

MITOLOGIA
GREGA
(Deuses, Guerreiros e Lendas)
Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro

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TESEU E
ARIADNE
NA ENTRADA DO
LABIRINTO |
Herói
ático, filho de Egeu, rei de Atenas. Enviado para Creta
na intenção de ser devorado pelo Minotauro, acabou por
matar o monstro com a ajuda de Ariadne, filha do
rei, por quem se havia apaixonado. Teseu levou Ariadne
de Creta, mas abandonou-a em Naxos. Sucedeu a seu pai
como rei e declarou então guerra às Amazonas, cuja
rainha cativa lhe deu um filho, chamado Hipólito.
Encontravam-se
então os Argonautas. Durante a sua ausência de Atenas,
foi preparada uma revolta contra ele, que não conseguiu
dominar. Refugiou-se então em Ciros, onde acabou por ser
assassinado por Licomedes.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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"Nasceu um menino, que cresceu vigoroso e forte como um
herói. Aos dezasseis anos seu vigor físico era tão
impressionante que Etra decidiu contar-lhe quem era o
pai e o que se esperava dele. Teseu ergueu então a
enorme pedra antes movida por Egeu, recuperou a espada e
as sandálias do pai, e dirigiu-se para Atenas. Na sua
viagem, chegou a Epiadouro, onde encontrou Perifetes,
filho de Hefesto
e de Anticléia. Perifetes, assim como seu pai, era coxo
e usava sua muleta como clava para matar os peregrinos
que estavam indo para
Epiadouro.
Teseu matou-o
com a sua própria muleta/clava e guardou-a como
lembrança de sua primeira vitória. Teseu passou por
várias outras batalhas, entre elas, batalhou uma vez com
Sínis, gigante filho de Posídon, que amarrava
os
seus inimigos em um pinheiro e os arremessava contra
as
rochas, vergando
o mesmo até ao
chão. Teseu fez o mesmo com Sínis, e prosseguiu em sua
viagem. Egeu reconheceu o
filho ao ver a espada e as
sandálias,
e anunciou a todos que Teseu era seu filho e herdeiro.
Quando Teseu chegou em
Atenas,
já era conhecido pelos seus feitos, mas o rei Egeu não
sabia que ele era seu filho. Medeia já estava instalada
no palácio real depois de fugir de Corinto após o
assassinato de 4 pessoas, inclusive seus dois filhos.
Medeia sabia da identidade do herói, mas não contou a
Egeu e, sim,
convenceu-o a matar o forasteiro que poderia ser uma
ameaça ao seu reinado. Colocou veneno no vinho e
ofereceu ao visitante ilustre. Teseu tirou a espada para
seu conforto à mesa,
e Egeu reconheceu-o,
evitando assim a sua morte.
Medeia,
mais uma vez foi expulsa de um reino, só que desta vez
voltou para a Cólquide. Variantes do mito contam que
Medeia mandou seu enteado na missão de capturar um touro
bravo que vivia perto de Atenas, na planície de
Maratona. Este touro seria o de Creta, do 7º trabalho de
Héracles. Depois de morto o touro, foi feito um
sacrifício para Apolo e, quando Teseu sacou da
espada,
foi reconhecido pelo pai. Na véspera da
caçada,
uma senhora hospedou Teseu em sua humilde casa e
prometeu um sacrifício para Zeus se ele voltasse vivo e
vitorioso. Quando voltou para ver sua anfitriã que
chamava-se Hécale, Teseu encontrou-a morta e instituiu
um culto a Zeus Hecalésio para sua honra. Antes de virar
rei,
o
nosso herói precisou enfrentar a sua própria fúria
animal na forma de um touro. Este mesmo touro foi o
responsável pelo encontro de Teseu com Ariadne, e
veremos que pode ter sido o início de sua derrocada. Ao
tomar conhecimento de
que seus primos, os cinquenta Palântidas, queriam tirar
o trono de seu pai, Teseu resolveu acabar com eles. Os
primos se dividiram para fazer uma emboscada, mas não
adiantou muito, pois Teseu foi avisado pelo arauto
chamado Leos. Conta-se que depois da 'limpeza familiar'
Teseu teve de se exilar por um ano em Trezena. Para
combater o touro de Creta, foi enviado anteriormente por
Egeu, o jovem Androgeu que era filho de Minos e
de
sua
esposa Pasífae, reis de Creta. Dizem que o motivo foi a
inveja pelo desempenho do jovem nos jogos de Atenas.
Como o jovem pereceu tentando matar o touro, seu
pai, Minos,
resolveu fazer uma guerra contra Atenas, da qual saiu
vencedor. Uma variante do mito dá a morte de Androgeu
por motivos políticos, pois este teria se unido aos
Palântidas que eram inimigos de Egeu. Minos rumou para
Mégara com a
sua poderosa esquadra e logo partiu para cercar Atenas.
Durante a guerra,
uma peste enviada por Zeus contra os atenienses provocou
a derrota de Egeu, o que levou o rei Minos a cobrar uma
taxa a cada nove anos. A taxa foi em forma de 7 rapazes
e 7 moças atenienses enviados para Creta, onde seriam
colocados no labirinto para serem devorados pelo seu
filho monstruoso, o Minotauro. Na terceira remessa de
jovens, Teseu estava presente e resolveu intervir no
problema. Entrou no lugar de um jovem e partiu para
Creta para entrar no Labirinto. Na partida usou velas
pretas para navegar e seu pai entregou-lhe um jogo de
velas brancas, para usar caso saísse vitorioso na
missão. Com efeito, a linda Ariadne, filha do poderoso
Minos, apaixonou-se por Teseu e combinou com ele um meio
de encontrar a saída do terrível labirinto. Um meio
bastante simples: apenas um novelo de lã. Ariadne
ficaria à entrada do palácio, segurando o novelo que
Teseu iria desenrolando à
medida que fosse avançando pelo labirinto. Pra voltar ao
ponto de partida, teria, apenas, que ir seguindo o fio
que Ariadne seguraria firmemente. Teseu avançou e matou
o monstro com um só golpe na cabeça. No caminho de volta
pára na ilha de Naxos e de lá zarpa deixando Ariadne
dormindo. Esta é a versão mais conhecida
e, numa outra,
é Dionísio que pede para Teseu deixar a jovem lá. Como
presente de núpcias para Ariadne,
Dionísio deu-lhe
um diadema de ouro
cinzelado,
feito por Hefesto. Este diadema foi mais tarde
transformado em constelação.
Dionísio
e Ariadne tiveram quatro filhos: Toas, Estáfilo, Enópion
e Pepareto. Em outra variante, Teseu abandona Ariadne
porque amava Egle filha de Panopleu. Em uma quarta
variante,
leva Ariadne para a praia da
ilha,
para amenizar seu enjoo. Um vento muito forte deixa o
navio à
deriva e,
quando ele consegue voltar,
encontra a princesa morta. A próxima escala foi na ilha
de Delos, onde consagrou uma estátua de Afrodite,
presente de Ariadne.
Depois,
ele e seus companheiros realizaram uma dança circular
que se tornou um rito na ilha de Apolo e foi executado
por muito tempo. Ao se aproximar de Atenas, Teseu
esqueceu de trocar as velas negras pelas velas
brancas,
e seu pai,
quando avistou o navio,
achou que ele havia morrido na empreitada, atirando-se
do penhasco e precipitando-se no mar, que então passou a
levar o seu nome. Subindo ao trono, Teseu organizou um
governo em bases democráticas, reunindo os habitantes da
Ática, fazendo leis sábias e úteis para o povo. Vendo
que tudo corria bem e os atenienses estavam felizes,
Teseu mais uma vez se ausentou em busca das aventuras
que tanto apreciava. Teseu liderou uma luta contra as
Amazonas e suas origens são contadas com alguma
diferença. Numa das
versões,
lutou junto com Héracles e recebeu como prémio a Amazona
Antíope e teve com ela um filho chamando Hipólito. Em
outra versão,
Teseu foi sozinho à
terra das Amazonas e raptou Antíope.
Então,
as Amazonas invadiram a Ática para vingar o rapto. Numa
terceira variante, as Amazonas invadiram Atenas, pois
Teseu tinha abandonado Antíope para se casar com a irmã
de Ariadne, Fedra. De qualquer
maneira,
para comemorar a vitória sobre as
Amazonas,
os atenienses instituíram as festas chamadas Boedrómias.
Em uma de suas aventuras com Pirítoo resolveu raptar
Helena,
ainda uma criança,
e logo em seguida ir ao Hades raptar Perséfone. Este
fato foi estimulado porque as duas eram de descendência
divina. Resolveram que Helena seria esposa de Teseu e
Perséfone de Pirítoo. Os heróis foram a Esparta e
raptaram Helena de dentro
do
templo de Ártemis, mas não contavam que os irmãos da
jovem, Castor e Pólux, fossem atrás da irmã. Teseu levou
Helena para Afidna para ficar sob os cuidados de sua
mãe,
Etra,
e foram ao Hades raptar Perséfone. Durante esta aventura
Castor e Pólux conseguiram resgatar a sua irmã. Este
resgate foi facilitado por Academo que revelou o
esconderijo da princesa. No Hades foram convidados pelo
seu rei para sentarem e comerem, com isso ficaram presos
nos assentos infernais. Quando Héracles foi ao inferno
libertá-los, somente lhe foi permitido levar Teseu,
ficando Pirítoo preso na "cadeira do esquecimento".
Quando Teseu retornou para Atenas encontrou a cidade
transtornada e transformada. Cansado de tanta luta e do
trabalho administrativo,
enviou seus filhos para Eubéia, onde reinava Elefenor
(enganar com promessas) e resolveu morar na ilha do
Ciros. Licomedes (o que age como lobo), o rei da ilha de
Ciros,
sentindo-se ameaçado, resolveu matar o herói, jogando-o
de um penhasco. Mesmo depois de sua morte, o eidolon
(alma sem o corpo) de Teseu ajudou os atenienses durante
a batalha de Maratona, em 480 a.C., afugentando os
persas. Depois da
sua morte, porém, os atenienses, arrependidos, foram a
Ciros buscar as
suas cinzas e ergueram-lhe um templo magnífico. Esta
fábula, que tem sido objeto de investigações dos
historiadores, parece indicar que Atenas, durante muito
tempo, esteve dominada pelos reis de Creta, que lhe
exigiam pesados tributos. O episódio de Teseu e do
Minotauro deve indicar uma revolução que libertou os
atenienses. Escavações realizadas na ilha de Creta, no
início do século, revelaram a existência de um grande
palácio provido de imensos corredores que lembravam um
labirinto. Por outro lado, afirmam os especialistas que
existem elementos que permitem dizer que os reis de
Creta usavam, em certas festas e cerimónias religiosas,
máscaras representando cabeças de touros.
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TESEU |
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Herói grego, filho e
sucessor de Laertes, rei de Ítaca, e pai de Telémaco. É
o herói principal da Odisseia, de Homero, e aparece
também na Ilíada. Foi um homem de extraordinária
bravura, eloquência e astucia. A Odisseia, narra as suas
aventuras durante um período de dez anos que se seguiram
à queda de Tróia. Atacou primeiro, os Cícones, em
Ismarus, e visitou, depois, o país dos Lotófagos, ou
"comedores de lotos", e mais
tarde, o dos Ciclopes.
Aqui, Ulisses caíu nas mãos de Polifemo. Mas conseguiu
escapar cegando o único olho do gigante, apenas depois
de o ciclope ter devorado seis dos seus companheiros de
Aventura. Chegou, em seguida, à Eólia, pátria de Éolo,
que lhe deu num saco os ventos, exceto o necessário para
levar Ulisses de regresso à sua pátria. Enquanto Ulisses
dormia, a sua tripulação abriu o saco, mas o seu
conteúdo imediatamente soprou o seu barco de regresso à
Eólia, cujos habitantes declinaram continuar a
ajudá-los. Após seis dias de navegação, Ulisses chegou à
cidade dos lestrigões. Escapou a esse perigo apenas para
atracar em Ea, ilha da feiticeira Circe, que
imediatamente transformou em porcos um grupo de homens
enviados em reconhecimento. Por ordem de Circe, Ulisses
viajou para a terra dos Cimérios, onde entrou nos Hades.
Aí encontrou Tirésias, que lhe mostrou muitos outros
fantasmas do mundo inferior e o aconselhou a oferecer um
sacrifício a Posídon para apaziguar a ira do
deus, causada pela
injúria feita a seu filho Polifemo. Regressando a Ea,
Ulisses foi enviado por Circe numa viagem que o levou à
ilha das Sereias, entre Cila e Caribdis. Nesta viagem,
Ulisses perdeu alguns membros da sua tripulação. Ulisses
chegou,
então, à ilha onde pastava o gado de Hélios (deus do
Sol). Os seus homens mataram alguns dos animais para
obterem alimento. Quando eles se fizeram novamente ao
mar, Hélios, enfurecido, levou Zeus a destruir os seus
navios com um raio. Apenas Ulisses se salvou, andando à
deriva num fragmento do barco até Ogígia, onde habitava
a ninfa Calipso. Aí ficou prisioneiro durante sete anos.
Finalmente, foi libertado por ordem de Zeus – graças à
intervenção de Atenas – e construiu um barco com o qual
se aproximou da ilha de Esquéria, pátria dos Feaces. Mas
naufragou novamente, desta vez por ordem de Posídon, já
com terra à vista. Ulisses nadou para terra e adormeceu.
Nausícas e as suas servidoras acordaram-no. Na corte do
rei Alcino, pai de Nausicas, Ulisses contou as suas
aventuras e infortúnios e recebeu um barco para,
finalmente, regressar à pátria, após uma longa ausência.
Ao chegar a Ítaca, disfarçou-se de pedinte, mas, seu
fiel cão “Argus” reconheceu-o. Com a ajuda de Telémaco,
seu filho, agora um homem, venceu os pretendentes de sua
mulher, Penélope, matando-os com o arco que apenas ele
podia disparar. Reconciliado com a sua família,
vinte anos após a
sua partida, Ulisses
sossegou.
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ULISSES
e as sereias |
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ZEUS e
Hera |
Na
mitologia grega, era o pai dos deuses e dos homens e o
mais poderoso dos imortais. Era pré-helénico e adorado
como divindade do céu. A sua presença manifestava-se
pelos raios, trovoadas e chuvas. Seus pais foram Cronos
e Reia e, seus irmãos, Posídon, Hades, Hestia, Demeter e
Hera. Hera foi também sua esposa. Ao dividirem o mundo
entre eles, após terem destronado Cronos, Posídon ficou
com o mar, Hades com os infernos e Zeus com o céu e
regiões superiores, sendo a Terra comum a todos. Zeus
civil era considerado o deus mais importante - Zeus
Polieus - e
protector
da liberdade política (Soter), da lei e da moral. Dike
(Justiça), Témis e Némesis eram seus servos. Mas Zeus
permaneceu o senhor das trovoadas, com uma pele de cabra
representando uma nuvem, a qual ao tremer, provocava as
tempestades. Quando chegou à idade adulta enfrentou o
pai. Zeus disfarçou-se de viajante,
dando a
Cronos uma bebida que o fez vomitar todos os filhos que
tinha devorado, agora adultos. Após libertar os irmãos,
iniciou a guerra Titanomaquia. Cronos procurou seus
irmãos para enfrentar os rebeldes, que reuniram-se no
Olimpo. A guerra duraria 100 até
que,
seguindo um conselho de Gaia, Zeus liberta os
Hecatónquiros. Então,
os deuses olímpicos venceram e aprisionaram os titãs no
Tártaro.
Em outras versões, os aprisionaram em baixo de
montanhas. Então,
partilhou-se o universo:
Zeus ficou com o céu e a Terra, Posídon ficou com os
oceanos e Hades ficou com o mundo dos mortos.
Zeus casou-se primeiro com Métis, a deusa da
prudência;
quando Métis estava grávida de Atena, Gaia profetizou
que este filho iria destronar seu pai Zeus, como havia
acontecido com Cronos e com Urano, e que isso era um
ciclo eterno. Zeus, temendo que isto acontecesse, montou
uma armadilha: fez uma brincadeira com Métis, no qual
eles se metamorfoseavam.
Métis não foi prudente e
aceitou;
em algum momento Métis se metamorfoseou em uma mosca e
foi engolida viva por Zeus.
Isso
não adiantaria de nada,
porque
depois,
a cabeça de Zeus cresceria assustadoramente e Atena
nasceria adulta da cabeça de Zeus, a profecia de Gaia
estava errada.
A segunda esposa de Zeus foi Témis, uma titã, deusa da
justiça.
As
Moiras levam Témis até Zeus para se tornar sua segunda
esposa, e as Moiras profetizam que Zeus tem muito a
aprender com Témis, que é tão sábia quanto Métis.
O matrimónio com Témis
acabaria,
e Zeus se casaria finalmente com sua irmã Hera. Apesar
de casado com Hera, Zeus tinha inúmeras amantes (as
paixões de Zeus). Usava dos mais diferentes artifícios
de sedução, como a metamorfose em qualquer objeto ou
criatura viva, sendo dois dos mais
famosos,
o cisne de Leda e o touro de Europa. Assim sendo, teve
muitos filhos ilegítimos com deusas e mortais, que se
tornaram proeminentes na mitologia grega; Heracles e
Helena, por exemplo.
Hera, ciumenta, perseguia
as amantes e os filhos bastardos de Zeus.
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ZEUS |
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Hino a
Zeus |
"Ouvi-me vós, ó deuses todos e deusas todas,
para que vos diga o que o coração me impele a dizer.
Que não tente feminina deusa alguma ou deus viril
desobedecer às minhas palavras, mas aquiescei todos vós,
para que rapidamente eu faça cumprir estes trabalhos.
Quem eu observar separado dos deuses com tensão
de quer aos Troianos, quer aos Dánaos, prestar auxílio,
golpeado e de forma ignominiosa regressará ao Olimpo.
Ou então agarrarei nele para lançar no Tártaro sombrio,
para muito longe, para o abismo mais fundo sob a terra,
onde os portões são de ferro e o chão é de bronze,
tão longe sob o Hades como sob o céu está a terra.
Sabereis então que sou eu o mais forte de todos os
deuses,
Experimentai, pois, ó deuses, para que todos saibais!
Do céu pendurai uma corrente feita de ouro
e agarrai nela, ó deuses todos e deusas todas!
Mas não arrastaríeis do céu para a planície terrena
Zeus, o sublime conselheiro, ainda que vos esforçásseis.
Porém no momento em que eu quisesse puxá-la,
arrastaria a própria terra e o próprio mar;
e de seguida ataria a corrente à volta do cume do Olimpo,
e todas as coisas ficariam suspensas no espaço:
em tal medida sou superior aos deuses e aos homens."
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Homero |
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Trabalho e pesquisa
de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande – Portugal

Livro de Visitas
 
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