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SEBO LITERÁRIO
  
POESIA
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NOSSA DANÇA NAS
ESTRELAS
Maria Tomasia
Meu amado, tu me
chamaste
e aqui estou,
vim pra ficar.
Tu, as estrelas,
galgaste
para dançarmos à
luz do luar.
As estrelas nos
esperam
para mais e
mais, brilhar.
As nuvens nos
aguardam
para começarmos
a bailar.
E, na magia
sublime da
dança,
diante do brilho
da constelação,
sempre teremos a
esperança
de que nunca
haverá
separação.
Nossos corpos
estão ligados
ao som de um
ritmo ardente.
Nunca mais serão
separados,
pois seremos um,
somente.
Rodopiaremos,
pés junto a pés,
braços e pernas
num só passo.
Dançaremos,
mesmo de través,
até acertarmos o
compasso.
Chegarei bem
pertinho de ti,
porque daí,
jamais sairei.
Demorei tanto e
até me abati,
porque és meu
amor e meu rei.
Teus lábios
buscam os meus
para, com
beijos, selar
nosso amor,
como os meus
procuram os
teus,
pois desejam te
beijar com
ardor.
Maria Tomasia
RJ 19/04/10
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SOLTO MEU GRITO
Maria Tomasia
Solto meu grito, tão
condoído,
ao ver tantas almas
sofrendo;
jovens com o futuro
já corroído,
às profnndezas vão
descendo.
São os pobres
coitados da vida
que vivem soltos e à
míngua,
sem terem sequer
restos de comida
e até de água, para
molhar a língua.
Todos enxergam, mas
não fazem nada,
passam sempre em
disparada,
principalmente
durante a
madrugada...
alguns, dão até
risada.
Pela tristeza que
invade meu coração,
grito ao mundo para
dar uma olhada
nessa pobre gente
sem direção,
dando-lhe comida e
tirando-a da
calçada.
Maria Tomasia
RJ 19/02/11 |
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Por que tu
sentes tanto
orgulho?
Isso não te
levará a lugar
algum!
Tu és, nesta,
vida mero
pedregulho.
Nada possuis, és
uma pessoa
comum.
Todos nós somos
totalmente
iguais,
nosso sangue é
da mesma cor.
Diferença não
haverá jamais;
saibas que a
ninguém és
superior.
Ao partires,
serás pela terra
destruído;
sozinho estarás,
sem ninguém, sem
amor.
Teu corpo será,
como todos,
corroído.
Tua destruição
será inexorável;
quiçá não
ganharás nem uma
flor...
Quando chega, a
morte é
implacável.
Maria Tomasia
RJ, 26/02/12
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UMA ROSA E UM
POEMA
Maria Tomasia
É certo que não
conheces o
poema,
nem muito menos
a linda flor,
porque ambos
vieram desse
admirador
que, para se
declarar, usou
esse
estratagema...
Sempre que
olhares para a
rosa,
lembra-te de que
a colhi no meu
jardim.
Como tu, ela é
bela e formosa;
foi regada e
cuidada por mim.
O poema tu
jogaste na
gaveta
nele não
prestaste a
esperada
atenção.
Se o tivesses
lido, saberias
de antemão
que nele
desenhei minha
silhueta.
Do teu sempre
eterno
admirador,
que, com amor,
te enviou aquela
flor.
Maria Tomasia
RJ, 14/09/12
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Quem sou? Vivo a
indagar;
não sei, nem
consigo cogitar.
Sou como a flor
do campo,
devido à grande
humildade,
quando sou por
alguém ferida,
acho que é uma
maldade.
Estou aqui para
enfeitar;
se me maltratam
só sei chorar.
Carrego comigo a
simplicidade
e a fragilidade
de toda flor,
levo a todos a
beleza
mas ninguém me
dá valor...
Preciso apenas
de amor,
porque sou parte
da natureza,
Mas às vezes me
maltratam
e sinto que não
sou amada.
Só quero ser
melhor cuidada,
que me olhem e
admirem,
mas que me
deixem viver.
Sou perfumada e
enfeito a vida;
por que não sou
querida?
Isso é tudo o
que desejaria
ser!
Maria Tomasia
RJ, 11/09/12
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