Carmo Vasconcelos

 

 

O VÉRTICE LUMINOSO DA PIRÂMIDE
(Romance) 
 

por

Carmo Vasconcelos


 
II PARTE
PÁG. 17 DE 17 PÁG.



 

EPÍLOGO

 

E Carmen não ganhou a guerra!  
Luanda não era tão longe assim... Viveu mais vinte e três anos com seu marido – ao todo, trinta e dois Invernos. E somente a “morte”, com o seu poder único e indestrutível, conseguiu separar Jorge de Carmen. 
Após a época a que se reporta o final deste romance (1972), Carmen travou ainda muitas mais batalhas, dignas, a meu ver, de preencherem as páginas de um novo livro. Saboreou algumas alegrias, é certo: o nascimento de seu filho Telmo em 1979, e do neto Diogo em 1999. O lançamento de seu primeiro livro em 2000. Entretanto, enfrentou doenças e provações dos entes mais queridos; a maior, a doença de seu filho Pedro (já abordada resumidamente)
hoje, felizmente, sanada. E levou-lhe, inexoravelmente, a mãe, o pai, as velhas e queridas tias. Mais recentemente, em 1995, seu marido, depois, a sogra Rosalina, e por último, a prima Lurdes e o seu irmão Vitor Manuel, já em 2010. 
Mas Carmen, não é uma mulher triste e solitária. A escrita, que finalmente perfilhou, é para ela uma fonte de alegria. Como alegria imensa são os amigos que granjeou através dela. 
A “nossa” Carmen é agora uma mulher serena e tranquila. Aprendeu que a “morte” (palavra que ela faz questão de escrever entre aspas) não existe, não obstante o desaparecimento do corpo físico, pois não é mais do que a transição para um plano de consciência diferente, do qual havemos de retornar inúmeras vezes, para prosseguirmos a Lei Cósmica da Evolução da Alma. Acredita também que cada Vida é apenas uma etapa da pirâmide que escalamos, enfrentando obstáculos e dificuldades, dos quais descansamos de quando em vez, em patamares de alegrias breves. E não perfilha a concepção de “destino ou fatalismo”, antes está ciente de que atravessamos cada vivência, senhores e donos do livre arbítrio de que dispomos, sujeitos, porém, à justa e harmónica Lei da Compensação (ou Karma) que, simplesmente, nos faz colher o que semeamos. 
E é assim que Carmen e Eu – VERSO E ANVERSO DA MESMA MEDALHA – continuamos a subida, apaixonadas pela Dádiva Divina que é a Vida, até que a última jornada nos mostre “O VÉRTICE LUMINOSO DA PIRÂMIDE ”.

 


Nota: Este epílogo foi actualizado em Janeiro/2012
 
Lisboa/Portugal
CarmoVasconcelos
 
 

 
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