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“O futuro não nos pertence, embora
nossas ações sejam determinantes
para a sua construção.”
A.S
Voltando no tempo... Lá em 1500, época das
grandes navegações, na Europa já aconteciam grandes mudanças, pois
os paises europeus
começavam a se desenvolver rapidamente. As cidades cresciam, a
população aumentava a compra e a venda de produtos era cada vez
maior.
Os reis ficavam cada dia mais poderosos e os comerciantes cada vez
mais ricos.
No mundo havia muitas terras para serem exploradas, outras, já muito
ricas e valorizadas.
Nesta época , durante os séculos XV e VI, portugueses e espanhóis,
lançaram-se nos oceanos Pacífico, Índico e Atlântico com dois
objetivos principais : descobrir uma nova rota marítima para as
Índias e encontrar novas terras. Este período ficou conhecido como a
Era das Grandes Navegações e Descobrimentos Marítimos.
Portugal destacou-se devido a uma série de condições encontradas
neste país ibérico. A grande experiência em navegações,
principalmente da pesca de bacalhau, ajudou muito. As caravelas,
principal meio de transporte marítimo e comercial do período, eram
desenvolvidas com qualidade superior à de outras nações. Contavam
também com uma quantidade significativa de investimentos de capital
vindos da burguesia e também da nobreza, interessadas nos lucros que
este negócio poderia gerar. Neste país também houve a preocupação
com os estudos náuticos, pois os portugueses chegaram a criar até
mesmo um centro de estudos : A Escola de Sagres.
Diversos setores da sociedade portuguesa estavam interessados nos
benefícios políticos, econômicos e religiosos propiciados pelas
navegações, reconhecidas pois como o primeiro passo no complexo
processo de globalização do planeta, possibilitou aos europeus o
domínio de várias regiões do mundo durante um longo período A
monarquia portuguesa desejava fortalecer seu poder e construir um
império. Para isso, fazia-se necessário conquistar novas terras e
controlar uma vasta rede comercial.
Assim, por ordem de D.Manuel, rei de Portugal, Pedro Álvares Cabral,
navegante português, nascido em 1467, portanto com 33 anos na época,
foi o comandante da primeira expedição.
Cabral era descendente de nobres lusitanos e foi educado na corte de
Afonso V. Dono de vasta cultura recebeu instrução cientifica,
literária, histórica e aprendeu ainda o manejo de armas.
Segundo alguns historiadores, Cabral partiu com sua esquadra no
inicio de março de 1500 e ficou navegando por 43 dias, quando
encontrou um monte de terra.
Era 22 de abril e Cabral havia chegado no Brasil.
Os portugueses tomaram posse da terra que diziam ter descoberto sem
admitir o direito de posse dos indígenas que aqui já habitavam por
muito tempo.
Durante 3 décadas, Portugal procurou aumentar as evidências de que
era dono do Brasil mandando novas expedições, construindo fortalezas
e formando pequenos povoados.
Eis um trecho da carta de Pero Vaz de Caminha ao rei de Portugal, se
referindo aos indígenas:
“E naquilo sempre mais me convenço que são como aves ou animais
montesinhos, aos quais faz o ar melhor pena e melhor cabelo que aos
mansos, porque os seus corpos são tão limpos, tão gordos e formosos,
a não mais poder.”
“Parece-me gente de tal inocência que, se nós entendêssemos a sua
fala e eles a nossa, seriam logo cristãos, visto que não têm nem
entendem crença alguma, segundo as aparências. E, portanto, se os
degredados que aqui hão de ficar aprenderem bem a sua fala e eles a
nossa, não duvido que eles, segundo a santa tenção de Vossa Alteza,
se farão cristãos e hão de crer na nossa santa fé, à qual praza a
Nosso Senhor que os traga, porque certamente esta gente é boa e de
bela simplicidade. E imprimir-se-á facilmente neles todo e qualquer
cunho que lhes quiserem dar, uma vez que Nosso Senhor lhes deu bons
corpos e bons rostos, como a homens bons. E o fato de Ele nos haver
até aqui trazido,
creio que não o foi sem causa. E portanto, Vossa Alteza, que tanto
deseja acrescentar à santa fé católica, deve cuidar da salvação
deles. E aprazerá Deus que com pouco trabalho seja assim.” […]
“Eles não lavram nem criam. Não há aqui boi ou vaca, cabra, ovelha
ou galinha, ou qualquer outro animal que esteja acostumado ao
convívio com o homem. E não comem senão deste inhame, de que aqui há
muito, e dessas sementes e frutos que a terra e as árvores de si
deitam.
E com isto andam tais e tão rijos e tão nédios que o não somos
nós tanto, com quanto trigo e legumes comemos.”
CASTRO, Silvio. A carta de Pero Vaz de Caminha. Porto Alegre: L&PM,
1996.
Desde o descobrimento os portugueses usavam os índios para cortar o
pau-brasil transportá-lo até a praia e embarcá-lo para ser vendido
na Europa.
Desta forma os portugueses decidiram colonizar o Brasil e para isso
dividiram as terras em grandes lotes.
Portugal já sabia que um modo de conseguir riquezas era plantando
cana e produzindo açúcar e por experiência no cultivo dessa planta
nas ilhas do Atlântico sabiam que a cana se adaptaria bem no Brasil.
Aqui as terras eram boas, o clima também e só faltava mesmo gente
para
trabalhar na lavoura. Foi então que tentaram sem sucesso escravizar
os índios para trabalhar na lavoura e por causa dessa dificuldade
tomaram a decisão de trazer escravos da África para trabalhar na
lavoura de cana.
Por isso cresceu o numero de navios portugueses no litoral africano.
Homens, mulheres e crianças eram arrancados de suas tribos e
amontoados nos navios negreiros.
Chegando ao Brasil, os africanos eram desembarcados e vendidos aos
fazendeiros.
Era o trabalho escravo que fazia a riqueza do Brasil – colônia.
A partir de 1530, a Coroa Portuguesa implementou uma política
colonizadora, inicialmente com as capitanias hereditárias, depois
com o governo geral, instalado em 1548.
As capitanias foram uma forma de administração territorial do
império português uma vez que a Coroa, com recursos limitados,
delegou a tarefa de colonização e exploração de determinadas áreas a
particulares, através da doação de lotes de terra.
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