SEBO LITERÁRIO

 

Antônio Paiva Rodrigues

 

Crônicas

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O Caminhar da Vida

 


Na solidão dos meus pensamentos. Vivo momentos de angústia e paixão. Reverbero minhas ânsias e intimidades, no calor da alma e refrigero do coração. Nuanças veem a mente de um ser em solidão, Cresce a dor no peito, aumenta o nosso anseio, tentando o desespero, reluto diante das ansiedades. Será a idade? O tempo inclemente maltrata a gente, Como nuvem de esperanças e amor nos recolheu na introspecção de nosso espírito, não existe vaidade. Na coloração de nossos cabelos, na flacidez de nossa pele, esbarramos com um amigo fiel, que mata nossa vaidade.
O espelho brilha, estampa e reluz a nossa vida incessantemente, Aconselha-nos ao poder de conservação. Um pensamento flora. Uma atitude viva nos induz ao retroagir, caminhadas e coloramentos. Enche-nos o pensamento de preocupação e a ilusão vem naturalmente. Antes criança, depois adolescente, mais tarde adulto, maduro ou imaturo. Vamos levando a vida em harmonia ou desarmonia, ninguém entende. Os refluxos, os fluidos, as esperanças, as bonanças escasseiam, a fortaleza vira fraqueza, a vida um tormento, precisamos de alentos. Fortalecimento do coração, palpitante no início, descompassado no final.
O que era belo vai esvaindo no brilho da sombra do tempo que não para. Cruel, destemido segue trilhar e seu caminho, a mocidade virá velhice. A beleza se transforma metamoforseia-se o que é forte torna-se fraco. Mesmo assim, confio na esperança e na confiança de numa nova vida voltar, Pois, Deus é Pai e não padrasto, do fraquejo, do bagaço, volto novo em estardalhaço. Nova vida se compõe e o ciclo continua sem interrupção nas ondas amigas da reencarnação.

Antônio Paiva Rodrigues*

Livro de Visitas

       

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