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Ligia Scholze Borges Tomarchio |
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RETENDO
IMAGENS
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Pág.
6 de 13 Pág. |
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AMAZÔMIA
DEUSA
Ligi@Tomarchio®
Perfeição
e
atitude
de
séqüitos,
cépticos
e
sépticos.
Proclamam
salvação
encontram
solidão.
Imagens
distorcidas
querem
fazer
crer
num
mundo
desorientado
preocupação
não
há
em
preservar.
A fé
no
futuro
é
maior
a
realidade,
imagem
vã.
Crer
é
vital
arte
de
poetas
e
sonhadores...
Há
uma
deusa
entre
as
matas
faz
parte
dela
como
o
ar...
Nos
rios,
riachos
correm
alaridos
salvação
premente
e
real
da
selva
animal.
Não
serão
homens
a
proteger
qualquer
ponto
do
planeta
à
sua
volta
só
destruição...
No
âmago
dos
sons
silvestres
de
pássaros
e
espíritos
elementais
presente,
representa
conservação
a
Deusa
Amazônica!
Não
tenha
pouca
fé
Amazônia
Deusa
Se
auto
preservará...
Ligi@Tomarchio® |
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A
LAMA
Ligi@Tomarchio®
A
chuva
cai,
O
pensamento
se
esvai
em
lamentos
e
suspiros,
sucessivos,
intermináveis...
Quanta
melancolia
há
nesse
clima
triste,
onde
o
som
da
chuva
nos
embala
e
desampara...
Que
pureza
há
nessa
água,
cai
sem
timidez,
pura
e
cristalina.
Pena
que
entrando
em
contato
com
a
terra,
perca
toda
sua
beleza
tornando-se
lama...
Pensando
bem,
a
lama
também
é
bela
e
necessária,
assim
como
a
chuva
que
alimenta
a
terra...
Quantas
belas
obras
de
arte,
esculturas,
até
coisas,
foram
e
são
feitas
com
a
lama,
enfim...
Jamais
podemos
desdenhar
as
coisas
da
natureza,
tudo
tem
sua
razão
para
existir,
é
belo
e
necessário!...
Ligi@Tomarchio® |
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CAMINHO
PERDIDO
Ligi@Tomarchio®
Vivo
sem
vida
ida
nem
vinda
rumo,
no
escuro
caminho
perdido!
Magia
da
vida
não
encontro
o
caminho
que
me
leve
longe,
bem
longe
dessa
dor
que
corrói.
Desnuda
e
muda
em
nada
creio
espantada
vivo
plantada
no
mundo
qual
vegetal
imundo.
Mundo
estranho
esse
vive-se
implorando
paz,
compreensão
só
recebemos
guerras
interiores
egos
perdidos,
corações
partidos
mentes
dissecadas,
corpos
insanos!
Morte
é a
solução
dela
nada
esperamos
só
aguardamos
nossa
hora!
Ligi@Tomarchio® |
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CANÇÕES
Ligi@Tomarchio®
Como
fazer
com
essa
ida
e
vinda
de
canções
corações
secos
desalmados
sem
rumo
não
se
pode
nada
esperar
rezar?
Ajoelha-se
no
ar
entre
águias
acima
sem
suspeita
receita
de
amar?
Os
cânticos
flutuam
não
mais
no
ar
ondulando
úmidos
carregando
estrelas
submersas
internas
orações
da
alma?
Calma
no
olhar
receio
ou
anseio
espelhado
sons
truncados
refletidos
e
contidos
âmago
cruel
fel?
Ardente
canção
és
chama?
Clamor...
Ligi@Tomarchio® |
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CARNAVAL
Ligi@Tomarchio®
Carnaval
de
idéias
místicas
tradições
culturais
remotas
carrosséis
turbinados
tecnológicos
nada
lembra
o
passado.
História
perdida
no
baú
do
esquecimento
passistas,
porta-bandeiras,
baianas,
baterias,
alas
de
frente,
desfilam
a
falta
da
tradição
perdida.
Sem
mérito,
moral,
todos
pagãos
reinventam
a
grande
festa
afro-brasileira
visitada
por
vários
mundos
distantes
fascinados
pela
sensualidade
tropical.
Exibem
aos
forasteiros
alucinados
estridentes
sons
e
gestos
sensuais
fantasias
de
anjos,
deuses,
animais
versejam
cantos
exóticos
perseveram
no
seu
intento
de
entreter.
Um
povo
carente
de
educação
e
cultura
onde
a
fome,
o
tráfico
e a
impunidade
imperam
financiados
pelos
donos
do
Brasil
expõem
seus
destaques
seminus.
Sobre
alegorias
flutuantes
milionárias
frenéticos
corpos
sedentos
de
sexo
dançam,
rebolam,
estrebucham
com
a
ausência
de
justiça
social
e
igualdade
de
direitos.
Revolta
minha
envolta
de
espanto
vendo
tanta
dor
e
miséria
periférica
vejo
apenas
mascarados
qual
bandidos
ladrões
da
dignidade
e da
poesia.
Com
trabalho
o
ano
inteiro
muitos
sobrevivem
da
festividade
pagã.
Pessoas
religiosas,
famílias
unidas
na
costura
desses
fardos
da
sociedade
decadente.
Reflexos
podem
ser
vistos
nos
periódicos
jornalísticos
do
exibicionismo
pernicioso
das
rainhas
e
reis
do
Carnaval.
Súditos
encharcados
e
bêbados
acometidos
de
loucura
oportunista
digladiam-se
por
uma
chance
de
ao
menos
por
alguns
instantes
participarem
de
blocos
fantasiados
de
alegria.
Sentem-se
assim,
menos
miseráveis
e
até
cidadãos
da
pátria
mãe
gentil
entregue
aos
estrangeiros
da
guerra.
Pactuar
com
essa
Babel
retroceder
às
medievais
barbáries
não
fará
de
mim
alguém
mais
feliz...
Apenas
uma
brasileira
envergonhada
pelas
injustiças
da
pirâmide
social
onde
todos
desmoronam
a
cada
quarta-feira
de
cinzas...
Ligi@Tomarchio® |
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CHEIRO
DE
PAIXÃO
Ligi@Tomarchio®
Descrevo
em
teu
rosto
seco
de
paixão
todo
pecado
de
não
sentí-lo.
Amanhece
a
paixão
recriada
e
maldita
perfume
colorido
cheiro
soterrado.
Criação
indolor,
angustiada
sem
rumo,
fora
de
prumo
arrebata,
desnuda
conforta
e
satisfaz.
No
âmago
das
palavras
encontro
alento
um
despertar
sôfrego
um
amar
desalmado.
Sensação
de
frecor
mansidão
anoitecendo
reluz
minh'alma
sedutor
perfume.
Crepuscular
sedução
carrega
solitária
dor
da
alcova
emaranhada
flamejada
de
lágrimas.
Maldita
perfumada
solitária
descomunhão.
Ligi@Tomarchio® |
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COLÉGIO
INTERNO
Ligi@Tomarchio®
Interino
e
profundo
jaz
colégio
da
vida.
Minutos
de
sabedoria
soterrados
no
porão
da
saudade.
Idade
reporta
momentos
de
infinita
sofreguidão.
Desconsolo
maldito
destempêro
de
sorte.
Menino
de
oito
anos
tragado
pelo
colégio
maldito.
Chora
ao
pai
rígido
raiva
da
separação.
Inesperada
incompreensão
causadora
de
mal
estar.
Fecha
a
tumba
com
lágrimas
caminha
a
passos
lentos.
Recepcionado
por
um
anjo
espectro
de
horror.
Apenas
oito
anos
de
idade
adentra
o
colégio
interno.
Sorverá
talvez
sapiência
sofrerá
certeira
flexa
de
dor.
Menino
sábio
de
oito
anos
retornará
magoado
ao
pai.
Consolo
é
seu
tesouro.
Liberdade
é
sua
salvação.
Ligi@Tomarchio® |
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