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SEBO LITERÁRIO

Poesias
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Mulher
Marcos
Milhazes***
Seus
sentimentos
são
coisas
e
causas
especiais.
Quando
penso!
Seria
tão
mais
simples
seu
amor
sem
rodeios.
Mas
não!
Ela
procede
sempre
do
simples
para
o
composto
Dos
elementos
para
um
todo
Das
meras
causas
simples
para
efeitos
especiais
Dos
simples
princípios
do
amor
Para
grandes
conseqüências.
Complica
delicadamente
sua
forma
de
gostar
Exige
sentimentos
verdadeiros
Cria
exatas
proporções
do
coração
Sempre
emotiva,
desliza
na
pele
suas
gotas
de
paixão,
transformando-se
numa
escultora
do
amor,
então.
Dessa
forma,
eu
diria
e
rogaria
aos
céus.
O
tempo
de
você
nesse
mundo
de
Deus
Desejaria
apenas
menos
uma
fração
de
segundos.
E
teria
apenas
uma
certeza!
Como
um
verdadeiro
e
sincero
amor
requer
De
nunca
ficar
sem
você.
Uma
verdadeira
síntese
de
mulher...
Marcos
Milhazes*** |
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O
Repentista
Marcos
Milhazes***
Como
o
sol
ele
é
insistente,
astuto
em
sua
fobia.
Às
vezes
impertinente.
Não
se
cala
nem
dormindo.
Dorme
acordado
e
sempre
acorda
dormindo
e
falando.
E
assim
que
pode,
já
diz.
Vou
indo
falar
outra
vez.
Nem
se
importa
com
o
som.
Sempre
fala
no
mesmo
tom.
Às
vezes
desafina,
quando
te
vê.
É
sempre
a
mesma
ladainha,
fala
batendo
por
você
como
um
repentista,
que
sempre
rima
amor
e
paixão.
Esse
meu
coração...
Marcos
Milhazes*** |
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Papiro
Marcos
Milhazes***
Tão
antigo
meus
escritos
Semblantes
de
margens
alagadiças
De
rios
d’água
transparentes
Descrevia-te
Das
tintas
à
pureza
da
arte
Da
sombra
da
pena
em
riste
Sacudindo
letras
no
ar
E os
versos
sangravam
sem
parar
Sábios
provérbios
rudimentares
e
reais
Transcritos
nas
mãos
da
alegria
à
nostalgia
Pelas
veredas
do
escrevedor
Que
doar
é
mestre
do
universo
E
até
ama
em
versos
Ou
só,
no
inverso
ante
o
adverso.
Registro
da
própria
vida
Num
banquete
a um
coração
demente
Mas
sincero
que
não
gosta
da
tal
dor
E a
mente
o
presenteia
com
amor
É
como
a
aranha,
rainha
da
teia
Ou
Da
forma
mais
rasa
e
profunda
dos
anseios
De
um
sabiá
que
na
dúvida
rejeita
o
antigo
ninho
De
um
lobo
que
só
ama
uma
vez
em
seu
caminho
Posto
tais
sonhos
o
transcrevo
Em
meu
eterno
pergaminho...
Marcos
Milhazes*** |
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Amitié
Amoureuse
Marcos
Milhazes***
Quando
renhido
venci
as
distâncias
Caminhei
em
busca
de
ti
longínqüas
estâncias
E o
escrevedor
dizia
para
a
poeisa
Quando
a
distância
separa
a
alma
repara
Simplório,
sim
se o
legado
não
fixasse
a
tal
da
amizade
de
família
Complicado?
Quiçá
!
Com
a
presença
de
Amitié
Amoureuse
Lamentável,
com
certeza
Quando
a
lucidez
vira
insensatez
E
busca
a
efeitos
de
filos
do
bom
viver
Produz
alegorias
de
puro
egoísmo
e
desatenção
Tentar
aguardar
por
vingança
uma
dissensão
Ousar
atirar
o
ex-amor
na
lama
Construindo
seus
alicérces
em
areias
com
seus
dúbios
vestígios
de
uma
falsa
fama
E
hoje
olhando
sua
foto
amarelada
Aquela
que
me
enfeitiçava!
Engraçado!
Não
consegui
sentir
nada
E o
que
restou
de
ti
em
mim
na
forma
de
amizade
ou
mera
semelhança.
Hoje
convicto
e
com
tristeza
te
afirmo
que
não
deisxastes
em
mim
nenhuma
herança
Posto
tal,
apago
hoje
de
ti
seus
vagos
registros
em
minhas
já
pequenas
lembranças...
Marcos
Milhazes*** |
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Com
Jeito
de
Saudade
Marcos
Milhazes***
Em
minha
ânsia
e
vaidade
de
suprir
toda
a
falta
que
sinto
por
você
Doi-me
a
alma
e
falta-me
o
ar.
Daí,
ponho-me
a
sonhar
e
soluçar
Torno-me
pranto.
Torno-me
um
soluço.
Torno-me
soluços
ou
uma
vertente.
Torno-me
um
choro
entrecortado
de
suspiros.
Torno-me
um
fragor
d´alma.
Tento
virar
um
solvente
da
tristeza
E
meu
pranto
virá
como
uma
correnteza
Em
rios
de
lágrimas,
sou
a
água
Em
céus
de
nuvens
sou
uma
estrela
de
constelação
Das
nuvens,
te
ilumino
para
vê-la
por
frestas
Sempre
tão
delicada
e
singela!
Diga-me,
pois
querida!
Qual
a
próxima
melodia
ou
poema
com
jeito
de
canção
que
irás
com
harmonia
tocar
e
matar
essa
saudade
do
meu
coração...
Marcos
Milhazes*** |
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Com
uma
leve
sensação
Marcos
Milhazes***
Quiseram
minhas
palavras
se
revelar.
Num
jeito
oculto
tal
a
magia
de
versar
e as
letras
bailavam
no
ar.
Escrevia
uma
carta
para
ela
Coisa
simples,
num
bloco
de
recado.
Falava
de
como
o
tempo
tinha
passado
Num
tom
até
apressado
e
com
a
cara
de
pecado
Da
forma
como
a
via
Do
jeito
de
como
a
conhecia
Da
sua
linda
mania
de
bulir
nos
cabelos
Do
meu
jeito
bobinho
de
te
olhar
De
como
seus
olhos
brilhavam
ao
luar
Coisas
faladas
nas
cartas
Aquelas
de
amor
e
amizade
Que
o
tempo
não
determina
a
idade
Ou a
hora
de
sentir
saudade
Falar
do
meu
gênio
forte
e
declarar-me
arrependido
do
males
que
criei
Mas
também
das
coisas
boa
que
plantei
Postei
minha
carta
com
emoção
Dias
depois,
lá
estava
eu
no
portão
De
uma
aproximação,
ainda
guardo
na
lembrança
e no
coração
Era
o
carteiro
com
uma
carta
na
mão
Que
discretamente
me
entregava
Um
carimbo
azul
nela
brilhava
e se
lia
claramente
como
num
terço.
O
destinatário
não
mais
existe
nesse
endereço...
Marcos
Milhazes***
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Para
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