SEBO LITERÁRIO

autor
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Ana Isabel Rosa
Aguarela da vida
| A vida é uma
tela colorida Em que se pinta e projeta Pensamentos contidos… As lágrimas, largadas ao longo da vida Vivem nesta pintura escondida Criando uma tela orvalhada Pela tristeza pintada… Quando as cores desvanecem Tristes e isoladas, padecem Tornam-se cores sufocadas, entristecidas Que vivem num esboço enfraquecido Expulsando colorações diferentes Numa atmosfera patente A cor da sabedoria e entendimento Ajudam a disfarçar e presentear A esperança desaparecida Através das cores da alegria Que transportam, emoção, fantasia Gerando uma tela alegre, pintada a aguarelas! Ana Isabel Rosa |

Ausência
| Tarde de sol
que queima a consciência Que causa e influencia a existência A falta de coragem que assenta e atua Na vida como fosse sua Coração vazio, coração amargo Pelo sentimento desabitado Sensações causadas pela fantasia Que não escuta a verdade sentida A ausência sentida pela vida roubada Determina uma vontade sepultada Fazendo com que esta privação Traga a dor no coração Chorar por quem se adora É extravasar a alma desapontada Nunca afastando a lembrança De alguém que se ama Ana Isabel Rosa |

Exaltação
| Senhor Deus
meu bem-querer Traz-me o alento apetecido Pois tens no teu saber O que na minha alma é querido A vida dá-nos sempre sinal Quando aparece algo ruim Nunca conhecemos o seu final Mas temos que acreditar que terá um fim Nesta vida fanática Que se assiste na atualidade Só uma coisa é cobiçada Sair desta falsidade É importante Respeitar as diferenças Mas não deixa de ser relevante Ter determinação nas nossas crenças Estou sempre contigo Onde moras no meu coração Pois creio e confio Que assistes à minha oração Ana Isabel Rosa |

Correção
| Entre a
certeza e a correção Detém-se uma leve e ténue linha Em que vivo com o coração Como se a verdade fosse minha Linha fina e quebradiça Que rebenta se for esticada Mas não pode haver preguiça Na luta destinada… Que forma margens acompanhadas Pela correnteza que transporta Originando lágrimas derramadas Que se unem numa revolta Esta força abundante capaz de arrebitar Figurará no semblante De quem tem força para disputar! Ana Isabel Rosa |

Forças Adversas
| Na vida
lutamos Contra forças adversas Que têm como finalidade Lançar a desigualdade Certos objetivos anulam-se Perante uma certeza atual Que agasalham na ideia O que é preciso resguardar Neste pensamento abrangido Neste presente envolvido Conduz na mente O verdadeiro sentido O que é feito da verdade? Morreu no nosso presente E deu lugar à futilidade?! Teimosa, persistente Que devora e arrasa Toda a coragem em defender A dimensão da consciência Vivemos num mundo Onde o desalento toma conto do futuro Sejamos cientes desta realidade Que nos aborda diariamente… Então, será adequado dizer, isto é saber viver?! Não… Quando este viver só traz desprazer! Ana Isabel Rosa |

Olhos que matam
| A vida,
presenteia-nos muitas vezes com algo infernal Os olhos que matam, estes, estão na mediocridade do dia-a-dia Que por vezes não reconhecemos quando se avista… Mas despertam uma alegria dissimulada, que apodera-se dos sentimentos Que ficam desprovidos perante o presente Aguentamos….Aguentamos… até quando? Até quando, não sei, só sei que não será para sempre! A reflexão exige uma atitude completa, digna, Mas entre, este querer e o poder, fica uma sobra de esperança Em que o inexplicável, o detestável, atravessa a índole de forma nociva… Remetendo-nos para um presente, que queremos diferente! Ana Isabel Rosa |

Reflexão
| A reflexão Acorda o pensamento Faz com que se tenha a perceção Que a saudade é um sentimento Que se vive com o coração A reflexão Aponta a exatidão De certos instantes Que ficam marcados Sem ilusão A reflexão Apodera-se dos sentimentos Da verdade vivida, experimentada Que esvoaça no entendimento A reflexão Obriga a mente A sobressair ideias assentes Absorvendo a intensidade Com que se vive o presente Ana Isabel Rosa |

Ao Encontro da Essência
| Caminhada ao
íntimo da alma Com a luz decisiva na existência Verdade que se manifesta Nas maravilhas existentes Expressas pela consciência Onde a dignidade aguenta a serenidade Nos pensamentos mais brilhantes Derramando uma vivacidade Na certeza de fazer acontecer E não acomodar a hesitação Gerando um poema de sentimentos Que evoca a emoção Tentando conceber a ideia De que a vida É a vontade de exceder Toda a leveza do ser Ana Isabel Rosa |

A Intenção das Palavras
| Palavras para
quê? Dirigidas a quem? Encontram-se gastas pelo tempo Que se desperdiçou a tentar Ouvir o que a razão estranhava E o coração evocava… Destronando assim a vontade De resistir e persistir Na verdade de sentir A grandeza de espírito! Ana Isabel Rosa |

Caminhada em oração
| Numa caminhada
solitária, com o pensamento numa missão… Fervilham ideias, que aquecem o coração A emoção fará transbordar sentimentos Que estão prontos para acordar Originando a vontade de chorar Demonstrando que a intenção foi poder voltar Em sinal de agradecimento Pelas súplicas trazidas no pensamento! Senhora da Boa Vontade És a Luz Comprovada Ajudai a Todos com Bondade Senhora das Súplicas Contadas És a Luz Consagrada Atendei as Preces Enumeradas Senhora Auxiliadora És a Luz Protetora Protegei, pois és uma Defensora Senhora Virtuosa És a Luz Atenciosa Sustentai a Alma Esperançosa Sentir o chamamento de Deus, é ouvir o nosso coração Sentir e ter a certeza de conservar esta sensação É imperativo ter fome de fé Para saciar a mente com orações Que resguardam a consciência E iluminam a alma! Ana Isabel Rosa |


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