SEBO LITERÁRIO

 

 

Eliana Ellinger

 

 

POESIA
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SONHO DE CASAMENTO
Eliana Shir Ellinger


Te acercavas de mim, teus olhos
tão brilhantes, faiscando de alegria,
com todo amor que existia
sem nunca terminar.
Seguravas minha mão, sorrindo
de paixão, trêmulo, quente, bravio,
pelos degraus de
prazeres que íamos escalar...
Horizonte sem fronteiras,
passamos sob as palmeiras,
na sombra de uma noite
que ainda estava por chegar.
E me olhavas embevecido,
como se o tempo parasse
e eu apenas escutasse
teus murmúrios de amor.
Atravessando o portão,
junto ao meu teu coração,
me conduzindo à chupá daquela
sinagoga onde uma vez só falavas
para sempre me amar.
Entregamos alianças um ao outro...
douradas, cintilantes,
jóia rara à dois amantes!
Me levantavas do solo,
levando-me em teu colo,
ao ninho acetinado que
estava a nos esperar...
Fui a ti me aconchegando,
te buscando pela cama,
mas não estavas lá...
Abracei meu travesseiro,
virei para o outro lado,
continuei a sonhar...

Eliana Shir Ellinger
Hazorea.il 17/09/2004

 

VENTO
Eliana (Shir) Ellinger


Vento que vem... Vento que vai,
Vento que busca... Vento que ofusca,
Vento que prende... Vento que solta,
Vento que venta é o vento que volta...

Vento que trouxe e eu nem esperava,
Vento soprando na minha jornada,
Vento girando em meu coração,
Vento tão forte, virou furacão...

Vento ventando trazendo mormaços,
Vento que em fúria me pôs nos seus braços,
Vento gritando e em meu corpo vagando,
Vento faminto, sedento, me amando...

Vento a dizer-me palavras de amor,
Vento a aquecer-me como um cobertor,
Vento selvagem que é meu senhor...

Vento... por onde estás ventando agora ?
Não sinto o teu perfume como outrora...
Volta, vento... Silencia o meu lamento...

Eliana Shir Ellinger
Rio,10/07/2003

 

 

 

A GAZELA E O CAÇADOR
Eliana (Shir) Ellinger


Quanto amor brotou naquela cama,
soberbo ninho de quem ama!
Tuas mãos...minhas mãos...
sem que soubessem,
iam e vinham sem freios,
navegando onde quisessem.

A cada beijo, aumentando
mais e mais nosso desejo!
Tua boca...Ai, amor, me deixou louca!
Nada pecado, nada pensado,
nem proibido ao teu lado!

Eu a gazela tão bela,
tu caçador de um amor!

Nossos corpos nos lençóis rolando,
se tocando, se afastando,
nos levando a caminhos
nunca dantes percorridos,
saciavam toda fome, toda sede
de carinhos!

Eu a gazela tão bela,
tu caçador desse amor!

Sugavas-me o colo, os seios,
numa loucura tão pura...
O calor do teu corpo se jogando
sobre o meu,
nossos cheiros, nossos gostos,
se estampavam em nossos rostos,
como nunca aconteceu!

Hoje o amor continua,
se aprofunda, se acentua,
na mais suprema ventura
que nasceu à luz da lua...

Eu a tua gazela
e tu meu caçador!

Eliana (Shir) Ellinger
14/09/2001

 

 

ACRÓSTICO
- SOMOS UM APENAS  -
Eliana (Shir) Ellinger


Se um dia me esqueceres,
Ou de amar-me adormeceres,
Minha vida apagará as luzes
Ou no meu caminho errante,
Serei poeira ao vento fustigante...

Um amor assim tão forte não sentia,
Minha alma junto à tua se irradia...

A suprema ventura de quere-te tanto assim,
Pela estrada que sigo, sempre estás junto comigo
Entre o céu, o ma, a terra deste amor sem fim,
Não há pecado que nos limite os desejos,
Apenas entre nós paira esta sublime certeza:
Serei para sempre tua, serás eternamente meu !

Eliana (Shir) Ellinger

 

 

AH! COMO EU QUERIA ...
Eliana (Shir) Ellinger


Eu queria te escrever uma poesia,
como prá ti escrevia há tanto tempo.
Mas hoje meu coração meio partido,
se recusa e se envolve num lamento.
Eu queria te escrever uma poesia,
trocando o meu amor pela amizade...
Mas dentro de mim sinto um bloqueio
que me impede apagar toda saudade.
Eu queria te escrever uma poesia,
e dizer de mim qualquer mentira...
Mas foi-se prá longe o que eu sentia
ao ouvir de ti a novidade.
Hoje dizes não ter sido uma verdade,
que em seu coração só vivo eu !
Mas como acreditar, se foi maldade
o que fizeste esmagando o meu ?

Eliana (Shir) Ellinger
Rio, 11/06/2002

 

Livro de Visitas

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