SEBO LITERÁRIO

 

Maria Tomásia

 

POESIA

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SEM RUMO
Maria Tomasia


Caminho sem rumo, sem direção,
não sei onde irei chegar, sozinha,
sem ter ninguém que me dê a mão.
Sinto-me uma desgarrada andorinha.

Há vários dias perdida na multidão,
não tendo com quem desabafar.
Tristezas existem em profusão,
estou muito prestes a naufragar.

Não consigo encontrar a solução
para meus problemas resolver.
Vivo numa constante inquietação,
sem saber que caminho escolher.

Até quando terei que viver assim?
Não quero ser uma pessoa infeliz
- mas isso não depende de mim.
Está difícil encontrar a diretriz.

Mas não vou desistir, vou lutar.
Irei melhorar com força e coragem
e não me deixarei hostilizar.
Não entrarei nessa malsã engrenagem.

Maria Tomasia
RJ 23/03/12

 

AMOR SEM FIM
Maria Tomasia


Durante muito tempo, viajei
procurando por um grande amor.
Inúmeros obstáculos enfrentei
para encontrar o meu libertador.

Lutei e venci invisível inimigo,
passei muitas noites ao relento,
livrei-me de grande perigo,
algumas vezes, senti o desalento.

Depois de passar por tanto sofrimento
e de enfrentar muitas agruras,
certa noite, olhei o firmamento
e, nas estrelas, vi tua doçura.

Quando desse sonho acordei,
tu sorrias pertinho de mim...
Minha felicidade, de ti, não ocultei;
vi que nosso amor seria sem fim.

Maria Tomasia
RJ 16/05/11

 

SIM, SINTO SAUDADE
Maria Tomasia


De um tempo que parece distante,
em que corria alegre pelos campos.
Chegava em casa arfante.
Voava como os pirilampos.

Colhia muitas frutas silvestres
entre elas a araçá não faltava,
para presentear os meus mestres;
e borboletas eu também caçava.

Voltava pra casa cortando caminho.
com o bornal cheio daquelas frutinhas.
Eu as oferecia com tanto carinho...
Eles gostavam e eu batia palminhas.

Às vezes com bichos me deparava,
mas deles já nem sentia medo.
Ficava calada e não me apovorava.
Em silêncio rezava o Credo.

Maria Tomasia
RJ, 03/10/12

 

TEM...
Maria Tomasia


gente com total indiferença
ao sofrimento e a descrença
fingindo nada entender
para não ter que socorrer.

acha-se todo poderoso
e se considera generoso
quando oferece uma moeda
a quem está em queda.

mas uma palavras é negada
a quem na lama é jogada
que só espera um sorriso
e nada mais é preciso.

esquece-se que um abraço
ajuda a aliviar o cansaço
de uma vida de sofrimento
e de total isolamento.

Maria Tomasia

 

TAJ MAHAL
Maria Tomasia


O amor sempre foi a base de tudo:
é lindo, todos hão de concordar.
Faz da nossa vida um enorme escudo
e por ele não nos deixamos naufragar.

Dizem que o Taj Mahal foi dedicado ao amor
de um imperador mongol a uma mulher plebeia.
Desse lindo monumento foi ele o construtor
e para terminá-lo foi grande a sua odisseia.

Sua esposa era, no harém, a preferida.
Aos trinta e quatro anos de parto faleceu.
Ela era um amor que dava cor à sua vida;
antes de partir, quatorze filhos lhe deu.

De tristeza, o imperador quase morreu.
Suas riquezas aos filhos entregou,
na construção do mausoléu se envolveu
e, concluído, à imperatriz amada o dedicou.

Ao perdê-la, nada mais o estimulou
- não ouvia as músicas de que tanto gostava.
De usar jóias ele também abdicou;
pelos banquetes já não se interessava.

Assim que terminou a construção,
como a imperatriz, ele também morreu
e aos filhos deixou a instrução
de juntá-lo a ela que tão cedo faleceu.

Em memória à Minitaz Mahal é o Taj Mahal.
Se é lenda ou história não há como saber.
É uma das sete maravilhas do mundo atual
e tributo a um amor que não se pode esquecer.

Maria Tomasia

Livro de Visitas

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