SEBO LITERÁRIO

 

Dulce Rodrigues

 

Contos & Teatro

 

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Texto de Teatro Barry4Kids

Corre, Corre Cabacinha
Corre, Corre Cabação


Peça de Teatro em três Actos para Pequenos Actores
Texto de: Dulce Rodrigues
Conto tradicional português adaptado por
 Dulce Rodrigues

Sítio pessoal: www.dulcerodrigues.info
Sítio infanto-juvenil: www.barry4kids.net

Direitos de Autor © Dulce Rodrigues.

SINOPSE: Um divertido conto tradicional português sobre uma avozinha toda desembaraçada e esperta que consegue enganar um lobo, um urso e um leão.

GÉNERO: Peça de teatro LEITORES/ACTORES: entre 15 e 20


TEMA: conto tradicional PÚBLICO: para todas as idades

PERSONAGENS: Narrador, Velhinha, Lobo, Urso, Leão, Neta, Noivo, 5-10 Convidados, 3 Músicos.


CENÁRIO: Uma casa na aldeia.
FONTE da peça: Adaptação de conto tradicional português.


 

A peça pode ser representada por crianças pequenas. O número de actiores oscila entre os 15 e os 20 actores (número normal numa sala de aula), consoante o número de convidados for de 5 a 10.

Notas de Produção
“Corre, Corre Cabacinha; Corre, Corre Cabação” é um bom divertimento, especialmente para os mais pequenos e uma peça gira para o Outono, época das cabaças e outras abóboras.

Personagens
A peça foi escrita para um elenco de um mínimo 15 crianças e um máximo vinte, consoante o número de convidados for de 5 a 10; o papel dos convidados não é falado mas sim meramente de presença, incluindo dança.. Esta flexibilidade traz vantagens, pois algumas crianças querem participar mas são demasiado tímidas para assegurar um papel falado.

Cenário e adereços
Clareira com a casa da velhinha: colocar num lado do palco (cerca de 1/3) a casa da Velhinha e nos outros 2/3 algumas árvores para dar ilusão da floresta. O mesmo para a casa da neta, mas desta vez com os 2/3 preenchidos com a mesa, algumas cadeiras para os convidados, os músicos, etc. Pequeno cantinho (no canto oposto ao da casa) para a horta onde se vai colher a cabacinha.

Vestuário
Velhinha, neta, noivo, convidados e músicos: roupa normal adequada a cada personagem.
Lobo, leão, urso: vestimentária tipo fato-macaco, na cor de cada um dos animais, sendo o respectivo focinho imitado com uma máscara (poderei fornecer o molde para cada uma).

Música
Cantigas de roda e dança para animar o casamento.



1º ACTO, 1ª Cena (Uma casinha na aldeia).

Narrador(a):
Era uma vez uma velhinha que vivia sozinha, na sua casinha da aldeia. Um dia, a velhinha recebeu uma carta...
Velhinha, indo à caixa do correio e vendo a carta:
Uma carta da minha netinha! Que bom! Deixa-me cá ver o que ela me diz! (Começa a ler a carta) Que grande alegria, a minha querida neta vai casar-se e convida-me para o casamento! Não há tempo a perder, vou já pôr-me a caminho! Chegar atrasada é que eu não quero! (Dirige-se para casa)
Narrador(a):
E se assim disse, melhor o fez. A Velhinha meteu-se logo a caminho para casa da neta.
A Velhinha sai de casa com uma carteira na mão e começa a caminhar. É então que...
Aparece um Lobo, muito esfomeado.
Ai, velhinha, que te vou comer!
A Velhinha, cheia de medo:
Ai, meu rico Lobo, não me comas, que eu estou muito magrinha. Vou ao casamento da minha neta e, quando de lá voltar, já venho mais gordinha!
O Lobo, lambendo-se os beiços:
Então está bem, Velhinha! Na volta cá te espero!
A Velhinha segue o seu caminho.
Surge-lhe um grande urso:
Ai, Velhinha, que eu como-te.
A Velhinha, muito cheia de medo:
Ai, meu rico Urso, não me comas, que eu estou muito magrinha. Vou ao casamento da minha neta e, quando de lá voltar, já venho mais gordinha!
O Urso, lambendo-se os beiços:
Está bem, Velhinha, segue o teu caminho, que na volta cá te espero!
A Velhinha continua a andar e cruza-se com um leão.
O Leão, sacudindo a juba de contentamento:
Ai, velhinha, que eu como-te.
A velhinha, tremendo de medo:
Ai, meu rico Leão, não me comas, que eu estou muito magrinha. Vou ao casamento da minha netinha e, quando de lá voltar, já venho mais gordinha!
O Leão, sacudindo a juba de contentamento:
Está bem, Velhinha, na volta cá te espero! Não te esqueças!

Fim do 1º Acto
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2º ACTO, 1ª Cena (No jardim, uma grande mesa posta para a boda do casamento. Músicos que tocam; pessoas que dançam. Grande animação. A Velhinha chega).

Neta, abraçando a Velhinha:
Ai minha rica avó, que contente estou de a ver!
Velhinha:
Ai minha querida neta, como estou cansada! (Senta-se numa cadeira)
Neta:
Sente-se e descanse. Já lhe trago alguma coisa para comer. (Vai à mesa e pega num prato com bolos e traz à avó) Coma estes bolinhos, minha avó. Estão uma delícia!
O Noivo, chegando com uma bebida:
Beba também este sumo, minha avó.
Velhinha:
Obrigada, meus queridos.
A Velhinha come os bolinhos, depois junta-se aos convidados e começa a dançar. A festa continua. Música e bailarico.
Narrador(a):
Quando a festa acaba, os convidados vão-se embora e o Noivo acompanha-os. A Velhinha fica sozinha com a Neta...
A Neta:
Que tem, minha avó? Está tão triste!
A Velhinha:
Deixa-me cá, minha netinha! Estou cheia de medo de voltar!
A Neta:
Então porquê, minha querida avó?
O Noivo junta-se de novo a elas:
Há algum problema, minha avó? Parece que está cheia de medo...
A Velhinha, tremendo de medo:
Pobre de mim! Nem imaginam o que me aconteceu!
A Neta:
Conte depressa, minha avó. O que se passou?
A Velhinha:
Quando vim para aqui, encontrei no caminho um lobo, um leão e um urso. Todos me queriam comer!
A Neta:
Que horror, minha pobre avó! Então e como conseguiu escapar?
A Velhinha:
Disse assim a cada um: Ai, não me comas, que eu estou muito magrinha. Vou ao casamento da minha neta e, quando de lá voltar, já venho mais gordinha! Eles deixaram-me seguir viagem, mas ficaram à minha espera e agora vão comer-me!
A Neta:
Não se apoquente, minha avó. Havemos de resolver o assunto. (Pondo a mão na cabeça como a pensar) Ora deixe-me cá pensar... Temos de enganar esses bichos malvados.
A Velhinha:
Deus te ouça, netinha do meu coração!
O Noivo:
A sua neta vai já resolver o assunto. Vai ver! Ela é muito esperta.
A Neta:
Era o que faltava! Comerem a minha rica avó! Já sei...
A Neta, dirigindo-se para um canteiro da horta :
Vai ver como enganamos esses bichos maus que a querem comer! (Colhe uma cabacinha) Aqui está esta linda cabacinha que a vai salvar!
A Velhinha, admirada:
Uma cabacinha?
A Neta:
Faz-se um furo para passar as pernas e dois furos para os olhos e eles não descobrirão o seu disfarce. (Vai fazendo os furos à medida que fala)
A Velhinha, toda feliz e contente:
Que grande ideia. Como és esperta, minha netinha! (Canta e baila) Trá-lá-lá! Trá-lá-lá! Estou salva.
O Noivo:
Eu não lhe dizia, minha avó? A sua neta é muito esperta.
A Neta:
Pudera! Quem vai à escola não é tolo, não...

Fim do 2º Acto
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3º ACTO, 1ª Cena (A Velhinha e a Neta, à entrada do bosque).

A Velhinha, dentro da cabacinha:
Adeus, minha querida netinha!
A Neta, dando uma palmadinha amigável na cabacinha:
Adeus, minha avozinha querida!
Narrador(a):
E, assim, lá foi a Velhinha por essa estrada fora...
A Velhinha vai rolando pela estrada. Aparece o Leão.
O Leão, cheio de fome:
Ó cabacinha, viste por aí uma velhinha?
A Velhinha, respondendo de dentro da cabacinha:
Não vi velhinha, nem velhão. Corre, corre cabacinha. Corre, corre cabação.
O Leão, muito admirado:
Segue lá o teu caminho, ó cabacinha!
A velhinha continua a rebolar pela estrada fora dentro da cabacinha. Surge o Urso.
O Urso, esfomeado:
Ó cabacinha, viste por aí uma velhinha?
A Velhinha, respondendo de dentro da cabacinha:
Não vi velhinha, nem velhão. Corre, corre cabacinha. Corre, corre cabação.
O Urso, admirado da resposta:
Segue lá o teu caminha, ó cabacinha!
A velhinha continua a rebolar pela estrada fora dentro da cabacinha. Perto de casa, surge-lhe o Lobo.
O Lobo, esfomeado:
Ó cabacinha, viste por aí uma velhinha?
A Velhinha, respondendo de dentro da cabacinha:
Não vi velhinha, nem velhão. Corre, corre cabacinha. Corre, corre cabação.
O Lobo, desiludido:
Segue lá o teu caminho, ó cabacinha!
Narrador(a):
E foi assim que, finalmente, a nossa Velhinha chegou a casa, feliz por ter conseguido enganar os três animais que a queriam comer.
A Velhinha:
Ai minha rica casinha! Que medo que eu tive de não voltar a ver-te!
Mas graças à cabacinha e à minha querida neta, consegui enganar os animais que me queriam comer e aqui estou sã e salva! (Dança)

Fim do 3º Acto

Livro de Visitas

    

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