SEBO LITERÁRIO

Gal Braga

 

POESIA

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Pássaro Ferido

Gal Braga


Eu, pássaro ferido!
coração machucado,
silencio meu canto.

Eu, pássaro ferido!
sufoco minh'alma,
reprimindo meu canto.

Voei por campos floridos,
avistei mares, montanhas,
senti-me águia imponente
conheci terras estranhas.
O meu canto faz-me triste,
que nem sei será ouvido,
tal qual cisne solitário,
sou um pássaro ferido!

Gal Braga (sh@nti)
30/03

 

 

 

Quero Ser

Gal Braga


Quero ser a luz que emana,
estar em plena harmonia,
viver em estado de graça,,
sentir-me em eterna euforia.

Quero ser sempre o "quase",
quero estar sempre zen,
quero viver nas nuvens,
quero sentir-me bem.

Quero ser a inspiração,
quero estar nas entrelinhas,
quero viver de paixão,
quero sentir-me rainha.

Quero ser a personagem,
quero estar na sua história,
quero viver seus momentos,
quero sentir-me "em glória".


Gal Braga (sh@nti)
19/03

 

 

 

Orgasmo

Gal Braga


No ar, o cheiro de almíscar
misturado com o olor de sexo.
Em pleno ato qual duas feras no cio,
nos tocamos, nos exploramos;
ouvem-se sussurros de prazer,
gemidos de tesão,
frases desconexas... e até palavrão.
Enfim, chegamos ao auge da exaustão!
Corpos suados, bocas sedentas,
e as marcas nos nossos corpos
são a prova desse momento de entrega total.


Gal Braga (sh@nti)
SSA/BA - 28/01/2009

 

 

 

Fetiche

Gal Braga


Ponha-me numa redoma,
faça-me sua dona
num ritual de amor.

Traga-me flores silvestres,
vinho da melhor espécie,
canções, violinos, sabor

Quero vê-lo transformado,
num súdito apaixonado,
escravo de meu desejo

Sem culpas e sem pecado
"fetiche" realizado,
entre delírios e beijos.

Gal Braga (sh@nti)

 

 

 

Nosso Prazer

Gal Braga


Entendo esse olhar maroto,
tal qual menino guloso
querendo se saciar.

Meu coração acelera,
adrenalina libera,
num gostoso arrepiar.

Sentindo-me arrepiada,
quero por ti ser tocada ,
sem razão e sem pudor.

Quero ser presa domada,
uma fêmea alucinada
num belo ato de amor.

Gal Braga (sh@nti)
26/10/2008 08: 02h
Salvador/Ba

 

 

 

 

 

Auto Retrato

GalBraga


Sou do mar, sou Maria
Adoro cheiro de mato
E também de maresia.

Choro e sorrio facilmente
Emoções à flor da pele
Centrada e inconsequente.

Sou mãe leoa, sou loba
Que pelas crias dá a vida
Mas não me façam  de boba.

Sou pudica e pecadora
Ora fel, ora doçura
Jamais uma traidora.

Nas horas certas e incertas
Sou tristeza, sou alegria.
Sou do Bem, dou garantia.

GalBraga (sh@nti)
SSA/BA - 05/04/2012

 

 

 

 

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