REVISTA "NO CANTAR DAS LETRAS"
 
SÃO PAULO - BRASIL

 

Editora: LIGI@TOMARCHIO®
Formatação e Arte: Iara Melo
 
Ano 2
 
2ª Edição - JUNHO/2007
 
Entrevistas - Prosa e Poesia

 

 
CASA DAS ROSAS -  Espaço de Literatura Haroldo de Campos
 
 
 
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Meus queridos amigos e amigas das Letras e do CEN, estamos de volta, com a segunda edição de 2007 e com muito carinho!
Agradeço a todos participantes e saibam que "No Cantar das Letras" tem como objetivo acarinhar nossos leitores e agrupar o maior número de amigos, como colaboradores e integrantes desta grande família luso-brasileira!!!
É com prazer que apresento, nosso querido amigo e poeta Carlos Roberto Lemberg, em entrevista exclusiva para o CEN.
Desfilam também, grandes nomes da nossa poesia...
 
Obrigada a todos pelo carinho!
Beijos meus, nos seus doces corações!!!
Ligi@Tomarchio®
 

 
 
Travesseiro amigo
 
 
Meu velho travesseiro,
amigo de tantas noites
de saudade, tristeza e dor.
Quantas vezes emprestaste-me
o ombro macio
para afogar minhas mágoas
e secar as lágrimas
que derramei por amor!
 
Quantas vezes,
abracei-me a ti soluçando,
o coração estraçalhado,
como louco palpitando
quase a morrer de dor.
E tu, amigo querido,
deste-me conforto
com tua maciez e calor.
 
Mais uma vez, volto a chorar,
mas não de dor ou saudade.
Vou contar-te um segredo:
Da solidão não sinto mais medo.
Sabes porque meu amigo?
Encontrei a felicidade!
 
Antonia Nery Vanti (Vyrena)

 

 
 
A Juventude
 
 
A juventude é como as flores
Abre- se pouco a pouco ao amor
Cresce e aparece na beleza das cores
E mostra a todos, a que veio, com vigor.
 
Assim é a juventude também na amizade,
Caminha sem pensar na própria idade
Aos bandos, sempre juntos quais pássaros alegres,
Cantam e dançam, pulando como lebres.
 
Vão de par e par, rapazes e moças.
Moços e moços, moças e moças.
Sempre a mostrar que da vida a alegria
É irmã da canção simplesmente Maria.
 
Aos quinze anos, vão todas debutar.
E se
acham o máximo ao glamour da idade
Lançam seus charmes aos rapazes a lutar
Querem todas viver bem esta sua mocidade.
 
Os rapazes aos quinze, ainda pensam no vídeo-game,
Jogam-se nas pranchas pelas ondas a surfar
Não se preocupam com a vida e com quem os ame
Deixam-se levar pelas sereias do mar.
 
O estudo e o trabalho não lhes parecem precisar
O  futuro está longe, não tem com o que se preocupar.
São os pais e avós que precisam muito rezar
A fim de que nestas ilusões, não vão se machucar.
 
Assim é a vida, assim também é a juventude,
Com brincos, tatuagens, sempre prontos a caminhar.
E o mundo vibra, quando ela toma atitude.
Vai sempre em frente crescendo, são o futuro, não podem parar.
 
Pe. Luis Rogério Carrilho Cruz, CSsR
29 de agosto de 2006
Festa do martírio de São João Batista.
 

 
Se
 
Desvirtuei meus predicados
Ao expor meu amor
Nesta plêiade
Que rasura minha paixão
 
Titubeei na transparência
A última evidência
Uma vez colocada
Na alta densidade do desejo
 
Caminhei até as estrelas
Fazendo da sátira a essência
Ri dos meus momentos de carência
Desfazendo-me nos teus braços
 
E então neste abraço
Fiz-te parte da minha carne
Não me importando se a sandice
Mora nas cláusulas do meu coração.
 
Gerson F. Filho.
 

 

FEITIÇO VIRA CONTRA O FEITICEIRO
 
 
Será que feitiço existe? Acho que todos já sentimos algum dia receios de lidar com isso. A maledicência e inveja, causa mais problemas do que um feitiço. Pois ela fica vibrando durante horas e horas, emanando pensamentos maléficos para as pessoas, e querendo aniquilar a vida delas.
 Porém, o espírito é onipresente, livre de tempo e espaço. Em uma terapia de oração invoca-se o amor e a harmonia de Deus para que ressuscite dentro daquela pessoa maléfica e que portanto está a serviço do mal, um padrão mental de felicidade e alegria.
 Deus é tudo o que existe e Deus é a verdade eterna , absoluta.
 Devemos lembrar que somos o ser único pensador no nosso universo, e, como nosso pensamento é criador, o que se pensa sobre outrem o estamos criando dentro de nós mesmas.
 Cuidado para quem deseja o mal do seu semelhante! Os pensamentos maus junto com as emoções matam ou curam. Os pensamentos maus junto com as emoções geradas por eles, acumulam-se no subconsciente, produzindo a autodestruição, que pode causar uma doença fatal, ou alguma outra pessoa pode ser o instrumento através do qual você encontrará a sua morte, pois todo o homicídio é suicídio.
 QUANDO SE EMITE PENSAMENTOS SANGÜINÁRIOS OU MALÍGNOS CONTRA OUTRA PESSOA QUE SE ISOLOU COM PENSAMENTOS DIVINOS, E NÃO PODE RECEBER AS VIBRAÇÕES NEGATIVAS, ESSES PENSAMENTOS VOLTAM PARA VOCÊ COM FORÇA REDOBRADA. CHAMA-SE A ISTO ORDINARIAMENTE BUMERANGUE.
 A PRESENÇA DE DEUS DENTRO DE NÓS, NOS TORNA IMPERMEÁVEL A TODO O MAL. E O FEITIÇO VOLTA CONTRA O FEITICEIRO SEMPRE, POIS ELE É QUEM TEM A CÓPIA.
 
ALCINA MARIA SILVA AZEVEDO
 

 
 
Apenas uma flor
 
 
flor: guardada no tempo breve
de alguns poucos dias;

cicatriz do espinho
fincado no centro da pétala;
ideal feito em sonho e poesia
desfaz-se ao contato do frio vento
e se funde à poeira e à treva:
ternura desfeita em névoa
és tu, só tu, puro amor.
 
Bolero com Ravel
 
Sonho-te
e com Ravel
a noite dança um bolero.
 
Musicália
 
Fitas
a menina dos meus olhos:
sou notas.
 
Mergulhas
no rubro de minha boca:
sou pauta.
 
Adentras
a maciez de minha pele:
sou música.

 
Amor de salvação
 
Perco-me nos contornos
de tua boca:
sou flores.
 
Maria Ester Torinho

 
 

Entrudo na aldeia
 

Era naqueles anos idos de sessenta, em que o mundo começou a mudar, em que a lua deixou de ser apenas um sonho para os corações apaixonados, em que os jovens ousaram fazer ouvir a sua voz e a sua revolta, em que os Beatles mudaram toda uma geração...

 
Mas na minha aldeia, em que os dedos de uma mão chegavam para contar os aparelhos de televisão, e os das duas chegavam para os aparelhos de rádio, as notícias chegavam devagar, mas iam chegando.
 
Tudo rodava com calma, ao ritmo das estações do ano, das festas tradicionais das aldeias vizinhas, e das festividades sazonais, uma delas que as crianças esperavam mais ansiosamente, era o Carnaval, que nós chamávamos de Entrudo.

 Não sabíamos de desfiles de escolas de samba, nunca tínhamos ouvido falar do Carnaval brasileiro, nem tínhamos assistido a corsos carnavalescos com actores brasileiros como reis do Carnaval, pois que nem sequer telenovelas brasileiras sabíamos que existiam na época, mas tínhamos as nossas próprias maneiras de brincar ao Entrudo.

Os jovens reuniam-se em casa de um deles, e então combinávamos cuidadosamente qual a "máscara" de cada um, e digo entre parêntesis, porque não tínhamos máscaras, o que nos servia para fantasiar, era a roupa dos pais, das avós, o vestido de noiva da vizinha...então decidido qual a fantasia de cada um, começava o "assalto" á arca da roupa dos familiares, em busca dos adereços adequados, e cada qual se revestia da personagem escolhida.

 
Uma era a noiva, outra a velhinha, os meninos, vestiam-se de pedintes, velhos coxos, enfim cada um se fantasiava nas suas personagens favoritas e conforme a roupa e a ocasião assim o ditassem.
 
Apenas uma coisa era essencial: formado o cortejo, pelas ruas da aldeia, visitando casa por casa, a identificação de cada um, era um dos segredos mais bem guardados, e os comentários dos vizinhos provocavam as mais hilariantes gargalhadas, ao confundirem uns com os outros, apenas com base em pressupostos como altura, ou algum outro detalhe esquecido.
 
Então como recompensa pela diversão proporcionada, todos nos ofereciam algum presente, geralmente comestível, ou dinheiro, podiam ser ovos, chouriço, frutas, ou outros.
 
E o desfile findava então em casa de um de nós, fazendo um lanche geral, com os presentes ganhos, no qual todos ríamos e contávamos vezes sem conta, as peripécias da tarde.
 
Eram assim as nossas brincadeiras carnavalescas e desde ontem nunca mais me diverti assim inocentemente no Carnaval, pois que ver os outros rir e brincar, ficando apenas a olhar numa bancada ou atrás de um aparelho de televisão, não faz parte dos meus ideais de diversão.
 
Arlete Piedade

 

Meu mundo sem você
 
 
Meu olhar perde-se insone,
cansativo de buscas frustradas,
varando noites estreladas
buscando você...
Em meus sonhos e buscas
vejo uma ilha, perdida,
em um mar distante
e por um instante vejo você,
nadando, sonhando, alma ferida
em busca de mim ...
Como um feitiço
ouço teu grito chamando meu nome
e lá no espaço
meu olhar opaco, alcança você ...
Que volta cansado, perdido
para sua ilha
sem me ter ...
E eu, olhar cansado
por não encontrar o meu amado
reclamo ao mundo
meu desgosto profundo
de não encontrar você ...
Um mundo de água
separa nossas vidas, eu acho
meu olhar vai mergulhar lá do espaço
cair em teus braços
e amar você ...
 
*** Labirintos da Alma ***
Cel  (Cecília Carvalho)



ENTREVISTA

 

Ligia: Qual é o seu nome completo?
Carlos: Carlos Roberto Lemberg

Ligia: Quando e onde nasceu?
Carlos: Nasci no dia 11 de dezembro de 1941 em Curitiba, capital do Estado do Paraná

Ligia: Onde reside atualmente?
Carlos: Em Curitiba

Ligia: Qual é o seu estado civil?
Carlos: Casado

Ligia: Qual é a sua atividade profissional?
Carlos: Sou Administrador de Empresas, atualmente aposentado por tempo de serviço.

Ligia: Você é uma pessoa caseira ou gosta de uma vida social mais agitada?
Carlos: Sou mais caseira, mas gosto também de ter uma vida social não muito agitada.

Ligia: Quais as atividades de lazer que pratica?
Carlos: Costumo andar muito como prática de lazer, para melhorar o oxigênio do Cérebro e das demais células do corpo.
 
Ligia: Gosta de freqüentar restaurantes, bares ou bailes?
Carlos: Freqüento restaurantes as vezes, dificilmente entro em bares, só mesmo para comprar cigarro que é o único vício que tenho. Ainda não consegui deixar o vício, embora tenha muita força de vontade, o que eu não tenho é vontade de fazer força, rsrsrs.
Bailes só em ocasiões especiais.

Ligia: Qual é o seu prato preferido?
Carlos: Uma boa macarronada ao sugo e um bom churrasco.

Ligia: Qual é a sua bebida preferida?
Carlos: Não tenho bebida preferida.
Bebo só socialmente como dizem por aí, mas assim mesmo somente um pequeno gole e nada mais.

Ligia: Desde quando escreve?
Carlos: Até bem pouco tempo não sabia que alguns dos meus textos poderiam ser considerados como Poesias, e fiquei surpreso em receber elogios de amigos e amigas Poetas, achando maravilhoso o texto sobre Primavera e do Feliz Páscoa, pois para mim não passavam de simples mensagens. E recebendo os incentivos das Poetisas Nadir A. D'Onofrio e Nany Schneider e do Poeta Tonho França, comecei escrever mais alguns textos, são bem poucos ainda, e todos estão no meu Site, na Página Tentativas Poéticas.

Ligia: Qual o livro que leu e mais gostou?
Carlos: E o vento levou.

Ligia: Gosta de qual estilo literário, além da poesia?
Carlos: Gosto de todos os estilos literário, não tenho preferência específica, a única exigência que faço é que tenha um bom enredo e que nos transmita algo de positivo.

Ligia: Como ingressou na Internet?
Carlos: Desde que comecei a trabalhar sempre estive envolvido com Informática, só que naquela época ainda não existia a Internet, só mesmo oito anos após estar aposentado é que comprei um microcomputador, isso no ano de 2000 e desde então passo muitas e muitas horas diante dele.

Ligia: Qual é a sua opinião sobre o trabalho de divulgação da literatura através da Internet?
Carlos: Acho muito importante e muito conveniente a divulgação da Literatura através desse meio de comunicação que tem penetração mundial, pois assim poderemos estar levando mais cultura para todos, principalmente para os jovens, para que possam obter mais cultura.

Ligia: Já conhecia o CEN "Cá Estamos Nós"?
Carlos: Já conhecia sim, pois alguns amigos enviavam para mim por e-mail algumas Páginas deles, e os amigos do Só Karinho's enviaram um convite para que eu participasse do CEN, aceitei e também estou aí no meio de grandes profissionais da Literatura Poética.

Ligia: Conte-nos sobre seu processo de criação de maneira resumida e se sofre influência de algum autor em especial.
Carlos: Não tenho nenhum processo de criação, quando vem a inspiração procuro escrever e muitas vezes acho que não ficou bem e procuro aprimorar.
Tive a influência, melhor dizendo, fiquei muito entusiasmado pelas Poesias, do saudoso amigo Poeta Valeriano Luiz da Silva, nas quais ele nos dava lições de História, Geografia e acima de tudo Amor ao próximo.

Ligia: A escrita para você é um instrumento ou uma arma?
Carlos: Depende muito de como a pessoa queira, ela pode ser um instrumento muito valioso e também muito perigoso.

Ligia: Qual o período que prefere: dia, tarde ou noite?
Carlos: Dia.

Ligia: Gosta de animais? Quais? Tem algum em casa?
Carlos: Gosto muito de animais, principalmente cão, tivemos um aqui em casa, mas infelizmente tivemos que doá-lo, pois ele estava com ciúmes da minha netinha, e a nossa única opção foi essa. Estávamos com receio que ele visse a agredir a Maitê, justamente quando ela começava a engatinhar e querendo dar os primeiros passinhos.

Ligia: Quais seus estilos musicais prediletos?
Carlos: Gosto muito de MPB, Tangos, Passo Doble, Bolero e também de Clássicos.

Ligia: Se considera uma pessoa religiosa?
Carlos: Sim

Ligia: Tem livros publicados? Quais?
Carlos: Não

Ligia: Tem e-books publicados? Quais?
Carlos: Não

Ligia: Possui um web site? Qual o link?
Carlos: Sim. O link é:
http://www.crlemberg.com

Ligia: Qual é o seu e-mail para contato?
Carlos:
lembergcarlos@yahoo.com.br
carlosroberto@intertower.com.br
 

 
POESIAS

Senhor
 
Como é forte o poder da oração
Orando pelo nosso querido irmão
Quando emana do fundo do coração
O Pai sempre nos estenderá a mão
 
Com Ele teremos a benção
E também a remissão
E nos dará o perdão
Dos pecados e a plena salvação
 
Assim poderemos ter a felicidade
De poder sentir a sensibilidade
De um fato tornar-se realidade
Conseguindo assim uma grande amizade
 
E no Mundo Paz e Fraternidade
 
Carlos R. Lemberg
Curitiba - PR - 02/02/2006

 

Flores
 
Flores que nascem em botões.
Flores que desabrocham.
Flores amarelas, vermelhas e lilás.
Flores de todas as cores.
 
Flores que despertam emoções.
Flores que alegram os corações.
Flores para o meu amor
presenteio com todo fervor.
 
Das flores que encontrei
você é aquela que guardarei.
No perfume me embriagarei.
É você que sempre amarei.
 
Te amar nunca deixarei.
Te beijar nunca deixarei.
Para sempre te adorarei.
Flor igual a você nunca
mais encontrarei.
 
Carlos R. Lemberg
Curitiba - PR - 21/09/2006
Dedicada a minha esposa Ana Maria



 

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FORMATAÇÃO E ARTE: IARA MELO