SEBO LITERÁRIO

DIDÁCTICO ILUSTRADO

 

 

 

De Cabral a Lula...

Nomes que fizeram a Historia
1500 a 2009


1º CAPITULO
PÁGINA 2 DE 
87 PÁGINAS

“O futuro não nos pertence, embora nossas ações sejam determinantes
para a sua construção.”
A.S

                    

 

 

 

 

Voltando no tempo... Lá em 1500, época das grandes navegações, na Europa já aconteciam grandes mudanças, pois os paises europeus
começavam a se desenvolver rapidamente. As cidades cresciam, a população aumentava a compra e a venda de produtos era cada vez maior.
Os reis ficavam cada dia mais poderosos e os comerciantes cada vez mais ricos.
No mundo havia muitas terras para serem exploradas, outras, já muito ricas e valorizadas.
Nesta época , durante os séculos XV e VI, portugueses e espanhóis, lançaram-se nos oceanos Pacífico, Índico e Atlântico com dois objetivos principais : descobrir uma nova rota marítima para as Índias e encontrar novas terras. Este período ficou conhecido como a Era das Grandes Navegações e Descobrimentos Marítimos.
Portugal destacou-se devido a uma série de condições encontradas neste país ibérico. A grande experiência em navegações, principalmente da pesca de bacalhau, ajudou muito. As caravelas, principal meio de transporte marítimo e comercial do período, eram desenvolvidas com qualidade superior à de outras nações. Contavam também com uma quantidade significativa de investimentos de capital vindos da burguesia e também da nobreza, interessadas nos lucros que este negócio poderia gerar. Neste país também houve a preocupação com os estudos náuticos, pois os portugueses chegaram a criar até mesmo um centro de estudos : A Escola de Sagres.
Diversos setores da sociedade portuguesa estavam interessados nos benefícios políticos, econômicos e religiosos propiciados pelas navegações, reconhecidas pois como o primeiro passo no complexo processo de globalização do planeta, possibilitou aos europeus o domínio de várias regiões do mundo durante um longo período A monarquia portuguesa desejava fortalecer seu poder e construir um império. Para isso, fazia-se necessário conquistar novas terras e controlar uma vasta rede comercial.
Assim, por ordem de D.Manuel, rei de Portugal, Pedro Álvares Cabral, navegante português, nascido em 1467, portanto com 33 anos na época, foi o comandante da primeira expedição.
Cabral era descendente de nobres lusitanos e foi educado na corte de Afonso V. Dono de vasta cultura recebeu instrução cientifica, literária, histórica e aprendeu ainda o manejo de armas.
Segundo alguns historiadores, Cabral partiu com sua esquadra no inicio de março de 1500 e ficou navegando por 43 dias, quando encontrou um monte de terra.
Era 22 de abril e Cabral havia chegado no Brasil.


Os portugueses tomaram posse da terra que diziam ter descoberto sem admitir o direito de posse dos indígenas que aqui já habitavam por muito tempo.
Durante 3 décadas, Portugal procurou aumentar as evidências de que era dono do Brasil mandando novas expedições, construindo fortalezas e formando pequenos povoados.
Eis um trecho da carta de Pero Vaz de Caminha ao rei de Portugal, se referindo aos indígenas:
“E naquilo sempre mais me convenço que são como aves ou animais montesinhos, aos quais faz o ar melhor pena e melhor cabelo que aos mansos, porque os seus corpos são tão limpos, tão gordos e formosos, a não mais poder.”
“Parece-me gente de tal inocência que, se nós entendêssemos a sua fala e eles a nossa, seriam logo cristãos, visto que não têm nem entendem crença alguma, segundo as aparências. E, portanto, se os degredados que aqui hão de ficar aprenderem bem a sua fala e eles a nossa, não duvido que eles, segundo a santa tenção de Vossa Alteza, se farão cristãos e hão de crer na nossa santa fé, à qual praza a Nosso Senhor que os traga, porque certamente esta gente é boa e de bela simplicidade. E imprimir-se-á facilmente neles todo e qualquer cunho que lhes quiserem dar, uma vez que Nosso Senhor lhes deu bons corpos e bons rostos, como a homens bons. E o fato de Ele nos haver até aqui trazido, creio que não o foi sem causa. E portanto, Vossa Alteza, que tanto deseja acrescentar à santa fé católica, deve cuidar da salvação deles. E aprazerá Deus que com pouco trabalho seja assim.” […]
“Eles não lavram nem criam. Não há aqui boi ou vaca, cabra, ovelha ou galinha, ou qualquer outro animal que esteja acostumado ao convívio com o homem. E não comem senão deste inhame, de que aqui há muito, e dessas sementes e frutos que a terra e as árvores de si deitam.
E com isto andam tais e  tão rijos e tão nédios que o não somos nós tanto, com quanto trigo e legumes comemos.”

CASTRO, Silvio. A carta de Pero Vaz de Caminha. Porto Alegre: L&PM, 1996.


Desde o descobrimento os portugueses usavam os índios para cortar o pau-brasil transportá-lo até a praia e embarcá-lo para ser vendido na Europa.
Desta forma os portugueses decidiram colonizar o Brasil e para isso dividiram as terras em grandes lotes.
Portugal já sabia que um modo de conseguir riquezas era plantando cana e produzindo açúcar e por experiência no cultivo dessa planta nas ilhas do Atlântico sabiam que a cana se adaptaria bem no Brasil. Aqui as terras eram boas, o clima também e só faltava mesmo gente para trabalhar na lavoura. Foi então que tentaram sem sucesso escravizar os índios para trabalhar na lavoura e por causa dessa dificuldade tomaram a decisão de trazer escravos da África para trabalhar na lavoura de cana.
Por isso cresceu o numero de navios portugueses no litoral africano.
Homens, mulheres e crianças eram arrancados de suas tribos e amontoados nos navios negreiros.
Chegando ao Brasil, os africanos eram desembarcados e vendidos aos fazendeiros.
Era o trabalho escravo que fazia a riqueza do Brasil – colônia.
A partir de 1530, a Coroa Portuguesa implementou uma política colonizadora, inicialmente com as capitanias hereditárias, depois com o governo geral, instalado em 1548.
As capitanias foram uma forma de administração territorial do império português uma vez que a Coroa, com recursos limitados, delegou a tarefa de colonização e exploração de determinadas áreas a particulares, através da doação de lotes de terra.

 

 

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