Clamores Silentes
X PARTE (ÚLTIMA)
Nesta visão profunda de mundos que se
chocam, um apelo se faz ecoar e neste associo-me ao que diz o Irmão
Dealmo Lunkes: “Que cada pessoa não tenha um horizonte limitado à
sua realidade pessoal, familiar ou só de sua comunidade. Mas que
seja alguém inserido nas realidades do mundo presente e do futuro,
com um horizonte sempre aberto à comunidade maior, a sociedade
global, sobretudo aberto à eternidade...” Assim sendo, reafirma o
pesquisador e professor em educação inclusiva, Rodrigo Smolareck:
Ecoamos por uma prática pedagógica e catequética que universalize o
conhecimento, permitindo ao sujeito tornar-se protagonista de sua
própria história, proporcionando momentos reflexivos que contribuam
crítica e democraticamente para a transformação social, para a queda
de um poder opressor que desmantela a dignidade humana. Deve isso
ser a grande utopia possível e acrescenta: “Somos todos, os
pedagogos, forças vitais em busca de complementação, realização
plena. E este sonho só será realidade quando nos integrarmos em uma
ação conjunta, idealizada por muitos...” Porém, se o cansaço e a
descrença permearem no seu íntimo, procure lembrar um famoso dito de
Paulo Freire: “A educação não é neutra; ou estamos do lado do
oprimido ou contra ele”. É o desafio. Façamos a nossa escolha! “A
cada um pedirei conta de seu irmão” (Gên 9:5): veneração e amor pela
vida dos outros. A Encíclica Papal Evangelium Vitae diz: A vida
humana é sagrada e inviolável. O escritor Felipe Aquino escreveu
muito sobre o reconhecimento da grande obra de Deus Pai e os
verdadeiros valores para a nossa vida agora, aqui na terra e na
eternidade. E nos fez lembrar que o tempo que Deus nos concede neste
plano é preciosíssimo; cada minuto da nossa vida terrena terá o seu
correspondente na eternidade, isto é, na construção da vida
definitiva. Nossa vida na eternidade será um desabrochar pleno em
Deus que é o Deus da vida, aqui e lá. Nossos dias atuais são como a
semeadura dos dias eternos. De fato, temos consciência de que a
maior dádiva de Deus para conosco é a própria vida presente. A cada
dia estamos fazendo o filme da nossa existência, do qual seremos
espectadores na hora de nosso próprio julgamento, quando nós mesmos
saberemos quais são os nossos merecimentos para a vida eterna.
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"Quando a dor dos oprimidos nos
toca a consciência e vai parar no coração, logo se manifesta pelas
obras e isto expressa o sentido de nossa fé na palavra de Deus que
nos diz: a fé sem obras é morta" (Tg. 2:14) Por isso a mensagem
deste livro é luz para que saibamos tomar como lema para a caminhada
o "Ver-Julgar-Agir-Celebrar sempre à luz do evangelho".
( isto está escrito na contra-capa do
livro)
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Eis aí o meu primeiro livro!
Obrigada, amigo Carlos!
Juraci Martins
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