Falando de "Trovas e de Trovadores"
 

Nº  06 – Março de 2007

 
Editor: Lairton Trovão de Andrade
Formatação e Arte: Iara Melo

ÍNDICE

 


 

- Elias Domingos, Trovador de Pinhalão
- Diretoria da UBT Nacional
- Diretoria da UBT – Paraná
- Concursos 
- Trovas em Muro
- Trovas de Autor Imortal
- Leda Terezinha de Oliveira
- Lairton Trovão de Andrade
- Entrevista com Cecim Calixto

 


ELIAS DOMINGOS, TROVADOR DE PINHALÃO 
A revista virtual “Falando de Trovas e de Trovadores” presta a mais justa homenagem ao trovador pinhalonense Elias Domingos.  
Edificou sua brilhante conquista literária no seio da terra benfazeja de Pinhalão, tornando-se, ao Paraná e ao Brasil, atraente romancista, poeta iluminado e trovador da mais alta envergadura.    
A criatividade talentosa, o estilo sóbrio e a  impecável correção gramatical  fazem com que o escritor Elias Domingos mereça lugar honroso nas históricas páginas da literatura paranaense e nacional. 
Foi trovador incomparável. Suas numerosas trovas tinham o intuito de transmitir idéias edificantes, caracterizando-se, sobretudo, pela natureza educativa, com intuito de enriquecer a alma do leitor de qualquer idade cultural.   
Além disso, Elias Domingos distinguiu-se por seu elevado apreço à família, por seu amor à terra onde viveu e prosperou, por sua cultura de rara profundidade, por sua vida exemplar e ilibada, num contexto de religiosidade edificante.  
Elias Domingos será sempre monumento da mais elevada importância histórica, digno de todo respeito e veneração, principalmente para a cidade de Pinhalão, pequeno município encravado no Norte Pioneiro do Paraná/BR. 
Pertenceu à FEBET – Federação Brasileira de Entidades Trovistas. Dentre seus ilustres amigos trovadores, encontravam-se Eno Theodoro Wanke e Amália Max.   
Embora não tenha nascido em Pinhalão,  tornou-se pinhalonense por opção e amor à terra, onde viveu por mais de setenta anos com expressiva dignidade. 
Para abrilhantar a homenagem que o fazemos, convidamos o Desembargador Dr.Jorge José Domingos, seu irmão, que nos escrevesse a síntese biográfica deste nobre Escritor e, com prazer, a transcrevemos em seguida: 
“Elias Domingos, filho dos libaneses Domingos Calixto e Maria Jorge, nasceu em 04 de novembro de 1917, na cidade de Arceburgo/MG/BR.  
Dois meses depois do seu nascimento, Elias com seus pais mudaram-se para a cidade de Rio Azul, Estado do Paraná, onde  permaneceram apenas um mês.  
Residiram, depois, em Ponta Grossa/PR/BR, e, naquela cidade, Elias Domingos completou sete anos de idade.  
De Ponta Grossa, através do transporte ferroviário, vieram finalmente para Pinhalão/PR/BR. Estudou em escola pública. Dentre seus primeiros professores citamos: Lauro Garret, Ataíde Loyola e Alcides Loyola.  
Aos quinze anos de idade , foi estudar no Instituto Cristão, em Castro/PR/BR. Um ano depois, porque estava doente, regressou à Pinhalão.   
Em seguida, foi para Curitiba estudar, mas acometido por paralisia infantil, teve que voltar novamente para a casa.  
Durante toda a sua vida, dedicou-se ao estudo da Língua Portuguesa e Literatura, tornando-se erudito na matéria. Escreveu  romances, poesias e trovas. É autor de quatro livros publicados: Manuscrito de Sursém, usando seu pseudônimo – Aliês A. Muchaili Méreb – 1949; Jaratã – Elias Domingos – 1983; Da Pele ao Destino – Elias Domingos – 1989; As Três Vidas de Jeriél – Elias Domingos – 1995. 
Faleceu em 18 de novembro de 1997, após completar oitenta anos de idade. 
Era membro de diversas academias nacionais e internacionais:
Do Centro de Letras do Paraná – Curitiba, do Centro Cultural “Euclides da Cunha” – Ponta Grossa, da Academia de Letras Jose de Alencar – Curitiba, do Instituto de Cultura Americana, Argentina (Membro de Honra), do Grupo Americanista de Intelectuales y Artistas – Montevidéo, do Instituto de Cultura Americana – Seção Brasileira (Membro de Honra), da Sociedade Geográfica Brasileira (Medalha  Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon) – São Paulo, do Instituto de Poesia Internacional (Cadeira n 45) – Porto Alegre/RS. 
Foi casado com Dolores Nicolau Domingos e tiveram cinco filhos. Algumas obras literárias inacabadas e seus certificados estão em posse de seus filhos”. 
O Editor

 

 


 

DIRETORIA DA UBT NACIONAL
 
PRESIDENTE NACIONAL: Eduardo A.O.Toledo – UBT – Pouso Alegre/MG
VICE-PRESEIDENTE NACIONAL: Arlindo Tadeu Hagen – UBT – Juiz de Fora/MG
SECRETÁRIO NACIONAL:  Vago
 
CONSELHO NACIONAL DA UBT
 
PRESIDENTE: Carolina Ramos – UBT – Santos/SP
VICE-PRESIDENTE: Flávio Roberto Stefani – UBT – Porto Alegre/MG
SECRETÁRIA: Domitilla Borges Beltrame – UBT – São Paulo/SP
 
DIRETORIA DA UBT – PARANÁ
 
PRESIDENTE: Vânia Maria Souza Ennes – UBT – Curitiba/PR
VICE-PRESEIDENTE: Maria Lúcia Daloce Castanho – UBT – Bandeirantes/PR
SECRETÁRIO: Nei Garcez – UBT- Curitiba/PR
 
CONSELHO ESTADUAL
 
PRESIDENTE: Dari Pereira – UBT – Maringá
VICE-PRESIDENTE: Apollo Taborda França – UBT – Curitiba/PR
SECRETÁRIA: Maria Aparecida Frigeri – UBT – Londrina/PR
 
CONCURSOS
 
XXX JOGOS FLORAIS DE POUSO ALEGRE
“Troféu João Freire Filho”
A/C de Eduardo A. O. Toledo – Caixa Postal 181
POUSO ALEGRE – MG -  CEP: 37550-000
MODALIDADES E TEMAS:
01.TROVA (Nacional) – LUAR (lir./filos.)
“Notáveis Trovadores” – CHUVA (lir./filos.)
Obs.: Máximo 03 trovas em cada tema.
02. HAICAI - ESTRELA
Máximo: UM Haicai - Obs: Sistema de envelope;
03. Soneto - OLHOS ou OLHAR
04. POESIA LIVRE - PRIMAVERA
05. CRÔNICA - MOTIVOS JUNINOS
06. CONTO - UMA NOITE DE NATAL

 
Obs.: Nos itens 3,4,5 e 6, máximo: UM trabalho por autor, em 03 vias, dat/digitado em papel A4, tendo apenas o título, modalidade e pseudônimo junto, pequeno envelope, tendo, por fora, título, modalidade e pseudônimo, e, por dentro, o nome do autor, endereço completo, título, pseudônimo.
PRAZO: 30-04-2007.


 

  
 
TROVAS  EM MURO

 


 

Os muros do Colégio Estadual Leonardo Francisco Nogueira, Ensino Médio, da cidade de Pinhalão/PR/BR estão, pouco a pouco, sendo ornamentados com belas trovas cujos autores são filhos da própria Comunidade. Este gesto cultural tem merecido aprovação de todos os transeuntes que têm alguma sensibilidade pela arte literária.

 

 

 

 


 
 

TROVAS DE AUTOR IMORTAL
 

Quando ler um livro,
atente em seu chapéu tirar,
pois nas páginas que sente
difícil Deus não brilhar.
Elias Domingos
 
Se não houvesse o morrer
diríamos que boa sorte;
quem amaria o viver
se não existisse a morte?
Elias Domingos
 
Esta flor tão branca e bela
que expõe no traje social
contrata a pureza dela
com certo cheiro letal.
Elias Domingos
 
Não brinques com o estopim
de tua luta amorosa
porque poderás pôr fim
à tua vida de rosa.
Elias Domingos
 
Enquanto esta sociedade
com a nudez hoje dança
e aplaude a imoralidade
perde-se toda a esperança.
Elias Domingos
 
A felicidade é tal
como a fruta que na messe
não é ceifada inicial
e cai e logo apodrece.
Elias Domingos
 
Pesa-me ver um distinto
mendigo pedir a um nobre.
Muito mais pesar eu sinto
por aquele rico pobre.
Elias Domingos
 
Dos pássaros prisioneiros
exemplos sempre tenhamos
cantam em seus cativeiros
e nós livres lamentamos.
Elias Domingos
 
Muito mais que a arca antiga
meu coração de amor forte
encerrou-te, cara amiga,
não te solta nem na morte.
Elias Domingos
 
Numa virgínea mangueira,
com mimo, gravei teu nome.
Hoje cinzas de fogueira
que em mim este amor consome.
Elias Domingos
 
 

 
LÊDA TEREZINHA DE OLIVEIRA
PINHALÃO – PR/BR
 

A mulher depois dos trinta
se estiver na solidão
qualquer gigolô que pinta
conquista seu coração.
 
Riqueza é toda amizade
quando sincera e fiel;
curando toda maldade,
deixa-nos perto do céu.
 
Este amor é meu tesouro
que feliz eu encontrei,
e quando vi tanto ouro,
bem zelosa eu o guardei.
 
Filhos trazem alegria,
filhos, a paixão da gente,
vivem fazendo folia,
mas são anjos inocentes.
 
Estrela, linda estrelinha,
sempre no céu a brilhar,
sei muito bem que és só minha
e logo vou te buscar.
 

 
LAIRTON TROVÃO DE ANDRADE
PINHALÃO - PR/BR
 

Sou trovador franciscano,
vivo feliz neste aprisco,
tenho a UBT por arcano,
e a bênção de São Francisco.
 
Quanta surpresa na vida
com as histórias de amor!
Quando a esperança é perdida,
fica uma lenda de dor.
 
De falhar não há perigo!
Compartilha só o que é seu...
Vejo assim o grande amigo
que, em essência, é “outro eu”.
 
Este é o “CEN” que vale mil,
mil milhões, o seu Portal.
Neste anel luso-brasil,
brilha o senso cultural.
 
Cultuo a Pátria, o Brasil,
e o Paraná, meu rincão;
mas, meu berço varonil
está aqui – é Pinhalão!


 

 

ENTREVISTA COM O POETA E TROVADOR

CECIM CALIXTO

 

A Revista virtual “Falando de Trovas e de Trovadores” tem o imenso prazer de entrevistar o eminente escritor Cecim Calixto que enriquece, com galhardia,  o universo literário paranaense, trazendo à luz preciosos sonetos e trovas, poemas de elevado brilho literário, além de ser um dos expoentes raros da UBT-Paraná, o que muito nos orgulha e nos honra.

Lairton: Prezado Cecim, queira nos dizer onde nasceu e reside?

Cecim: Nasci no dia 17 de julho de 1926, em Pinhalão, conforme consta em todas as minhas publicações; terceiro filho de Abrão Calixto e Izahia Cecim, libaneses que constituíram uma prole de onze filhos.
Resido em Tomazina, onde iniciei a minha vida profissional, recentemente formado em Técnico em Contabilidade, pela faculdade de Ciências Econômicas “Plácido e Silva” de Curitiba.

Lairton: Apesar de ter nascido na vizinha cidade de Pinhalão,  por que adotou Tomazina como sua cidade natal?

Cecim: Não tive sucesso profissional em Pinhalão, bem por isto eu com meu irmão mais velho, prático em contabilidade, transferimo-nos para a vizinha cidade de Tomazina. Na época a primeira Comarca da região, com nível social acima das outras. Com circunstâncias favoráveis: Banco comercial, algumas indústrias, Coletoria Estadual e Federal, sede de Juiz de Direito e Promotor Público. A prefeitura local administrava as vizinhas cidades de Pinhalão, Jaboti e japira. Na época, Tomazina registrava um volume de 28 mil habitantes (hoje com nada mais que 10 mil). Atualmente, outras cidades da região têm a primazia do desenvolvimento, como Ibaiti, Siqueira Campos, Wenceslau Braz etc.. Mesmo assim, perdurou nossa querência por Tomazina, por fatos de natureza fraterna. Nesta cidade, conheci minha atual esposa, criatura única e divina, a razão da minha vida e a minha eterna inspiradora - companheira inseparável que me deu, ainda nesta cidade, três filhos maravilhosos nascidos na terra da amada mãe.
Nunca deixei de amar e de criar especial afeto pela terra que me viu nascer, onde meus pais viveram por cinqüenta anos. Inesquecível minha infância em Pinhalão, onde fiz o curso no Grupo Escolar, andei descalço, nadei pelado na abençoada água desse ribeirão. Andei de calças curtas e de suspensórios feitos por minha mãe. E aí também conheci e gozei as alegrias do primeiro amor na puberdade.

Lairton: Fale-nos algo mais sobre a cidade de Tomazina.

Cecim: Necessário dizer que toda a beleza de Tomazina foi engenhosamente criação exclusiva da providência de Deus. É a beleza natural e deslumbrante.
Aqui me casei, aqui construí meu primeiro lar. Aqui tive a felicidade de conhecer o maior banqueiro deste país: Avelino A. Vieira, um idealista que fundou um pequeno Banco que se tornou o terceiro do Brasil, e que o deixou aos herdeiros com 1.340 agências espalhadas pelo território nacional. O mundo inteiro ouviu falar o nome desse humilde tomazinense e também o nome de sua cidade natal.

Lairton: Hoje, você curte a vida na turística cidade de Tomazina. Entretanto, por muitos anos, residiu em Curitiba, capital do Estado do Paraná. O que o levou a viver tanto tempo naquela Metrópole?

Cecim: Não vivi tanto na Capital. A minha vida foi reservada ao pioneirismo em Norte Novíssimo do Paraná. Ocupei a gerência do primeiro departamento bancário naquela região. Agi e administrei várias agências. Abri incontáveis departamentos nas cidades daquela região, muitas recentemente fundadas e invadidas por plantadores de café. Ocupei e administrei a maior região produtora de café do Brasil. Todos obtiveram espetaculares sucessos. Pelo êxito obtido, fui promovido a Diretor Regional. Em seguida, Diretor de um novo banco adquirido pelo Bamerindus. Atuei no setor de Crédito Imobiliário, no de Turismo e em muitos ligados à alta Direção do Banco.

Lairton: Como foi o início da sua vida no mundo fantástico das musas?

Cecim: Eu nasci poeta. Sempre vi a beleza de forma especial. Tudo da criação do Onipotente me deslumbrava. Minha aposentadoria e a minha maturidade fizeram-me voltar todo meu potencial de criação para as harmoniosas e divinas letras poéticas. Gostava de ler e, com tempo disponível, apenas lia e escrevia. Sempre tive às mãos um livro de poesia. Adorava os sonetistas e foi por aí que eu resolvi adotar a forma mais difícil  na literatura poética: Sonetos.
Meu primeiro livro veio à luz nas vésperas do meu casamento. Recebi elogios e conselhos benéficos. No período bancário, nada publiquei, mas não deixei de rabiscar e guardar belos pensamentos. Aposentado, voltei à lide dos livros de poesias. Publiquei EMOÇÕES – A VOZ DO AMOR – LAMPEJOS – SETE POETAS (Antologia) e, por último, TENDA DE ESTRELAS, todos com noventa e nove sonetos. Meu último livro ultrapassou as minhas expectativa. Verdadeiro sucesso. Tenho ainda, na gaveta, para serem publicados, o livro de sonetos ecológicos e também o de trovas – Quadras e Sonhos.

Lairton: O primeiro livro marca sempre o início de possível caminhada no fantástico mundo da Literatura.  Que lembrança incentivadora conserva sobre “Ninfas”, seu primeiro livro publicado?

Cecim: Foi maravilhoso ter em mãos o meu primeiro livro. Publiquei-o sem conhecer a técnica engenhosa da poesia. Recebi muitos elogios, conselhos e ensinamentos.

Lairton: Que importância tem a trova no contexto da Literatura Portuguesa?

Cecim: A trova é e será sempre sublime. Definitivamente vencedora. O resumo e a sua sensibilidade impressiona o mais insensível coração. No contexto da literatura, a trova ultrapassou as barreiras da predileção, levando em conta as características de pureza, inspiração e seu  predicado maior: simplicidade.

Lairton: A UBT – União Brasileira de Trovadores – é o abrigo natural dos  trovadores. Como ingressou na UBT ?

Cecim: O aroma exalado da casa dos trovadores inebria todo o poeta que ousar adentrá-la, mesmo por simples curiosidade. Assim aconteceu comigo.

Lairton. Que avaliação faz da UBT-Paraná?

Cecim: É a mais atuante do Brasil.  A Presidente Vânia Ennes a elevou aos píncaros da sublimidade. Sou fã incondicional do seu eminente trabalho e capacidade de compor.

Lairton: Cecim Calixto foi sempre de incrível responsabilidade em tudo. Diante disso, que instituições literárias têm-no como membro atuante?

Cecim: CENTRO DE LETRAS DO PARANÁ, ACADEMIA PARANAENSE DA POESIA, UNIÃO BRASILEIRA DE TROVADORES, CENTRO DE ESTUDOS BANDEIRANTES.

Lairton: Do movimento trovista do Brasil, sobretudo da UBT – o que mais lhe agrada?

Cecim: Agrada-me o entusiasmo marcante dos trovadores do Paraná, mormente os residentes no interior: Dedicados, operantes, inspirados e, sobretudo, amistosos.

Lairton: O poeta não é dono de si mesmo. De quando em quando, sente necessidade de manifestar suas inspirações. Por isso, que projeto literário tem para o futuro?

Cecim: Muitos. Alguns surgirão brevemente.

Lairton: Neste número, a revista virtual “Falando de Trovas e de Trovadores” presta homenagens ao grande escritor pinhalonense, Elias Domingos. Você o conheceu muito bem.  Fale-nos algo sobre Elias Domingos.

Cecim: Graças a Deus, Pinhalão se lembrou do seu filho mais ilustre. Notável professor da língua portuguesa. Autoditada por excelência. Perfeito conhecedor do idioma pátrio. Poucos escritores conheci com o potencial lingüístico de ELIAS DOMINGOS (Aliês A. Muchaile Mereb). Não deverá jamais ser olvidado pelos nossos conterrâneos dessa cidade que eu amo, como ele próprio a amava.

Lairton: Cecim Calixto escreveu muito sobre os mais diversos temas. Valeu a pena ter escrito tantos poemas, tantos sonetos, tantas trovas?

Cecim: A resposta a este item revela-se pelos prêmios inumeráveis pendurados nas paredes do meu escritório (minha preciosa TENDA).   Em destaque, prêmios:
CONCURSO NACIONAL DE POESIA “HELENA KOLODY” – premiado duas vezes; CÂMARA MUNICIPAL CTBA – “MEDALHA DE MÉRITO FERNANDO AMARO”; ACADEMIA PARANAENSE DA POESIA – CADEIRA Nº11; PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS – CONCURSO “PINHEIRO DO PARANÁ” – primeiro lugar (soneto); CENTRO DE INFORMÁTICA DEFICIENTES VISUAIS – HONRA AO MÉRITO – inclusão de sonetos em obra editada em braille-Projeto luz e saber; UNIÃO BRASILEIRA DE TROVADORES – NOMEADO DELEGADO EM TOMAZINA; ROTARY CLUBE ALTO DA GLÓRIA – Melhor livro do ano “LAMPEJOS”; BRASIL TELECON- PRÊMIO RECEBIDO REPRESENTADO POR 40.000 CARTÕES TELEFÔNICOS ESPALHADOS POR TODO O BRASIL (trova). Outros que serão enumerados oportunamente.

Lairton: A revista “Falando de Trovas e de Trovadores”  é editada, através do Portal CEN – Cá Estamos Nós – uma extraordinária ponte literária entre Portugal e o Brasil, cujo presidente é o escritor Carlos Leite Ribeiro.  Gostaria de conhecer melhor o Portal CEN? Para tanto, forneça-nos seu endereço eletrônico (e-mail).

Cecim: Gostaria muito de conhecer e manter contato com autores portugueses. Parabéns aos mantenedores dessa inteligente revista “FALANDO DE TROVAS E DE TROVADORES DO PORTAL CEN – CÁ ESTAMOS NÓS”. Um cordial abraço ao confrade e delegado da UBT de Pinhalão.

ENDEREÇO: CECIM CALIXTO  - Rua Moraes e Silva, 129

TOMAZINA – PARANÁ – CEP 84935-000 – FONE (43)3563-1175

E-mail – cecim@ifinit.com.br

Lairton:  Agradecemos a atenção que nos deu nesta entrevista e solicitamos algumas trovas de sua autoria. Um grande e fraterno abraço.
 


Cecim:
  
Se me tens em teu regaço,
no descanso desta lida,
invalidas meu cansaço
e os fracassos desta vida.
 
Sei agora onde é a nascente
da almejada inspiração.
Nasce e chega de repente
dos filões do coração.
 
No horizonte da fazenda,
quando a lua apareceu
todo o céu se fez em renda
e cobriu o colo teu.
 
Nunca vi tanta beleza
estampada num só rosto.
Quem o vê tem a certeza
ser de Deus tamanho gosto.
 
A tudo que hoje acontece
vale o ditado que aplico:
de fome o pobre padece
e o rico fica mais rico.


 



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MID: HINO DE PINHALÃO - PARANÁ

LETRA E MÚSICA DE LAIRTON TROVÃO DE ANDRADE

Topo Página: Foto Rua de Pinhalão/PR

Formatação e Arte: Iara Melo