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A Constituição
de 1934
confirmou o nome
de Getúlio
Vargas para
Presidente da
República
Federativa do
Brasil. Visando
a melhoria das
condições de
vida da grande
parte dos
brasileiros, a
Constituição de
1934 criou leis
sobre educação,
trabalho, saúde
e cultura. Fez
uma ampliação no
direito de
cidadania dos
brasileiros,
possibilitando
grande fatia da
população, que
até então era
marginalizado do
processo
político do
Brasil,
participar desse
processo. A
Constituição de
34 na realidade
trouxe,
portanto, uma
perspectiva de
mudanças na vida
de grande parte
dos brasileiros.
O que outubro de
1930 representou
para o Brasil?
Nessa data,
terminou a
República
oligárquica, a
Primeira
República, que
os
revolucionários
de 30 logo
chamaram de
República Velha.
É bom frisar que
antes da
Constituição nem
tudo era um mar
de rosas.
Getúlio Vargas,
em uniforme
militar, foi
levado ao Catete
e lá começou o
governo Vargas,
enquanto o
presidente
deposto,
Washington Luís,
ia para o
exílio.
Iniciou-se um
período de
muitas
transformações
na história
brasileira. A
mudança foi
determinada pelo
quadro econômico
e financeiro
mundial, com a
grande crise de
1929 e que em
alguns casos se
prolongou até a
Segunda Guerra
Mundial. Muitas
das decisões do
governo Getúlio
têm a ver com a
crise mundial e
suas restrições.
As exportações
de café caíram,
pois havia
excesso de
produção e queda
de consumo; ao
mesmo tempo, o
Brasil não podia
importar
mercadorias como
no passado,
porque não
dispunha de
recursos em
dólares ou em
libras inglesas.
A própria figura
de Getúlio
Vargas como
personagem
político mudou a
partir de 1930.
Antes, ele era
um político
gaúcho formado
nos quadros da
oligarquia do
Rio Grande do
Sul, com uma
carreira
tradicional.
Quando assumiu o
poder, se
transformou num
personagem
centralizador e
ao mesmo tempo
modernizador do
país, com fortes
traços
autoritários.
Á época do
Governo
Constitucional
de Getúlio
Vargas, foi um
período de
efervescência
política, uma
época de
intensas
divergências e
intensos debates
e manifestações
populares. Os
beneficiados
pela nova
Constituição,
queriam influir
nos novos rumos
do país. Além do
mais, por outro
lado surgiam
novas
resistências, a
tais mudanças.
Dois novos
partidos
políticos
opostos foram
criados: a Ação
Integralista
Brasileira (AIB)
e a Aliança
Libertadora
Nacional (ALN).
Em oposição à
Aliança
Integralista ,
surgiu a Aliança
Libertadora
Nacional, um
partido de
esquerda que
condenavam os
prestígios da
elite brasileira
e lutava pelos
interesses do
povo. Este
partido era de
direita. O de
esquerda tinha
em seu rol
(latifundiários,
grandes
comerciantes,
empresários, na
classe média, no
clero e nas
Forças Armadas).
ALN tinha uma
força e essa
força era o
partido
comunista com
apoio de Luis
Carlos Prestes,
um dos tenentes
que na década de
vinte havia
liderado
revoltas
tenentistas
conta à velha
República. A
propriedade
privada não era
aceita,
defendiam a
reforma agrária,
eram contrário a
empresas
multinacionais
no Brasil.
Defendiam a
nacionalização
das empresas do
país. Houve uma
profunda
alteração na
vida política
brasileira a que
chamamos de
“sistema
político”. Antes
de 1930, o país
era controlado
por um sistema
oligárquico, no
qual mandavam
apenas uns
poucos – as
elites
políticas,
especialmente as
dos grandes
Estados.
Com a
centralização
política
efetivada por
Getúlio Vargas,
as oligarquias
estaduais
perderam muito
de seu peso.
E Carlos Prestes
criou um
movimento armado
que ficou
conhecido como
Intentona
Comunista, que
foi esmagada
pelas tropas do
governo em 1935,
fortalecendo o
governo de
Getúlio. Em 1937
era época de
eleição, mas
Getúlio
falsificou o
plano, como o
mesmo tivesse
sido feito pelos
comunistas, para
o assassinato de
líderes
políticos de
influência para
estancar os
movimentos
grevistas.
Convenceu os
militares que o
país estava
ameaçado e as
Forças Armadas
lhe deram todo
apoio. Fecharam
o Congresso
Nacional e em 10
de novembro deu
o golpe de
estado. Fato
totalmente
contrário a
Constituição que
havia sido
aprovada. Foi à
terceira era
Vargas que se
chamou de
“Estado Novo”.
Destitui a
Constituição de
1934 e criou uma
nova em 1937.
Getúlio era um
verdadeiro
ditador. O
Estado Novo só
viria se findar
com a cúpula
militar, que até
então apoiara o
ditador, não
aceitou o rumo
dado pelo
movimento
queremista e
depôs o
presidente, com
a participação
de grupos da
elite civil.
Vargas
conservava
intacto seu
prestígio junto
à população e a
determinados
setores, como a
maioria dos
industriais.
Assim, os que o
depuseram não
pretenderam
colocá-lo fora
do jogo
político, mas
sim tirá-lo do
poder central,
sem cortar todas
suas asas.
Getúlio foi
deposto em
outubro de 1945
e substituído
provisoriamente
pelo presidente
do Supremo
Tribunal
Federal, o
ministro José
Linhares
(cearense).
Seguiram-se as
eleições gerais,
em dezembro
daquele ano.
Antônio Paiva
Rodrigues* |