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Para iniciarmos
uma boa resenha
faz-se
necessário uma
leitura
atenciosa,
concentrada,
delineando-se os
pontos
importantes do
livro e as
partes que nos
chamou mais a
atenção. Se
possível uma
breve biografia
do personagem
para abrilhantar
mais o que vai
se desenhar
abaixo. Onde
nasceu, como
viveu e a
importância da
obra para a
humanidade, nos
dias atuais e em
sua época.
Nicolau
Maquiavel nasceu
em Florença, na
Itália, no ano
de 1469, filho
de advogado e
pertencente a
uma família de
destaque em seu
torrão natal. No
auge do
Renascimento,
sua pátria
estava dividida
em principados
de pequeno
porte, enquanto
na Espanha,
Inglaterra e
França já eram
consideradas
nações
unificadas.
Fraca
militarmente e
politicamente a
sua Itália, em
contraponto
tinha seus
grandes nomes
culturais de
alcance
surpreendente.
Filósofo e
político Nicolau
Maquiavel viveu
no período de
1469 a 1527,
vivendo 58 anos.
Considerado um
dos mais famosos
e conhecidos
filósofos
políticos, visto
que tinha uma
visão
eminentemente de
um governante.
Poderia se
tornar devido às
consequências de
seu país cruel e
violento para
conquistar o
poder e
mantê-lo.
Escreveu um
livro polêmico
intitulado “O
Príncipe”.
Dedicou a obra
ao Magnífico
Lourenço de
Médici, para
depois começar a
esmiuçar o
assunto
estendendo-se
por todos os
principados.
No capítulo I
começa a tratar
de um assunto se
estende por
grande parte da
obra: os
principados como
foi citado antes
e podemos
observar como
ele definia o
Estado. Nicolau
Maquiavel
afirmava que o
Estado eram na
realidade todos
os governos que
tiveram e têm
autoridade sobre
os homens, sendo
ou não
repúblicas ou
principados.
Fala dos
hereditários e
mistos que em
seu aspecto eram
menos tangíveis
pela conservação
do poder, pois
tinha um
príncipe de
linhagem de
comando
tradicionalíssimo.
Pensava e tinha
como ideal a
eliminação da
linhagem de
nobres
dominadores e
desprezava a
alteração da
organização de
leis, instalação
de colônias
imposta
preexistentes e
a mudança do
novo dominador
para o local
conquistado.
Estado dominante
e povo dominado
e obediente a
ele, recebendo o
apoio até dos
vizinhos. A
partir desse
momento o autor
inicia a
utilização de
diversos
exemplos para
ilustrar as
características
que se dispusera
a descrever a
partir dessa
situação. Neste
caso dos
principados
mistos, um nome
bastante
comentado é o de
Luís XII. Fala
sobre o reino de
Dário, que foi
dominado e
ocupado por
Alexandre o
Grande, e da não
revolta contra
seus sucessores
depois da sua
morte, havendo
contraste com
territórios
ocupados pela
França. A grande
explicação
reside na forma
de organização
da monarquia: no
reino de Dario,
existe apenas
uma figura
central e de
maior
importância no
poder, o
príncipe, e
todos os outros
são servos; já
nos reinos
governados pela
França, “O rei é
posto em meio a
uma multidão de
senhores de
linhagem antiga,
reconhecidos e
amados pelos
súditos...”
(capítulo. IV,
no. 3), o que
não cria uma
figura central
forte e, cujo
poder, não possa
ser contestado.
Maquiavel afirma
ainda que um
líder deva
buscar o apoio
de seu povo.
Para a surpresa
de muitos, o
autor explicou
que ao assumir o
poder “deve-se
cometer todas as
crueldades de
uma só vez, para
não ter que
voltar a elas
todos os dias...
Os benefícios
devem ser
oferecidos
gradualmente,
para que possam
ser mais bem
apreciados.”. No
principio, cita
os exemplos de
Moisés, Teseu,
entre outros,
que por virtude
própria
tornaram-se
príncipes. Já no
segundo, o autor
transcorre a
respeito de
César Bórgia,
filho do papa
Alexandre VI,
cujas conquistas
foram
impulsionadas
pelo poder da
posição de seu
pai e, depois,
por alianças com
pessoas de punho
mais firme que
ele, como
Remirro de Orco.
Já em "Dos que
conquistaram o
principado com
malvadez”
(capítulo. VIII),
é tratado o fato
de se atingir o
principado
através de “...
atos maus ou
nefandos...”
(no. 1).
Maquiavel também
afirma que, se
necessário, um
governante deve
mentir e
trapacear. O
autor declara
que é melhor
para um líder
caluniar do que
agir de acordo
com suas
promessas, se
estas forem
resultar em
consequências
adversas para
sua
administração e
seus interesses.
Da mesma forma
que Maquiavel
acreditava que
os líderes
deveriam ser
falsos quando
preciso, ele os
aconselhava a
ficarem atentos
em relação às
promessas de
outros: eles
também podem
estar mentindo
caso seja de
interesse deles.
Maquiavel afirma
ainda que um
líder deva
buscar o apoio
de seu povo.
Para a surpresa
de muitos, o
autor explicou
que ao assumir o
poder “deve-se
cometer todas as
crueldades de
uma só vez, para
não ter que
voltar a elas
todos os dias...
Os benefícios
devem ser
oferecidos
gradualmente,
para que possam
ser mais bem
apreciados.”
Estamos aqui
determinadas
nuanças que o
autor do livro
nos proporciona
trazendo para os
leitores - um
(raio - X) - de
como se fazia
política a sua
época. Maquiavel
foi muito
criticado pelas
idéias que ele
defendeu em “O
Príncipe”.
Contudo, é
importante
ressaltar que
ele preferia uma
república à
ditadura. Tinha
uma preocupação
com a fraqueza
militar e
política da
Itália, e
desejava ver um
governante forte
que unificasse o
país e
expulsasse os
invasores
estrangeiros que
estavam
devastando a
Itália. Por um
lado, Maquiavel
era defensor de
táticas severas
e cínicas, por
outro, ele era
um patriota
idealista. Na
realidade
Maquiavel queria
tornar seu país
um Estado forte
com os demais. É
notório também
no livro o
destaque dos
principados
civil e
eclesiástico. No
civil o cidadão
comum pode ser
príncipe de sua
nação pelo apoio
dos compatrícios
do povo e dos
nobres.
Por um lado,
Maquiavel era
defensor de
táticas severas
e cínicas, por
outro, ele era
um patriota
idealista. Por
esse detalhe
muita gente usou
o clichê
maquiavélico
para as pessoas
de má índole,
mas na realidade
Nicolau
Maquiavel não
era assim. Ele
queria a
redenção de sua
pátria e sua
atitude era
muito justa. Na
obra-prima de
Maquiavel muitos
leitores chegam
à conclusão de
que ela pode ser
considerada um
guia de
conselhos para
governantes.
Cujo tema
central do livro
é o de que para
permanecer no
poder, o líder
deve estar
disposto a
desrespeitar
qualquer
consideração
moral, e
recorrer
inteiramente à
força e ao poder
da decepção.
Maquiavel
escreveu que um
país deve ser
militarmente
forte e que um
exército pode
confiar somente
nos cidadãos de
seu país – um
exército que
dependia de
mercenários
estrangeiros era
fraco e
vulnerável. Como
foram notados e
citados
anteriormente
poucos filósofos
políticos foram
tão condenados
quanto
Maquiavel.
Seu nome virou
sinônimo,
inclusive na
língua
portuguesa, de
duplicidade e
manipulação:
“maquiavélico”.
As idéias de
Nicolau
Maquiavel podem
não ter sido
morais, mas
foram certamente
influentes.
O próprio
Maquiavel
declarou que
elas não eram
originais: seus
conselhos já
haviam sido
adotados na
prática por
diversos
governantes
bem-sucedidos.
“O Príncipe”
tornou-se
notório após ter
sido lido por
diversos vilões
da história.
Benito
Mussolini, o
líder fascista
italiano durante
a Segunda Guerra
Mundial, um
homem que trouxe
muita destruição
para seu país,
elogiou
publicamente o
livro. Dizem que
Napoleão
Bonaparte dormia
com um exemplar
do livro sob seu
travesseiro. No
entanto, deve-se
lembrar que
Maquiavel apenas
apresentou, e
não criou a
realidade amoral
da política.
Maquiavel
acreditava na
capacidade
humana de
determinar seu
próprio destino.
Para ele, os
fins
justificavam os
meios: um
governante
deveria fazer
qualquer coisa
para atingir
seus objetivos.
Ao escrever “O
Príncipe”,
Maquiavel
desejava guiar
os governantes,
alertando-os
sobre as
armadilhas da
selva política.
Seu livro é um
manual de
autopreservação
para líderes
mundiais. É um
livro que para
muitos leitores
se torna
enrolado e
complicado, mas
percorrendo as
páginas do livro
atentamente
Nicolau
Maquiavel não
era esse
reacionário
cruel e
desumano, e o
jargão popular
que ficou na
história não
condiz com a
realidade.
Maquiavel como
todo bom
filósofo tenha o
se legado.
Trata-se em seu
livro das
milícias e seus
tipos que eram
quatro; as
próprias, as
mercenárias, as
auxiliares e as
mistas.
As mercenárias e
auxiliares são
de nenhuma
utilidade e
transmitem
grande perigo,
devido ao
vínculo
praticamente
ausente com os
que defendem.
Deve-se sempre
fugir destas
milícias, pois a
verdadeira
vitória só é
saboreada se
conquistada com
as próprias
armas, sem levar
em conta o
prestígio
alcançado entre
os soldados e
súditos desta
maneira. Sobre
os deveres do
príncipe para
com seus
exércitos,
Maquiavel afirma
que a arte da
guerra deve ser
sempre
exercitada,
tanto com ações
como
mentalmente,
para que o
Estado esteja
sempre preparado
para uma
emergência
inesperada e,
também, para que
seus soldados o
estimem e possam
ser de
confiança.
O conjunto de
idéias de
Maquiavel
constituiu um
marco que
dividiu a
história das
teorias
políticas. Em
Platão (428 -
348 a.C.),
Aristóteles (384
- 322 a.C.),
Tomás de Aquino
(1225 - 1274) ou
Dante (1265 -
1321), o estudo
da teoria do
estado e da
sociedade
vinculava-se à
moral e
constituíam-se
como ideais de
organização
política e
social. O mesmo
pode-se dizer de
Erasmo de
Rotterdam (1465
- 1536) no
Manual do
Príncipe
Cristão, ou
Thomas More
(1478 - 1535) na
Utopia, que
constroem
modelos ideais
de bom
governante de
uma sociedade
justa baseados
num humanismo
abstrato.
Encerrando essa
resenha cheia de
nuances
políticas
queríamos
afirmar em alto
e bom tom que O
maquiavelismo é
na verdade a
política
corrente entre
os poderosos de
todos os tempos,
surgido no curso
natural da
história.
Assim, poderemos
observar que as
grandes
personagens
maquiavélicas -
Moisés, Ciro,
Rômulo, Solon,
Licurgo, Teseu,
César Borgia,
Luís XII, E
outros - são
vultos
históricos do
passado ou
presente que lhe
servem de
exemplo para as
suas
considerações,
mas não faz uma
leitura crítica
da História. A
idéia de que a
justiça é o
interesse do
mais forte, o
recurso a meios
violentos e
cruéis para se
alcançar os
objetivos não
foram receitas
inventadas por
Maquiavel, mas
remontam a
Antiguidade e
caracterizam a
sociedade do
cinquecento.
Assim, podemos
dizer que o
maquiavelismo
antecede a
Maquiavel, que é
responsável pela
sistematização
das práticas de
ação dos
detentores do
poder, fazendo
da prática uma
teoria. Enfim
Maquiavel depois
de muita luta
depois uma obra
marcante e de
conhecimento da
maioria dos
alunos que se
inserem no
estudo da
sociologia, da
psicologia e das
ciências
políticas,
Nicolau
Maquiavel
faleceu em 1527,
aos 58 anos de
idade.
Independente de
admiradores e
críticos, não se
pode negar a
influência de
Maquiavel. Seu
trabalho e suas
idéias continuam
sendo lidos e
discutidos com
muita
efervescência e
ele é e sempre
será considerado
um dos
principais
filósofos
políticos de
todos os tempos.
Se a teoria
política moderna
é discutida hoje
com tamanho
realismo, grande
parte disso
deve-se ao autor
de “O Príncipe”.
Esse é o nosso
pensamento. As
idéias resumidas
de um livro que
tratou de idéias
polêmicas e de
difícil
assimilação para
muitos, mas a
política tem
esses detalhes,
se assim não
fosse o mundo
atual imantaria
coisas boas e a
situação
política e
social seria o
somatório das
mil maravilhas,
visto que a
política é
controversa,
polêmica,
partidária e tem
seu ideal e seus
idealistas e
bajuladores.
Antônio Paiva
Rodrigues* |