SEBO LITERÁRIO

 

Antônio Paiva Rodrigues

 

Crônicas

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A Arte da Fotografia

 


“O trabalho é lei da vida, fomentando o progresso dos seres e dos mundos. Tudo trabalha em a natureza, desde o verme que se arrasta nas entranhas da terra até o sol gigantesco e fecundo.”
(Antonio Carlos Tonini).


Para se conseguir uma fotografia é necessário que se tenha uma câmera fotográfica e ela em si, sem qualquer tipo de acessório ou equipamento, é uma simples câmara escura, semelhante às usadas pelos primeiros fotógrafos e desenhistas no início do século XIX. O principio básico da câmera fotográfica moderna é o mesmo da primeira observação feita por Aristóteles: a luz que incide sobre um objeto é refletida e, na parede de uma caixa ou de um quarto totalmente escuro. Foram os físicos do século XVI que estudaram um dispositivo chamado câmara escura para que evoluído viesse no futuro a resultar nas atuais câmaras fotográficas. As estruturas da câmera são: Visor; Objetiva; Diafragma; obturador. Esta é na mais simples definição uma máquina fotográfica que foi o único instrumento que não tem inventor registrado.
Entraremos agora num assunto polêmico senão vejamos: Como que respondendo à campanha sem tréguas em que muitos ainda se empenham, os espíritos a pouco e pouco encaminham os fatos para uma demonstração irrefutável da verdade de que são portadores, emissários da Misericórdia Divina. Nenhuma prova mais certa, mais segura do que aquela que nos oferece a fotografia, mau grado o maldoso engenho de uns e o ceticismo doentio e crônico de outros tentarem ainda a acusação cediça e gasta da fraude! Mas nos parece que ao maestro Bosio cabe à glória da descoberta da fotografia espírita diurna sem intervenção alguma do magnésio (34).
São comuns as chapas obtidas à luz do magnésio e, mesmo, devemos dizer que fatos conhecidos em que, indo pessoas tirar fotografias, ao serem reveladas as chapas estas acusavam vultos e fantasmas ao lado daquelas. Seja como for, entretanto, de experiências assim feitas de modo certo e determinadas “Oficiais”, não tínhamos notícias, como notícias não tínhamos de o próprio Espírito descobrir a objetiva, assim, ele mesmo servir de fotógrafo de outros seres do Além! Possa esta nova estimular outros experimentadores a quem, para melhor orientação, recomenda-se a leitura do livro do senhor Ettore Bosio, “O que eu vi” no qual ele descreve, minuciosamente, as instruções que recebia dos espíritos sobre essas insólitas experiências.
É possível? Para os estudiosos de fenômenos espirituais, sim. Aqui neste relato o senhor Bosio descreve a aparição do espírito João que materializado prometera, pela tipologia, uma fotografia luminosa. A família Prado residia na Rua dos Tamoios, quando foi feita a primeira tentativa. Todo aparato pronto para a fotografia tão esperada, equipamentos prontos, máquina colocada no corredor da casa, focada em um dos pontos indicados pelo Espírito e deixada à objetiva aberta toda a noite, apenas se conseguiu na chapa algumas manchas fluídicas de um branco-neve.
Os motivos do não sucesso foram explicados pelo espírito João, afirmou através de uma mesa mediúnica, que pretendera fazer pousar um Espírito de Velha, mas que não lograra êxito. Passaram vários dias, meses o espírito João prometera outra tentativa na residência do Senhor Prado, a máquina foi focada no primeiro andar, ao lado de outro aposento, com porta de comunicação, ficando esta aberta, e no qual a Senhora Prado e seu esposo dormiam.
O chassi foi aberto e coberto cuidadosamente a objetiva, perguntando ao “João” se ele podia tirá-la, o tempo preciso para fazer a exposição, e recolocá-la. Respondeu afetivamente. A porta que dava para o corredor foi fechada, e todos se retiraram em seguida, de manhã cedo à máquina estava na mesma posição e do mesmo jeito em que foi deixada. Ficou a dúvida! Teria o “João” aberto à máquina e impressionado a chapa? Como sabê-lo? Perguntaram através da tipologia, e ele respondeu o seguinte: Quero saber vossa opinião sobre o meu primeiro trabalho fotográfico! Correram para revelar a foto no atelier de Girard.
O espanto foi grande, realmente a chapa tinha sido impressionada! É a mais bela fotografia que obtivemos! Outras fotografias foram tentadas mais sem êxito, por ser o local não apropriado, os cômodos da casa eram muito claros para este fim. Outras fotografias foram conseguidas, todas um pouco esquisitas, prestando-se admiravelmente à maledicência e a critica parcial, ávida de ensejos para o ataque injusto. O tempo foi passando a tecnologia evoluiu rapidamente, hoje já se consegue fotos com mais nitidez e com provas de autenticidade, não deixando dúvidas para comentários maliciosos. Nos dias atuais até a transcomunicação instrumental está sendo usada e a regressão também e num futuro bem próximo teremos comunicações nítidas e perfeitas, pois Deus deu ao homem a inteligência e se ele a usar bem em proveito da boa ciência, obterá com certeza resultados fabulosos.


Antônio Paiva Rodrigues*

Livro de Visitas

       

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