SEBO LITERÁRIO

 

 

Ligia Scholze Borges Tomarchio

 

 
 
RETENDO IMAGENS

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OYARA

Ligi@Tomarchio®


Emoldurada pela paisagem
só em devaneios
pende trança
a escorrer pelas costas
tal lágrimas expostas
ao vento...

Lamento de quem sonha
amor e encontra dor.

Ao longe as palmeiras
testemunhas do seu olhar
talvez refletido nas águas
desejam desvendar seus segredos.

Oyara,
doce menina de trança
seu amor virá
das águas, qual um deus
envolvido em seus cabelos
soltos, livres e amados!

Ligi@Tomarchio®

 
 

PARTÍCULAS DE VIDA

Ligi@Tomarchio®



Meu ser
em átomos esbarra
sentimentos múltiplos abordam
minh’alma distraída.

Devaneios consomem
desvão sem alarme
desconectado da realidade
dorme e sonha.

Luar frio e disforme
arrebata visão
distorce realidade
encanta câmeras discretas.

Negra noite acalma
ausente a luz
sombras encontram pares
amam olhares perdidos...

Rua clara
luar manto prateado
imanta corações calados
no rumar do tempo.

Alento par’alma
fria, calada
quer luz
encontra breu.

Consente o amor ausente
real dissipado etéreo
eterno pensar
mundo adormecido
morto.

Ligi@Tomarchio®

 
 

REFLEXÃO?

Ligi@Tomarchio®


Subalternas ao meu querer inconsciente
qual caleidoscópio de sensações
palavras ancestrais vêm a tona
na redoma do coração.

Pouca ação, apenas contemplação.
Tanta beleza, colorindo meu viver
sons múltiplos, às vezes único
remontam ao passado...

Púrpuras orações escorrendo qual lamento
inundam de amor todo meu ser.
O ser, o eu, eu...
Delicadeza, supremacia de deuses
acaricia meus sonhos escusos...

O viver é simples, não comum...
Sofisticação natural inata do ser.
Nas profundezas da emoção
incrustadas nas entranhas
estão meu morrer e renascer.

Ligi@Tomarchio®

 
 

PARAÍSO POESIA

Ligi@Tomarchio®


Poeira
mera penumbra
perambulando diante dos olhos
retidos pelo espelho
sem alma
e com calma se arrepende.

Perene
puro ar
esvoaçar de desejos
soltos nas madeixas negras
do destino felino
arredio
trancado.

Abissal
das profundezas
profanadas palavras surdas
envolvem os diamantes
imantados de desejo.

Real
realeza dos véus
a cobrir sentimentos
verdade de ser
coragem de amar
o paraíso dos versos.

Universo
travado e contido
no desvão
invento e talento
incoerente e presente
no coração
e a tinta a escorrer
da pena.

Interno ser
eterno pensar
o sentido
sufocador e irreproduzível
reluz
emerge repentino
sem nada a esquecer.

Poesia paraíso
é apenas ser
paraíso poeta.

Ligi@Tomarchio®

 
 

SOM DIVINO

Ligi@Tomarchio®


Alameda passa...

Meus olhos sombreados
deliciam-se com o verde
e raios chamam
minh'alma encantada.

Violinos traduzem
em notas musicais as cores do céu...

Na terra, o pulsar...

Corações apaixonados
entoados pela música divina
afinando os laços
que nos unem à vida.

Ligi@Tomarchio®

 

SOU MAGIA DO SEU COMPUTADOR

Ligi@Tomarchio®
a Eda Carneiro da Rocha


Sou um produto da tecnologia.
Sou magia de computador.
Cibernética.
Frenética.
Tenho chips, transmissores e amores!
Conecto com o mundo, a dor e a real felicidade!
Virtual eu sou.
Coração de computador veloz.
Taquicardia de susto e paixão!
Emoção eletrônica, supersônica.
Ouço vozes ao longe e de outros mundos.
Escrevo sobre sonhos fantasiosos,virtuosos
personagens, virtuais sofreres!
Acorde, minha amiga, e veja a real
realidade virtual!
Sou eu quem lhe fala e escreve.
A imagem que vê é uma fotografia
digitalizada.
Sou real e virtual.
Fantasia e magia dos tempos atuais!
Lígia é tão virtual quanto real.
Ela tem seus momentos...
Escolha quais quer ver e os terá para sempre!
Assim sou e serei sempre , se quiser!
Princesa do mundo tecnológico,
virtualmente doce.
Realmente sua.

Ligi@Tomarchio®

 
 

SARA

Ligi@Tomarchio®


Atrás do vidro
moído coração
construindo sonhos
templo destruído.

Findo o tempo
sem asas voa
cego e apaixonado
procurando orações
no altar da vida.

Percorrido o caminho
muitos muros escuros
becos secretos
retidão no pensamento.

Mão na boca
um beijo perdido
carinho aprisionado
explode em lágrimas secas.

Secreto, porém grande
sentimento busca dor
em deuses e altares
rosas, cores, perfumes.

Doce presença plácida
fragilidade interna
interrompe rumo certo
acredita forte
na imagem ideal.

Descendente certa
acorrentada na vida
correnteza de amor
explode em rochas
incandescentes tochas
emoções remotas.

Sob o luar encontro
restos de medo e dor
redemoinho de emoções
rostos assustados.

Fotografada a sorte
nada resta a fazer
ora ensinar ora aprender
rezar e agradecer
a dádiva recebida.

Futuro promissor
retém pretérito
presente iluminado.

Clara a manhã
enaltece âmago
pleno de amores
sabedoria eterna.

Ternura, loucura...moça agora!

Carrega o rio, o mar, a laguna...
Empresta o verde, o amarelo, o azul...
Sente odores, perfumes, calor...

Ligi@Tomarchio®