SEBO LITERÁRIO
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Querida Amiga Arlete
Sinceramente não sei por onde começar, querida amiga. Esta terra sempre me
surpreende com casos destes. De um lado o esperado, dada a nossa localização
geográfica, e por outro lado insólito.
É esperado que de vez enquanto bóie nas nossas águas pacotes de cocaína, estamos
no meio da Europa, o mercado e da América do Sul, o celeiro da droga. Ao
qualquer momento um navio qualquer pode se aliviar da cargas indesejadas se
pressentir que irá sofrer uma abordagem policial. Também pode acontecer que se
afunde e a carga se espalhe pelas nossas águas. Ou, simplesmente, fazer uma
“transferência” numa praia deserta e surpreendido deixar ao Deus dará toda a
mercadoria.
O insólito é saber que a nossa ingénua população, em pleno século vinte e um,
use a “farinha” para, a mulher, fazer papa e, as crianças, cola para trabalhos
manuais. Querida amiga Arlete, não é a primeira vez que isto acontece…
Há dez anos, apareceu a boiar bidões de metanol, combustível inflamável,
provavelmente algum contentor, transportado por algum navio, inadvertidamente
vou parar ao mar. Sabes o que aconteceu? Os pescadores apanharam os bidões,
julgado tratar-se de alguma bebida desconhecida, ingeriram-no e tivemos vários
casos de óbitos e de internamento.
Desta vez não aconteceu nada, pois antes de a papa ser ingerida. Alguém,
provavelmente algum ex-imigrante reconheceu a qualidade da “farinha” e alertou
as cozinheiras…
Um
dos pescadores ao saber do que tinha as mãos foi a correr entregar um saco de
pacotes ao Policia Nacional. Alguns mais “espertos” resolveram vender o produto
achado, ontem foi o dia em que a cocaína, muito provavelmente, foi vendida ao
preço mais barato de sempre, cerca de vinte e cinco euros por quilo. Não sei se
o GUINESS terá conhecimento e provas para publicá-lo nas suas páginas.
Querida amiga Arlete, creio que devia ter começado pelo princípio, que achas?
Tudo isto aconteceu na Calheta de São Miguel, mais precisamente na zona de
“Ponta Verde” no Domingo passado, dia 03 de Julho de 2011. Soube ontem, a
televisão deu a notícia e informou que foram detidos dois indivíduos implicados
na venda da droga que apareceu a boiar no mar.
Hoje fui a missa muito cedo, é o sétimo dia do falecimento de um vizinho, a
conversa versou mais na droga vagabunda que na vida exemplar que normalmente os
defuntos vivem. Ouve até uma senhora que disse:
-Deus deu a sorte a muita gente, que deixou voar!
Não contive, era demais, tomei da palavra e… Tentei convencê-la que a droga é um
mal. Não trás nada de bom. Só destrói e só cria desgostos. Usou todos os
argumentos possíveis… mostrei exemplos e mais exemplos. Recordei-a do dia
importante que hoje é, o dia da Independência de Cabo Verde e que droga só serve
para tornar os nossos filhos dependentes. Dependentes da droga,
tóxico-dependentes.
Mas… Cansado, eu calei-me por fim, desanimado e sem a certeza de ter conseguido
mudar a idéia dela com o meu esforço… O homem é um ser tão egoísta, amiga
Arlete, tão egoísta, que sinto pena de mim!
Praia, 05 de Julho de 2011
João Furtado
http://joaopcfurtado.blogspot.com
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C Como me orgulho de
ti Cabo Verde A As ilhas dez em nação transformadas B Brilhante sol hoje no céu despontando O O teu mais nobre valor, a dignidade! V Vejo-te no mundo te impondo E E do nada que é a tua única R Riqueza, tua cultura e teu povo D De esforço e luta no dia-a-dia E Ergues entre as nações a tua Bandeira! João Furtado PRAIA, 05 DE JULHO DE 2011 http://joaopcfurtado.blogspot.com |
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Querida Amiga Arlete
Esta semana não podia começar pior. O domingo ainda
iniciava, era quase cinco horas da manha quando recebi a
triste e impensável noticia.
Amiga, o telefone tocou e atendi, é normal ser chamado à
qualquer hora do dia. Tenho amigos e familiares
espalhados pelo mundo. As vezes sinto um friozinho na
barriga, tal como senti naquele momento, mas tento
pensar sempre que no outro lado da linha está alguém a
anunciar que ganhei na lotaria. Que a noticia à receber
será a melhor do mundo. Mas não é o que aconteceu. Era a
pior noticia que poderia desejar. O meu afilhado Belmiro
Batalha Lopes, pai da minha também afilhada, Belangela,
falecera naquela noite. No telefone estava a cunhada
dele e minha prima Elsa Furtado.
Ouvi e calei-me, fiquei mudo, estático e senti o chão o
me faltar por baixo dos pés. A única frase que conseguia
repetir no momento era “Belmiro morreu”. Nem chorar
consegui. A minha mulher que estava ao meu lado começou
a chorar e a gritar. Eu fiquei mudo e com uma enorme
vontade de chorar, gritar, e rebelar contra o fatal
destino.
Ainda consegui e com muito gosto perguntar:
-Como…Que aconteceu?
Ela falou-se de ataque cardíaco fulminante. Não resistiu
e morreu de imediato. Morte súbita. A minha cabeça
parecia que ia arrebentar de tanta dor. Não podia
conformar-me com tamanha desgraça. Ele era jovem e com a
vida pela frente…
Sabes… Amiga Arlete, conheci o Belmiro há 22 anos. Ele
namorava uma estagiária no serviço da minha mulher e que
muito provavelmente seria minha parente, o nome dela é
Angela Furtado. Tu não sabes… Cá nesta terra o ter
apelido “Furtado” é pertencer a mesma árvore
genealógica, não se pode escapar desta sina. O meu pai
sempre afirmava aos quatro ventos “FURTADO é uma única
família”. Ficamos amigos tão íntimos que… Surgiu-me uma
viagem de trabalho e não queria deixar a minha mulher e
os filhos em casa sem um acompanhante é que…Querida
Arlete, a minha mulher estava grávida, com quase nove
meses, ia ter filho na minha ausência. Pensamos, e,
chegamos a conclusão que a Angela Furtado era a pessoa
indicada. Ela aceitou e a minha mulher teve a companhia
que queria e que desejava. Foi a Angela Furtado que a
levou para o hospital e que a deu todo o apoio, que eu
ausente, ela precisou ao dar a luz a minha filha mais
nova.
Querida Arlete, pediste-me para que eu seja mais sucinto
nas minhas longas cartas para ti… Mas como escrever
sobre a morte do meu amigo sem lembrar que a nossa
amizade foi crescendo sempre e sempre. A Angela Furtado
e o Belmiro Batalha Lopes casaram-se poucos dias depois.
Mal regressei e ainda a viver a alegria de ter mais uma
bela adicionou a ela a alegria da afilhada anunciada. Eu
e a minha mulher fomos padrinhos de casamento e, com a
vinda da filha nove meses depois, passei com distinção
no papel de compadre do casal. Passara a ser o padrinho
da Belangela. Os anos passaram e inversamente
proporcional a nossa amizade se tornou cada fez mais
estreita. Tiveram mais duas filhas e elas também
habituaram a me chamarem de padrinho, muito embora terem
nascido em Portugal e eu continuar em Cabo Verde.
Sim, amiga Arlete, os meus afilhados foram residir em
Portugal, mais precisamente em Lisboa a poucos metros
das Portas do Benfica. Mas creio eu que o meu nome,
alias padrinho, foi pronunciado com muita frequência,
para que as outras duas meninas me tratarem como
padrinho e eu tratar as três da mesma maneira… Usei e
abusei da hospitalidade deles sempre que me desloquei a
Lisboa. Afinal eram meus afilhados…
Em Lisboa tiveram que trabalhar e estudar. E o trabalho
para emigrantes não é fácil… Para que estou eu cá a te
dizer estas coisas, tu estás em Portugal. Deves saber
melhor que eu o que é levantar as quatro horas de
madrugada, no inverno frio para ir trabalhar nas “obras”
e levar a marmita de comida fria, que nem sempre
conseguem aquecer nos poucos minutos destinados para a
refeição. Ter que estar durante o dia de pé num trabalho
duro e regressar cansado a cair de morto… Tomar um banho
a correr e mal comer alguma coisa para sair de novo com
único rumo - estudar. Foi esta a vida dos meus
afilhados.
Amiga Arlete, não é em vão o meu respeito por eles,
mostraram ser pessoas infinitamente responsáveis e
correram riscos calculáveis em tudo. Conseguiram
transmitir um principio de vida as filhas que, primeiro
com espanto e depois com admiração, nunca havia visto
antes e penso ter sido casos raros. Eles não podiam
pagar nem um infantário, nem uma empregada… Tinham ajuda
dos familiares, principalmente da mãe do Belmiro, mais
não obstante, ensinaram as duas meninas a cuidarem-se, a
mais pequenina ainda não era nascida, vinham da escola,
iam a cozinha e aqueciam o que havia para comer…
Agradecendo ao Deus pelo pouco ou muito que havia e
alimentados, ocupavam o tempo a estudar ou a divertirem
vendo a televisão.
Não posso escrever-te, amiga Arlete, esta carta sem te
dizer isto. Era uma sexta-feira e estávamos na quaresma.
Estava de trânsito por Lisboa e me acomodei mais uma vez
na casa dos meus afilhados. Inadvertidamente apanhei um
frango assado ao passar perto de uma churrasqueira e
levei. Em casa lamentei:
-Esqueci-me que hoje é sexta-feira, vamos ter que
guardar o frango para amanha!
Sabes o que a mais nova das filhas dos meus afilhados me
disse de imediato?
Não imaginas…
-Não padrinho, vamos comer! O frango é mais barato que o
peixe. O objectivo da abstinência é poupar para dar aos
menos favorecidos… Comendo frango estamos a fazer
precisamente isto.
Ela tinha na altura pouca mais de seis anos.
Amiga Arlete, segunda-feira feira não foi melhor. O meu
amigo morreu na Ilha do Maio e foi transportado por
barco para a lha de Santiago, onde resido. O corpo dele
foi submetido a autópsia e ficou na câmara ardente em
Santa Catarina, Assomada. O enterro foi anunciado para
terça-feira. Pedi um dia de despensa no trabalho, estou
a trabalhar há 26 anos na mesma empresa e era a primeira
vez que estava a pedir um dia de despensa e fui negado.
Segundo o último regulamento, não me dou muito bem com
os regulamentos, só devemos ir aos enterros de
familiares do primeiro grau, o melhor amigo, compadre e
afilhado não entra neste círculo. Fiquei estupefacto com
esta revelação. Me parecia, pelo menos noto uma certa
liberdade nos meus colegas, que devíamos ter a liberdade
de ser um pouco mais solidário. Resolvi que devia, pela
primeira vez, faltar ao trabalho…”Amanha faltarei o
trabalho…” Eu estava a pensar, quando o chefe em
substituição do meu chefe directo, agastado com a minha
incompreensão afirmava:
-Furtado, já não existe despensas, falta e justifica ou
tens de pedir um dia de férias, se ainda gozaste apenas
uma parcela. Sabes que agora só se pode gozar as férias
um três parcelas.
Amiga Arlete, os regulamentos são cegos, surdos e mudos,
só que… Na minha terra não são assim tão cegos, surdos e
mudos para todos… A mesma flexibilidade que tenho notado
a minha volta não é a mesma que notei para comigo…
No fim do dia, já preparado para faltar no dia seguinte,
tive a noticia que afinal o enterro seria na
quinta-feira. Iam esperar a chegada da Ângela Furtado e
das filhas. Elas permaneceram em Lisboa. Na verdade
estavam para reuniram na próxima semana, ou seja na
primeira de Julho deste ano. A morte não os deixou.
O Belmiro veio e conseguiu ganhar concurso de Procurador
da República e colocado na Comarca do Ilha do Maio, onde
ficou pouco mais de três meses. Foi cheio de esperanças
e voltou como te contei, amiga Arlete, falecido… Como se
diz cá na terra, foi porque quis e caminhando com seus
próprios pés e regressou carregado.
Por fim na quarta-feira a noite pode ir ver a família e
chorar um pouco com eles. Aproveitei uma boleia de um
amigo comum, o António Andrade, sabes amiga Arlete, a
família do Belmiro reside quase no outro extremo da
Ilha. Entretanto só pude ver a mãe dele. A esposa e as
três filhas chegariam no mesmo dia, mas as altas horas
da noite. O corpo estava em conservação no Hospital
Regional do Norte de Santiago, onde não tínhamos acesso.
Tive algo de bom também nesta quarta-feira desta semana
de tristeza. Não é que o meu chefe directo, que estava
fora em missão de serviço, chega? E autoriza-me a
despensa para o funeral? Pelo menos não teria, depois de
26 anos de trabalho, a minha primeira falta
injustificada…
Outra boa notícia, quem nem pude me alegrar com ela, é
sobre o nosso “OLHARES DE SAUDADE”, a Fátima Bettencourt
vai fazer “prefácio” e acha que é um bom livro, pode-se
melhorar em alguns aspectos, amiga Arlete, mas está
aceitável. Uma critica desta saindo da boca de Fátima
Bettencourt deixa qualquer um muito satisfeito. Eu não
fugiria a regra se não estivesse numa semana daquelas!
O enterro foi dramático, principalmente porque me
encontrei com as minhas afilhadas, a esposa Ângela
Furtado Lopes e as três filhas. O Belmiro estava, como
sabes amiga Arlete, no caixão, que foi coberto com a
Bandeira Nacional e vários ramos e coroas de flor. Ao
som da música clássica e um discurso do representante do
Ministério da Justiça para os familiares o corpo do meu
amigo e afilhado e compadre foi deixado na sua última
morada.
Eu, amiga Arlete, sentia dois fios de água a me correr
rosto abaixo enquanto contemplava as duas filhas mais
velhas desesperadas e sofrerem e a mais nova, coitada,
com cerca de cinco anos, a brincar com o primo de quase
a mesma idade!
Ontem foi a missa do sétimo dia, a família mais calma, é
a lei da vida, caminham para a normalidade. Fomos a
missa, eu e a minha mulher. Choramos um pouco e rezamos
pela alma do nosso grande amigo, um dos poucos que
temos!
Enquanto chorávamos, passava na estrada um cortejo em
festa, batuque, gritos de alegria e buzinões, num
descapotável, estavam um casal muito jovem, a rapariga
vestida de branco e o rapaz de fato. Nós não sabíamos
quem eram, mas todos tivemos uns minutos de alegria pela
vida que se renovava naquele casamento!
João Furtado
Praia, 03 de Julho de 2011
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Uma iniciativa tão boa Num esforço sem tréguas Este de PAZ, não só falar mais alcançar Sem duvidas que é tão nobre Como indispensável para este conturbado mundo Onde houver um homem deve ser proclamada! Marchemos unidos para a PAZ Atrevamos pensar como Gandhi No esforço de uma luta sem armas e sem tréguas Inda que para tal, a morte inglória alcancemos Faremos o que certo está, e, o mundo agradecerá Este nobre gesto à favor da PAZ tão desejada Sinal este que da UNESCO vem este ano Tarde, nunca jamais será se abraçados Os homens todos neste sentido remarem! Do futuro os nossos filhos e netos Orgulhosos do passado nos agradecerão Ilustrando com o nosso exemplo Sua Historia e seu destino futuro! Mil razões temos, nós os homens de Instruirmo-nos na senda da PAZ, para Liberdade, amor e harmonia alcançarmos! João Furtado http://joaopcfurtado.blogspot.com |
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| B
Belmiro grande amigo E Esta triste noticia recebida L Lágrimas nos meus olhos criaram M Meu grande afilhado e estimado compadre I Infeliz, eu sinto a dor de saudade infinita R Recordo-me dos nossos momentos vividos O O meu pesar e a minha mágoa é enorme! B Batalhaste toda a vida pela vida e A A morte veio quando menos esperavas T Te tomar e contigo ir para a eternidade A Amigos e família deixaste desamparados L Lamentando a falta que jamais será colmatada H Hoje perdemos-te, meu grande amigo A As tuas filhas de ti recordarão com respeito e admiração! João Furtado Praia, 26 de Junho de 2011 http://joaopcfurtado.blogspot.com |
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| N
Neste Domingo de festas Juninas à A reflexão é, sobretudo este flagelo O O trabalho infantil... É uma vergonha... A A data de hoje é de alerta há anos O O “não ao trabalho infantil” é gritado e o Mundo... T Ter duzentos milhões fora das escolas R Recrutas e militares infantis na África ou no Mundo A Ardinas e agricultores e sapateiros e passadores de drogas B Barbeiros e vendedores do próprio corpo A Afastados dos pais ou obrigados pela miséria L Levantando mãos num gesto habitual de pedinte H Haja sol, chuva ou vento, sem onde se abrigar O Os teus filhos, homem, eles são os teus filhos menores…! I Implacável e cego pensas apenas em ti N Não vez que amanha será tarde F Fabricas tristezas e vendes lágrimas A Ao explorares crianças e aceitares N No lugar de estarem nas famílias e nas escolas T Terem como único espaço a rua das amarguras I Infelizes chorando das saudades dos seus… L Logicamente, deves ter vergonha de seres homem! João Furtado Praia, 12 de Junho de 2011 http://joaopcfurtado.blogspot.com |
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| L Lamento, mas
não consigo escrever U Um poema sobre ti, Camões I Inspiração pura dos deuses das letras S Soberbo Príncipe dos poetas V Vou me calar e escutar e talvez A A arte ler um pouco nos LUSIADAS Z Zelosamente escrita e cantada por ti! D Desculpe-me a amiga Arlete Piedade E Esta missão de um poema fazer para hoje.... C Claro que muitos poemas serão escritos A Ainda bem que existem muitos e bons poetas M Minha tristeza é não poder falar e escrever Õ O poema que mereces, mas não ouso atrever-me E E passar para papel o que nunca imaginei S Ser poeta e honrar o maior de todos com meu poema! João Furtado http://joaopcfurtado.blogspot.com |
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