 - Setembro de 2004

EDITOR: CARLOS LEITE RIBEIRO

Quem Sou ?... : - Beatriz Kappke - 

 1º - a) Nome -;- Idade (o  ano de nascimento é facultativo -; - b) Profissão -;- c)  Morada (não publicamos endereços de e-mail) -;-  d) - Quer falar um pouco da terra onde mora ? :

a) - :Maria BEATRIZ Philippsen KAPPKE (nascimento:11/10/51)
b) - :Professora de Ensino Médio na Área de Ciências Humanas
c) - :Medianeira-Pr
d) - :Cidade pequena,40.000 habitantes, localizada no oeste do Paraná,  perto da tríplice fronteira, a 70 Km de Foz do Iguaçu.Povo trabalhador, organizado, é a cidade que hoje mais amo porque é aqui que moro com meus amores maiores: Meu marido e meu filho!
 
2º - a) Quando começou a escrever ? -;- b) Teve a influência de alguém para começar a escrever ? -;- c) Lembra-se do seu 1º trabalho literário (se puder, indique o título) -;- d) Foi divulgado (como)  ?;
 
a) - :Escrevia muito na adolescência, mas nada arquivado.
b) - :Tornei a escrever a partir de 2001, incentivada por amigos da Net, e também por não estar mais, como dantes,trabalhando em período integral.
c) - :Nesta 2ª fase foi "Sonhos Possíveis"
d) - :Foi divulgado no site de um amigo www.prosaepoesia.com.br, e publicado no livro "Asas da peosia" de um amigo-Roberto Marin.
3º - a) Tem livro (s) impresso (s) (editora e ano)  ? -;- b) Tem livro (s) electrónico (e-book ? (editora e ano) -;-c) Projectos literários para o ano de 2004 / 05 ? -;-    d) Como vão ser editados ?:
 
a) - :Não
b) - :Não
c) - :Não
d) - :-.-
 
4º - a) Fale-nos um pouco de si, como pessoa humana ? -;- b) Como Escritor (a) ? -;- c) Para se inspirar literariamente, precisa de algum ambiente especial ? -;- c) Tem prémios literários ?:
 
a) - :Sou de temperamento sereno e sonhador.Confio muito nas pessoas, talvez até demais às vezes. Por isso me desencanto e sofro , quando por vezes sinto que a pessoa usou de falsipe para comigo, ou seja, falta de sinceridade, deslealdade. Sou uma pessoa muito simples e avessa a atibutos mundanos. Gosto da área de Filosofia, por isso meus escritos muitas vezes instigam, provocam...talvez em função de minha profissão, e nisso nem sempre sou compreendida. Amo a vida, amo muito minha família, meus alunos e meus amigos! Só quero ser feliz, quem assim não o deseja?
b) - :Meus temas são do cotidiano, não vejo meu estilo enquadrado numa escola específica, expresso o que sinto, o que se me passa na alma, o que penso, aliás, sempre digo o que penso.Lirismo talvez.
c) - :Não necessariamente. às vezes a inspiração vem, por exemplo, enquanto meus alunos estão fazendo prova...
d) - :Não...
5º - a) Tem Home Page própria ( não são consideradas outras que simplesmente tenham trabalhos seus) -;-b)  Conhece as vantagens que os Autores do CEN têm em ter sua Home Page ou (e)  Livro (s) electrónicos, nos nossos sites (preços, condições e divulgação) ? -;- c) Que conselho daria a uma pessoa que começasse agora a escrever ? -;- d) Para terminar este trabalho, queira fazer o favor de mandar um pequeno (e original) trabalho seu (em prosa ou em verso) ?:
 
a) - :Não
b) - :Também não
c) - :Que sempre escreva o que sente, e/ou o que sua imaginação lhe fornecer.
d) - :Está abaixo:

Preciso de Mim. - Beatriz Kappke
  
Preciso de mim...
Quando quero dizer não, mas digo sim.
Nem que o diga baixinho a gemer
Quando chego a ter saudade de mim
De tanto a vontade alheia fazer!
 
Preciso de mim...
Para que a vida volte a fluir
E eu possa minha bandeira erguer
Para o meu sonho não ruir
E a esperança não esmaecer!
 
Preciso de mim...
Por um momento preciso a emoção sufocar
Todo o verso repentinamente esquecer
Por instantes fazer meus desejos calar
Sem querer no não-ser me dissolver!
 
Preciso de mim...
Necessito deste grande silêncio interior
Para realmente poder me encontrar
E com especial carinho e grande amor
Minha companhia verdadeiramente apreciar!

"QUEM  SOU  ?...". - Sonia Maria - 
 
1º - a) Nome -;- Idade (o  ano de nascimento é facultativo -; - b) Profissão -;- c)  Morada (não publicamos endereços de e-mail) -;-  d) - Quer falar um pouco da terra onde mora ? :

a) -: Sônia maia - 59anos
b) -: artesã
d) -: moro No Recife. Cidade litorânea, cercada de praias de águas mornas, onde nos banhamos em piscinas naturais. Recife cidade cercada de arrecifes, e esses monumentais arrecifes defendem a nossa cidade da fúria do mar, tornando-as praias mansas e cheias de piscinas naturais. Recife das pontes, e  dos rios. Exatamente 35 pontes no recife urbano. Nenhuma cidade do Brasil tem tantas pontes, tornando-se o principal cartão postal desta linda cidade
2º - a) Quando começou a escrever ? -;- b) Teve a influência de alguém para começar a escrever ? -;- c) Lembra-se do seu 1º trabalho literário (se puder, indique o título) -;- d) Foi divulgado (como)  ?;
 
a) -: aos 15 anos
b) -: sim, minhas irmãs escreviam também.
c) -: sim, foi em 1960 por uma "grande dor de amor" Ao meu amor.
d) -: não foi, falara  verdade nunca mostrei a ninguém
 
3º - a) Tem livro (s) impresso (s) (editora e ano)  ? -;- b) Tem livro (s) electrónico (e-book ? (editora e ano) -;- c) Projectos literários para este ano de 2003 ? -;- d) Como vão ser editados ?:
 
a) -: Não
b) -: Não
c) -: não
d) -: nunca
 
 
4º - a) Fale-nos um pouco de si, como pessoa humana ? -;- b) Como Escritor (a) ? -;- c) Para se inspirar literariamente, precisa de algum ambiente especial ? -;- c) Tem prémios literários ?:
 
a) – Sou casada, tenho dois filhos, um rapaz que está fazendo o mestrado em Biologia na universidade Federal de Pe, e uma moça que termina Odontologia este ano pela Fop.
b) -: Bem eu escrevo principalmente o sinto, mas aceito desafios de temas, e muitas vaze eu sonho e acordo e copio logo senão esqueço. Ah! Preciso sim, minha cama, é aonde me chegam às idéias.
 
c) -: sim da minha cama, lá eu sinto todas coisas que escrevo, ou no carro quando de uam longa viagem
d) -: Não tenho nenhum
 
 
5º - a) Tem Home Page própria ( não são consideradas outras que simplesmente tenham trabalhos seus) -;-b)  Conhece as vantagens que os Autores do CEN têm em ter sua Home Page ou (e)  Livro (s) electrónicos, nos nossos sites (preços, condições e divulgação) ? -;- c) Que conselho daria a uma pessoa que começasse agora a escrever ? -;- d) Para terminar este trabalho, queira fazer o favor de mandar um pequeno (e original) trabalho seu (em prosa ou em verso) ?:
 
a) -: Não
b) -: não
c) -: Diria que não parasse nunca, mesmo sempre tendo alguém que npós coloque pra baixo, eu digo que não dê ouvidos e siga em frente.

CAPIBARIBE
 
Serpenteando em seu leito
Enviando  as suas águas
Para o Recife inteiro,
Deságua no mar, de peito.
 
Tornou-se o cartão postal,
Desta acolhedora cidade
O nosso rio Capibaribe
Sinuoso passeia, lerdo, total.
 
No centro do Recife se faz
Divisor, entre as belas ilhas,
Do Leite, e de  Santo Antônio
Ilumina os olhos de quem assaz,
 
Para ele olha e salpicando
Lágrimas nos olhos: tanta beleza!
Se, quando não, pela sujeira,
Dos que, o estão matando...!
 
Este monumento natural,
Que, nos  foi agraciado
Pela bondade de Deus...
Uns poucos plantam com ideal,
 
Pés de mangue para suprir
A oxigenação, nos pulmões...
E a sua  destruição inibir,
Para salvar o rio, e os corações...
 
Vêem-se os caranguejos, na lida.
Indo e vindo entre os pés de mangues
Para  suas tocas, imitando vida,
Esta vida,  que lhe estão roubando...
 
Responsável pelas pontes,
Este rio faz a beleza da terra.
E a deveras unicidade deste,
Torrão, que banhado pela fonte,
 
Em toda a sua extensão
Torna-se a cidade das pontes,
A mais formosa do Brasil...
E a beleza, nos dá emoção,
 
Mostram... Apesar da  poluição,
Que, o amor pela cidade  aparece,
Esplendido, lindo, em explosão!
Em nossos corações recifenses...
 
Sônia Maria Boa Vista Maia

Quem Sou ? ...: - Lucas Alvares Hayashi (LU A - HA) -

1º - a) Nome -;- Idade (o  ano de nascimento é facultativo -; - b) Profissão -;- c)  Morada (não publicamos endereços de e-mail) -;-  d) - Quer falar um pouco da terra onde mora ? :

a) - : 23 anos (05/07/1981), na Santa Casa de Misericórdia de Penápolis-SP-Brasil.
b) - : Estudante de Engenharia Elétrica – ênfase eletrônica (formando).
c) - : e d) - : Nasci em Penápolis, interior de São Paulo. Desde 1999 estudo em Lins, e pela rotina de passar a semana em Lins e os sagrados finais de semana em Penápolis (somente 50 km separam as cidades), costumo dizer – e orgulho-me – que moro em "PenapoLins". Amo a cidade onde nasci – e sinto saudades dela – e amo a cidade onde busco a formação universitária. Fervor pela informação, apesar da quentura do ano inteiro (e não somente na rima "verão"...). E por falar em calor... aqui em Lins encontrei a minha doce "CaraMelo" ("Melo" é o seu sobrenome...), o verdadeiro calor humano.
Nota-se que Penápolis e Lins se encontram em muitos pontos, apesar de estarem em regiões distintas do Estado de São Paulo. Um exemplo: tranqüilidade. Quando frio, pingüim tremendo; quando quente, carvão se abanando. Hospitalidade, hospital público reformado. Trânsito intenso em uma pequena área (no centro da cidade). Livre ir e vir, sem problemas. Tudo é perto, ainda que a gente reclame: "Putz, você mora no outro lado da cidade?" Mas a gente vai, de carona, de carinha feliz, de moto, a pé (com a turma).
O interessante é que, por essa proximidade entre Pena e Lins, o meu pediatra é daqui de Lins, unindo as poucas e boas opções médicas das duas cidades (tive sérios problemas de ouvido, até os 11 anos).

2º - a) Quando começou a escrever ? -;- b) Teve a influência de alguém para começar a escrever ? -;- c) Lembra-se do seu 1º trabalho literário (se puder, indique o título) -;- d) Foi divulgado (como)  ?;

 a) - : Tudo começou com a ânsia que uniu eu e o meu primo-segundo-e-melhor-amigo (Bruno): criar uma banda. E que banda, se mal sabíamos segurar em um violão? Mas lá fomos nós: começamos a escrever letrinhas engraçadas (capazes de envergonhar os piores piadistas), inspirados no sucesso (que fazia jus, diga-se) dos Mamonas Assassinas. Um acidente. O fim. Fim? Não, não. Tive que passar por duas intervenções em ambas as pernas ("pernas de caubói" num iniciante do rock, pode?) e isso me deixou de molho por uns meses, com a perna direita engessada desde o pé (dedinhos de fora) até quase chegar à virilha. 1997. Daí então comecei a pensar seriamente em poesia (séria, com pitadas de humor, com fina ironia).

b) - : Meu pai (` ´) (filho de japoneses) deixava bilhetes apaixonados à minha mãe (cresci vendo isso). Minha mãe (filha de espanhóis) era poetisa ("é": nunca deixamos de ser...), escrevendo versos e copiando os famosos no seu caderninho, à beira do balcão do bar (da esquina... acho que sempre é assim: "bar"="esquina") do meu avô espanhol.  Meu avô ` ´ comprou um terreno ali pertinho – onde hoje se encontra o JAPA (loja de materiais para construção do meu pai) – e... minha irmã está em Ribeirão e eu, aqui!
Sem nenhuma influência direta, do tipo: "Senta aí e vamos falar de poesia". O ambiente envolvente da infância, o DNA embutido no sangue e distribuído ao longo do corpo inteiro.
c) - : Logo no primeiro ano da faculdade de engenharia, fui premiado em primeiro lugar no concurso de poesia da Fest-Eng (evento cultural, atualmente – e lamentavelmente – extinto), através da poesia "Jud’arco", a estória de uma judia muito bonita, com seus arcotangentes e suas flechas-vetores. Tenho especial apreço por ela.
d) - : A poesia ficou exposta à visitação pública na biblioteca da faculdade, durante uma semana. Publicar os meus 60, 70 livros é um sonho, e minha particular alegria foi ter estreado em antologias com o "Mosaico", organizado pelo amigo literário Sérgio Grigoletto, em 2003. Neste, saí com a poesia "A ‘receita federal’"; no mesmo ano, fui selecionado para "Retratos de mãe", antologia do mesmo ano em comemoração ao dia das mães. "Mimães" foi a minha participação.
Finalmente, em 2004, saí em "Olhos d’alma" com um conto chamado "Helica’pta". Todos eles em cooperativa com os bravos escritores do Clube Amigos das Letras, cujo maestro é o Sérgio Grigoletto.

3º - a) Tem livro (s) impresso (s) (editora e ano)  ? -;- b) Tem livro (s) electrónico (e-book ? (editora e ano) -;- c) Projectos literários para este ano de 2004 / 05 ? -;- d) Como vão ser editados ?:

 a) - : Não. E me dói...
b) - : Não. Até cogitei a possibilidade no ano passado, mas achei muito frágeis as questões envolventes a direitos autorais. Sou ciumento (tanto do meu amor quanto das coisas que produzo).
c) - : Saí um pouco dos livros com estórias de 50, 60 até 100 páginas, tendo em vista a correria da colação de grau. Tudo o que eu quero agora – agora, agora – é consagrar-me engenheiro; mas abandonar as letras, nunca, never, afinal, há a monografia (legal o aprendizado da escrita acadêmica, sem adornos) e a poesia, um conto, um projeto para o futuro. Futuro, sonhos, possibilidades... sempre.
d) - : Livros bem ilustrados, livros finos, livros "dicionário" (grossos). Para todos os gostos e "palaolhares". Gostaria que fosse assim e um dia será.

 4º - a) Fale-nos um pouco de si, como pessoa humana ? -;- b) Como Escritor (a) ? -;- c) Para se inspirar literariamente, precisa de algum ambiente especial ? -;- d) Tem prémios literários ?:

a)     - : Já falei tanto... (risos) Bem... tímido entre gansos, mas quando estou entre patos como eu, sou extrovertido. É muito importante a questão de eu estar sintonizado e sincronizado com o ambiente.
Sou bondoso, tenho os meus pecados cotidianos (e mortais!), tenho fé, tenho força de vontade, às vezes preguiça (mas logo a espanto com uma poesia ou com uma idéia). Ligado a 1000 Volts (trocadilho inevitável...) em cultura, filmes, literatura. Sempre tomando tereré na varanda e "armando" algum gatilho, alguma idéia. "Isso vai dar um livro"... "Essa eu vou aplicar a uma poesia..." Sou pacato, caseiro. Adoro ir a Penápolis com o meu amor. Na moto! (e voltar para Lins). Aventureiro como a dieta com um pouco de garapa.
b) - : Busco colocar em meus textos, coisas da minha vida, coisas do meu cotidiano, de Penápolis, de Lins. Acho que um texto deva ser imaginativo, porém, nada de lisérgico (há exceções, mas não regra). Misturando autobiografia com pitadas de ficção, não cometo a monotonia de uma "estória da minha vida" nem o preconceito de um "isso só acontece em livros (novelas)".
c) - : Posso estar indo a faculdade, acordar depois de um sonho engraçado, ouvir uma frase de algum programa de televisão... estar com sono e puf!, pintar alguma cor chocante em meio ao cinza-sono. É assim: não tem hora. Busco anotar, e se houver tempo, inpiração e material para concretizá-las, lembro-me dos repentistas, dos cordéis e mando vê, como um bom paulista: "um chopps, dois pastel, caldo de cana... e feche a porrrrrrta!"
 d) - : Listo as minhas pequenas e queridas conquistas:
1999 - 1º lugar com a poesia "Jud' arco" (um poema-estória);
2000 - 2º lugar, numa fase bem confusa... (perdi ainda um beijinho da Sabrina Parlatori, pois não fui avisado da data da entrega dos troféus... pelo menos, roubei um pôster! A poesia é mesmo desprezada no Brasil...);
2001 - sem colocação (nem comentários!);
2002 – 1º colocação com o poema "A realidade não é fácil"
Tenho várias prosas escritas, (longas: "romances") vivo escrevendo... e só estou vivo por causa disso. É o que me mantém em pé, digo, sentado, morrendo de medo da L.E.R. (L.E.R. é um descuido se, quando E.S.C.R.E.V.E.R., o texto não for lido também... esse é o motivo da escrita).

5º - a) Tem Home Page própria (não são consideradas outras que simplesmente tenham trabalhos seus) -;-
b)  Conhece as vantagens que os Autores do CEN têm em ter sua Home Page ou (e)   Livro (s) electrónicos, nos nossos sites (preços, condições e divulgação) ? -;- c) Que conselho daria a uma pessoa que começasse agora a escrever ? -;- d) Para terminar este trabalho, queira fazer o favor de mandar um pequeno (e original) trabalho seu (em prosa ou em verso) ?:

a) - : Não. E a observação entre parênteses mata mencionar que tenho os meus três textos, referentes à minha participação em três antologias feitas em cooperativa no Clube Amigos das Letras, essa grande família grande.
b) - : Desconheço as vantagens para os autores no CEN, e aqui deixo claro o meu interesse de participar ativamente do que se diz respeito à literatura, ainda mais o tal "publicar o que produzo". Acho importante esse intercâmbio entre autores em todos os níveis de carreira, de lugares diversos do universo, com realidades e culturas diferentes. Até as diferenças de estilos e de cores unem-nos.
c) - : Conselho? Primeiro: Gosta mesmo de escrever? Se não sabe, é porque nunca tentou. Entrou nessa de escrever? Dedique-se. Ainda que seja desanimador fazer literatura em um país muito "carnaval-futebol-cultura popular" (tríplice sagrada brasileira), vale a alegria de construir a identidade própria, o auto-conhecimento - de dentro para fora. De fora para dentro, as bases para um Brasil mais leitor, mais interessado em ler o que se escreve com tanto fervor. Torture-me com a falta de tempo, com a correria, com a inspiração em meio ao impossível "parar-pensar-escrever-sorrir", mas nunca, nunca me tire a poesia, as letras, a prosa! – uma boa conversa, um papo de amigo, uma cantiga de amor.
 
d) - : Com muito prazer! Esta poesia sai do forno:

1001 inutilidades públicas
x x x x x x x x x x x x x x
Marombado
Arquitetando
Escultura esdrúxula.
x x x x x x x x x x x x x x
Contar estrelas.
Rastelar problemas.
Fingir que não gosta.
x x x x x x x x x x x x x x
Correr atrás de quem não dá valor.
Falsificar notas de 26,54 reais.
Pérolas aos porcos. Falar com as paredes.
x x x x x x x x x x x x x x
Colcha de retalhos de seda.
Concha com concreto. Detalhes de merda.
Retaliação inconstante.                                             Lins
 
Poesia é um porre
para embriagar
barrigas cheias de merda
e cabeças sebosas
de inteligência
natural.
Fogem da realidade,
não se conformam
e ainda são homicidas
dos poucos neurônios
que se
foram.
 
Restos.
Restam?
D-e-t-e-s-t-a-m—o--t=e=s=t=e! – e dão cabeçadas em ponta de faca.
 
Lins
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Grande abraço a todos os escritores do CEN, do Clube Amigos das Letras (em especial ao Sérgio Grigoletto e à Zena Maciel) e ao Carlos Leite Ribeiro pela "abertura", como diz a luz para a porta, ao penetrar na escuridão.