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SEBO LITERÁRIO
VERSO E PROSA
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Poeta
Ariovaldo
Cavarzan
Artesão
de
palavras,
esculpe
o
poeta,
alma
e
coração,
sonho
e
ilusão,
ofertando
versos,
feito
água
fresca
brotada
em
nascente
de
emoção.
De
essência
espiritual,
coreografa
magias,
fazendo
valsar
sentimentos,
acima
do
bem
e do
mal,
arquitetando
simbioses
entre
realidade
e
ilusão,
em
forma
de
coração.
Grafiteiro
de
visões,
flutua
por
sobre
delírios
e
aflições,
como
o
beija-flor
que
nem
nota
o
espinho
ao
beijar
a
flor,
intentando
lenir
dores
de
desilusões
de
amores
em
singelas
sinas,
de
eternos
e
humanos
sofreres.
Campinas,
21/04/2011
Ariovaldo
Cavarzan |
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Recomeço
Ariovaldo
Cavarzan
Lembranças
me
acodem
em
tons
esmaecidos,
de
um
outrora
caleidoscópio
multicor.
Fatos,
retratos,
momentos
de
tempos
idos,
no
painel
perdidos
de
vividas
recordações.
Alegria,
dor
e
saudade,
sonhos,
idealizações,
sorrisos
e
lágrimas
plastificados,
esperanças
de
um
mar
de
felicidade...
Qual
rejeito
de
navio,
remanesce
fina
areia,
lentamente
escorrida
em
ampulheta
sem
cor,
entregue
tão
só
à
gravidade
do
tempo,
que
é
lei
de
vida.
Outrora,
fragmentos
de
cores,
agora
simbiose
de
pó,
documentos
de
amores,
monótono
ritual
de
descida,
até
que
nada
mais
reste
e
houver
chegado
a
hora
de
recomeçar.
20/05/2009
Ariovaldo
Cavarzan |
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Você
Ariovaldo
Cavarzan
Você
é o
sol,
que
renasce
a
cada
nova
manhã,
para
aquecer
e
iluminar
a
minha
vida.
Você
é o
dia,
a
tornar
sempre
renovadas
as
esperanças,
em
mim.
Você
é a
noite,
prateada
de
luar,
a me
descortinar
caminhos
por
entre
escuridões
e
mistérios.
Você
é a
chuva,
benfazeja
e
esperada,
a
cair
de
mansinho
no
solo
feliz
de
minhas
ilusões.
Você
é a
chave
e o
segredo,
com
que
escancaro
as
portas
do
mundo.
Você
é a
lua,
majestosa
e
encantada,
a
espantar
as
trevas,
nas
noites
do
meu
viver.
Você
é a
ocasião
que
tenho,
de
renovar-me,
a
cada
novo
dia.
Você
é
tudo
aquilo
que
povoa
os
meus
sonhos,
razão
de
ser
de
todo
o
meu
amor.
04/10/2011
Ariovaldo
Cavarzan |
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Ascese
Ariovaldo
Cavarzan
Viajo
em
desvãos
do
infinito,
ora
fazendo
alarde
e
ora
abafando
o
grito,
feito
aluvião
que
se
esvai,
inaudito,
em
irremediável
desvario,
arrastando
consigo
beira
de
rio.
Sou
centelha
divina,
imortal
chama
inteligente,
preexistente
ao
meu
corpo
e a
ele
sobrevivente,
no
derradeiro
instante
da
sina.
Singro
vagas
contritas,
sensível
aos
lances
da
lida,
amparando-me
em
chispas
benditas.
Montanhas
ecoam
silêncios
de
indigentes
amores
idos,
relegados
ao
léu
dos
desfiladeiros.
Corações
aflitos
acendem
velas
de
bem
evocadas
saudades,
crepitando
soluços
de
ternas
vontades,
evolados
em
preces,
iguais
a
aquarelas.
Feito
fagulha
imortal,
imperturbável
sigo
meu
caminho,
vogando
recônditos
de
paz
e
aflições,
em
rascunhos
de
infindas
paixões,
sem
jamais
sentir-me
sozinho.
Muitos
sóis
já
aqueceram
meus
dias;
a
muitas
estrelas
declarei
serem
minhas
e a
muitas
luas
já
revelei
meu
amor.
Sou
imorredoura
e
imperturbável
flama,
divina
e
inteligente
chama,
que
faz
ofegar
um
coração
renitente,
à
espera,
tão
só,
do
instante,
de
outra
vez
ao
infindo
ascender,
penitente.
06/03/2011
Ariovaldo
Cavarzan |
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