MÚSICAS
 

 

 

Revista Trovia UBT - Maringá - PR

Ano 9 - nº 10 - Dezembro/2006

Editor: Antonio Augusto de Assis (A. A. de Assis)

Formatação e Arte: Iara Melo

 

O que você faz pela trova é tão importante quanto as trovas que você faz

 

Missão mais uma vez cumprida. Belamente cumprida. Produzimos, ao longo deste ano, o de que mais a humanidade precisa: poesia. Distribuímos trovas à mão-cheia, e assim ajudamos o mundo a sonhar, sorrir, pensar. Nosso trabalho não apareceu em grande destaque na mídia, muito menos nas estatísticas oficiais. Mas por mais um ano fomos realmente úteis: semeamos paz e bem. Fizemo-lo discretamente, a nosso jeito – um jeito meio franciscano de ser poeta. Milhares de pessoas viram e ouviram as nossas trovas: em livros individuais, em livros de concursos, em antologias, em boletins, em sites e periódicos divulgados via internet, em colunas de jornais e revistas, em programas de rádio, em muros e paredes, em exposições, em calendários, em vitrines de lojas, em sacolas de supermercados... A trova é pequenininha mas vai longe. Difícil de fazer, mas fácil de dizer, fácil de memorizar. Do PhD ao leitor mais simplesinho, todos a entendem e gostam dela. E é assim que nós, trovadores, sem necessidade de fazer pose de intelectuais, conseguimos colaborar efetivamente na construção de um mundo mais bonito e mais alegre. Felizes somos, e a todos queremos ver felizes também. Neste Natal e sempre.
PortalCEN: a maior ponte literária Brasil - Portugal


Inesquecíveis   

Enquanto a ambição nos traça
um caminho amargo e velho,
Jesus nos legou de graça
os tesouros do Evangelho!
Aparício Fernandes
 
Se no céu Jesus faz arte,
diz-lhe a Virgem, docemente:
– Olha que eu mando levar-te
para o mundo novamente!
Celina Ferreira
 
A velhice é idade linda,
e não me assusta jamais...
Só não gosto mais ainda
porque ela é curta demais!...
Dom Nivaldo Monte
 
Olhando, na infância doce,
aquela bola de luz,
pensava que a lua fosse
um brinquedo de Jesus...
José Maria M. de Araújo
 
Quanto mais festa e mais luz
nesses Natais de salões,
mais nós sentimos Jesus
ausente dos corações!
Luiz Otávio
 
No Ano Novo passado
tanto juraste, meu bem,
que espero tudo, ao teu lado,
– no Ano Novo que vem!...
Newton Meyer

REVISTA
 

Ainda os hiatos – Falando (ainda) de hiatos

1. Recordemos: hiato é o encontro de duas vogais pronunciadas em dois impulsos distintos, ficando portanto em sílabas separadas.
2. Nos hiatos em que a vogal átona vem antes da tônica, se esta é distintamente mais forte que aquela, a separação  é obrigatória (a-é-reo, ba-ú, sa-í-da); se a tônica é pouco mais forte que a átona, a separação é facultativa (na-al-ma ou nal-ma, po-e-ta ou poe-ta, su-a-ve ou sua-ve). Mas atenção: nos casos de separação facultativa, é importante observar a coerência, isto é, nunca usar critérios diferentes na mesma trova.
3. Nos hiatos em que a vogal átona vem depois da tônica, a separação é obrigatória (bo-a, ri-o, ru-a, tu-a).
4. Em algumas regiões do Brasil, palavras como  fri-o, ri-o são pronunciadas friu, riu (numa única sílaba). O Decálogo de Metrificação adotado pela UBT estabelece, entretanto, que, em tais casos, em benefício da uniformidade, não será aceita a ditongação: ri-o será sempre ri-o.
5. Tudo isso precisa ficar bem claro, especialmente quando se trata de concursos, a fim de que o concorrente tenha certeza de que nenhum julgador “despremiará” sua trova por incompatibilidade de sotaque.



Camboriú – Belíssima a festa de premiação dos II Jogos Florais de Balneário Camboriú. Parabéns para Gislaine, Glédis, Miguel, Sarah, Eliana e todos os que colaboraram. Presentes trovadores de 7 estados: SC, RS, PR, SP, RJ, MG e PA, e da Argentina.

Temas para Friburgo 2007
Âmbito nacional:
MENSAGEM (L-F) e PIMENTA (H)

Conc. UBT – Academia Pedralva
Trovas começadas com a letra X e com a letra Z. Uma de cada letra para cada concorrente (L-F ou H). A/C Antônio Roberto – Rua Santa Teresa, 189 – Caju – CAMPOS GOYTACAZES-RJ–28050-270– Até 10-02 
 

Trovia em férias – Como ninguém é de ferro, “a gente vamos” tirar umas férias. Vai daí que Trovia ficará fora do ar por algum tempo, voltando, se Deus quiser, em fevereiro. A todos vocês, nossos votos de boas festas e um ano novo cheio de paz, saúde, alegria... e um punhadão de trovas.
 
Trovia

Para correspondência:
 A. A. de Assis      
       Rua Arthur Thomas, 259 – ap. 702
87013-250 – Maringá - PR 
Tel. (44) 3227-4311
E-mail:
alw@mgalink.com.br


 
Humorísticas
 

Paquerador, mas casado,
da aliança faz segredo.
Sai por aí, o safado,
com um “bandeide” no dedo...
Adilson de Paula – J. Távora
 
Mulher de marido forte,
dando sopa a moço guapo,
se o moço não for de sorte,
a “sopa” acaba em... so-papo!
José Ouverney – Pinda
 
Diz ter sorte “pra cachorro”,
mas nisso não boto fé;
subiu a noventa o morro,
com o “dito” no seu pé!...
Lucília Decarli – Bandeirantes
 
Nas capelas, a candura
das esposas nas novenas.
Fora delas, a aventura
dos maridos “noutras” cenas...
Olga Agulhon – Maringá
 
“Tem quantas partes o crânio?”,
pergunta a mestra à piazada.
Responde unzinho, instantâneo:
“Depende da cacetada!”
Osvaldo Reis – Maringá
 
Quando a feia se “embeleza”,
mas o resultado é trágico,
diz o espelho, que se preza:
– Ela pensa que sou mágico!...
Renato Alves – Rio


Líricas e filosóficas


Querido amigo Jesus,
carece presente não...
Basta um pinguinho de luz, 
que alegre o meu coração!
A. A. de Assis – Maringá
 
Nosso amor só necessita
de alguns metros de coragem,
porque a fronteira limita,
mas não impede a passagem.
Almerinda Liporage – Rio
 
Este céu desarrumado,
em mil cores desiguais,
é o do dia já cansado
que passa e não volta mais.
Amália Max – Ponta Grossa
 
Na busca eterna da paz,
a humanidade se enterra;
seus próprios sonhos desfaz
na luta inglória da guerra!
Amaryllis Schloenbach – S.Paulo
 
A vida segue de arrasto,
do sonho nada me resta...
E o que sentia tão vasto,
vejo agora que não presta.
A. M.A. Sardenberg – São Fidélis
 
E’ um fato mais que evidente,
e que a própria Bíblia ensina:
que “a língua do imprudente
é a sua própria ruína”.
Amílton Monteiro – SJ Campos
 
Se alguém te humilha, perdoa,
e se alguém te fere, esquece.
Ódio guardado magoa,
só o amor envolve e aquece.
Arlene Lima – Maringá
 
O pão e o vinho, que trago
à mesa para nós dois,
são muito mais que um afago,
visando o agora e o depois.
Cidinha Frigeri – Londrina
 
Ter sempre a palavra certa
e a mão em paz estender;
ter a mente sempre aberta:
isso se chama viver!
Conceição Assis – Pouso Alegre
 
Senhor, neste amanhecer,
louvo a tua criação:
da aurora ao entardecer,
eu te encontro em meu irmão!
Cônego Telles – Maringá
 
Olhei a foto atrevida
de uma cena de nós dois:
Era o retrato da vida,
tão diferente depois!
Delcy Canalles – Porto Alegre
 
Sofrem tantos na agonia
do delírio, dito "amor";
isso tudo acaba um dia,
faz  frio após o calor...
Diamantino Ferreira – São Fidélis
 
É uma utopia pensar
que o sonho se realizou...
Ah! se eu pudesse beijar
a brisa que te beijou...
Djalda Winter Santos – Rio
 
Agora, que tu partiste,
sinto a força da verdade
do grito de dor que existe
no silêncio da saudade.
Domitilla B. Beltrame – São Paulo
 
Ora eloqüente, ora mudo,
teu olhar é uma charada:
promessa sutil de tudo,
no fútil revés... do nada!
Dorothy J. Moretti – Sorocaba
 
Não julgues a sorte ingrata,
pois Deus, que tudo divisa,
bem sabe a medida exata
da ajuda de quem precisa...
Edmar Japiassú Maia – Rio
 
É surpresa repetida,
surpresa mesmo... e bendigo
cada instante em minha vida
me repetindo contigo!
Elisabeth S. Cruz – N. Friburgo
 
Minha alma tão pequena
perto de um mar tão profundo
torna-se grande e serena
para as ressacas do mundo.
Fátima Panisset – São Fidélis
 
Revendo entulhos e tacos,
na tapera dos meus sonhos,
chorei por ver tantos cacos
dos meus dias mais risonhos!
Francisco Garcia –  Caicó
 
Um mundo melhor... queria,
para deixar aos meus netos,
onde imperasse a alegria
numa transfusão de afetos!
Gislaine Canales – B. Camboriú
 
Se sofres, poeta, canta,
que essa cantiga, aonde for,
consola, embala, acalanta,
quem vive pobre de amor!
Jeanette De Cnop – Maringá
 
Um gesto de lealdade,
de tão nobre e tão bonito,
tem peso de eternidade,
tem grandeza de infinito.
Joamir Medeiros – Natal
 
Se a vida resolve, ingrata,
fazer meu mundo tristonho,
quanto mais meus sonhos mata,
tanto mais, teimoso, eu sonho!
João Freire Filho – Rio
 
No aeroporto, o adeus, o abraço...
e no olhar... rastros de dor!
– Lá se foi, rasgando o espaço,
uma promessa de amor!...
José Messias Braz – J. Fora
 
Todo filho vem dos pais,
vem o mel da flor silvestre;
não há dor sem dor nos ais
nem discípulo sem mestre.
Lairton T. de Andrade – Pinhalão
 
Hão de volver as ternuras
adormecidas em mim,
se despertares as juras
de ternura e amor sem fim.
Lisete Johnson – Porto Alegre
 
Não foi perto, nem distante:
o nosso amor, ideal,
nasceu da luz de um instante
e se tornou imortal!
Luiz Carlos Abritta – B. Horizonte
 
A tristeza que me invade,
e que nunca chega ao fim,
é fruto de uma saudade
que nasceu dentro de mim.
Maria Granzoto – Arapongas
 
Sem teu amor e carinho,
brindo à ausência da ilusão...
neste cálice de vinho
com sabor... de solidão!
Ma. Lúcia Daloce – Bandeirantes
 
A mais bela profecia
– o mistério mais profundo –
se cumpriu quando Maria
deu à luz a Luz do mundo!
Ma. Madalena Ferreira – Magé
 
Quem, superando a fadiga,
luta com fé e com garra,
tem na vida de formiga
a alegria da cigarra.
Nádia Huguenin – N. Friburgo
 
Após o tempo vencido,
nesse teu mundo reverso,
que importa o nome esquecido,
se imortal será teu verso?!...
Neide R. Portugal – Bandeirantes
 
Cortem os pés da cobiça;
eis a atitude primaz,
para que as mãos da justiça
façam resgate da paz!
Regina Célia Andrade – Magé
 
Tus dos ojos son mis soles,
que iluminan mi camino,
y el mar con sus caracoles
el paraíso divino.
Nora Lanzieri – Argentina
 
E’ o abuso da riqueza
e o desprezo à educação
que põe sobre a nossa mesa
a fome, em lugar do pão.
Sônia Sobreira da Silva – Rio
 
O homem devasta o que resta,
em sua ambição suicida,
e ao destruir a floresta
mata o que resta da vida.
Therezinha Brisolla – São Paulo


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Mid: CORAL DOS MENINOS DE LISBOA

"NOITE DE PAZ"

Topo da página: Foto Valdir Carniel/Maringá/PR/Brasil

 Montagem: Iara Melo

Formatação e Arte: Iara Melo

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